ISSN 0365 — 4508 ARQUIVOS DO MUSEU NACIONAL re ' Nunquan aliud natura sapientia dicit J. 14,321 In silvis academi quoerere rerum, Quamquam Socraticis madet sermonibus Ladisl. Netto, ex Hor RIO DE JANEIRO Setembro de 1981 APRESENTAÇÃO No ano de 1876, precisamente em seu dia 26 de março, lançava o então Diretor do Museu Nacional, o Dr. Ladislau de Souza Mello e Netto, o primeiro volume dos “Archivos do Museu Nacio- nal do Rio de Janeiro”, com finalidade de “dar conta das investigações e trabalhos realizados no estabelecimento. . . etc”, havendo preferências pelos trabalhos originais de seu pessoal docente. O volume precedente, de nº LV, editado em 1975, antecedeu de um ano ao centenário do periódico, ocorrido em 1976. Dificuldades de suprimento financeiro impossibilitaram a publicação do número LVI. Finalmente, agora mercê da compreensão do Conselho Nacional de Desenvolvi- mento Científico e Tecnológico (CNPq), pode dispor o Museu de recursos bastantes para lançar a presente tiragem. Assume, assim, o número LVI dos Arquivos, o caráter singular de número comemorativo do 1º centenário do mais antigo periódico dedicado às ciências naturais e antropológicas do país. E que significa isto? Cem anos de pesquisa — gerações e gerações de cientistas, pesquisadores, professores e técnicos debruçados, dia após dia, sobre a realidade biológica e cultural sediada no espaço físico e político ocupado pela nação brasileira. E, como consegiiência as maiores coleções, levantadas em todo o território nacional, de amostras e exemplares ilustrativos da riqueza biológica e geológica e da diversificação cultural integrantes do nosso patrimônio natural, etnográfico, arqueo- lógico e bio-antropológico, concentrados em seus Departamentos e servindo de lastro básico para uma riquíssima gama de pesquisas, teses, monografias e artigos científicos e de divulgação cultural. O centenário dos Arquivos passou, no momento exato, sem maiores comemorações, e a bem dizer quase desapercebido. Parece ter havido esquecimento quanto a essa realidade fundamental de que as nações sem história são também nações sem futuro. A própria história é um cemitério de comunidades que olvidaram a autovalorização de seus feitos e de suas tradições. Como reverso da medalha vemos nações que, com tradição forte e definida vocação nacional, sobreviveram às mais graves crises e se perpetuaram ao longo do tempo histórico fiéis a sua identidade política e étnica. Possa o presente volume dos Arquivos do Museu Nacional, ao acentuar as finalidades da Instituição, em obediência aos desígnios que a fizeram nascer e crescer, contribuir para que autori- dades e agências de apoio à cultura e à pesquisa venham a melhor conhecer e avaliar a importância de termos periódico científico de seu quilate, e enfileirar-se dentre os congêneres mais antigos das Américas e, ao mesmo tempo, exemplificar a ânsia de crescer e de conhecer que tem sido uma das características mais típicas do processo de evolução do Museu Nacional do Rio de Janeiro. Luiz Emygdio de Mello Filho 19º Diretor do Museu Nacional 1976 — 1980 ISSN 0365 — 4508 ARQUIVOS DO MUSEU NACIONAL Nunquan aliud natura sapientia dicit J. 14,321 In silvis academi quoerere rerum, Quamquam Socraticis madet sermonibus Ladisl. Netto, ex Hor VOL. LVI RO il SER ria 1 E Cie RIO DE JANEIRO Setembro de 1981 ÍNDICE A PIE RIVERS a e TRAGA Era a E e AR SA E RAT SRD SR A A RR E O VE sea 5 — DALCY DE OLIVEIRA ALBUQUERQUE, DENISE PAMPLONA e CLAUDIO JOSE BAR- ROS DE CARVALHO Contribuição ao conhecimento dos Fannia R. D., 1830 da região neotropical (Diptera, ESnGUias Pas sudo é pros nro ctg CR e 8 6 UPE ad DR RR 7 RNA 92 8 UR a der dr a De So 8 9 — JOSE CANDIDO DE MELO CARVALHO The Bryocorinae of Papua New Guinea (Hemiptera, Miridae) ........cciiccoliiicco. 35 — MARGARETE EMMERICH Revisão taxinômica dos gêneros A/gernonia Baill. e Tetrapiandra Baill. (Euphorbiaceae — PEER pod SA ie rg A A ca a RAM Pe RS, E UR cg O a RS E ad 91 — ARNALDO CAMPOS DOS SANTOS COELHO, HENRY RAMOS MATTHEWS e JOSE HENRIQUE NOBREGA LEAL Superfamília Tonnacea do Brasil. Vi — Família Cymatiidae (Mollusca, Gastropoda) ....... 111 — ARGENTINO VIEGAS FONTES Estudos comparativos da genitália da fêmea no gênero Notho/opus Bergroth, 1922 (Hemiptera: DEMTPRCIGIE Pag ole CRE va SA ct et Do res ia ba AO 4 a RS Dar ID LR O tra DR DS 137 — LEA DE JESUS NEVES Origem e classificação dos esclerócitos foliares em espécies de Ficus no Estado do Riode Janeiro, 185 r A publicação deste volume LVI dos Arquivos do Museu Nacional, cuja editoração esteve a cargo dos Professores Arnaldo Campos dos Santos Coelho e Leda Dau, teve auxílio financeiro integra! do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). . Rio de Janeiro, 30 de setembro de 1981 Arq. Mus. Nac., RJ/v. 56/set. 1981 CONTRIBUIÇÃO AQ CONHECIMENTO DOS FANNIA R. D., 1830 DA REGIÃO NEOTROPICAL (DIPTERA, FANNIIDAE) - (Com 60 figuras) O material que nos serviu de base para este traba- lho é o da coleção do Museu Nacional da UFRJ e não é uma amostra suficientemente significativa para maiores inferências. Adotamos linha eclética tendo como eixo HENNIG (1965), juntando caracteres não considerados de maior relevância filogenética (HENNIG £c), porém auxilia o grupamento de espécies. O conhecimento dos Fannia R. -D., 1830 neotropi- cais é fragmentário, daí acreditarmos válida a nossa con- tribuição. Reconhecemos 8 grupos e 3 subgrupos. Por cami- nhos quase diferentes chegamos a conclusões semelhan- tes às de CHILLCOTT (1961). Na América do Sul os grupos mais encontradiços são de espécies como as Fan- nia castanhas, listradas no dorso e com o fêmur HI dila- tado ou não no ápice, com grupo de cerdas ciliformes ou não. O subgrupo petrocchiae pelo plesiomorfismo que apresenta, fronte larga e as cerdas frontais retrodirigidas, DALCY DE OLIVEIRA ALBUQUERQUE f!) DENISE PAMPLONA ft) CLAUDIO JOSÉ BARROS DE CARVALHO f!) Museu Nacional — Rio de Janeiro é sobremaneira característico da região neotropical e foi incluído no grupo canicularis pela ausência do processo baciliforme. Encontra-se também na América do Sul um grupo bem peculiar, grupo anthracina, conhecido do pa- ralelo quinze para o Sul. Apresentamos uma chave para grupos, uma chave para subgrupos, uma chave para espécies, esta respaldada por descrições sinópticas das espécies já bem conhecidas e abundantes ilustrações. A chave para espécies não pre- tende relacionar os grupos, apenas facilitar a identifi- cação. Foram redescritas e figuradas as espécies mal co- nhecidas na liiteratura e apresentamos duas espécies novas. Pela dificuldade de ajustar machos e fêmeas nos grupos só estão representados na chave os machos, e as fêmeas grupadas de acordo com a genitália. Chave de grupos para Fannia neotropicais 1) dg Processo baciliforme presente ............ dó Processo baciliforme ausente 2) Processo baciliforme helicoidal Processo bacilidorme não helicoidal ooo o mona “rt r..asmõsananõnmõamõuu a O 3) Olhos ciliados; tarsos anteriores alargados; tíbia || não fortemente alargada no terço apical ventral; coxa IH na face posterior nua... .ccccccccsc. Olhos nus; tarsos anteriores não alargados; tíbia || fortemente alargada no terço apical ventral; coxa ll na face posterior ciliada ......ccccccccccco. 4) Tarsos anteriores esbranquiçados; abdome negro .. Tarsos anteriores castanho-escuros; abdome com manchas amarelo translúcidas 5) Processo baciliforme não como abaixo Processo baciliforme cuneiforme Processo baciliforme em forma de gancho Fronto-orbital superior presente n..u....znanu.nanõagrccrvnr.aamu “a. rrraama.mõmnorm=mnamõam rerum na 6) Processo baciliforme bifurcado apicalmente ..... 7) Arista com pubescência menor que a largura da arista na base Arista com pubescência maior que a largura da arista na base 8) Fronto-orbital superior ausente ..........cc.. CO Grupo scalaris Grupo anthracina Grupo grandis Grupo obscurinervis Grupo Flavipalpis Grupo admirabilis da e AR pr qa e NA a “Subgrupo canicularis 9) Parafaciália com cílios; fronte com cerdas não retrodirigidas e mais estreita que a espessura da antena; abdome trimaculado dorsalmente rrenan Subgrupo pusio Parafaciália com cerdas curtas; fronte com cerdas retrodirigidas e mais larga que a espessura da antena; abdome com outro padrão Descrição dos grupos 1) Grupo canicularis PP Coloração geral. Tórax castanho acinzentado com listras castanhas e abdome lateralmente amarelo translúcido, exceto no subgrupo pusio que têm tórax e tt) Bolsista do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). 2... a... um a Subgrupo petrochiae abdome negro não translúcido. Olhos nus. Coxa III ciliada posteriormente. 80 es- ternito reduzido a dois ou mais pequenos escleritos. Es- permatecas em número de duas arredondadas. Subgrupo canicularis Comprimento total: 4,5 a 5,0 mm 10 , Parafaciália nua. Placa cercal mais longa que larga. 8º esternito reduzido a quatro pequenos escleritos (ou cinco, vide in PONT, 1977: 44). 6º e 7º esternitos qua- drangulóides. Espécie do subgrupo: « Fannia canicularis (Linnaeus, 1761). Subgrupo pusio Comprimento total: 2,5 a 3,5 mm Parafaciália com série de peios. Placa cercal mais larga que longa. 8º esternito reduzido a dois pequenos escleritos. 69 e 79 esternitos bem mais largos que longos. Espécies do subgrupo: Fannia dodgei Seago, 1954 Fannia femoralis (Stein, 1898) Fannia pusio (Wiedemann, 1830) Fannia sabroskyi Seago, 1954 Fannia snyderi Seago, 1954 Fannia trimaculata (Stein, 1898) Subgrupo petrocchiae Comprimento total: 3,5 a 4,0 mm Parafaciália com série de cerdas curtas. Quetotaxia do tórax, patas e abdome bastante desenvolvida. Espécies do subgrupo: Fannia petrocchiae Shannon & Del Ponte, 1926 Fannia longipila Albuquerque, 1954 Fannia mesquinha sp. n. 11) Grupo scalaris PP Coloração geral: Negra com polinosidade cinza. Tórax dorsalmente apresentando listras castanhas escuras pouco evidenciadas. Olhos nus. Coxa lil ciliada posteriormente. Placa cercal mais longa que larga. 89 esternito reduzido a dois pequenos escleritos. 70 esternito levemente afilado api- calmente. 6º e 7º esternitos pouco mais largos que lon- gos. Três espermatecas piritormes. Espécie do grupo: Fannia scalaris (Fabricius, 1794) 11) Grupo anthracina 29 Coloração geral: Negra com reflexo azulado. Olhos ciliados (esparsamente em anthracina). Coxa HI nua posteriormente. Cercos com cerdas apicais lon- gas. Placa cercal mais longa que larga. 8º esternito redu- zido a dois pequenos escleritos. 69 e 7º esternitos pouco mais largos que longos. Duas espermatecas piriformes (três em anthracinal). Espécies do grupo: Fannia anthracina (Walker, 1837) Fannia schnusei Stein, 1911 Fannia albitarsis Stein, 1911 IV) Grupo grandis 99 Coloração geral: Cinzneta acastanhada com tó- rax apresentando três listras castanhas largas e irregu- lares. Olhos esparsamente ciliados. Tarsos anteriores cas- tanhos e alargados. Coxa III nua posteriormente. Cercos com largura aproximadamente a metade da placa cercal ao nível do meio. Placa cercal mais larga que longa. 89 esternito reduzido a uma pequena placa. 7º esternito D.O. ALBUQUERQUE; D. PAMPLONA & C J.B. CARVALHO pouco mais largo que longo. 6º esternito quadrangulói- de. Quetotaxia do 6º esternito com cerdas distribuídas pelo disco. Espermatecas em número de duas, como na fig. 13. Espécie do grupo: Fannia grandis Malloch, 1912 CHILLCOTT (1961: 163), inclui F. grandis (próxi- ma de F. clavata) como grupo benjamini, subgrupo vitta- ta. Este grupo tem coxa Ill ciliada posteriormente. F. grandis e PF. cfavata as têm nuas. V) Grupo heydenii 99 Coloração geral: Cinzenta acastanhada à negra acastanhada com tórax apresentando listras. Abdome late- ralmente amarelo translúcido, menos visível que nos Sd. Ólhos nus. Coxa Ill ciliada posteriormente. Placa cercal mais longa que larga. 80 esterinito reduzido à dois pequenos escleritos ou ausentes. 60 e 70 esternitos mais longos que largos. Espermatecas em número de duas (três em inermipennis), como nas figs. 25, 15, 41 e 49. Espécies pertencentes ao grupo: Fannia heydenii (Wiedemann, 1830) Fannia bahiensis Albuquerque, 1954 Fannia bella Albuquerque, 1957 Fannia flavicincta (Stein, 1904) Fannia inermipennis Albuquerque, 1954 Fannia penicillaris (Stein, 1900) Fannia personata sp. n. Fannia punctipennis Albuquerque, 1954 Fannia tucumanensis Albuquerque, 1957 Fannia tumidifemur Stein, 1911 Fannia yenhedi Albuquerque, 1957 CHILLCOTT (1961: 154) inclui F. punctipennis no grupo benjamini, subgrupo setifer. Este grupo tem palpos amarelos. F. punctipennis os têm castanho-es- curos. VI) Grupo obscurinervis PP Coloração geral: Negra. Olhos esparsamente ciliados. Asas acastanhadas com a margem superior e nervuras transversais orladas de castanho (e ápice em /tatiaiensis). Coxa Ill ciliada posteriormente. Placa cercal mais larga que longa, cordi- forme. 8º esternito reduzido a dois pequenos escleritos. 79 esternito quadrangulóide. 69 esternito bem mais largo que longo. Duas espermatecas como nas figs. 39, 31 (3 em Airtifemur). Espécies pertencentes ao grupo: Fannia obscurinervis (Stein, 1900) Fannia hirtifemur (Stein, 1904) Fannia itatiaiensis Albuquerque, 1956 VII) Grupo Flavipalpis 4? Coloração geral: Tórax cinzento-acastanhado com listras castanhas. Abdome cinzento com máculas castanhas. Olhos nus. Coxa Ill ciliada posteriormente. Placa cercal mais larga que longa. 8º esternito reduzido a dois pequenos escleritos. 6º e 70 esternitos pouco mais largos que longos. Duas espermatecas piriformes. Espécie pertencente ao grupo: Fannia Flavipalpis Stein, 1911 dr CONTRIBUIÇÃO AQ CONHECIMENTO DOS FANNIA R.-D. ... VHI) Grupo admirabilis Deixamos de apresentar o grupo pois a espécie só é conhecida do holótipo d. Destrição das espécies: Fannia admirabilis Albuquerque, 1958 Fannia admirabilis Albuquerque, 1958: 21-24, 1-7 figs. Fannia admirabiltis: Pont, 1972:3 é Comprimento total: 5,0 mm Coloração geral: Tórax castanho-claro com pleuras amarelas. Abdome castanho com o le Il segmentos late- ralmente amarelo translúcidas. Olhos esparsamente ciliados. Espaço interocular linear. Cerdas frontais em número de cinco pares. Ante- nas e metade basal das aristas amarelas. Arista com pu- bescência malor que a espessura da arista na base. Pal- pos amarelos. Duas pré-alares indistintas dos pelos de fundo. Balancins com a base amarela e cabeça castanha. Calípteros amarelados com os bordos castanho-escuros. Patas castanho-claras com os tarsos escurecidos. Coxa 1l| sem cílios posteriores. Fêmur com uma protuberância pré-apical pósteroventral-ventral, onde se insere um tufo de cerdas longas de ápice em gancho. Processo bacilifor- me bifurcado apicalmente. Material examinado: Holótipo d Itatiaia, L. Azul, RJ, 26/1X/1954, Trav., Barth, Albuquerque & Barros col. Fannia albitarsis Stein, 1911 (Figs. 1-8) Fannia albitarsis Stein, 1911: 105-106 Fannia albitarsis: Malloch, 1934: 202, 206 Fannia albitarsis: Seguy, 1937:164 Fannia albitarsis: Paterson, 1953: 79 Fannia alhitarsis: Pont, 1972:3 Sd Comprimento total: 5,0-6,0 mm Coloração geral: Negra com reflexo azulado, com tórax apresentando três listras acinzentadas. Olhos esparsamente ciliados. Cerdas frontais em número de dezesseis pares. Tórax com a listra mediana coincidindo com os cílios acrosticais e as duas laterais com as dorsocentrais. Duas pré-alares indistintas dos pe- los de fundo. Balancins castanho-escuros. Calípteros brancos. Patas castanho-escuras. Tarso | esbranquiçado, achatado e moderadamente alargado, apresentando de cada lado do ápice do primeiro artículo um espinho foli- forme. Coxa Ill sem cerdas ou cílios posteriores. Fêmur com uma protuberância ventral pré-apical, onde se inse- rem numerosas cerdas longas de ápice em gancho, meno- res quanto mais próximas da base. Processo baciliforme helicoidal. Genitália do é como nas figuras 1-4 e da ? B-b. Ovo e larva figuras 7 e 8. Material Examinado: 299 e 19 El Alto, La Paz, Bo- lívia, 15/X11/1955, Alvarenga Col; 1 & Bariloche, Rio Negro, X1/1926, R & E. Shannon col. Fannia anthracina (Walker, 1837) Anthomyia anthracina Walker, 1837: 356 Anthompia anthracina: Stein, 1919: 87 un Fannia anthracina: Maloch, 1934: 205, 206 fig. 32a Fannia albibasis Malloch, 1934: 202 Fannia anthracina: Pont, 1965: 427-433, figs. 1-12 Fannia albibasis: Pont, 1965: 427-433 Fannia anthracina: Pont, 1972:3 d Comprimento total: 5,0-6,0 mm Coloração geral: Negra com reflexo azulado. Olhos esparsamente ciliados. Cerdas frontais em número de dezesseis pares. Uma pré-alar indistinta dos pelos de fundo. Balancins e calípteros castanhos. Tarso | ligeiramente alargado (cf. albitarsis Stein e schnusei Stein), e com os dois segmentos basais parcialmente es- branquiçados. Coxa Ill nua posteriormente. Fêmur na face posteroventral com uma leve protuberância pré-api- cal, onde se insere um tufo de seis à oito cerdas fracas de ápice em gancho. Processo baciliforme helicoidal. Material examinado: 7 dd Punta Arenas, Provincia Magallanes, Chile, 10/1/1972, H. Ebert col.; 1 & Castro, Isla Chiloe, Chile, X11/1926, E. & R. Shannon; 1 9 Cor- rentoso, Rio Negro, Argentina, X1/1926, E. & R. Shan- non col. Fannia bahiensis Albuquerque, 1954 (Fig. 9) Fannia bahiensis Albuquerque, 10-16 Fannia bahiensis: Chillcott, 1961: 154, 162 Fannia bahrensis: Pont, 1972:3 d Comprimento total: 4,5-5,0 mm Coloração geral: Tórax acinzentado apresentando três listras castanhas, Abdome com o |, Il e Ill segmen- tos lateralmente amarelo translúcidos. Cerdas frontais em número de 8-9 pares. Antenas e palpos amarelos. Tórax com a listra mediana coinci- dindo com os cílios acrosticais e as laterais mais largas, coincidindo com espaço entre as dorsocentrais e intra- alares. Uma pré-alar indistinta dos pelos de fundo. Balan- cins e calípteros amarelados. Patas castanho-claras com tarsos escurecidos. Coxa Il com duas cerdas posteriores. Face posterior do fêmur com poucos pelos cerdiformes na metade basal. Face posteroventral pré-apical com um grupo de cerdas diferenciadas sem formar tufo (fig. 9). Processo baciliforme cuneiforme. Material Examinado: Holótipo d Irará, F. Durão, Bahia, 29/1X/1951, L. C. Mendonça col.; Parátipo d Ita- poã, Salvador, Bahia, 04/1X/1951; Parátipo & Jaguaribe, Bahia, 22/V 111/1952, Luis Carlos col.; 1 d Maracajú, MT, V 1/1937, Serv. Febre Amarela. 1954: 38688-391, figs. Fannia bella Albuquerque, 1957 Fannia bella Albuquerque, 1957: 26-30, figs. 34-39 Fanhia bella: Pont, 1972:3 & Comprimento total: 4,5-5,0 mm Coloração geral: Tórax cinzento acastanhado apre- sentando três listras castanho-escuras e com o ápice do escutelo amarelo. Abdome castanho como |, Il e Il seg- mentos lateralmente amarelo translúcidos. Cerdas frontais em número de nove pares. Para- frontália e parafaciália com polinosidade prateada. Tó- rax com a listra mediana mais clara e estreita que as late- rais, coincidindo com os cílios acrosticais e as laterais com as dorsocentrais, estendendo-se até as notopleuras. 12 Uma pré-alar indistinta dos pelos de fundo. Balancins amarelados e calípteros brancos. Patas castanhas com os tarsos escurecidos. Fêmur | com a face anteroventral apresentando uma série de cerdas em toda extensão. Co- xa Il com três cílios posteriores. Fêmur sem protube- rância pré-apical visível anteriormente. Face posteroven- tral com cinco cerdas de ápice em gancho que não chega a formar tuto. Tíbia com pubescência ventral longa. Pro- cesso baciliforme cuneiforme. Material examinado: Holótipo g Lassance, Minas Gerais, 20 à 31/1/1939, Martins, Lopes & Mangabeira col.; 1 dg Município Dourado, MT., 111/1974, Alvarenga & Roppa col. Fannia dodgei Seago, 1954 (Figs. 10-13) Fannia dodge! Seago, 1954: 2,4,5,11,figs. 3-4 Fannia dodgei: Chillcott, 1961: 185 Fannia dodgei: Pont, 1972:4 é Comprimento total: 2,5-3,5 mm Coloração geral negra com abdome trimaculado. Duas pré-alares indistintas dos pelos de fundo. Co- xa Ill com um cílio posterior. Fêmur com uma protube- rância pré-apical ventral, visível anteriormente. Face an- teroventral com uma série de seis a sete cerdas cerradas e fortes, limitada ao terço basal e uma cerda prê-apical, Fa- ce ventral com cílios curtos e mais cerrados na metade basal. Face posteroventral com uma fileira de cerdas pro- gressivamente crescentes para o ápice, onde são levemen- te curvadas. Processo baciliforme ausente. Genitália do d como nas figuras 10-13. Material examinado: 13 Amazonas, Brasil, R. Ita- coaí, V/50, J. C. M, Carvalho col. Fannia femoralis (Stein, 1898) Homalomyia femoralis Stein, 1898: 282 Homalomyia femoralis: Aldrich, 1905: 537 Fannia femoralis: Stein, 1911: 108-109 Fannia femoralis: Malloch, 1913: 627 Fannia femoralis: Malloch, 1918: 292 Fannia femorafis: Stein, 1919: 131 Fannia femoralis: Stein, 1920: 44 Fannia femoralis: Malloch, 1924a: 418 Fannia femoralis: Malloch, 1924b:517 Fannia femoralis: Wingworth, 1926: 401 Fannia femoralis: McAtee, 1929: 107 Fannia femoralis: Engel, 1931: 136 Fannia femoralis: Seguy, 1937:167 Fannia femoralis: Gressit & Bohart, 1951:109 Fannia femoratis: Seago, 1954:1,2,6,8,10, fig. 6 Fannia femoralis: Schoof, Savage & Dodge, 1956: 63 Fannia femoralis: Tilden, 1957:24 Fannia femoralis: Reed, 1958: 239 Fannia femoralis: Chillcott, 1961: 34-35, 40, 50, 185, 186, 213, 214-217, 223, fig. 145, 145A, 210, 281, map. 53 Fannia femoralis: Pont, 1972:4 é Comprimento total: 2,5-3,5 mm Coloração geral negra com abdome trimaculado. Duas pré-alares indistintas com pelos de fundo. Fê- mur || na face posterior com uma série de cerdas mais D.O. ALBUQUERQUE: D. PAMPLONA & C.J.B. CARVALHO longas e densas no ápice. Face posteroventral com uma série de cerdas cerradas. Coxa Ill com dois cílios poste- riores. Fêmur na face anterodorsal com uma série de cer- das curtas, que se continua pré-apicalmente pela face dorsal, as quatro últimas maiores e mais fortes. Face an- teroventral com uma série de cerdas apicalmente longas e que se confundem com as cerdas ventrais e posteroven- trais, formando um conjunto que se insere numa bossa pré-apical. Tíbia com uma cerda anteroventral e três anterodorsais medianas. Processo baciliforme ausente. Material examinado: 26. S. J. dos Campos, SP, V1/1933, H. S. Lopes col.; 1d Grajaú, RJ, 7/X11/1938, H. S. Lopes col.; 13 Petrópolis, RJ, Alto da Mosela, 24/V 1/1956, Albuquerque col.; 13 Petrópolis, RJ, Le Vallon Alto da Mosela, 24/1-23/11/1958, Albuquerque col.; 1? Angra dos Reis, RJ, Brasil, 20/11/1971, H. 5. Lopes col.; 1Se 19 Nova Friburgo, RJ, 1/1946, Wygod. col. Fannia flavicincta Stein, 1904 (Figs. 14-15) Fannia flavicincta Stein, 1904: 452, 455 Fannia flavicincta: Stein, 1911:107 Fannia flavicincta: Stein, 1919: 131, 164 Fannia flavicincta: Seguy, 1937: 167, 555 Fannia flavicincta: Albuquerque, 1954a: 71-75, fig. 1-13 Fannia flavicincta: Pont, 1972:4 à Comprimento total: 5,5-6,5 mm Coloração geral: Tórax negro com polinosidade cinza apresentando duas listras cinzentas pré-suturais e com a base do escutelo acastanhada. Abdome castanho com o |, Il e Ill segmentos lateralmente amarelo translú- cidos. Cerdas frontais em número de 11 pares, as cinco superiores retrocurvas. Antenas e palpos castanho-escu- ros. Parafrontália, parafaciália e faciália com polinosida- de prateada. Uma pré-alar indistinta dos pelos de fundo. Balancins e calípteros amarelados, estes, com os bordos acastanhados. Patas castanho-escuras. Coxa HI com três cílios posteriores. Fêmur na face posteroventral com cerca de dez longos cílios pré-apicais, sem formarem tu- fo. Tíbia na face anteroventral com sete cerdas. Processo baciliforme cuneiforme. Genitália da ? como nas figuras 14-15. Material examinado: 1ó Itatiaia, RJ, 800m, XII/ 1933, H. S. Lopes col.; 16 Porto Cabral, Rio Paraná, SP, HI-1V/1944, L. Travassos col.; 17 Distrito Federal, RJ, X/1937, Serv. Febre Amarela; Tó Distrito Federal, RJ, 1/1939; 1d Magé, RJ, 11/1939, Serv, Febre Amarela; 1d Anápolis, GO, 1X/1936; 1d Rio Negro, PR, 5/111/1925, D. Francisco col.; 19 Caixa d'Areia, BH, MG, 18/1/1939, Martins, Lopes & Mangabeira col.; i$ Zona da N.0O.B,, Bodoquena, MT, Com. Inst. Osw. Cruz, 1938; 16 Bodo- quena, MT, X1/1941, Com. Inst. Osw. Cruz; 13 Bodo- quena, MT, 111/1946, Com. Inst. Osw. Cruz; 1d Iguaçu, PR, X11/1941, Com. E. N. V.; 299 Alto da Mosela, Pe- trópolis, RJ, 11/1959, Albuquerque col.; 2Só e 12 Mara- caju, MT, 111/1937, Serv. Febre Amarela. Fannia flavipalpis Stein, 1911 (Figs. 16-17) Fannia flavipalpis Stein, 1911: 103 CONTRIBUIÇÃO AO CONHECIMENTO DOS FANNIA R.-D. . Fannia flavipalpis: Stein, 1919: 131, 168 Fannia flavipalpis: Seguy, 1937:167 Fannia flavipalpis: Sc.ioof, Savage & Dodge, 1956: 63 Fannia flavipalpis: Albuquerque, 1957b: 21-26, 27-33 figs. , Fannia flavipalpis: Chillcott, 1961: 221 Fannia flavipalpis: Pont, 1972:4 à Comprimento total: 4,0-4,5 mm Coloração geral: Tórax acinzentado apresentando três listras castanhas e com a, base do escutelo castanha. Abdome negro com o |, Il e III segmentos lateralmente amarelo translúcidos. Cerdas frontais em número de 10-11 pares. Para- frontália e parafaciália com polinosidade prateada. Pal- pos amarelos. Tórax com a listra mediana coincidindo com os cílios acrosticais e as laterais com as dorsocen- trais. As listras terminam na altura do segundo par de cerdas dorsocentrais pós-suturais. Uma ou duas pré-alares indistintas dos pelos de fundo. Balancins acastanhados e calípteros brancos. Patas castanhas com os tarsos escure- cidos. Coxa Ill com dois cílios posteriores. Fêmur com a face posteroventral pré-apicalmente apresentando uma série de cerdas fracas, maiores no ápice não chegando a formar tufo. Tíbia na face anteroventral com três cerdas medianas. Processo baciliforme retorcido medianamente e bifurcado apicalmente. Genitália da ? como nas figuras 16-17. Material examinado: 5 dó e 12 99 Magé, RJ, 1/1939, R. C. Shannon col.; 1d Vassouras, RJ, 22/VII/ 1955, Daicy & Rego Barros col.; 1d Rio de Janeiro, RJ, 1X/1938, Serv. Febre Amarela. Fannia grandis Malloch, 1912 (Figs. 18-23) Fannia grandis Malloch, 1912:3,4 Fannia grandis: Malloch, 1913: 623, fig. 1 Fannia grandis: Stein, 1919:131 Fannia grandis: Seguy, 1937:168 Fannia grandis: Chillcott, 1961: 154, 163 Fannia grandis: Pont, 1972:4 S Comprimento total: 7,0 mm Coloração geral: Tórax castanho acinzentado apre- sentando três listras castanhas e com o ápice do escutelo amarelo. Abdome castanho com o |, Il e IH segmentos lateralmente amarelo transiúcidos. Olhos esparsamente ciliados. Cerdas frontais em número de 13 pares. Antenas e palpos amarelos. Tórax com a listra mediana larga e irregular entre as dorsocen- trais e as laterais coincidindo com as intra-alares. Duas pré-alares indistintas dos pelos de fundo. Balancins ama- relos. Calípteros esbranquiçados com os bordos amarela- dos, o torácico triangular. Patas castanhas com os tarsos escurecidos, com os anteriores ligeiramente alargados. Coxa Ill nua posteriormente. Fêmur com uma forte pro- tuberância ventral no terço apical, onde se encontra um grupo de cerdas com as apicais maiores e de ápice em gancho. As cerdas são cerradas, apresentando postero- ventralmente uma espécie de aguilhão. Processo bacili- forme helicoidal. Genitália do d como nas figuras 18-21 e da 9 22-23 Material examinado: 1 é Barro Colorado, 111/1926; 19 Alhagualla, Panamá, 7/V 1/1907, Anig. Busck. col. Fannia hey denii (Wiedemann, 1830) (Figs. 24-25) Anthomyia heydenii Wiedemann, 1830: 429 Anthomyia hey denii: Townsend, 1893: 40 Homalomyia heydenii: Stein, 1904: 453, 454 Homalomyia platensis Bréthes, 1908: 303-305 Fannia heydenii “Stein, 1911:107, 108 Fannia heydenii: Stein, 1918: 234 Fannia heydenii: Stein, 1919: 131, 168 Fannia platensis: Shannon & Del Ponte, 1926: 20, 27, 28 Fannia hey denii: Shannon & Del Ponte, 1928: 142 Fannia hevdeni:: Engel, 1931: 137 Fannia heydenii: Gaminara, 1931: 1253 Fannia heydenii: Seguy, 1937: 169 Fannia heydenii: Albuquerque, 1957b: 6-11, figs. 7-13 Fannia heydenii: Pont, 1972:4 é Comprimento total: 5,0-5,5 mm Coloração geral: Tórax castanho acinzentado com duas listras e ápice do escutelo cinzentos. Abdome casta- nho com o |, Il e Ill segmentos lateralmente amarelo translúcidos. Cerdas frontais em número de 9-10 pares. Tórax com as listras situadas entre os cílios acrosticais e as dor- socentrais, pouco nítidas pós-suturalmente. Uma cerda pré-alar indistinta dos pelos de fundo. Balancins acasta- nhados e calípteros esbranquiçados. Patas castanhas com os tarsos escurecidos. Coxa Ill com dois cílios posterio- res. Fêmur na face posteroventra! com uma leve protube- rância pré-apical, onde se insere um tufo de cerdas lon- gas de ápice em gancho. Processo baciliforme cunei- forme. Genitália da ? como nas figuras 24-25. Material examinado: 4:iS Maracaju, MT, VI/1937, Serv. Febre Amarela; 1d Bodoquena, MT, XI/1941, Com. Inst. Osw. Cruz; 1ó Angra dos Reis, RJ, X11/1931; 236 Nova Friburgo, RJ, 800m, 1/1946, Wygod. col.: 13 Alto da Mosela, Petrópolis, RJ, 24/V1/1956, Albuquer- que col.; 1d e 19 Iguaçú, PR, X1!/1941, Com. EN.V.; ig Alto da Mosela, Petrópolis, RJ, 24-23/11/1958, Albu- querque col.; 499 Caixa d'Areia, MG, BH, 18/1/1939, Martins, Lopes & Mangabeira col.: 19 Calado, Rio Doce, MG, 12-15/11/1939, Martins & Lopes col.; 19 Angra dos Reis, RJ, Japuhyba, X/1936, Trav. & Lopes col. Fannia hirtifemur (Stein, 1904) (Figs. 26-31) Homalomyia hirtifemur Stein, 1904: 453, 457 Fannia hirtifemur: Stein, 19711:109 Fannia hirtifemur: Stein, 1919:131 Fannia hirtifemur: Seguy, 1937:169 Fannia hirtifemur: Pont, 1972:5 à Comprimento total: 6,0-6,5 mm Coloração geral: negra. Abdome com fraca polino- sidade cinza. Olhos esparsamente ciliados. Cerdas frontais em número de 17 pares. Duas pré-alares, uma forte e-inseri- da junto à sutura. Balancins e calípteros esbranquiçados. Patas castanho-escuras com tarsos escurecidos. Fêmur | com face anterior longamente pilosa. Tíbia Il com face ventral apresentando conspícua pubescência e constricta- da na metade basal. Coxa Ill com dois cílios posteriores. Fêmur posteroventralmente com um tufo de cerdas cur- 14 tas. Processo baciliforme em forma de gancho. Genitália do é como nas figuras 26-29 e da € 30- 31. Material examinado: 5 dd Dep. Jamailia, Tucumán, Argentina, 1/1/1957, Wygodiasky col.; bdd Quito, Equa- dor, 1X/1962, J. C. M. Carvalho col.; 1d Alto da Mosela, Petrópolis, RJ, 2/1X/1956, Albuquerque col.: 1d Lago Azul, Itatiaia, RJ, 19-21/V 1/1955, Dalcy, Barros & Pear- son col.; 1d Angra dos Reis, RJ, X11/1932, L. Travassos col.; 1é Nova Friburgo, RJ, 900m, 1/1946, Wygod. col.; 1S$ Maracaju, MT, V/1937, Serv. Febre Amarela; 1& Cala- cal Ecuador, 2.800m, 1937; 399 Parque Nacional de Te- resópolis, V11/1952, Ayrton col.; 19 Parque Nacional da Serra dos Orgãos, Teresópolis, RJ, 23-27/1V/1947, Wydog. col.; 19 Parque Nacional da Serra dos Órgãos, Teresópolis, RJ, 16-18/V 111/1959, Barros, Albuquerque & Almeida col. Fannia inermipennis Albuquerque, 1954 Fannia inermipennis Albuquerque, 1954: 391-394, figs. 17-25 Fannia inermipennis: Chillcott, 1961: 154, 182 Fannia inermipennis: Pont, 1972:5 9 Comprimento total: 3,5-4,0 mm Coloração geral: Tórax cinzento acastanhado apre- sentando três listras estreitas castanhas. Abdome casta- nho com o |, Il e Ill segmentos lateralmente amarelo translúcidos. Cerdas frontais em número de 10 pares, os cinco superiores retrovertidos. Palpos e antenas amarelos, es- tas, com os 2/3 apicais do terceiro artículo castanhos. Tórax com a listra mediana coincidindo com os cílios acrosticais e as laterais com as dorsocentrais. Uma pré- alar indistinta dos pelos de fundo. Balancins e calípteros amarelados, estes, com os bordos acastanhados. Patas castanhas com articulações fêmur-tibiais amareladas. Co- xa Il com um cílio posterior. Fêmur na face postero- ventral apresentando cinco cerdas fracas de ápice em gan- cho, sem formar tufo. Processo baciliforme cuneiforme. Material examinado: Holótipo dg, Salobra, MT, 2/1X/1940, Com. Inst. Osw. Cruz; 1 parátipo ? mesma procedência, data e coletor; 299 mesma procedência, data e coletor; 1$ Bodoquena, MT, XI/1941, Com. Inst. Osw. Cruz; 19 Salobra, MT, Zona da N.0.B., 18-19/X/ 1938; 19 Salobra, MT, 1X/1940, Com. Inst. Osw. Cruz. Fannia itatiaiensis Albuquerque, 1956 Fannia itatiaiensis Albuquerque, 1956: 33-35, figs. 1-4 Fannia itatiaiensis: Albuquerque, 1957a: 8-13, figs. 13-17 Fannia itatiaiensis: Pont, 197/2:5 é Comprimento total: 4,5 mm Coloração geral: negra. Abdome com o Il e Ill seg- mentos superiormente amarelo translúcidos. Cerdas frontais em número de 7 pares. Antenas castanhas com o primeiro e segundo artículos e base da arista amarelados. Palpos castanho-escuros, curtos e falci- formes. Duas pré-alares, uma forte e inserida junto à su- tura. Balancins amarelados e calípteros esbranquiçados. Asas com ápice, nervuras transversais e margem superior acastanhadas. Patas castanhas com tarsos escurecidos. Fêmur |l na face anteroventral com uma série de cerdas espacadas basalmente e mais densas apicalmente, for- D.O. ALBUQUERQUE; D. PAMPLONA & C J.B. CARVALHO mando um ctenídeo. Tíbia com face ventral apresentan- do conspícua pubescência e, constrictada na metade ba- sal. Coxa Ill com um cílio posterior. Fêmur na face pos- teroventral pré-apical com um grupo de cílios diferencia- dos sem formar tufo. Face anteroventral apresentando três cerdas pré-apicais. Processo baciliforme em forma de gancho. Material examinado: Holótipo 9, Lago Azul, Ita- tiaia, RJ, 26/1X/1954, Travassos, Barth, Albuquerque & Barros col.; 1 parátipo d e 1 parátipo 4 mesma procedên- cia, data e coletor. Fannia longipila Albuquerque, 1954 Fannia longipila Albuquerque, 1954: 385-388, figs. 1-9 Fannia longipila: Pont, 1972: 5 9 Comprimento total: 4,0 mm Coloração geral: Tórax cinzento acastanhado apre- sentando três listras castanhas. Abdome com o |, Illelll segmentos lateralmente amarelo translúcidos. Olhos afastados por um espaco que ao nível do ocelo anterior mede cerca de 5,6 vezes da largura da ca- beça. Cerdas frontais em número de 5 pares, os quatro superiores retrovertidos. Antenas e palpos amarelos. Ca- rena parafacial com uma série de cerdas curtas. Tórax com a listra mediana coincidindo com os cílios acrosti- cais e as laterais entre as dorsocentrais e as intra-alares, pouco nítidas, não atingindo a base do escutelo. Uma pré-alar forte. Balancins amarelos e calípteros branco- amarelados. Asa amarelada com forte espinho costal. Patas amareladas com tarsos escurecidos. Coxa Ill com duas cerdas posteriores. |Fêmur na face posteroven- tral com uma leve protuberância onde se insere um tufo de cerdas tongas de ápice em gancho. Processo bacilifor- me ausente. Material examinado: Holótipo dg, Ilha Seca, SP, 18-26/11/1940, Com. Inst. Osw. Cruz; 12 mesma proce- dência, data e coletor; 19 Poconé, MT, 28/11/1930, José Carlos Vilelia col. Fannia mesquinha sp.n. (Figs. 32-37) Coloração geral: Tórax e pleuras cinzentas com dorso acastanhado e apresentando três listras castanho- claras pouco nítidas. Arista castanho-escura clareando para a base, Órbitas, parafaciália, faciália e genas com po- linosidade prateada brilhante à certa luz. Palpos amare- los. Escutelo castanho com a metade apical cinzenta. Ba- lancins amarelos. Calípteros branco-amarelados com a parte livre do torácico acastanhada. Patas castanho-claras com as articulações fêmur-tibiais mais claras, base da ti- bia e pulvilos amarelados, com tarsos escurecidos. Abdo- me castanho-escuro com polinisidade cinza, com o |, || e Ill segmentos lateralmente amarelo translúcidos. Seg- mento genital em parte negro brilhante, em parte acin- zentado. é Comprimento total: 3,5 mm Cabeça — Olhos nus com as facetas antero-internas diferenciadas. Os olhos estão afastados por um espaço de bodos divergentes que ao nível do ocelo anterior mede cerca de 5,6 vezes da largura da cabeça (figura 32). Cer- das frontais em número de 5 pares iniciados acima da in- serção das antenas, com os quatro últimos retrovertidos. CONTRIBUIÇÃO AO CONHECIMENTO DOS FANNIA R.D. .. Carena parafacial com uma série de cerdas curtas. Cerdas verticais internas anterovertidas e semelhantes ao primei- ro par de cílios pós-oculares. Triânguto ocelar com um par de cerdas anterovertidas e ligeiramente convergentes, maiores que o par de cílios pós-oculares. Antenas curtas, inseridas abaixo da metade dos olhos e não atingindo o epistoma. Arista com curta pubescência, mais curta que a espessura do terceiro artículo da arista na base. Genas mais largas que a parafaciália ao nível do segundo articu- lo antenal. Vibrissa forte e inserida acima da margem oral. Palpos falciformes. Tórax — Com três listras castanho-claras que não atingem a base do escutelo. À listra mediana coincidindo com os cílios acrosticais e as laterais estão situadas entre as dorsocentrais e as intra-alares. Dorsocentrais 2+3, acrosticais em duas séries desalinhadas de cílios, com os dois pares pré-suturais cerdiformes. A série pós-sutural termina em dois pares semelhantes aos pré-suturais. Duas cerdas umerais fortes, uma pós-umeral e uma pré-sutural. Pré-alar forte, duas intra-alares, uma supra-alar, duas pós- supra-alares, a anterior menor. Notopleura com duas cer- das e sem pelos de fundo. Cerdas mesopieurais em uma série de seis cerdas. Esternopteurais 1:1, duas proto-espi- raculares, a inferior mais fraca. Escutelo com dois pares de cerdas latero-basais, o mais próximo à base mais fraco, um par apical, um pré-apical semelhante ao lateral basal fraco e um subapical. Calíptero toráxico glossiforme e 1,8 vezes maior que o alar. Asas — Nervura M1I+2 pré-apicalmente reta. Ner- vura transversal posterior reta. Espinho costal forte. Patas — Fêmur | apresentando uma série de seis cerdas anterodorsais e anteroventrais. As anterodorsais são menores que as anteroventrais, estas com duas cerdas apicais menores. Tíbia com uma cerda pré-apical dorsal. Face anteroventral e ventral com uma cerda apical. Fê- mur Il na face anteroventral com uma série de cerdas es- pacadas e mais longas na metade basal, cerrando para o ápice. Face ventral nua. Face posteroventral com uma sé- rie de cerdas mais longas que as da face anteroventral, duplicada na metade apical em cerdas curtas e fortes. Fa- ce posterior com uma série de cerdas fracas. Apice com duas cerdas anteriores e três posteriores fortes. Tíbia gra- dualmente constritada para base. Face anterodorsal com uma série de seis cerdas. Face ventral com longa e cerra- da pubescência. Face posterior com duas cerdas media- nas. Pré-apicalmente a face dorsal e anterodorsal apresen- ta uma cerda, e a face posterodorsal com duas cerdas. Fa- ce anterior com duas cerdas, face posteroventral com uma cerda apical. Coxa Ill na face posterior com duas cerdas. Fêmur com a fase dorsal apresentando duas cer- das no terço apical. Face anterior com duas cerdas media- nas e face anteroventral com duas na metade apical. Face posteroventral-ventral com uma ligeira protuberância no limite do terço apical onde se insere um tufo de cerdas longas de ápice reto. Tíbia na face dorsal com uma cerda mediana e uma pré-apical longas, aproximadamente cin- co vezes a largura da tíbia na altura da cerda dorsal pré- apical. Face anterodorsal com uma cerda pré-apical e uma mediana forte. Face anteroventral com uma cerda mediana, uma submediana e uma apical. Abdome — Primeiro tergito com um par de cerdas marginais laterais; segundo com um par de laterais, um par de marginais laterais e dois pares de apicais; terceiro com um par de laterais, um par de marginais laterais e dois pares de discais; quarto com dois pares de apicais. 15 Genitália como nas figuras 33-37. Fannia mesquinha sp. n. se aproxima de Fannia fongipifa Albuquerque, 1954, podendo ser separada fa- cilmente pelas duas cerdas fortes anteroventrais no ter- co apical do fêmur | ll e pela genitália. Material examinado: Holótipo d Lassance, MG, BR, 20-31/1/1939, Martins, Lopes & Mangabeira col. Lassance, Minas Gerais, Domínio dos Cerrados, na zona do alto São Francisco, a 1705247" lat. sul e 44925" long. W. A região é pouco montanhosa, suas ter- ras são na maioria argito-arenosas, com jazidas de cálcá- rio e manganês. Temperatura de 16 a 33,5ºC, Terreno: Siluriano. Fannia obscurinervis (Stein, 1900) (Figs. 38-39) Homalomyia obscurinervis Stein, 1900: 207 Homalomyia obscuripennis Czerny, 1903: 239 n. syn. Homalomyia obscurinervis: Stein, 1904: 453, 455, 458 Fannia obscurinervis: Stein, 1911: 101,109 Fannia obscurinervis: Stein, 1918: 234 Fannia obscuripennis: Stein, 1919: 132, 172 Fannia obscurinervis: Stein, 1919: 132 Fannia obscuripennis: Seguy, 1937: 172 Fannia obscurinervis: Seguy, 1937: 172 Fannia obscurinervis: Albuquerque, 1946: 1-9, figs. 1-14 Fannia obscuripennis: Pont, 1972: 5 Fannia obscurinervis: Pont, 1972: 5 à Comprimento total: 4,5-5,0 mm Coloração geral: negra Cerdas frontais em número de 11 a 16 pares. Para- Trontália com forte ou fraca polinosidade prateada. Duas pré-alares, uma forte inserida junto à sutura. Balancins com haste amarela e a cabeça castanha. Calípteros bran- co-amarelados à amarelo-acastanhados. Asas acastanha- das na margem superior e nervuras transversais forte ou fracamente orladas de castanho. Patas castanhas com tar- sos escurecidos. Coxa HI com 3 cílios posteriores. Fêmur com a face anteroventral apresentando três-quatro cerdas no terço médio, as mais próximas da base menores e uma cerda pré-apicalmente. Tíbia com a face anteroventral apresentando uma a três cerdas medianas. Face antero- dorsal com uma cerda submediana e uma pré-apical. Albdome com polinosidade cinzenta às vezes apresentan- do o Il segmento inconspicuamente amarelo translúcido. Processo baciliforme em forma de gancho. Genitália da £ como nas figuras 38-39, Fannia obscurinervis (Stein) tem sido tratada como espécie distinta de Fannia obscuripennis (Czerny), porém, examinamos longa série geográfica e zoológica e verificamos que a coloração das asas, como também a co- loração do abdome variam, apresentando gradientes que vão desde obscurinervis típica à obscuripennis. Material examinado: 4 dg e 599 Petrópolis, RJ, Al- to da Mosela, 1.100m, 1/11/56 Albuquerque col,:; B$ Pe- trópolis, RJ, Le Vallon-Alto da Mosela, 1/11-8/1H/57, Al- buquerque col.; 43d e 399 Petrópolis, RJ, Alto da Mose- la 1.100m, 5/XI/56 Albuquerque col.; 13 e 19 Petrópo- lis, RJ, Le Vallon-Alto da Mosela, 24/1-28/11/58, Albu- querque col.; 2dS e 19 Retiro-Tijuca-RJ, 8/1/56, Barros col.; 1d e 399 Itatiaia, RJ, Lago Azul, 19-21/V 1/55, Dal- cy, Barros & Pearson col.; 1d e 299 Varginha-MG, 1/72, M. Alvarenga col.; 1d e 829 Nova Friburgo, 800m, RJ, 1/46, Wygod. col.; 1% Nova Friburgo, RJ, 30/1V/37, 8. 16 Lopes col.; 299 Itatiaia, RJ, Lago Azul, 25/1X/54, Trav., Barth, Albuquerque & Barros col.; 19 Itatiaia, RJ (L. 41, 1.300m) 6/X-X11/50, Trav. & H. Trav. col.; 2Sd e 19 Ita- tiaia, RJ (Macieira-1.800m), Albuquerque col.; 299 Tin- guá, RJ, VII/40 Serv. Febre: Amarela; 499 Iguaçu, PR, X11/41, Com. E.N.V.; 19 Parque Nac. Serra dos Órgãos, Teresópolis, RJ, 1.600-1.700m, 14-22//V/55, Wygod. col.; 19 Parque Nacional, Teresópolis, RJ, VI1/5O, Avyr- ton col.; 19? Bocaina 1.777m Faz. Lageado, SP, IV/51, Albuquerque, Machado col.; 19 Teresópolis-RJ, XI/39, J.F.T. de Freitas col.; 19 Grajaú, RJ, X/41, Lopes & Oli- veira col.; 19 Petrópolis, RJ, Alto da Mosela, 9/1X/55, Albuquerque col.; 19 Caruaru, PE, VI/72, P.C. Elias col.; 19 Rio Paraná, Porto Cabral, SP, !II-IV/44, L. Travassos col.: 19 Rio de Janeiro-RJ, 1/39, Serv. Febre Amarela; 399 Petrópolis, RJ, Alto da Mosela 1.100m, 24/VI/56, Albuquerque col.; BP 9 Linhares, ES, P. €C. Elias col., V/72: 1d Rio de Janeiro, RJ, VI1/58, Serv. Febre Amare- la; 39 P Itatiaia, 2.000m, RJ, P. Wichart col., 11/41; 2d Itatiaia, Macieiras, 1/48, C. d'Andreata col.; IS Iguaçu, PR, XII/42, Com. E. M, U. 1d Campinas, GO, XI1/35, Borgmeier e S. Lopes col.; 1d Teresópolis, RJ, 25/1/40, Lopes col.; 1d Salesópolis (Boracéa), SP, 5-9/VI/48, Ra- belo, J. Lane, J. Hood & Travassos col.; 14 Campos do Jordão, SP, Iil/45, O. Frota Pessoa col.; 19 Japuhyba, Angra dos Reis, RJ, 23/11/40, J. Lane e Lopes col.; 19 Cantareira, SP; 19 Campos do Jordão, SP, 16/XII/44, J. Lane col.; 229 Tijuca, RJ, 29/VII1/39; Freitas e Lopes col.; 299 Eng. Lefebre, SP, 1/XI/37, Lopes e Oiticica col.; 229 Caixa d'Areia, BH, MG, Martins, Lopes e Man- gabeira col. Fannia penicillaris (Stein, 1900) (Figs. 40-41) Homalomyia penicillaris Stein, 1900: 205 Homalomvyia penicillaris: Stein, 1904: 453, 454 Homalomvyia penicillaris: Bréthes, 1908: 303 Fannia penicilarris: Stein, 1911:107 Fannia penicillaris: Stein, 1919: 132 Fannia penicillaris: Seguy, 1937:172 Fannia pseudoflavicincta Albuquerque, 1954a: 75-80, figs. 9-15 pn. syn. Fannia pseudoflavicincta: Pont, 1972: 5 Fannia penicillaris: Pont, 197/2:5 ó Comprimento total: 5,5-6,0 mm Coloração geral: Tórax castanho-escuro até a meta- de do mesonoto e mais claro até o escutelo. Abdome cas- tanho com |, Il e lil segmentos lateralmente amarelo translúcidos. Cerdas frontais em número de 10 a 19 pares. Ante- nas e palpos castanhos. Uma pré-alar indistinta dos pelos de fundo. Balancins amarelados. Calípteros esbranquiça- dos com os bordos acastanhados ou não. Asas com a margem superior orladá de castanho. Patas castanhas com os tarsos escurecidos. Coxa Ill com três cerdas posteriores. Fêmur na face posteroven- tral com uma protuberância onde se insere um tufo de cerdas longas de ápice em gancho. Processo baciliforme cuneiforme. Genitália ? como figuras 40-41. Após o exame de longa série da espécie que reco- nhecemos como F. penicillaris (Stein, 1900), acredita- mos que F. pseudoflavicincta Albuquerque, 1954, é igual aquela espécie de Stein. D.O. ALBUQUERQUE; D, PAMPLONA & CJ.B. CARVALHO Material examinado; 5dg e 79P Nova Friburgo, RJ, 800m, 1/1946, Wygod. col.; 499 Parque Nacional da Ser- ra dos Órgãos, Teresópolis, RJ, 1600-1700m, 14-22/1V/ 1947, Wygod col.; 236 Itatiaia, RJ, 1300m, 6-10/XII/ 1950, H. Trav. col.; 16 Grajaú, RJ, 10/V 111/1941, Lopes e Oliveira col.; 126d e 799 Petrópolis, RJ, Le Vallon Al- to Mosella, 24/1-23/1V/1958, Albuquerque col.; 3dd e 12 Petrópolis, RJ, Le Vallon Alto Mosella, 1/11-8/lH/ 1957, Albuquerque col.; 18 e 19 Petrópolis, Alto da Mosella, 1100m, RJ, 2/1X/1956, Albuquerque col.; 23d e 1299 Varginha, MG, 11/1972, Alvarenga col.; 1399 Alto Mosella, Petrópolis, RJ, 1200m, 11/1959, Albuquerque col.; 18 Itatiaia, RJ, Lago Azul, 26/1X/1954, Albuguer- que & Barros col.; 1d Angra dos Reis, RJ, X11/1932,L. T. col.; 16 Iguaçu, PR, X11/1941, Com. Inst. Osw, Cruz; l43 6 Parque Nacional de Teresópolis, RJ, VII/1952, Ayrton col.; 399 Petrópolis, RJ, Alto da Mosella, 1.100m, 5/X1/1956, Albuquerque col.; 329Bananal, Bocaina, SP, 1/1937, D. Mendes col.; 19 Eng. Lefebre, SP, 1/XI/1937, Trav., Lopes & Oiticica col.; 229 Fruticultura, Bocaina, SP, 26/X1/1970, Sergio Pacheco col.; 13 e 499 Serra da Caraça, SC, 6/11/1970, H. S. Lopes col,; 19 Cantareira, Horto, SP, V11/1935, Travassos col.; 1399 Boracea, SP, IX/1949; 16 Itatiaia, RJ, (Macieira — 1800m), 9/XJII/ 1951, Albuquerque col.; 1d Itatiaia (1300m), 3/1 -|l/ 1951, Trav. & Albuquerque col.; 22% Petrópolis, RJ, Alto da Mosella, 1.100m, 1/11/1956, Albuquerque col.; 19 Itatiaia, RJ (1.300m), 6/X-X11/1950, Trav. & H. Trav. col.; 599 Magé, RJ, 11/1939, R. C. Shannon col.: 19 Serra da Bocaina, 1800m, Parque Criação Tintas, SP, 111/1954, Albuquerque & R. Barros col.; 299 Rio de Ja- neiro, RJ; X/1937, Serv. Febre Amarela, 399 Rio de Janeiro, RJ, 1X/1938, Serv. Febre Amarela; 299 Itatiaia, RJ, 800m, Vi/1931, D. Mendes col.; 19 Tinguá, RJ, VII/1940, Serv. Febre Amarela; 1g Teresópolis, RJ, 1580m, 12-20/V 11/1959, J. H. Guimarães col. Fannia personata sp. n. (Figs. 42-46) Coloração geral: Tórax castanho apresentando qua- tro listras cinzentas e com a base do escutelo castanho. Pleuras acinzentadas. Vita frontal castanha aveludada. Antenas castanho-escuras com o primeiro e segundo artl- culos mais claros e o terceiro polinoso prateado. Arista castanho-escura nos dois terços apicais e amarelada na base. Lúnula castanha. Órbitas, faciália, parafaciália e ge- nas com polinosidade prateada brilhante à certa luz. Pal- pos castanhos. Balancins com haste branca e a cabeça amarelada. Calípteros esbranquiçados. Asas ligeiramente amareladas. Patas castanhas com os tarsos escurecidos. Articulações fêmur-tibiais, base das tíbias e pulvilos ama- relados. Abdome negro com o |, Il e III segmentos late- ralmente amarelo translúcidos. Segmento genital negro brilhante. Só Comprimento total: 6,0-7,0mm Cabeca — Olhos nus, com as facetas antero-inter- nas diferenciadas. Olhos grandes ocupando quase toda cabeça. Espaço interocular, na parte mais estreita, pouco mais largo que a espessura do triângulo ocelar. Cerdas frontais em número de 14 a 15 pares, iniciados ao nível da metade do segundo artículo antenal e terminados abaixo do ocelo anterior, do qual são separadas por um espaço maior que o compreendido entre as duas últimas CONTRIBUIÇÃO AO CONHECIMENTO DOS FANNIA R.-D. ... cerdas frontais. Cerda vertical interna anterovertidas e maior que o primeiro par posterior de cílios oculares. Triângulo ocelar com um par de cerdas anterovertidas ligeiramente divergentes, mais longas que o último par de cerdas frontais. Arista curtamente pubescente, não atingindo em comprimento a espessura do terceiro artí- culo da arista na base. Antenas inserindo-se abaixo do ní- vel da metade dos olhos e não atingindo o epistoma. Ge- nas tão largas quanto a parafaciália, ao nível da base do terceiro artículo antenal. Vibrissa forte e inserida acima da margem oral. Palpos falciformes. Tórax — Com duas listras medianas ligeiramente acastanhadas no disco do mesonoto e duas laterais. As medianas estão situadas entre as cerdas dorsocentrais e os cílios acrosticais. As laterais têm início na base do úmero, coincidindo com as cerdas pré-suturais e intra- alares. Dorsocentrais 2+3; cílios acrosticais pré-sutural- mente em três séries alinhadas e pós-suturalmente em 3-4 desalinhadas, terminando por um par de cerdas pré-escutelares. Duas cerdas umerais fortes, uma pós- umeral e uma pré-sutural. Pré-alar ciliforme. Duas cer- das intra-alares, uma supra-alar e duas pós-supra-alares, a anterior menor. Notopleura com duas cerdas e sem cí- lios de fundo. Cerdas mesopleurais em uma série de oito ou nove. Esternopleurais 1:1, duas cerdas proto-espira- culares. Escutelo com dois pares de cerdas latero-basais, com o mais próximo da base menor, um par apical e um pré-apical fraco. Calíptero torácico triângular medindo cerca de 1,6 vezes o alar. Asas — Nervura MI+2 pré-apicalmente inclinada para R4+3, Transversal posterior levemente sinuosa. Es- pinho costal pequeno. Patas — Fêmur | na face anterodorsal com uma sé- rie de cerdas. Face anterior com duas séries de cerdas se- melhantes entre si. Face anteroventral com seis à sete cerdas fortes no quarto apical. Tíbia na face dorsal com uma cerda pré-apical. Face anteroventral com uma cerda apical. Os três primeiros artículos tarsais com cerdas api- cais ventrais bem diferenciadas dos pelos de fundo, Fé- mur !| na face anterodorsal com uma série lacunar de cerdas fracas. Face anteroventral com uma série de cer- das espaçadas na base, menores e cerradas no ápice. Face posteroventral com uma série de cerdas espaçadas na ba- se, duplicadas e cerradas à partir da metade apical. Face posterior com uma série de cerdas ciliformes, espaçadas na base, crescendo para a extremidade apical, apresen- tando, então, várias cerdas robustas. T íbia gradualmente constringida para a base. Face dorsal com uma cerda pré- apical. Face anterodorsal com uma cerda. Face veniral com longa e cerrada pubescência crescendo para o ápice. Face posterior com uma cerda submediana inserida aci- ma do nível da anterodorsal. Face anterior, ventral e pos- teroventral com uma cerda apical. Tarso como no par anterior. Coxa tll com dois cílios posteriores. Fêmur li- geiramente curvo com uma protuberância pré-apical pos- teroventral-ventral onde se insere, formando um só con- junto, um tufo de cerdas longas de ápice em gancho. Fa- ce anterodorsal com uma série de cerdas dirigidas para a face dorsal apresentando uma cerda pré-apical fraca. Fa- ce anteroventral com uma série de cerdas terminando por uma forte. Face posterior com cílios finos e longos. Face posterodorsal com uma cerda pré-apical fraca. Ti- bia na face anterodorsal com duas a três cerdas no terço médio. Face anteroventral com cinco a seis cerdas. Face dorsal com uma cerda submediana e uma pré-apical. Fa- 17 ces anterodorsal, anterior e anteroventral com uma cerda apical. Tarso como no par mediano. Abdome — Primeiro tergito com uma cerda margi- nal lateral. Segundo e terceiro tergitos com uma cerda marginal lateral, duas a três laterais. Quarto tergito com duas cerdas laterais e duas apicais. Primeiro esternito ci- liado. Genitália como nas figuras 42-46 Fannia personata sp. n. se aproxima de Fannia heydenit (Wied., 1830) e Fannia tucumanensis Albuquer- que, 1957, podendo ser separada facilmente pelo núme- ro e arrumação dos cílios acrosticais, cerdas abdominais e genitália. Material examinado: Holótipo d, Le Vallon Alto Mosella, Petrópolis, RJ, 1/11-8/111/57, Albuquerque col.; Parátipo d, mesma procedência, data e coletor; Parátipo d, Boracéa, SP, 1X/1949; Parátipo &, Nova Friburgo, RJ, 900m, 1/1949, Wygod. col. Petrópolis, Rio de Janeiro, pertence ao Domínio Tropical Atlântico, e está localizado no Alto da Serra dos Órgãos, aproximadamente a 840m de altitude, a 22032" lat. sul e 43911'4" long W. Temperatura: 14º à 23º€C. Pluviometria: 315,1 mm anuais. Alto da Mosella, a 1.100m de altitude, é subúrbio de Petrópolis, distante do centro 8Km. O material foi co- letado numa várzea, com várias coleções de água, mar- geada por estreita mata ciliar do Piabanha, tendo ao nor- te mata de eucaliptos e à leste uma floresta secundária de cerca de 50 anos, de baixo dossel e fortemente perturba- da, porém, de bom porte, que vai até o sopé dos morros com mata primária. A vegetação de fundo da várzea são Ciperáceas e Gramineas. Terreno pré-cambriano. Boracéa, São Paulo, localizada no Domínio Tropi- cal Atlântico, a 22011'40" lat sul e 48º46'40" long W, pertencente ao Cretáceo superior. Nova Friburgo, Rio de Janeiro, como Petrópolis, pertence ao Domínio Tropical Atlântico e localizada no Alto da Serra dos Órgãos, aproximadamente a 847m de altitude, a 22016" lat sul e 42031'54" long. W. Tempera- tura: 7,70 a 249C, Pluviometria: 1561 mm anuais. Terre- no pré-cambriano. Fannia petrocchiae Shannon & Del Ponte, 1926 Fannia petrocchiae Shannon & Del Ponte, 1926: 574 Fannia petrocchise: Shannon & Del Ponte, 1928: 141- 147 Fannia petrocchiae: Seguy, 1937: 173 Fannia petrocchiae: Albuquerque, 1945b: 14, figs. 1-12 Fannia petrocchiae: Pont, 1972:5 d Comprimento total: 3,5-4,0 mm Coloração geral: Tórax castanho claro. Abdome castanho com 1, tl e Ill segmentos lateralmente amarelo translúcido. Olhos afastados por um espaço que ao nível do ocelo anterior mede cerca de seis vezes da largura da ca- beça. Cerdas frontais em número de seis pares, os cinco superiores retrocurvos. Carena parafacial com uma série de cerdas curtas. Antenas e palpos amarelos. Uma pré-alar indistinta dos pelos de fundo. Balancins e calípteros amarelos, Asas amareladas com forte espinho costal. Pa- tas amareladas com os tarsos castanhos escuros. Tíbia Il na face dorsal apresentando quatro cerdas, com a media- na e a pré-apical fortes. Face anterodorsal com duas cer- 18 das medianas. Face posterodorsal com três cerdas. Face ventral, anteroventral, anterodorsal e posteroventral com uma cerda apical. Coxa Ill com quatro cerdas posterio- res. Fêmur na face posteroventral pré-apical com um gru- po de cerdas diferenciadas sem formar tufo. Processo ba- ciliforme ausente. Material examinado: 399 Lastermas, Rio Hondo, Lago del Potero, Argentina, 12/V 1/1948, Wygod. col.; 1d e 299 Campinas, GO, X11/1935, Borgmeier et S. Lo- pes col.; 699 Lassance, MG, 20-31/1/1939, Martins, Lo- pes e Mangabeira col.; 1d e 299! lha Seca, SP, 19-26/11/ 1940, Com. Inst. Osw. Cruz; 19 Maracaju, MT, VI/1957; 1d Faz Penedo, Itatiaia, RJ, 21/X1/1943, Wygod. col.: 19 Foz S. João, GO, 1X/1931. Fannia punctipennis Albuquerque, 1954 (Figs. 47-49) Fannia punctipennis Albuquerque, 1954: 319-322, figs. 6-17 Fannia punctipennis: Chillcott, 1961: 154, 162 Fannia punetipennis: Pont, 1972:6 é Comprimento total: 5,0 mm Coloração geral: Tórax cinzento-acastanhado apre- sentando três listras castanhas. Abdome castanho com LI, [| e ||] segmentos lateralmente amarelo translúcidos. Cerdas frontais em número de dez pares. Antenas e palpos castanho-escuros. Tórax com a listra mediana coincidindo com os cílios acrosticais e as laterais com as dorsocentrais. Uma pré-alar indistinta dos pelos de fun- do. Balancins e calipteros amarelados. Asas hialinas com as nervuras transversais orladas de castanho. Patas casta- nhas com tarsos escurecidos. Coxa IH com duas cerdas posteriores, Fêmur na face posteroventral com leve pro- tuberância onde se insere um tufo de cerdas (fig. 47). Processo baciliforme cuneiforme. Genitália da ? como nas figuras 48-49. Material examinado: Holótipo d Camanducaia, MG, 1800m, V1I/1938, H. S. Lopes col.; 1 parátipo ? mesma procedência, data e coletor; Parátipo 9 Bocaina 1777m, Fazenda Lageado, SP, 1V/1951, Albuquerque & Macha- do col.; 12 Sta. Felicidade, PR, 10/1X/1951, A. Imbiriba col.: 192 Bananal, Bocaina, SP, 1/1937, D. Mendes. Fannia pusio (Wiedemann, 1830) Anthomvyia pusio Wiedemann, 1830: 437 Atomogaster pusio: Macquart, 1843: 161 Homalomyia femorata Loew, 1861: 42 Homalomyia femorata: Loew, 1872: 269 Homalomvyia femorata: Hagen, 1881: 50 Homalomyia femorata: Bigot, 1885: 268 Limnophora exilis Williston, 1896: 369 Homalomyia femorata: Stein, 1898: 76 Homalomvyia femorata: Aldrich, 1905: 538 Fannia pusio: Stein, 1911: 108 Fannia pusio: Malloch, 1913: 628, fig. 3 Fannia pusio: llingworth, 1917: 271 Fannia pusio: Stein, 1919: 132 Fannia pusio: Wlingworth, 1922: 270 Fannia pusio: Malloch, 1924b: 516 Fannia pusio: Wingworth, 1928: 45 Fannia pusio: Malloch, 1929: 156-157 Fannia pusio: Bryan, 1934: 426 D.O. ALBUQUERQUE; D. PAMPLONA & C.J.B. CARVALHO Fannia pusio: Seguy, 1937: 173 Fannia trimaculata: Albuquerque, 1945a p.p.: 1-11, figs. 1-21 Fannia pusio: Gressitt & Bohart, 1951:13, 19, 23, 25-27, 29, 109-110, plates, 3, 13. Fannia pusio: Seago, 1954: 1,2, 6,8,10, 11, figs. 1-2 Fannia pusio: Cunninghan et al., 1955: 620 Fannia pusio: Chillcott, 1961: 34, 35, 40, 45, 50, 52, Rorrie 212-214, 223, figs. 144, 144a, 209, 280, map. Fannia pusio: Snyder, 1965: 272-274, fig. 27a Fannia pusio: Pont, 1970: 420 Fannia pusio: Pont, 1972:6 Fannia pusio: Pont, 1977: 18, 50-55, figs. 99-106 é Comprimento total: 2,5-3,5 mm Coloração geral: Negra com abdome trimaculado. Duas pré-alares indistintas dos pelos de fundo. Fê- mur | na face dorsal com sete cerdas nos 2/3 apicais. Co- xa Ill com dois cílios posteriores. Fêmur na face antero- ventral apresentando cinco cerdas pré-apicais. Face pos- teroventral com duas cerdas de ápice em gancho. Tíbia na face ventral apresentando cerdas longas. Processo baciliforme ausente. Material examinado: Gdde 19 UFRRJ, RJ, VII/ 1976, A. Jansen col.; 4$SQuinta da Boa Vista, S. Cristó- vão, RJ, 10/111/1977, C. B. Carvalho col.: 299 e 28d Rio de Janeiro, RJ, 09/V111/1943, Albuquerque col.; 19 Sa- lobra, MT, Com. Inst. Osw, Cruz, 18-29/X/1938: 19 Goiã- nia, GO, VI11/1943, Freitas & Nobre col.; 22PDias D'Avi- la, Bahia, 02/X11/1951, Luis Carlos col.; 1g Monte Ale- gre, SP, VI/1947; 19 São J. Campos, SP, VI/1933, H.S. Lopes col. - Fannia sabroskyi Seago, 1954 Fannia sabroskyi Seago, 1954: 2,5,6, 10, figs. 7, 16. Fannia sabrosky!: Chilicott, 1961: 185 Fannia sabroskyi: Pont, 1972:6 S Comprimento total: 2,5-3,5 mm Coloração geral: Negra com abdome trimaculado. Duas pré-alares indistintas dos pelos de fundo. Fê- mur | na face anteroventral apresentando cinco cerdas no terço apical. Coxa Ill com três cílios posteriores. Fê- mur na face anterior com uma série de cerdas que se con- tinuam pela face dorsal. Face posteroventral com uma série de cerdas a partir do terço médio, mais longas para o ápice, Tíbia na face anterodorsal com sete cerdas me- dianas. Processo baciliforme ausente. Material examinado: 1d e 19 cultura 886, peixe, Alto da Boa Vista, RJ; 12 Teresópolis, RJ, X11/1939, Freitas col.; 19 Nova Friburgo, RJ, 900m, 1/1946, Wygod., col. Fannia schnusei Stein, 1911 (Figs. 50-58) Fannia schnusei Stein, 1911: 102, 106 Fannia schnusei: Stein, 1919: 132 Fannia schnusei: Malloch, 1934: 205 Fannia schnuseir: Seguy, 1937: 174 Fannia schnusei: Pont, 1972:6 é Comprimento total: 7,0 mm Coloração geral: Negra com reflexo azulado. Olhos densamente ciliados. Cerdas frontais em nú- CONTRIBUIÇÃO AO CONHECIMENTO DOS FANNIA R.-D. .. mero de vinte pares, Pronoto, mesopleura, esternopleu- ra e abdome densamente pilosos. Calo umeral com poli- nosidade prateada. Balancins castanhos e calipteros bran- cos. Duas pré-alares, uma inserida junto à sutura. Tarsos anteriores alargados e esbranquiçados. Pretarso mais lar- go que os demais artículos, apresentando na face ven- tral, pré-apical e lateralmente um esporão. Os artículos seguintes apresentam esporão lateral pequeno, Coxa III nua posteriormente. Fêmur arqueado com forte protu- berância pré-apical, que apresenta tufo de cerdas longas de ápice em gancho. Tíbia com um grupo de cerdas pré- apicais fortes curvadas para o ápice, seguido de pelos abundantes de ápice em gancho (fig. 47). Processo baci- liforme helicoidal. Genitália do é como nas figuras 50-55, da 9 56-57 e ovo figura 58. Material examinado: 1& Angol, Chile, 09/V 11/1928, decayed squash; 19 Bariloche, Rio Negro, Argentina, X1/1926, R & E. Shannon. col. Fannia snyderi Seago, 1954 Fannia snyderi Seago, 1954: 2-4, 5, 10, figs. 5, 18-20 Fannia snyderi: Chillcott, 1961: 35, 45, DO, 185, 186, 217, 218, 223, figs. 146, 1464, 213, maps. 54-55. d Comprimento total: 2,5-3,2 mm Coloração geral: Negra com abdome trimaculado. Duas pré-alares indistintas dos pelos de fundo. Co- xa Ill com dois cílios posteriores. Fêmur na face ventral com uma protuberância pré-apical onde se insere um tu- fo de cerdas. Tíbia na face anterodorsal com seis cerdas. Face anterodorsal com uma cerda mediana. Processo ba- ciliforme ausente. Material examinado: 1d São José da Lagoa, MG, 10/11/1939, Martins & Lopes col. Fannia trimaculata (Stein, 1898) (Figs. 59-60) Hemalomvyia trimaculata Stein, 1898: 176 Fannia trimaculata: Stein, 1911: 109 Fannia trimaculata: Malloch, 1913: 623, fig. 8 Fannia trimaculata: Stein, 1919: 133 Fannia trimaculata: Seguy, 1937: 175 Fannia trimaculata: Albuquerque, 1945a p.p.: 1-11, figs. 1-21 Fannia pusio: Gressitt & Bohart, 1951: 109 Fannia trimaculata: Seago, 1954: 1,2,6, 8-10, fig. 9 Fannia trimaculata: Chillcott, 1961: 185, 216, 221 Fannia trimaculata: Pont, 1972: 6 é Comprimento total: 2,5-3,5mm Coloração geral: Negra com o abdome trimaculado. Duas pré-alares indistintas dos pelos de fundo. Co- xa !Il com um ou dois cílios posteriores. Fêmur na face anteroventral com uma série de sete à oito pelos cerdi- formes no terço médio. Face posteroventral com uma sé- rie de cerdas maiores para o ápice. Tíbia na face antero- ventral com uma cerda mediana. Processo baciliforme ausente. Genitália da ? como nas figuras 59-60. Material examinado: 3dd Vassouras, RJ, 22/VII/ 1955, Albuquerque & Rego Barros col.; 1d São José dos Campos, X/1933, H. S. Lopes col.; 2dó São José dos Campos, V11/1933, mesmo coletor; td Santo Amaro, SP, V/1936, F. Lane col.; 23d Cambuquira, MG, 11/1941, 19 Lopes & Gomes col.; 1d Grajaú, RJ, 13/V 1/1939, Lo- pes & Oliveira col.; 13 e 799 Dias D'Ávila, Bahia, 02/ X1t/1951, Luis Carlos col.; 1Idg e 19 Petrópolis, RJ, Al- to da Mosella, 24/VI/1956, Albuquerque col.; 16dd e 29% Petrópolis, RJ, Alto da Mosella, 24/1-23/11/1958, Albuquerque col.; Tó Petrópolis, RJ, Alto da Mosella, 18/X1/1956, Albuquerque col.; 1$ Solemar, SP, 11-12/ V/1977,€C.B. Carvalho col.; 19 Grajaú, RJ, 08/X11/1940, Lopes & Oliveira col.; 19 Jacarepaguá, RJ, 31/VIl/1949, Pearson, Albuquerque & Wittmer col.; 19 Barra, Salva- dor, Bahia, 09/X/1951, L. C. Mendonça col.; 19 Taqua- ra, Petrópolis, RJ, 10/1/1971, H. S. Lopes col,; 19 mes- ma procedência, coletor, 09/1/1971; 249 Rio de Janeiro, RJ, 22/1X/1945, Albuquerque col.; 2dó Tinguá, RJ, IX/1940, Shannon col.; 3dd e 299 26/VII/1949, Com. Inst. Osw. Cruz; 26d Rio de Janeiro, RJ, 01/XI/1930, Dário Mendes col.; 1ó Rio de Janeiro, RJ, 09//1X/1945, Albuquerque col.; 1d Represa R. Grande, Rio de Janei- ro, RJ, 111/1953, Albuquerque col.; 1$ S. J. Campos, SP, VIl/1933, H. S. Lopes col.; 19 Caixa d'Areia, Belo Horizonte, MG, 19/1/1939, Martins, Lopes & Mangabei- ra col, Fannia tucumanensis Albuquerque, 1957 Fannia tucumanensis Albuquerque, 1957: 2-6, figs. 1-6 Fannia tucurmanensis: Pont, 1972: 6 3 Comprimento total: 5,0-5,5 mm Coloração geral: Tórax castanho apresentando qua- tro listras cinzentas que não atingem a base do escutelo. Abdome castanho com 1, ll e Ill segmentos lateralmente amarelo translúcidos. Cerdas frontais em número de doze pares. Palpos castanho-escuros. Tórax com as listras medianas situadas entre as dorsocentrais e as laterais coincidem com as in- tra-alares. Uma pré-alar indistinta dos pelos de fundo. Balancins amarelos com a base castanha. Calípteros bran- cos. Patas castanhas com articulações fêmur-tibiais ama- relados. Fêmur II na face posteroventral com dupla série de cerdas de ápice em gancho e na metade apical se qua- driplicam, formando um espesso ctenídeo. Coxa III com dois cílios posteriores. Fêmur na face posteroventral com uma leve protuberância pré-apical, onde se insere um tufo de cerdas longas de ápice em gancho. Processo baciliforme cuneiforme. Material examinado: Holótipo d Vila Pedro Monte, Tucumán, Argentina, 11/VII/1948, Wygod, col.; Paráti- po & Sierra Xavier, Tucumán, Argentina, 12/1X/1948, Wygod. col.; 1$ Dep. Trancas, Argentina, Tucumán, 1V/1957, Wygod. col. Fannia tumidifemur Stein, 1911 Fannia tumidifemur Stein, 1911: 104, 105 Fannia tumidifemur: Stein, 1918: 234 Fannia tumidifemur: Stein, 1919: 133 Fannia tumidifemur: Seguy, 1937: 176 Fannia tumidifemur: Albuquerque, 1957b: 12-16, figs. 14-19 Fannia tumidifemur: Pont, 1972:6 g Comprimento total: 5,0-5,5 mm Coloração geral: Castanha. Abdome com |, Ile Il segmentos lateralmente amarelo translúcidos. Cerdas frontais em número de dez à doze pares. Parafrontália e parafaciália com polinosidade prateada. 20 Genas polinosas cinzentas. Palpos castanhos. Uma pré- alar indistinta dos pelos de fundo. Patas castanhas com tarsos escurecidos. Tíbia || com a face ventral apresen- tando conspícua pubescência e constrictada na metade basal. Coxa Ill com dois cílios posteriores. Fêmur na face posteroventral com uma protuberância pré-apical onde se insere um tufo de cerdas longas de ápice em gancho. Processo baciliforme cuneiforme. Material examinado: 1d Alto da Mosella, Petrópo- lis, RJ, 24/V1/1956, Albuquerque col.; 1$ Bodoquena, MT, X1/1941, com Inst. Osw. Cruz; 2d Bodoquena, MT, X1/1941, com E.N.V.; tó Alto da Mosella, Petrópolis, RJ, 1/11-8/111/1957, Albuquerque col.; 23 Jataí, GO, X11/1972, F.M. Oliveira col.; 1$ Petrópolis, RJ, Alto da Mosella, 2/1X/1956, Albuquerque col.; 1d Calado, Rio Doce, MG, 12-15/11/39, Martins & Lopes col.; 19 Caixa da Areia, Belo Horizonte, MG, 18/1/39, Martins, Lopes e Mangabeira col.; 4dd Maracajú, MT, VI/37, Serv. Febre Amarela; 1g Porto Cabral, Rio Paraná, SP, lII-IV/44, L. Travassos col.; 13 Cambuquira, MG, 11/41, Lopes & Go- mes col.: 13 Goiânia, GO, V111/1943, Freitas & Nobre col.; 1d Lassançe, MG, 20-31/1/1939, Martins, Lopes e Mangabeira col.; 1d Guaira, PR, X1/1941, com E.N.V.; 5ó Iguaçu, PR, X11/1941, com E.N.V.; 2d Salobra, MT, 2/1X/1940, com Inst. Osw. Cruz; 16 Emas, SP, X11/1938, N. Santos col.; 19 Salobra, Zona da N.0.B,; 18-29/X/ 1938, Com. Inst. Osw. Cruz. Fannia yenhedi Albuguerque, 1957 Fannia yenhedi Albuquerque, 1957: 16-21, figs. 20-26 Fannia yenhed!:: Pont, 1972:6 dg Comprimento total: 5,5-6,0 mm D.O. ALBUQUERQUE; D, PAMPLONA & C.J.B. CARVALHO Coloração geral: Tórax cinzento apresentando três listras castanhas e com base do escutelo castanha. Abdo- me castanho com 1, Il e Ill segmentos lateralmente ama- relo translúcido. Cerdas frontais em número de 9-10 pares. Tórax com a listra mediana coincidindo com os cílios acrosti- cais e as laterais com as dorsocentrais. Uma pré-alar in- distinta dos pelos do fundo. Balancins amarelos e ca- lípteros brancos, Patas castanhas com tarsos escurecidos. Coxa Ill com dois cílios posteriores. Fêmur na face pos- teroventral com uma leve protuberância onde se insere um tufo de cerdas longas e de ápice em gancho. Tíbia na face anteroventral com quatro a cinco cerdas no terço médio. Processo baciliforme cuneiforme. Material examinado: Holótipo é Ilha Seca, SP, 19-26/11/1940; 3 parátipos PP mesma procedência, data e coletor; 3 parátipos dd mesma procedência, data e co- letor, parátipo é São José dos Campos, SP, VII/1933, H.S. Lopescol.; parátipo d Lassance, MG, 20-31/1/1939, Martins, Lopes & Mangabeira col.; 2 parátipos dd mesma procedência, data e colotor; 2 parátipos dd Sai, RJ, 28/X/1950, Albuquerque col.; parátipo d Rezende, RJ, VI/1946, S. Oliveira col.; parátipo d Bodoquena, MT, 1X/1941, com 1.0.€.; parátipo & Calado, Rio Doce, MG, 12-15/11/1939, Martins & Lopes col.; parátipo d Campi- nas, GO, X1/1935, Borgmeier & Lopes col.; 129 Lassan- ce, MG, 20-31/1/79, Martins Lopes e Mangabeira col.; 1d Angra dos Reis, RJ, 12/XI/1972, H.S. Lopes col.; ló Maricá, RJ, 22-23/111/57, Albuquerque col.; 6d Cala- do, Rio Doce, MG. 12-15/11/39, Martins e Lopes col.; 3d Ilha Seca, SP, 18-26/11/1940, com 1.0.€,; 16 mesma procedência, data e coletor. r Chave das espécies neotropicais do gênero Fannia R.-D., 1830 estudadas neste trabalho A (AA) dd e PY medindo 3,5 mm de comprimento ou mais (exceto fêmea de inermipennis — 3,0 mm) ;toráx de castanho à negro, com ou sem listras. Abdome de coloração castanha à negra, apresentando os primei- ros segmentos lateralmente amarelo translúcidos ou não, nunca trimaculado. Patas de coloração casta- nho-clara à negra. B (BB) dd face posteroventral do fêmur III com grupamento de cerdas diferenciadas dos pelos de fundo (podendo atingir a face ventra!) (figs. 9, 47, 50). C (CC) face posteroventral-ventral do fêmur Ill com cerdas longas formando tufo (figs. 47, 50). D (DD) Tórax dorsalmente de castanho à negro com listras. 1. 2. Parafaciália com uma série de cerdas curtas; asa com forte espinho costal. . ........... 2 Parafaciália sem série de cerdas; asa com espinho costal não desenvolvido Face anteroventral do fêmur-lIl com 5 cerdas fortes no terço apical; face antero-ventral da tíbia Il com 4 cerdas, as superiores mais fracas... ........ fongipila Albuquerque, 1954 Face anteroventral do fêmur Ill com 2 cerdas fortes no terco apical; face anteroventral da tí- Bia HLINCOrr CELA FONTES os arc e Gi BERe COURSE QU E ao ESC A A SN mesquinha sp. n. 3. Tarsos anteriores alargados; face posterior da coxa Ill nua; face posteroventral do fêmur II Bom grande -ProtUBErâncias = Su a bs pa DADE AEE E AVE SE A EJA DO A EAD DM Ec ASA 4 Tarsos anteriores não alargados; face posterior da coxa Ill ciliada; face posteroventral do fê- mur 11 com ou sem pequena protuberância ......ccccccciccilcccccrrces 5 - Antenas e palpos amarelos; base da arista amarela e ápice castanho; tarsos anteriores enegre- cidos; face posterior do pré-tarso sem espinho apical; face posteroventral do fêmur |] com fortes cerdas reunidas formando um aguilhão .......cccccc... grandis Malloch, 1912 Antenas e palpos negros; arista negra; tarsos anteriores branco-amarelados; face posterior do pré-tarso com espinho apical; face posteroventral do fêmur 1] com tufo de cerdas de ápice AN GAMES 23 Pra GE E A qe epa de Sd pd] ge O o a SI URU Pa albitarsis Stein, 1911 . Tórax acinzentado com listras continuando nitidamente até a base do escutelo . . ....... 6 Tórax acinzentado ou castanho com listras continuando não nitidamente até a base do escu- CONTRIBUIÇÃO AO CONHECIMENTO DOS FANNIA R.-D. 6. 1. 1º, 2º e 3º artículos antenais castanho-escuros; asas hialinas com nervuras transversais orla- e ccÃo che cito iai 5 TR A A qr RR, PRDC DAR punctipennis Albuquerque, 1954 1º e 2º artículos antenais castanho claros; asas ligeiramente amareladas. . .............. ER A RR ea RO URU Ra RS Pp, JR) UA SMA, STR NR ap yenhedi Albuquerque, 1957 . Face posteroventral do fêmur Il com 2 séries de cerdas curtas e fortes sem formar espesso CRE DRDEÇ posarssr 8 Ecs Ra SSD fe maos Age Ee ho Pa EP a A Rn RA TA a Face posteroventral do fêmur Il com 3-4 séries de cerdas curtas e fortes formando apical- mente espesso ctenídeo . maes semente tucumanensis Albuquerque, 1957 « Cerdas frontais em número de 9 a 10 pares; acrosticais pós-suturalmente em 3 séries desorde- nadas; face anterodorsal da tíbia Ill com 1 cerda no terço médio; 2º e 3º tergitos abdomi- nais com 1 cerda lateral =ssiscrsmsicvcriraave cen ms heydenii (Wiedemann, 1830) Cerdas frontais em número de 14 a 15 pares; acrosticais pós-suturalmente em 3-4 séries de- sordenadas; face anterodorsal da tíbia III com 2 ou 3 cerdas no terço médio; 2º e 3º tergitos abdominais com 2 a 3 cerdas laterais... .....cccicccilllcicc personata sp. n DD (D) Tórax dorsalmente de castanho a negro sem listras. Olhos ciliados; espécies com abdome negro. ......c.cccccccccccccicrissae 2 Olhos nus, espécie com os primeiros segmentos abdominais lateralmente amarelo translúci- CROSS el to prt e SR rr ti SR e q O AR E AR SR 2 CODE 4 VA 4 . Face posteroventral do fêmur Ill com forte tufo de cerdas; calípteros inteiramente bran- DOS nDa are po pe maço eo ES. A ae Sa cuia a a do SUR US] ES A A im E E pç ao 3 Face posteroventral do fêmur IH com tufo inconspícuo de cerdas pequenas; calípteros acas- PAN AOS IRA a RETO o RÃS, O RR DB, pH anthracina (Walker, 1837) - Olhos densamente ciliados; tarsos anteriores alargados e esbranquiçados; face posterior da co- xa [Il nua; face posteroventral-ventral do fêmur !|l com grande protuberância no terço me- dio, onde se inserem cerdas fortes; asas hialinas .........c..... schnusei Stein, 1911 Olhos esparsamente ciliados; tarsos anteriores não alargados; face posterior da coxa |Il cilia- da; face posteroventral do fêmur LI com cerdas e sem a referida protuberância; asas forte- mente acastanhadas até o espaço Dec RO aa im hirtifemur (Stein, 1904) . 3º artículo antenal nunca amarelo; tórax dorsalmente castanho escuro a negro e pleuras castanhas com polinosidade cinza; face posterior da coxa II ciliada; asas acastanhadas . .. 5 Todos artículos antenais amarelos; tórax dorsalmente castanho claro e pleuras amarelas; face posterior da coxa Ill nua; asas amareladas ............ admirabilis Albuquerque, 1958 . Cerdas frontais em número de 9 a 12 pares; tórax dorsalmeénte castanho; asas homogenia- mente atastanhadã. o ss sea sa DR E TS E EO tumidifemur Stein, 1911 Cerdas frontais em número de 11 a 19 pares; tórax dorsalmente negro até a metade do me- sonoto, seguindo castanho até o escutelo; asas com a margem superior castanho escura. .... EO age A Do o SPP DES fa A JR PAR a JR Rs PRN, q penicillaris (Stein, 1900) C (C) Face posteroventral do fêmur Ill com cerdas diferenciadas sem formar tufo (fig. 9). 1. El 1; Tórax dorsalmente de castanho a negro sem listras. . .....cccccccccicrccrcer 2 Tórax dorsalmente de cinza, castanho ou negro listrados. . . ....ccccccccccccc. 3 Cerdas frontais em número de 6 pares; antenas e palpos amarelos; parafaciália com cerdas curtas; tórax castanho claro; asas amarelas e com forte espinho costal; face posterior da co- xa IH com Sgeidas .,ieadssss cane so masa petrocchiae Shannon & Del Ponte, 1926 Cerdas frontais em número de 9 pares; antenas e palpos castanho escuros; parafaciália nua; tórax negro; asas com a margem superior, ápice e nervuras orladas de castanho e com espinho costal fraco; face posterior da coxa Ill com IT cílio. ....... itatiaiensis Albuquerque, 1956 « Palpos castanho escuros; face posterior da coxa Ill com 3 cílios; face anteroventral da tíbia som? pumais gordas q mes gs uia 2 Ena a E ZA EIA ESTES ROD 1 IA UA 4 Palpos amarelos; face posterior da coxa Ill com no máximo 2 cílios; façe anteroventral da tí- pia EUR md ims com AcErdare e say acess ra a oi E oe pc PS aa Em O Ui qa ROO E 5 Tórax negro com apenas 2 listras pré-suturais cinzentas; face anteroventral da tíbia [1 com 10 CARTAS ae MTE op PRI ug DR DOS GSE ge rs flavicincta (Stein, 1904) Tórax cinzento-acastanhado com 3 listras castanho escuras pré e pós-suturalmente; face ante- roventral da tíbia Ill com 7 cerdas .....ccccccllccc bella Albuquerque, 1957 3º artículo antenal castanho com polinosidade cinzenta; primeiro esternito nu... ...... 6 3º artículo antenal amarelo; primeiro esternito ciliado . . . .. . bahiensis Albuquerque, 1954 - Face anteroventral do fêmur | com uma série de cerdas em toda face; face posterior da Coxa RBS pa Rega Us opa ER e PU e RREO É si O aa OR o q Havipalpis Stein, 1911 Face anteroventral do fêmur | com apenas 4 cerdas no terço apical; face posterior da coxa Ill Care TA Rg LR FS ca ço puta DADE OO CA] RE SAD, É pa a ol o E inermipennis Albuquerque, 1954 BB (B) dó Face posteroventral do fêmur Il sem tais cerdas. Tórax dorsalmente de castanho a negro listrado. . ... ...cccccccccccccicc 2 Tórax dorsalmente de castanho à negro sem listras... ....cicciccccccccclccor 3 2. Fronto orbital superior ausente; tórax negro acinzentado com as listras mais claras; coxa 1 21 22 AA(A) D.O. ALBUQUERQUE; D. PAMPLONA & C.J.B. CARVALHO com três aguilhões; face ventral da tíbia || com tubérculo no terço apical; abdome negro com polinosidade prateada. ........ccccccicccclsi scalaris (Fabricius, 1794) Fronto orbital superior presente; tórax acinzentado com listras acastanhadas; coxa II sem aguilhão; face ventral da tíbia || sem tubérculo no terço apical; abdome castanho com I, ll e 11 segmentos lateralmente amarelo translúcidos .......... canicularis (Linnaeus, 1761) - Cerdas frontais em número de 12 a 17 pares; face ventral da tíbia || sem tubérculo no terço apical; asas acastanhadas com a margem superior e nervuras transversais orladas de castanho ESCUEÓN Ent TD cpa UA pap RR DR poa e o De, A Correa OA obscurinervis (Stein, 1900) Cerdas frontais em número de menos de 12 pares; coxa If com 3 aguilhões; face ventral da ti- bia |l com tubérculo no terço apical; asas hialinas ........... scalaris (Fabricius, 1794) dd e 99 medindo 2,5 a 3,5 mm de comprimento no máximo; SS com segmentos intermediá- rios do abdome trimaculado dorsalmente; 29 com abdome inteiramente negro; patas e tórax negros (SEAGO modificado). 1. Face ventral do fêmur Ill com protuberância pré-apical visível anteriormente; face antero- ventral sem série de cerdas ciliformes no terço médio . . ....cccccccccccccccc 2 Face ventral do fêmur |Il sem protuberância pré-apical ou com uma leve protuberância pré- apical posteroventral não visível anteriormente; face anteroventral com uma série de 7 a 8 cerdas ciliformes no terço médio ........cccccccccrcc trimaculata (Stein, 1898) « Face ventral da tíbia 11| sem cerdas longas, no máximo com poucos cílios ........... 3 Face ventral da tíbia HI com cerdas longas... ............. pusio (Wiedemann, 1830) - Face anteroventral do fêmur 1Il com mais de 1 cerda pré-apical, face ventral com pelos espa- CERTOS REA 2 ca abr co ca q 178 DS A ni e AL PT SRD DER o 1 0 doe RA Da 2 Dor Face anteroventral do fêmur Ill com 1 cerda pré-apical, face ventral com forte penugem, principalmente na metade basal ......iccccciiccc dodgei Seago, 1954 . Face ventral do fêmur |!| com ligeira protuberância pré-apical, com cerdas espaçadas, faces antero-ventral e posteroventral com cerdas, ao menos na metade apical... ........... 5 Face ventral do fêmur HI com protuberância pré-apical bem visível onde se inserem cerdas curtas e cerradas, faces anteroventral e posteroventral nuas +. ........ snyderi Seago, 1954 . Face anteroventral do fêmur Il com 3 ou 4 cerdas pré-apicais de ápice em gancho, distinta- mente maiores que as correspondentes posteroventrais . ......... femoralis (Stein, 1898) Face anteroventral do fêmur Ill com 3 ou 4 cerdas com ápice reto, distintamente menores que as correspondentes posteroventrais . .....cccccccccccsc. .Sabroskyi Seago, 1954 SUMMARY The authors present a study of Fannia R.—D., 1830 with 29 already known species and two new ones. They separate into groups based on ecletic concepts using mainly the filogenetic system, and also present a key for the identification of the species. 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CARVALHO Fannia albitarsis Stein — Fig. 5: ovopositor, vista ventral; fig. 8: larva, vista dorsal, F. dodgei Seago — Fig. 12: hipopígio, vista dorsal, F. dodgei Seago — Fig. 13: 5º esternito, vista dorsal, F. flavipaipis (Stein) — Fig. 17: espermateca. F. grandis Malloch — Fig. 18: 5º esternito, vista dorsal. CONTRIBUIÇÃO AO CONHECIMENTO DOS FANNIA R.D.... 27 Fannia dodgei Seago — Fig. 11: pênis e anexos, vista dorsal. F. flavicincta (Stein) — Fig. 14: ovopositor, vista ventral. F. flavipalpis Stein — Fig. 16: ovopositor, vista ventral. F. grandis Malloch — Fig. 20: hipopígio, vista lateral; fig. 23: espermateca. F. hirtifemur (Stein) — Fig. 26: 5º esternito, vista dorsal. 28 D.O. ALBUQUERQUE; D. PAMPLONA & C.J.B. CARVALHO Fannia grandis Malloch — Fig. 19: hipopígio, vista dorsal; fig. 21: pênis e anexos, dista dorsal; fig. 22: ovopositor, vista dorsal. F, heyv- denii (Weidemann) Fig. 25: espermateca, F, hirtifemur (Stein) — Fig. 27: surstilus, vista lateral. F. mesquinha sp. n. — Fig. 32: cabeça, vista 3/4. CONTRIBUIÇÃO AO CONHECIMENTO DOS FANNIA R.-D. 29 O) 1 4 + 1 1 ] t t F | ' 1 Fannia heydenii (Wiedemann) — Fig. 24: ovopositor, vista ventral. F. hirtifemur (Stein) — Fig. 28: hipopígio, vista dorsal; fig. 29. pê- nis e anexos, vista ventral; fig. 31: espermateca, F. mesquinha sp. n. — Fig. 36: 5º esternito, vista dorsal. 30 : D.O. ALBUQUERQUE; D. PAMPLONA & C.J.B. CARVALHO Fannia eo (Stein) — Fig. 30: ovopositor, vista ventral, F. mesquinha sp. n. — Fig. 33: pênis e anexos, vista 3/4: fig. 34: pênis e anexos: fig. 35: hipopígio, vista lateral; fig. 37: hipopígio, vista dorsal. F. obscurinervis (Stein) — Fi free a sou NS 39: espermateca. ) ig. 38: ovopositor, vista ventral; fig. CONTRIBUIÇÃO AO CONHECIMENTO DOS FANNIA R.-D. ... 31 Fannia penicillaris (Stein) — Fig. 40: ovopositor, vista ventral; Fig. 41: espermateca. F. personata sp. n. — Fig. 42: processo bacilifor- me, vista 3/4; Fig. 43: hipopígio, vista lateral. F. punctipennis Albuquerque — Fig. 47: fêmur III, vista posterior; Fig. 49: espermate- ca. F. schinusei Stein — Fig. 52: processo baciliforme, vista dorsal. 32 : D.O. ALBUQUERQUE; D. PAMPLONA & C.J.B. CARVALHO Mrames fa ven, E) Fannia personata sp. n. — Fig. 44: pênis e anexos, vista dorsal; fig. 46: hipopígio, vista dorsal, F. punctipennis Albuquerque — Fig. 48: ovopositor, vista ventral, F. schnusei Stein — Fig. 55: pênis e anexos, vista ventral; fig. 57: espermateca; fig. 58: ovo, vista dorsal, CONTRIBUIÇÃO AO CONHECIMENTO DOS FANNIA R.-D. ... 33 Fannia personata sp. n. — Fig. 45: 5º esternito, vista dorsal. F. schnusei Stein — Fig. 53: surstilus, vista lateral; fig. 54: hipopígio, vista dorsal. 34 é D.O. ALBUQUERQUE; D. PAMPLONA & C.J.B. CARVALHO j ii Fannia schnusei Stein — Fig. BO: fêmur III, vista anterior; fig. 51: 5º esternito, vista dorsal: fig. 56: ovopositor, vista ventral; F. trima- culata (Stein) — Fig. 59: ovopositor, vista ventral; fig. 60: espermateca. Arq. Mus. Nac., RJ/v. 56/set. 1981 THE BRYOCORINAE OF PAPUA NEW GUINEA (HEMIPTERA, MIRIDAE) Ê (With 200 text-figures) This paper is a follow up of the study being undertaken with the Miridae of Papua New Guinea based on collections assembled by the Bernice P. Bishop Mu- seum, Honolulu, Hawaii. The author wishes to present thanks to Doctors J. L. Gressitt, Wayne C. Gagné and G. M. Nishida who arranged for this work. lHlustrations in the text were prepared by Luiz Antonio Alves Costa, Paulo Roberto Nascimento and Paulo Wallerstein under the author's supervision. Types are deposited in the Entomological Collec- tion of the B. P. Bishop Museum and paratypes may be found also in the author's collection. Bryocorinae Baerensprung, 1860 Bryocorides Baerensprung, Rep. Berf. Ent. 4:13. Miridae with a single-celled membrane or when this is not the case with distally dilated tarsi, elongate guard setae, pulvilli on the inner claw surface and usual- ly with pulvillar combs, parempodia setiform (as a pair of straight hairs). The subfamily has the majority of species distribu- ted on equatorial and tropical areas of the world, Most forms feed on thick leaves plants such as Bromeliaceae, Orchidaceae, Araceae and Esterculiaceae. Type genus of the family: Bryocoris Fallen, 1829. Key to Tribes 1. First segment of antennae incrassate, equal in lenght to half the width of vertex, about as long as wide (fig. 1); species usually of large size, with coarsely punc- tate pronotum and noticeably inflated scutellum ... OQdoniellini Reuter, 1910 First antennal segment longer than half the width of vertex or if not, then distinctly narrower than long, pronotum smooth and shining, scutellum never inflated or cystiform .....ccccccccccccci 2 2. Large, long and slender species with smooth and shining body: pronotum strongly constricted anterior- ly: head with a distinct neck; rostrum reaching apex of anterior coxae or so; second antennal segment about three times as longas first .......cccccc.. Monaloniini Reuter, 1892 Medium to small size species with pronotum usually punctured or if smooth and constricted and head “nn... nam rr asia (1) Research Fellow of the "Conselho Nacional de Desenvolvi- mento Científico e Tecnológico (CNPg)”. JOSE C. M. CARVALHO (1) Museu Nacional - Rio de Janeiro with a neck, then second antennal segment about as long as first, rostrum reaching middle coxae or beyond Bryocorini Baerensprung, 1860 “tran. List of Papua New Guinea Bryocorinae Odoniellini: 1 do - Parabryocoropsis typicus China & Carvalho, 1951 Pseudodoniella pacifica China & Carvalho, 1951 = Pseudodoniella cheesmannae (China & Carvalho, 1957) = Pseudodoniella dunni (China & Carvalho, 1951) -= Pseudodoniella laensis Miller, 1967 = Pseudodoniella szentivanyi Miller, 1957 Monaloniini: 1 . Helopeltis clavifer (Walker, 1871) = Helopeltis niger Walker, 1873 = Helopeltis braconiformis Walker, 1873 Mansoniella minuta n.sp. - Pachypefltis annulipes Poppius, 1912 . Pachypeltis marginalis Poppius, 1912 . Ragwelellus (Narinellus) festivus (Miller, 1954) . Ragwelellus (N.) horvathi (Poppius, 1912) . Ragwelellus (N.) luteonotatus n.sp. - Ragwelellus (N.) magnificus n.sp. - Ragwelellus (N.) morobensis n.sp. - Ragwelellus (N.) nigrus n.sp. . Ragwelellus (N.) similis n.sp. - Ragwelellus (N.) wauensis n.sp. Bryocorini: . Ambunticoris ochraceus n.sp. . Ambunticoris nigroemboliatus n.sp. - Bromeliaemiris fasciatus (Ghauri, 1975) . Bromeliaemiris morobensis n.sp. - Bromeliaemiris gressitti n.sp. - Bromeliaemiris rubrinus n.sp. - Bryocorellisca novaguineae n.sp. . Bryocorellisca pallidoemboliata n.sp. - Bryocorellisca pilosa n.sp. - Carinimiris lustrosus n.sp. . Crassiembolius nigrus N.sp. - Crassiembolius semipaltidus n.sp. - Cuneomiris elongatus n.sp. . Fefisacus magnificus Distant, 1904 - Fefisacus minutus n.sp. - Felisacus nigrescens n.sp. . Felisacus nigricornis Poppius, 1912 - Felisacus ochraceus Usinger, 1946 . Frontimiris fossatus n.sp. 36 20. Frontimiris nigrifrons n.sp. 21. Frontimiris obtusifrons n.sp. 22. Harpedona marginata Distant, 1904 23. Harpedona plana Poppius, 1912 = Harpedona similis (Poppius, 1912) 24. Harpedona verticicolor n.sp. 25. Hekista albicollaris n.sp. 26. Hekista papuensis n.sp. 27. Hekista similaris n.sp. 28. Hemisphaeroctoris puncticoilis Poppius, 1912 29. Monalocoris nigrus n.sp. 30. Monalocoris pallipes n.sp. 31. NMabirecoris minutus n.sp. 32. Palaeofurius cyclopensis n.sp. 33. Palaeofurius nigroemboliatus n.sp. 34. Palaeofurius sagittatus Poppius, 1912 35. Prodromopsis oculatus Poppius, 1912 36. Prodromopsis nigrus n.sp. 37. Stenopterocorisca viridis n.sp. 38. Taricoris gressitti n.sp. 39. Taricoris wauensis n.sp. 40. Thaumastomiris discoidatis Poppius, 1912 Odoniellini Reuter, 1910 Odoniellaria Reuter, Acta Soc. Sci. Fenn. 37(3):123. This tribe comprises a group of genera with very short first antennal segment which is usually incrassate, equal in length to half the width of vertex, about as long as wide, most species are of large size, compact, with coarsely punctured pronotum and strongly inflated (cystiform) scutellum. Type genus of tribe: Odoniella Haglund, 1895 Most species of the tribe are pests of cacao and of economical importance. The tribe comprises bizarre forms mostly with dull color. Some African species have the antennae longer than half the width of vertex and the scutellum not cystiform, in this case the membrane has auxiliary veins or the head has three pointed tuber- cles anteriorly. Key to Genera 1. Body less elongate, being only about twice as long as wide; seutellum much shorter and globose (shorter than its width at base which is more or less rounded), not visibly marginate apically; abdominal connexiva more prominent; cuneus much shorter in relation to width at base; posterior tibiae straight, thicker and feebly nodular à Da sbiiva 4) Parabryocoropsis China & Carvalho, 1951 Body more elongate, more than twice as long as wide; scutellum longer than its width at base which is straight, visibly marginate apically; abdominal connexiva less prominent; cuneus longer in relation to width at base; posterior tibiae distinctly curved and mundtely tuberculate . sans cess mega na eia aja sele 2 a Pseudodoniel!a China & Carvalho, 195] Each genus is represented in Papua New Guinea by a single species. Parabryocoropsis China & Carvalho, 1951 Parabryocoropsis China & Carvalho, Bu/. Ent. Res. 42(2):468; id. Carvalho, Arg. Mus. Nac. R. Jan. 44:147, 1957; id. Miller, Buf. Ent. Res. 48(4):57, 1957. J. C. M. CARVALHO Characterized by the deep puncturation and shinn- ing tubercular swellings of pronotum and scutellum, the latter strongly inflated and rounded, connexivum of hemelytra exposed. Body compact, head much wider than long, eyes slightly exserted, neck short, clypeus produced with a median depression, frons with two lateral blunt points forming a V-shape. Segment |! of antenna very short, twice as long as wide, segment | increassate towards the apex, segment Ill also slightly incrassate to apex, segment |V club-shaped; rostrum reaching the middle coxae. Pronotum strongly declivous towards head, coarsely punctured and provided with tubercular, irregu- lar, shining swellings, hind margin covered in middle by scutellum which is strongly inflated, covering clavus laterally, provided with stiff spine-like setae. Hemelytra covered by short pilosity, cuneus with acute apex, about twice as long as wide at base. Type species of genus: Parabryocoropsis typicus China & Carvalho, 1951. Differs from Distantiella China, 1944 by the apically rounded secutellum. Differs also from Bryoco- ropsis Schumacher, 1917 by the presence of irregular marked tubercular swellings of the pronotum and scutellum, the latter being strongly inflated. Parabryocoropsis typicus China & Carvalho — Fig. 1: male, para- type. THE BRYOCORINAE OF PAPUA NEW GUINEA a 100.4 Parabryocoropsis typicus China & Carvalho — Fig. 2: penis; figs.: 3,4: left paramere; fig. 5: right paramere. Parabryocoropis typicus China & Carvalho, 1951 (Figs. 1-5) Parabryocoropsis typicus China & Carvalho, Bufl. Ent. Res. 42(2):468; id. Carvalho, Arg. Mus. Nac. R. Jan. 44:147, 1957; id. Miller, Bu! Ent. Res. 48(4):D7, 1957. Characterized by the coloration of the body and by the structure of the male genitalia. Male: Length 7.4 mm, width 2.9 mm. Head: Length 0.6 mm, width 1.6 mm, vertex 1.00 mm. Anten- na: Segment |, length 0.3 mmy; Il, 1.9 mmy; 11, 1.3 mm; IV, 1.0 mm. Pronotum: Length 2.3 mm, width at base 3.6 mm. Cuneus: Length 1.00 mm, width at base 0,52 mm. General coloration dark testaceous; head and antennae lighter, the fourth segment darker than others, calli and scutellum in some specimens with dark, shining tubercles, cuneus brilliant metallic black, apex and small membranal area pallid, membrane dark. Underside of body testaceous, the sternum and abdomen lighter in the middle. Genitalia: Penis (fig. 2) with a flattened theca and membranous lobes. Left paramere (figs. 3-4) slightly curved, wider sub-basally. Right paramere (fig. 5) elongated, enlarged near apex, ending in a blunt point. Female: Lenght 8.4 mm, width 3.4 mm. Head: Lenght 0.6 mm, width 1.8 mm, vertex 1.08 mm. Anten- na: Segment |, length 0.3 mm; Il, 220 mm; 111, 1.2 mm: IV, 1.0 mm. Pronotum: Length 2.2 mm, width at base 4.0 mm. Cuneus: Lenght 1.20 mm, width at base 0.68 mm. Host plant: Cacao. Geographical distribution: New Britain, Papua New Guinea. Specimens studied: NEW BRITAIN: Varzin PI'n, Gazelle Pen., V.17. 1956, J. L. Gressitt; Keravat, 30 m, 1V.3.1956, J. L. Gressitt; id. X1.1960, G. S. Dunn, on Cacao; PAPUA NEW GUINEA: Bubia PTN, 3.X.56, on Cacao, J. H. Ardley; Mamui State, C. Distr. Papua, 19.X1.63, J. J. Szent-lvany & E. Kanjiri. A total of 25 males and females were at hand and are to be found at the B. P, Bishop Museum, Honolulu, Hawaii. Pseudodoniella China & Carvalho, 1951 Pseudodoniella China & Carvalho, Bul. Ent. Res. 42(2):465; id. Miller, Bul. Ent. Res. 48(4):57, 1957. 37 Characterized by the strongly inflated scutellum and by the hemelytra partially covering the connexiva. General shape elongate, with pronotum strongly declivous in front, the scutellum prominent. Head twice as broad as long, with a short neck, frons with a central tubercle with two apical blunt points not reaching the anterior margin of first antennal segment, eyes exserted, slightly pedunculate. Antenna with segment | very short, as long as wide, with a few setae on internal side; segment || incrassate towards apex, with a few hairs and setae; segment Ill irregularly incrassate towards apex; segment IV club-shaped; rostrum reaching apex of middle coxae. Pronotum strongly punctured and declivous in front, disc covered posteriorly by scutellum which is very prominent, strongly punctured, the apex blunt, provided with short, erect spine-like bristles. Hemelytra densely and finely pubescent, connexi- vum partially exposed, cuneus about twice as long as wide at base. Type species of genus: Pseudodoniella pacifica Chi- na & Carvalho, 1951. This genus approaches Odoniella Haglund, 1895, Volkelius Distant, 1904 and Rhopalisceschatus Reuter, 1893 but is readily differentiated by the frontal tubercle and by the shape of the scutellum. Pseudodoniella pacifica China & Carvalho — Fig. 6: male, paraty- pe. 38 Pseudodonieila pacifica China & Carvalho — Fig. 7: penis; fig. 8: left paramere; fig. 9: right paramere. Pseudodoniella pacífica China & Carvalho, 1951 (Figs. 6-9) Pseudodoniella pacifica China & Carvalho, Bul. Ent. Res. 42(2):467; id. Miller, Bul. Ent. Res. 48/4):57, 1957. Parabryocoropsis cheesmannae China & Carvalho, Bul. Ent. Res. 42(2):469, 1951 (n.syn.). Parabryocoropsis dunni China & Carvalho, 1951, Bul. Ent. Res. 42(2):471, 1951 (n.syn.). Pseudodoniella laensis Miller, Bu!. Ent. Res. 48(4): 57, 1957 (n.syn.). Pseudodoniella szentivanyi Miller, Bul. Ent. Res. 468(4):57, 1957 (n.syn.). Characterized by the size of the body and by the structure of the male genitalia. Coloration very variable. Male: Length 8.3 mm, width 2.8 mm. Head: Length 0.6 mm, width 1.7 mm, vertex 1.04 mm. Anter- na: Segment |, length 0,4 mm; Il, 2.4 mm; 41, 1.7 mm; IY, broken. Pronotum: Length 1.8 mm, width at base 3.0 mm. Cuneus: Length 1.20 mm, width at base 0.64 mm. General coloration very variable. Holotype brick reddish with dark membrane; antennae infuscate towards the apex, eyes dark chestnut, head and pronotum lighter, almost luteous, apex (female) and apical half and lateral margins of scutellum (male) black, cuneus reddish, membrane dark (except base), nervures dark with reddish tinge, tibiae yellow on apical half, esternal region vellow with mesosternum black, abdomen dark with a greenish tinge on the margins and first segment. According MILLER (1957) the specimens studied by him presented the following coloration: basal seg- ment of antenna yellow, remaining segments brown; segment LH with a faint yellowish suffusion basally. Head and thorax, except scutellum, yeliow, the head pale. Posterior lobe of pronotum with a posterior irregular black spot of vaiable extent; scutellum black. Corium yellow; cuneus piceous; membrane infumate. Abdomen ventrally whitish yellow. Legs pale yellow, posterior femora suffused with piceous basally (/aensis). Posterior lobe of scutellum with a suffused brown spot medially; scutellum black. Corium yellow; cuneus reddish vellow with apical margin piceous; membrane infumate. Abdomen whitish, connexiva narrowly piceous laterally; segments V-V II suffused with piceous. Anterior legs yellowish, femora suffused with piceous; median and posterior legs with femora piceous, tibiae pale J. C. M. CARVALHO yellow with basal half piceous. The color of pronotum and corium varies to some extent, The former may be entirely yellow or almost entirely suffused with piceous or brown and the latter suffused with brown (szenti- vanyi). Genitalia: Penis (fig. 7) with a flattened theca and membranous lobes. Left paramere (fig. 8) curved, pointed apically, with sclerotized tubercles on subapical surface. Right paramere (fig. 9) elongate, pointed apically, with minute sclerotized tubercles. Female: Similar to male in general aspect, larger in size and very variable in coloration. Length 10,4 mm, width 3.7 mm, vertex 1.24 mm. Pronotum: Lenght 2.3 mm, width at base 4.1 mm. Cuneus: Length 1.72 mm, width at base 0.80 mm. Host plant: Cacao, Ficus pungens. Geographica! distribution: New Britain, Papua New Guinea. Specimens studied: 203 males and females, NEW BRITAIN: Keravat, 3.11.56, J. H. Ardley; Lowl. Agr. Exp. Sta. Keravat, X1.1960, G. S. Dunn; PAPUA NEW GUINEA: Morobe Dist. 13.XII.59, on Ficus pungens, J.H. Ardley; Leiwomba PTN, 28.X1.56, Mr. Jim; Tobara, PTN, G. S. Dunn; Magafin Village, PTN, near Dagua, Sepik Dist. 78.1V.1964, J. J. Szentivany & P, Thamsen; Amele Village PTN, Madang Dist. 29.V 1.59, J. J. Szenti- vany & J. Healy (Cacao); Bubia Lae N. G. 29.1V.57, J. H. Ardley; Tobom Plant, 19.V.52, G. S. Dunn; Neth. Vogelkop, Fak-Fak. 3. coast of Bomberai, 10-100 m, VI,11.69, T. C. Maa; Wau, 1200 m, 14 mar. 1966, Gressitt & Wilkes (light trap); W. Highlands, Baiyer R. 1150 m, X.17.58, J. L. Gressitt; Wau, 1200 m, 14.X11.35, Ficus, J. & M. Sedlacek; Carberry PTN, Popondella, Papua, 13.111.62, A. Catley. MILLER (1957) pointed out correctly that Parabryocoropsis cheesmannae China & Carvalho and Parabryocoropsis dunni China & Carvalho should be transferred to Pseudodoniella China & Carvalho. Recently (May, 1977) the senior author had the opportunity to study the types in the British Museum of Natural History, London. Types of Pseudodoniella laensis Miller and Pseudodoniella szentivanyi Miller were also checked. A careful study of the types and also a long series from Papua New Guinea has revealed that this species shows a fairly wide range of color, which will include faensis, szentivanyi and dunni as synonyms of pacifica China & Carvalho. The genus Pseudodoniella as well as Parabryocoropsis thus remain with a single species. The author feel no reason to give names for the side range of color variation in pacífica. Monaloniini Reuter, 1892 Monaloniaria Reuter, Ann. Soc. Ent. Fr, 61:398; id. Reuter, Acta Soc. Sci. Fenn. 3713):123, 1920; Monaloniini Carvalho, Arg. Mus. Nac. R. Jan. 44:131, 1957. Às pointed out in the key for tribes, the Monalo- niini are usually large and shining species with smooth, elongate body, pronotum strongly constricted anteriorly, head with a distinct neck, rostrum short, second anten- nai segment about three times or more as long as first (in the majority of species). Type genus of tribe: Monalonion Herrich-Schaeffer, 1850. THE BRYOCORINAE OF PAPUA NEW GUINEA Several species feed on leaves of cacao, cinchona and tea, reasom why they are of considerable economic importance. Most genera are endemic to equatorial or tropical regions. mu Key to Genera 1. Scutellum with a single, very long and slender projec- tion ending in a button-like knob . . ............ ERES TA E E NERI ASS RS Helopeltis Signoret, 1858 Scutellum without a projectionasabove ....... 2 2. Embolio-corial and clavo-corial sutures without punctures; pronotum and hemelytra glabrous. ... 3 Embolio-corial and clavo-corial sutures with a row of close set punctures (on high magnification); pronotum and hemelytra pubescent .....c.ccccciccccss 4 3. Femora distinctly bow-shaped in the middle; pygo- phore with a swollen projection or a conical swelling vithrasharp points ssa ss assa ao Rn e ne E e o A Ragwelellus Odhiambo, 1965 Femora linear, at most weakely curved in the middle or curved only at base; pygophore without a swollen or conical projection .. cics ccccicicicacscca Ragwelellus (Narinellus) Odhiambo, 1965 4. Pronotum glabrous; hemelytra translucid. . . ...... Mansoniella Poppius, 1915 Pronotum pubescent; hemelytra opaque, noticeably BOSE sp RO e Pachypeltis Signoret, 1858 as. oa m ir a... ana. ma Helopeltis Signoret, 1858 Helopeltis Signoret, Ann. Jour. Soc. Ent. Fr. (3)6: 502; id. Atkinson, /nd. Econ. Ent. 1(4):175, 1890; id. Distant, Ffaun. Brit. Ind. Rhyn. 2:439, 1904; id. Mann, Mem. Dept. Agr. Pusa, Ent. 1(4):278, 1907; id. Poppius, Acta Soc. Sci. Fenn. 414(3):176, 1912; id. Ghesquiere, Rev. Zool. Bot. Afr. 10(3):281, 1922 (monograph); id. Carvalho, Arg. Mus. Nac. BR. Jan. 44:133, 1957. Aspicellus Costa, Ann. Mus. Zool Nap. 2:147, 1865. Species usually of large size, body elongate, shin- ing, pratically glabrous. Head about as long as wide, with a distinct neck, vertex slightly sulcate, eyes placed at middle of head, prominent, hemispherical; rostrum short, reaching the hind margin of metasternum; antenna long and slender with segment | distinctly clavate apically (subgenus Helopeitis Signoret), segments [-IV long and slender, with hairs as long as or longer than thickeness of segments. Pronotum smooth, constricted anteriorly, calli not well marked, collar distinct, hind margin of disc straight, humeral angles rounded, lateral margins narrowing towards head; scuttelum small, somewhat rounded, punctured, with a long cylindrical process raised up- wards and ending in a mushroon-like knob. Hemelytra glabrous, narrowed at middle, embo- Hum well marked, cuneus much longer than wide at base, narrowed and curved, membrane long, areola large, apical end of nervure broadly angulous. Legs very long and siender, femora noticeably nodulose (subgenus Helopeitis Signoret). Type species of genus: He/opeltis antonii Signoret, 1858. This genus is easily recognized among others of the tribe by the long scutellar raised process. It has consider- 39 able economic importance since species attack cocoa, tea and cinchona, being well distributed over tropical and equatorial areas of the Oriental and Ethiopic Regions. | alo wvallaestem TA q 7 é ps E nel Helopeitis clavifer (Walker) — Fig. 10: male; fig. 11: process of scutellum. Helopeltis clavifer (Walker, 1871) Distant, 1904 (Figs. 10-15) Dulichius clavifer Walker, Cat. Het. 4:170; Helo- peftis clavifer Distant, Ann. Mag. Nat. Hist. (7)13:108, 1904. Helopeltis braconiformis Walker, Cat. Het. 6:165, 1873; id. Waterhouse, Trans. Ent. Soc. Lond. 4:459, pl. 11, 1886; id. Atkinson, Ind. Econ. Ent. 1(4):177, 1890 (n.syn.). Helopeltis niger Walker, Cat. Het. 6:165, 1873; id. Waterhouse, Trans. Ent. Soc. Lond. 4:459, pl. 11, fig. 3, 1886; id. Atkinson, /nd. Econ. Ent. 1(4):176, 1890; id. Carvalho, Arg. Mus. Nac. R. Jan. 44:135, 1957 (n.syn.). 40 J. C.M, CARVALHO REsSRRtEs clavifer (Walker) — Fig. 12-13: penis; fig. 14: left paramere; fig. 15: right paramere. Mansoniella minuta n.sp. — Fig. 16: ho- otype, Characterized by the whitish spot at base of heme- Iytra, by the nodulose femora and by the structure of the male genitalia. Mate: Lenght 6.8 mm, width 1.6 mm. Head: Length 0.5 mm, width 1.0 mm, vertex 0.60 mm. Anten- na: Segment |, length 2,9 mmy; Il, 4.8 mm; II, 3.0 mm; IV, broken. Pronotum: Length 1.2 mm, width at base 1.4 mm. Cuneus: Length 1.04 mm, width at base 0.28 mm. Genera! coloration black with brown and pale areas; head, pronotum and seutellum shining black, scutellar spine brown; hemelytra dark brown to black, embolium darker, membrane fuscous; a spot laterally on neck, extreme base of hemelytra and a spot at middle of abdomen ventrally, a ring at base of femora, apex of clypeus and a spot on gena pale yellow to whitihs; femora brownish with dark nodules, tibiae pale only apically. Eyes exserted, scutellar spine long and slender (fig. 11), segment | of antenna enlarged at apex, rostrum reaching between Il and Ill coxae, femora with nodules (first and second pairs with only two and hind pair with three). Genitalia: Vesica of aedeagus (figs. 12-13) with a characteristic secondary gonopore and two fields of sclerotized spines. Left paramere (fig. 14) elongate, slightly enlarged at middle. Right paramere (fig. 15) small and simple. Female: Similar to male in general coloration and aspect. Length 8.2 mm, width 20 mm. Pronotum: Length 1.4 mm, width at base 2.0 mm. Cuneus: Length 1.52 mm, width at base 0.32 mm. Host plant: Tea, Cinchona. Geographical! distribution: Papua New Guinea, New Britain, New Ireland. Specimens studied: The Walker types of Dulichius ciavifer Walker, var. B (typus), 59.58 Dory, New Guinea, male and female are to be found in the British Museum of Natural History, London. The two species: Helopeltis braconiformis Walker (typus), Aon, Dory, Wallace and Helopeltis niger Walker, male (typus), Saunder's 65-13, Wag, are aiso in the Collection of the British Museum (BMNH). The specimens are black with two whitish spots behind eyes, pronotum and scutellum reddish lutescent, extreme base of hemelytra whitish. In c/avifer the collar is partially black, in niger the specimen is black with only extreme base of hemelytra whitish. The numerous specimens on hand from Papua New Guinea and neighbouring Islands show substantial variation of color, except for the whitish spots behind eyes and base of hemelytra. PAPUA NEW GUINEA: NE, Kilolo Creek nr.Wau, 900 m, 30.V1.1968, N. L. H. Kraus; Finisterre Range Saidor, Siborg Vill., V1.6-16.58, W. W. Brandt; Torricelli Mts. Sugoitei Vill. 900 m, 1.24-2.V,59, W. W. Brandt; Wantipi Vill. X1.30-X11.8.58; id, Central Dist. Tapini, 800-1000 m, X1I.68, N. L. H. Kraus; Wau, Kunai Creek, 1270 m, 22.VI]1.63; (Papua) Bisianumu, E. of Port Moresby, 500 m, Sept. 22,55, J. L. Gressitt; Eliptamin Valley, 1200-1300 m, Aug. 1-15,59: Vogelkop, Kebar Val. W of Manokwari, 550 m, 4-31.1.62, 5. Quate & L. Quate; Middle Fly River, 250-300 m, miles up, Jul.-Aug. 28, Pemberton; Swart Val. W side, 1400-2000 m, X1.19,58, J. L. Gressitt; Kar Kar |. Kurum, 0-100 m, V111.1958, N. L. H. Kraus; Papua, Woodlark |. (Murua), Kulumadau Hill, Jan. 28-30.57, W. W. Brandt; Dreikikir, Sepik Dist. 350 m, 24NV1.61, 3. L. & M. Gressitt; Taenga, 1200 m, Upper Jimmi V. Jul. 14,55, J. L. Gressitt; Mt. Hagen area, 1650 m, VI.26.57, D. Elmo Hardy. NEW BRITAIN: Gazelle Pen. Bainings, St. Paul's, 350 m, Sept. 5,55. NEW IRE- LAND: SW Ridge above Camp Bishp, 15 km up Kait R. 250-750 m, V11.13.56, J. L. Gressitt. Mansoniella Poppius, 1915 Mansoniella Poppius, Phil. Jour. Scr. 10:77; id. Carvalho, An. Acad. Brasif. Ci. 24(1):1952; id. Carvalho, Bo!. Mus. Goeldi 11(2):40, 1955; id. Carvalho, Arg. Mus. Nac. R. Jan. 44:137, 1957. Species with bedy elongate, shining, pubescent. Head with a distinct neck, globose, wider than long, frons rounded, vertex smooth, immarginate; eyes placed THE BRYOCORINAE OF PAPUA NEW GUINEA at middle of head, globose, removed from collar by a distance about as long as length of eve; antenna with segment | short, noticeably incrassate apically, about as long as width of vertex, segment || much longer than |, segments III-IM slender, cylindrical; rostrum short, reaching apex of first coxae. Pronotum strongly narrowed anteriorly, with two constrictions: one between collar and calli and the other between disc and callií, the latter fused, reaching lateral margins, disc smooth, shining, prominent, hind margin slightly convex, humeral angles rounded, lateral! margins somewhat sinuate before posterior constriction; mesos- cutum exposed, scutellum small, flat, smooth. Hemelytra narrowed on basal third, embolium flat, explanate, noticeably wider apically, cuneus slightly longer than wide at base, membrane with angulate areola. Legs long and slender, tibiae with long and erect hairs which are longer than width of segment. Type species of genus: Mansoniella nitida Poppius, 1915. Differs from other genera in the tribe by the very short rostrum, by the double constriction of pronotum, by the densely pubescent clavus and by the short first segment of antenna. Mansoniella minuta n.sp. — Hig. 17: penis; fig. 18: left paramere; fig. 19: right paramere, Mansoniella minuta n.sp. (Figs. 16-19) Characterized by the coloration of the body and by the structure of the male genitalia. Male: Length 5.4 mm, width at base 1.9 mm. Head: Length 0.5 mm, width 0.9 mm, vertex 0.44 mm. Antenna: Segment |, length 0.9 mm; II-IV, broken. Pronotum: Length 1.0 mm, width at base 1.4 mm. 41 Cuneus: Length 0.80 mm, width at base 0.52 mm (holotype). General coloration lutescent to ochraceous, trans- lucent, with reddish to pink areas; eyes brown, clavus reddish, claval commissure red, a transverse fascia on apex of corium (widened towards outer margin) and apex of embolium, nervures of membrane bright red; membrane fuscous. Underside of body and legs lutescent. Rostrum reaching apex of first coxae, first segment of antenna incrassate apically. Female: Unknown. Holotype: male, PAPUA NEW GUINEA: NE, Am- bunti, Sepik R. 200 m, 9.V.63, R. Straatman, in the Collection of the Bernice P. Bishop Museum, Honolulu, Hawaii. Differs from Mansonieila nitida Poppius, 1915 by the size of the body and by the color of hemelytra, Pachypeltis Signoret, 1858 Pachypeltis Signoret, Ann. Soc. Ent. Fr. (3)6:501; id. Reuter, Ofv. F. Vet. Soc. Forh. 4516):3, 1903; id. Carvalho, Arg. Mus, Nac. R. Jan. 44:140, 1957. Disphinctus Stal, Ofv. Sv. Akad. Forh. 27:668, 1870; id. Distant, Faun. Brit. Ind. Rhyne. 2:443, 1904. Species of large size with body densely pubescent, elongate, sides parallel. Head with a short neck, wider than long, frons rounded, vertex smooth, immarginate; eyes placed at middle of head, removed from pronotum by a distance approximately equal to the thickness of first antenna at middle: antenna with segment | short, about as long as width of vertex, enlarged at middle, segment Il approximately six times longer than |, with long and erect pubescence, the hairs as long as or longer than width of segment, last two segments slender, cylindrical; rostrum very short, reaching apex of first coxae. Pronotum with two anterior constrictions dividing collar, calli and disc of pronotum, hind margin some- what bDisinuate at middle, humeral angles rounded, lateral margins sinuate before second constriction, smooth, shining; mesoscutum exposed, scutellum flat. Hemelytra densely pilose, slighthy narrowed at basal third, embolium well marked, cuneus about four times as long as wide at base, membrane long, areolar nervure angulous apically. Legs long and slender, densely pilose, the length of hairs longer than width of segments. Type species of genus: Pachypeftis chinensis Signo- ret, 1858. Differs from other genera of the tribe by the unarmed scutellum, by the embolio-corial and clavo- corial sutures with a row of punctures and by the glabrous pronotum. Differs from Eupachypeltis Poppius, 1915 by the absence of tubercles on the frons; by the long cuneus and by the body noticeably long and erectly pilose. Key to Species of Pachypeltis Signoret 1. Head black; cuneus about four times as long as wide BbAbstos o Dm O io a é annulipes Poppius Head lutescent; cuneus less than four times as long as wide at Base. scr cra gos marginalis Poppius 42 Pachypeltis annulipes Popplus, 1912 (Fig. 20) Pachypeltis annulipes Poppius, Ofv. F. Vet. Soc. Forh. 54 A (30): 7; id. Carvalho, Arg. Mus. Nac. R. Jan. 44:140, 1957. Characterized by the coloration of the body (head black) and by the very long cuneus. Female: Length 12.0 mm, width 3.1 mm. Heao': Length 0.8 mm, width 1.6 mm, vertex 0.46 mm. Anten- na: Segment |, length 0.8 mm; Il, 5.3 mm; IHLIV, broken. Pronotum: Length 2.2 mm, width at base 2.8 mm. Cuneus: Length 2.40 mm, width at base 0.64 mm (holotype). General coloration dark brown with reddish luteous areas; head black, pronotum and scutellum reddish luteous; antenna black, segment | lutescent at middle; area of gena and gula lutescent; hemelytra cinna- mon, clavus and base of corium light cinnamon to lutescent: membrane fuscous with a small reddish spot near cuneal fracture and a similar one situated at meddian outer portion of areola. Underside of body lutescent, abdomen black on upper surface, whitish inferiorly with black spots from V to VIII segments, pygophore black; legs lutescent, base of middle femora, hind coxae, basal portion of hind femora black, the latter with a median pale ring and castaneous to reddish apical portion, hind tibiae fuscous. J. C.M. CARVALHO Rostrum reaching the anterior coxae, segment | of antenna noticeably incrassate at middle, eyes separated from pronotum by a distance approximately equal to diameter of eye, embolio-corial and clavo-corial sutures with a row of punctures, cuneus about four times as long as wide at base. Male: Similar to female in coloration and general aspect. Genitalia: Not illustrated but very similar to that of Pachypeltis marginatis Poppius. Geographical distribution: Papua New Guinea. Specimens studied: female, holotype, New Guinea: Huon-Gold, Simbang, 3.11.1899, Biró, Hungarian Mu- seum of Natural History, Budapest. The only male on hand for study was a teneral specimen. À critical comparison with marginalis Poppius could not be made. The holotype however was illus- trated. The length of cuneus seems to be a distinctive character of this species. Pachypeltis annulipes Poppius — Fig. 20: male compared with type. Pachypeltis marginalis Poppius — Fig. 21: male, holotype. THE BRYOCORINAE OF PAPUA NEW GUINEA Pachypelitis marginalis Poppius — Fig. 22: penis; fig. 23: left para- mere; fig. 24: right paramere. Pachypeltis marginalis Poppius, 1912 (Figs. 21-24) Pachypeltis marginatis Poppius, Ofv. F. Vet. Soc. Forh. 54 A (30):4; id. Carvalho, Arg. Mus. Nac. R. Jan. 44:151, 1957. Characterized by the coloration of the body and by the structure of the male genitalia. Male: Length 8.7 mm, width 2.3 mm. Heaa: Length 0.6 mm, width 1.2 mm, vertex 0.56 mm. Anten- na: Segment |, length 0.7 mm; 11, 3.2 mm; HI-IV, broken. Pronotum: Lenght 1.6 mm, width at base 2.3 mm. Cuneus: Length 1.28 mm, width at base 0.60 mm (lectotype). General coloration dark brown with lutescent and reddish areas or markings; head, pronotum and mesoscu- tum lutescent; antenna and eye black to dark brown, antennal peduncle lutescent; hemelytra brown, embolium and lateral portion of exocorium black to dark brown; cuneus grown tending to reddish; membrane fuscous. Underside of body lutescent, hind pleura and abdomen black, segments 11-V II with a whitish lutescent spot (extending through ventral portion on segments HI-Y), hind coxae and legs dark brown to black. Legs and antennae densely pilose, hairs of hind tibiae longer than width of segment. Genitalia: Penis (fig. 22) with a characteristic row of sclerotized teeth. Left paramere (fig. 23) curved, wider sub-basally. Right paramere (fig. 24) very slender. Female: Similar to male in coloration and general aspect. Length 11.0 mm, width 2.6 mm, vertex 0.68 mm. Antenna: Segment |, length 0.8 mm;]l, 3.8 mmy II, 2.2 mm; IV, broken. Pronotum: Length 1.9 mm, width 2.9 mm. Cuneus: Length 1.68 mm, width at base 0.76 mm. Geographical distribution: Papua New Guinea. Specimens studied: male, lectotype, New Guinea, Hatam, VII, Beccari, 1875, Museo Civ. Genova, Mus. Zool. H'fors, Spec. typ. nº 9807 Pachypeltis marginalis Poppius. One male, paralectotype, same data as lecto- type. Males and females: PAPUA NEW GUINEA: NE, Swart Val. Karubaka, 1500 m, X1.20.58 J. L. Gressitt; 43 Bayer R. 1000 m, 1-4.1X.69, Y. Hirashima; Eliptamin Valley, 1200-1350 m, July 1-15.59, W. W. Brandt; Biak 1. nr. Mokmer airstrip, X.19.57. Differs from Zachypeltis annulipes Poppius, by the color of the head and by the length of cuneus. Ragwelellus Odhiambo, 1962 Eucerocoris (Ragweleilus) Odhiambo, Bul. Brit. Mus. Nat. Hist. Ent. 11(6):314; Ragwelellus Odhiambo, Proc. R. Ent. Soc. Lond. |B) 34(1-2):21, 1965. Species with noticeably long and slender body, largelly glabrous, smooth. Head wider than long, frons straight anteriorly, vertex smooth, immarginate, neck short; eyes placed near middle of head, globose, small, removed from pronotum by a distance approximately equal to width of eye; antenna very long and slender, segment | about seven times as long as head, enlarged apically, segment Il longer than | and about twice as long as Ill, segment IV short, pubescent, the hairs shorter than width of segments. Pronotum smooth, shining, constricted anteriorly behind calli, the latter fused medially, reaching lateral margins, collar not well marked, hind margin of disc straight, humeral angles rounded, lateral margins narrow- ing towards head; mesoscutum partially covered; scu- tellum flat, shining. Hemelytra with lateral margins paralle!, embolium well defined, cuneus about five times as long as wide at base, narrowed, membrane long, areola elongate, ner- vures diverging apically. Legs very long and slender, femora distinctly bow-shaped in the "middle, especially the hind pair, apical portion somewhat incrassate, tibiae long, cylin- drical. Pygophore of male with a swollen projection or a conical swelling with a sharp point. Type species of genus: Ragweleilus peregrinus Odhiambo, 1962. This genus approaches Helopeltis Signoret, 1858 in its general fascies but do not have a scutellar projec- tion. ODHIAMBO (1965) proposed its division into two subgenera, based on the structure of the femora and pygophore, as follows: Femora distinctly bow-shaped in the middle; last abdominal segment in the male with a swollen projec- tion or a conical swelling with a sharp point. ....... Ragwelellus Odhiambo, 1962 — Type species Ragwelellus peregrinus Odhiambo, 1962 temora linear, at most weakly curved in the middle or curved only at base; last abdominal segment in the male without a swollen projection ..oe.niam CO TR RR O Narinellus Odhiambo, 1962 — Type species Narineilus thetis (Kirkaldy, 1908) All species known so far occur in the Pacific and are pests of Cinchona. 1... Key to Species of Ragwelei!us Odhiambo 1. Color of body (except eye, antenna, femora and membrane) brick red to orange red or lutescent; femora black on apical half. .... horvathi (Poppius) Color of body not uniformily brick red or orange red as above; femora not black on apical half ...... 2 2. Clavus with a distinct pale yellow to ochraceous translucid spot at middle nr... Clavus without a distinct pale yellow to ochraceous translucid spot at middle ......c.cccccccco. 4 3. Scutellum with a longitudinal median wide spot and apex reddish; disc of pronotum largely pale at middle, with two longitudinal reddish fasciae ........... magnificus n.sp. Scutellum dark brown; disc of pronotum pale irregu- larly only at anterior portion, without two reddish fascie Above =. csusemsenera seia festivus (Miller) 4. Pronotum black with central portion of disc and scu- tellum lutescent; clavus and corium uniformily brown tó Cinhamon scssnev cara pra luteonotatus n.sp. Pronotum if black without the central portion of disc Ines coa Sa LO eee Le NE SN rante Tr me 5 5. Pronotum totally black; scutellum dark brown to black with a median longitudinal pale fascia; hemely- tra uniformily brown to cinnamon ..... nigrus n.sp. Pronotum not totally black; scutellum without a median pale longitudinal line; hemelytra with more opte estala e ie (09 PRA E O qo db A pr OR Rà Pe e re 6 6. Head lutescent with two black spots at inner margins of eyes; size large Head black or if lutescent without black spots at inner marginsofeyes, .....zzscsusemenass 7 7. Abdomen testaceous to lutescent; femora strongly arched, ochraceous to lutescent; species of small nn... | Ru GIZ DD ma Gis DA palcos O o Piel a morobensis n.sp. Abdomen with white and black spots; femora not strongly arched, with a black spot at middle; medium to large size species . ............. similis N.Sp. Ragwelellus (Narinellus) festivus (Miller, 1954) (Figs. 25-28) Eucerocoris festivus Miller, But. Ent. Res. 45(4): 703, figs.; id. Carvalho, Arg. Mus. Nac. R. Jan. 44:132, 1957. Characterized by the spot of clavus by the color of E a acta VR wauensis nsp. J. C.M. CARVALHO scutellum and by the structure of the male genitalia. Male: Lenght 7.0 mm, width 1.4 mm. Head: Length 0.5 mm, width 0.9 mm, vertex 0.48 mm. Anten- na: Segment |, length 2.7 mm; It, 4.8 mm; II, 2.8 mm; IV, 1.0 mm. Pronotum: Lenath 0.8 mm, width at base 1.5 mm. Cuneus: Length 1.40 mm, width 0.28 mm. General coloration shining reddish brown to purple with pale yellow to lutescent areas; head dark brown with a pale median spot, neck red laterally, segment | of antenna reddish to brown, apex always red, base darker, segments II-IV dark brown to castaneous; pronotum dark brown to reddish, disc with a median pale trapezoi- dal spot reaching or not the hind margin; scutellum dark brown; hemelytra reddish brown to reddish or purple, clavus with a characteristic median pale translucid spot, comissure, sutures, cuneus and nervures reddish, mem- brane fuscous, embolium narrowly pale yellow (in some specimens the inner posterior portion of corium is pale, translucid). Underside of body lutescent, including lower portion of head, propleura, coxae and legs; femora reddish apically, tibiae pale yellow to brown, apex fuscous, tarsi black. Femora and antenna | incrassated apically, seqg- ment LI-IV with erect hairs noticeably longer than thick- ness of segments, hind femora straigth, only slightly curved, rostrum reaching apex Of mesoscutum, nervure of membrane with a short apical pointed outgrowth. Genitalia: Penis (fig. 26) with two characteristic patches provided with sclerotized spines at each side of secondary gonopore. Left paramere (fig. 27) long, falciform, slightly enlarged sub-basally. Right paramere (fig. 28) small, slender, elongate. Female: Similar to male in coloration and general aspect. Length 7.9 mm, width 1.7 mm. Segment | of antenna 3.1 mm long. Cuneus lenght 1.28 mm, width at base 0.36 mm. Host plant: Cinchona. Geographical distribution: Papua New Guinea, Ragwelellus festivus (Miller) — Fig. 25: male; fig. 26: penis; fig. 27: left paramere; fig. 28: right paramere. THE BRYOCORINAE OF PAPUA NEW GUINEA Specimens studied: Several males and females: NEW GUINEA: NE, Feramin, 120-150 m, May 23-31.59, W. W. Brandt; NE, Mt. Kaindi, 2300 m, 10.V.68, J. L. Gressitt; NE, Mt, Wilhelm, 3000 m, July 4,55, J. L. Gressitt; Wau, Morobe Dist. 1100-1300 m, 21.111,62, J. Sedlacek; Mt. Otto, 2200 m, June 22.55, J. L. Gressitt; NW, Wisselmeren Enarotadi, 1850-1900 m, 19.V 11.62, J. Sedlack; E end Saruwaged Ra, 20 km 5SW Kalwum, 2550 m, 5-12.V111.66, G. A. Samuelson; (Nt) Mt. Otto, 2500 m, June, 21.55, J. L. Gressitt; NE Nenguag, Asaro- Chimbu div. 2500 m, June 29.55, J. L. Gressitt; NE Lake Sirunki, 2550 m, 14.V 1.63, J. Sedlacek; Kegesugl 2700 m, 10.V 111.69, J. L. Gressitt; SE Mt. Giluwe 2550 m, 27.V.63, J. Sedlacek; Daulo Pass, 2400 m (Asaro- Chimbu div.), June 15.55, J. L, Gressitt; Papua, Keparra- Sengi, nr. Kokoda, 500 m, 26.111.56, J. L. Gressitt. Differs from Ragwelellus (N.) magnificus n.sp. by the color of pronotum, scutellum and by the structure of the male genitalia. Ragwelellus (Narinellus) horvathi (Poppius, 1912) (Figs. 29-32) Eucerocoris horvathi Poppius, Ofv. F. Vet. Soc. Forh. 54 A (30):1; Eucerocoris (Ragwelellus) horvathi: Odhiambo, Bul. Brit. Mus. Nat. Hist. Ent. 17(6):314, 1962; id. Odhiambo, Proc. R. Ent. Soc. Lond. (B) 34 (1-2):21, 1965. Characterized by the coloration of the body and by the structure of the male genitalia. Male: Lenght 60 mm, width 1.4 mm. Head: Length 0.4 mm, width 1.0 mm, vertex 0.48 mm. Anten- na: Segment |, length 3.2 mm; ll, 4.4 mmy III, 3.4 mm; 45 IV, 1.4 mm. Pronotum: Length 1.28 mm, width at base 1.4 mm. Cuneus: Length 1.28 mm, width at base 0.20 mm. General coloration reddish to orange or pumpkin with brown to fuscous areas; eyes and antennae brown to black (except extreme base of segment | which is lutescent), membrane fuscous. Underside of body reddish lutescent, remaining portions of legs brown to black, tibiae lighter towards apices, apex of rostrum black. Hind femora noticeably curved, incrassated apical- ly, apex of areola reaching far beyond apex of cuneus, rostrum reaching middle coxae. Genitalia: Penis (fig. 30) with two large fields of sclerotized minute teeth on both sides of secondary gonopore. Left paramere (fig. 31) curved, with apical minute tubercles. Right paramere (fig. 32) small, simple. Female: Similar to male in coloration and general aspect. Length 7.2 mm, width 1.7 mm, vertex 0.60 mm. Host plant: Cardamon. Specimens studied: Lectotype (new designation), Astrolabe Bai, Stephansort, 27.1V.1901. Paralectotype: Huon-Golf, Simbang, Biró (Mus. Hung. et Mus. Helsing- fors), NEW GUINEA: 18 males and females, Neth. lfar, 400-550 m, June 23,59, T. C. Maa; Busu R. E of Lae, 100 m, Sept. 15,55, J. L. Gressitt; Papua, nr. Port Moresby, Brown R. V1.17,57, D. Elmo Hardy; Hollandia Area W Sentani, Cyclops Mts. 150-250 m, June 17.59, J. L. Gressitt; Waris, S of Hollandia, 450-500 m, VIII.8- 15.59, T. €C. Maa; Afore, N Dist. Papua, 17 Sept. 37, G. Brery, ex-Cardamon. Species easily recognizes among others in the genus by the coloration of the body. Ragwelellus horvathi (Poppius) — Fig. 29: male; fig. 30: penis; fig. 31: left paramere; fig. 32: right paramere. 46 Ragwelellus (Narinellus) luteonotatus n.sp. (Figs. 33-35) Characterized by the color of pronotum and scu- telium, as well as by the structure of male genitalia. Female: Length 7.6 mm, width 1.5 mm. Head: Length 0.4 mm, width 1.0 mm, vertex 0,56 mm. Anten- na: Segment |, length 3.4 mm; |1,4.8 mm; lI-IV, broken. Pronotum: Length 1.2 mm, width at base 1.6 mm. Cuneus: Length 1.60 mm, width at base 0.28 mm (holotype). General coloration brown with black and lutescent areas; head black, eyes brown, antennae light castaneous, base and apex of segments fuscous to black (in one specimen there are pale spots on both sides of vertex and middle of frons); pronotum shining black, a small streak over collar and a large spot on disc and whole scutelium lutescent; hemelytra brown to cinnamon, area conti- guous to corial commissure, cunneus and nervure of mem- brane light brown, the latter fuscous. Underside of body lutescent, including sides of head, upper surface of J. CM. CARVALHO abdomen reddish, apex of rostrum black; legs lutescent, hind femora with a row of dark spots externally, apical portion dark, base of hind tibiae black. Pubescence of antenna very short, more dense on apical fifth of segment Il, rostrum reaching middle coxãe; cuneus very long and narrow, about five times as long as wide at base. Male: Similar to female in coloration and general aspect. Length 7.6 mm, width 1.2 mm. Genitalia: Penis damaged during dissecation. Left paramere (fig. 34) short, enlarged at middle, rounded apically. Right paramere (fig. 35) small, simple. Holotype: female, NEW GUINEA: NE, Wau, Morobe District, 1200 m, 19.X.1961, J. Sedlacek, in the Collection of the Bernice P. Bishop Museum, Honolulu. Paratypes: male and three females, NE Swart Valley, Karubaka, 1350 m, X1.18.58, J. L. Gressitt; Bulolo Ri- ver, 1139 m, 17.9.69, J. & M. Sedlacek; Feramin, 150- 120 m, May 23-31,59, W. W. Brandt. Differs from Ragwelellus (N.) festivus (Miller) by the color of clavus and by the structure of male genitalia. Ragweleilus luteonotatus n.sp. — Fig. 33: holotype; fig. 34: left paramere; fig. 35: right paramere. Ragwelellus magnificus n.sp. — Fig. 36: holotype, male. THE BRYOCORINAE OF PAPUA NEW GUINEA Ragwelellus magnificus n.sp. — Fig. 37: penis; fig. 38: left para- mere; fig. 39: right paramere. Ragwelellus (Narinellus) magnificus n.sp. (Figs. 36-39) Characterized by the color of the scuteilum and disc of pronotum as well as by the structure of the male genitalia. Male: Length 7.2 mm, width 1.4 mm. Head: Length 0.4 mm, width 0.9 mm, vertex 0.44 mm. Anten- na: Segment |, length 2.8 mm; Il, 4.5 mmy III, 2.7 mm; IV, 0.9 mm. Pronotum: Length 0.9 mm, width at base 1.5 mm. Cuneus: Length 1.96 mm, width at base 0.40 mm (holotype). General coloration pale yellow to ochraceous, translucid, with reddish and brown areas; head dark brown to reddish with inner margin of eyes and sides of head pale, eyes brown, antenna reddish to ochraceous, in the latter case apex of segment | always red; prono- tum with lateral margins widely black anteriorly, hume- ral angles reddish to castaneous, disc lutescent to reddish lutescent, usually (most specimens) with two longitudi- nal reddish to orange fasciae (one at each side) reaching hind margin; scutellum lutescent with a characteristic reddish median longitudinal fascia which covers most of apical portion; hemelytra reddish with a pale yellow to ochraceous spot on middle of clavus, a similar subapical one on corium externally and a third one on basal outer portion of cuneus, membrane fuscous, nervure reddish. Underside of body lutescent to citrine, mesosternum reddish; legs ochraceous, apices of femora, apices and bases of tibiae red, apices of tarsi black; upper surface of abdomen reddish. Segments Il and Ill of antenna noticeably pilose, length of hairs slightly longer than thickness of seg- ments; cuneus very long and narrow, curved apically; areolar nervure pointed apically, its apical outgrowth about as long as distance from its apex and distal margin of membrane; rostrum reaching middle coxae; hind femora very weakly curved. Genitalia: Penis (fig. 37) with two characteristic fields of sclerotized teeth on both sides of secondary gonopore. Left paramere (fig. 38) falciform with a sub-basal lobe. Right paramere (fig. 39) small, slightly enlarged at middle, pointed apically. 47 Female: Similar to male in general aspect and coloration, second antennal segment on apical fifth and third and fourth segments totally with hairs as long as thickness of segments plus erect, long and sparse setae noticeably longer than diameter of segment. Length 7.8 mm, width 1.5 mm. Holotype: male, NEW GUINEA: NE, Mt. Wilhelm, 3000 m, July 4, 1955, J. L. Gressitt, in the Collection of the Bernice P. Bishop Museum, Honolulu. Paraty pes: five males and eight females, Nenguag, Asaro-Chimbu div. 2500 m, June 29,55, J. L. Gressitt; Mt. Otto, 2500 m, June 21,55; NE Kassam, 1350 m, 48 km E of Kaimantu, X.30,59; NE Keglesugl 2700 m, 11.Y111.69, J, L. Gres- sitt; NE Daulo Pass 26800 m (Asaro-Chimbu div.), June 12,55, J. L. Gressitt; NW Wau, Morobe Distr. 1100-1300 m, 21.11.62, J. Sedlacek; NE Keglesugl 2500-2400 m, 8-14,V 111.67, Hirashima; NE E end Saruwaged Ra, 20 km SSW Kabulum, 2550 m, 5-12.VII1.66, G. A. Sa- muelson. Differs from Ragwefellus (N.) festivus (Miller) by the color of disc and scutellum, nervure of membrane, pubescence of antenna and structure of male genitalia. R Ragweleilus morobensis n.sp. — Fig. 40: holotype, male. Ragweleilus morobensis n.sp. — Fig. 41: penis; fig. 42: left para- mere; fig. 43: right paramere. Ragwelellus (Narinellus) morobensis n.sp. (Figs. 40-43) Characterized by the coloration of the body and by the structure of the male genitalia. Male: Length 6.7 mm, width 1.3 mm. Head: Length 0.4 mm, width 1.0 mm, vertex 0.52 mm. Anten- na: Segment |, length 3.5 mm; Il, 4.7 mmy II, 3.0 mm; IV, 1.2 mm. Pronotum: Length 0.9 mm, width at base 1.3 mm. Cuneus: Length 1.40 mm, width at base 0.24 mm (holotype). General coloration testaceous to brownish with black and ochraceous areas; head (except neck, clypeus, lateral and inferior portions), antennae (except extreme base of segment 1) black; pronotum and base of heme- Iytra testaceous to ochraceous; scutellum darker, paler on middle line and apex; corium (except outer basal portion), clavus (except basal inner portion) and cuneus fuscous to brown; membrane fuscous, nervure brown, apex paler. Underside of body and legs testaceous to ochraceous, apices of femora darker, tarsi black. Pubescence of antenna very short, visible on apical fifth of segment It, segments Il and IV with short hairs and sparse, long setae; apical outgrowth of nervure of membrane very short; hind femora strongly arched at middle; rostrum reaching middle coxae. Genitalia: Penis (fig. 41) with a peculiar sclerotized branched formation on vesica and two patches with minute sclerotized teeth on both sides of secondary gonopore. Left paramere (fig. 42) curved, enlarged sub-basally. Right paramere (fig. 43) very small, slender. Female: Similar to male in general aspect and coloration. Length 7.5 mm, width 1.4 mm, segment Il of antenna 5.2 mm, cuneus length 1.72 mm, width at base 0.28 mm. Holotype: male, NEW GUINEA: NE, Morobe District, Ulap, 800-1000 m, 1X.1968, N. L. H. Krauss in the Collection of the Bernice P. Bishop Museum, Hono- lulu. Paratypes: Papua Owen Stanley Range Goilala, Loloipa, X1.2b-X11.10,57:; NE Adelbert Mts. Wanuma, J. C.M. CARVALHO 800-1000 m, X.27,58, J. L. Gressitt; Neth. Sentani, 90 m, June 15,59, T. C. Maa; Papua, Daradae Pl'n, 500 m, 60 km N to Port Moresby, IX.4.59, T. C. Maa: NE Feramin, 150-120 m, June, 15,59, W. W. Brandt; NE Morobe Dist. Ulap, 800-1000 m, 1X.68, N. L. H. Kraus; NE Karimui, South Goroka, 1000 m, 13.V1.61, J. L. Gressitt; West Newguinea, Bokondiri, 40 km N Balein Val. 1300 m, 16-23.X1.61; Ne Wau, South of Hollandia, 450-500 m, V11.8.1959; NE Feramin, 150-120 m, May, 23.51, W. W. Brandt; Neth, Ifar, 300-600 m, June 20,59, J. L. Gressitt (8 males, 13 females). Differs from Ragwelellus (N.) nigrus n.sp. by the color of pronotum and by the structure of male genitalia. Ragwelellus nigrus n.sp. — Fig. 44: holotype, male. THE BRYOCORINAE OF PAPUA NEW GUINEA Ragwelellus (Narinellus) nigrus n.sp. (Figs. 44-47) Characterized by the color of pronotum and scu- tellum and by the structure of male genitalia, Male: Length 6.8 mm, width 1.5 mm. Head: Length 0.4 mm, width 1.1 mm, vertex 0.56 mm. Anten- na: Segment |, length 3.2 mm; Il, 5.2 mm; ll, 3.4 mm; IV, broken. Pronotum: Length 1.0 mm, width at base 1.5 mm. Cuneus: Length 1,40 mm, width at base 0.20 mm (holotype). General coloration brown to cinnamon with black and ochraceous areas; eyes, head (except clypeus and sides which are pale), antennae (except pale extreme base of segment 1), pronotum and scutellum shining black, the latter with a narrow median longitudinal line and extreme apex pale; hemelytra opaque, cinnamon to brown, membrane fuscous, nervure lighter. Underside of body ochraceous to lutescent, coxae and trochanters black, legs ochraceous, hind femora with a line of dark dots, pygophore black. Pubescence of antenna more noticeably on apical fifth of second segment and whole lil and |V segments, nen = =EEEZS= == Mr gr = = à 49 the common hairs shorter than thickness of segments intermixed with sparse, erect setae longer than diameter of segments; hind femora noticeably curved, apical outgrowth of areolar nervure very short, rostrum reach- ing middle coxae. Genitalia: Penis (fig. 45) with two patches of scle- rotized minute teeth on both sides of secondary gono- pore. Left paramere (fig. 46) falciform, laminate apically. Right paramere (fig. 47) very small, simple. Female: Similar to male in general aspect and coloration. Length 7.9 mm, width 1.7 mm, Holotyvpe: male, NEW GUINEA: NE Busu R., E of teae, 100 m, Sept. 13, 1955, J. L. Gressitt, in the Collection of the Bernice P. Bishop Museum, Honolulu. Paraty pes: four males and five females, same data as type plus Papua, Keparra-Sengi nr Kokoda, 500 m, 111.26. 1956, J. L. Gressitt; NE Finisterre Range Saidor, Galumi Vill. VH.1-21, 1958, W. W. Brandt. Differs from other species in the genus by the black pronotum and scutellum, the latter with a median longitudinal line and extreme apex pale, by the unico- lorous, opaque hemelytra and by the structure of the male genitalia. Lud ag Ragwelellus nigrus n.sp. — Fig. 45: penis; fig. 46: left paramere; fig. 47: right paramere. Ragwele!lus similis n.sp. — Fig. 48: holotype, male; fig. 49: penis; fig. 50: left paramere; fig. 51: rith paramere. 50 Ragwelellus (Narinellus) similis n.sp. (Figs. 48-51) Characterized by the color of abdomen and color of hind femur, as well as by “the structure of male geni- talia. Mate: Length 8.0 mm, width 1.5 mm. Head: Length 0.6 mm, with 1.1 mm, vertex 0.64 mm. Anten- na: Segment |, length 2.9 mm; segments 1I-IV, broken. Pronotum: Length 1.1 mm, width at base 1.5 mm. Cuneus: Length 1.92 mm, width at base 0.32 mm (holotype). General coloration lutescent to orange lutescent with black and ochraceous areas; head, anterior margin of pronotum (only in some specimens), extreme base of first antennal segment black, antennae castaneous, segment | darkened towards base, gula and rostrum lutescent; pronotum, scutellum and base of hemelytra to level of middle of clavus orange lutescent to lutescent, corium (except outer or whole sub-basa! portion wich is ochraceous, translucid) dark brown to fuscous, mem- brane fuscous with a typical small reddish spot bordering inferior third of nervure and other ones bordering cuneus (one or two or more, irregularly placed). Under- side of body lutescent, abdomen black, whitish on ventral surface with a black irregular fascia from II to J. C. M. CARVALHO VI segments, starting at the upper margin of segment III and running backwards at each side (double) up to segment VI; legs ochraceous lutescent, femora irregularly marked with dark (black at middle in some specimens), tarsi fuscous. Pubescence of antenna not seen (segments II-IV mutilated), rostrum reaching apex of mesosternum, hind femur moderatly curved. Genitalia: Penis (fig. 49) with two characteristic rows of sclerotized teeth on both sides of the secondary gonopore. Left paramere (fig. DO) curved, with large basal lobe. Right paramere (fig. 51) small, simple. Female: Similar to male in general aspect and coloration. Length 8.0 mm, width 1.4 mm. Cuneus: Lenght 1.48 mm, width at base 0.36 mm. Holotype: male, NEW GUINEA: Wau, Morobe District, Mt. Missim, 1320 m, 2.11.1963, J. Sedlacek, in the Collection of the Bernice P. Bishop Museum, Hono- lulu. Paratypes: four females, same data as type plus Morobe District, 1200 m, 7.41.1962; NE Swart Val Karubaka, 1300 m, X1.7.1958, J. L. Gressit; Neth. Biak |. Magrowawa, 50-100 m, V.30.1959, J. L. Gressitt. Differs from Ragwelellus (N.) morobensis n.sp. by the color of the abdomen, antenna and scutellum, by the less arched hind femur and by the structure of male genitalia. Ragwelellus wauensis n.sp. — Fig. 52: female, holotype; fig. 53: penis; fig. 54: left paramere; fig. 55: right paramere, THE BRYOCORINAE OF PAPUA NEW GUINEA Ragwelellus (Narinellus) wauensis n.sp. (Figs. 52-55) Charatterized by the coloration of body and by the structure of male genitalia. Male: Length 10.6 mm, width 20 mm. Head: Length 0.9 mm, width 1.4 mm, vertex 0.72 mm. Anten- na: Segment |, length 4.1 mm: Il, 5.0 mm; II, 2.9 mm; IV, broken. Pronotum: Length 1.4 mm, width at base 2.1 mm. Cuneus: Length 1.84 mm, width at base 0.40 mm (paratype). General coloration lutescent with black and reddish areas; eyes and antennae dark brown, base of segment | lutescent, head lighter with characteristic dark spots at inner side of eye; pronotum and scutellum testaceous lutescent, clavus reddish lutescent, corium, embolium and cuneus castaneous, basal third of corium ochraceous translucid, embolium towards apex, cuneus externally and membrane fuscous, nervure and inner margin of cuneus reddish. Underside of body and legs lutescent, middle of femora and tarsi fuscous. Pubescence of antenna more visible on apical two thirds of segment Il and on segments HIV, with very short hairs and erect, sparse setae, approximately as long as thickness of segments; rostrum eaching middle coxae, segment Il of antenna incrassate apically; femora strong- ly curved,. Genitalia: Penis (fig. 53) with a characteristic, elongate sclerotized patch on both sides of the second- ary gonopore. Left paramere (fig. 54) large, with a typical tooth at subapical portion. Right paramere (fig. 55) very small, simple. Female: Similar to male in general aspect and coloration. Length 10.7 mm, width 2.0 mm. Cuneus length 2.00 mm, width at base 0.36 mm (holotype). Holoty pe: female, NEW GUINEA: NE Wau, 1200- 1600 m, 9.11.1968, J. Sedlacek, in the Collection of the Bernice P. Bishop Museum, Honolulu. Paratype: male, NE Wau, 1200 m, 3-7.1V, 1964, J. Sedlacek, light trap. Differs from other species in the genus by the color of head (black spot at inner margin of eye), by the large size and by the structure of male genitalia. Bryocorini Baerensprung, 1860 Bryocorides Baerensprung, Rep. Berl. Ent. 4:13; Bryocorini Carvalho, Bof. Mus. Goeldi 11(2):16, 1955. The tribe includes several genera. Most species are of small size, with first segment of antenna longer than wide, scutellum not cystiform, connexivum not exposed, head without a neck or if present then first antennal segment noticeably long, rostrum in the majority of species reaching middle or hind coxae but in some cases reaching only front coxae, pronotum usually punctate, body generally opaque. Type genus of tribe: Bryocoris Fallen, 1829. The tribe comprises a very heterogeneous group of genera having in common the uniareolate membrane (with a few exceptions) and tarsi dilated to apex. Key to Genera t. Head with a distinct neck, eyes placed before middle; pronotum constricted anteriorly; segment | of antenna as long as pronotum; hemelytra trans- 10. 91 Eras sap E DA Felisacus Distant, 1904 Head without a distinct neck, eyes contiguous with pronotum: disc not constricted anteriorly or if so then first antennal segment shorter than prono- TEN tela na qndo ido E RA o 2 DA O 2 . Eyes substylate with a short peduncle; cuneus very long and narrow, about three to four times as long as wide at base, curved; first antennal segment distinctly narrowed atbase . ........ccccsc.. Prodromopsis Poppius, 1912 Eves not pedunculate; if cuneus as long as above, then first antennal segment not noticeably narrowed HISDASDA A pes E Ra pad e o DAR RES 3 -. Small totally black species with body strongly rounded, hemispherical at corial level; corium and CIAVES SIMON. (44 npiSaoa pos A E d Species of medium size or if small with body rounded or hemispherical then not totally black or with corium and clavus punctate ........... 5 - Body except antennae and tarsi black; scutellum with punctures; calli separated; segment | of anten- na three times shorter than width of vertex ...... Nabirecoris n.gen. Body dark brown with antennae and legs pale yellow; scutellum smooth; calli fused; segment | of antenna as long as width of vertex Hemisphaerocoris Poppius, 1912 CR O «. Species with hemelytra noticeably narrowed beyond middle; exocorium with a characteristic fossa level with apex of clavus; cuneus five times as long as VU itSL oo Ma eo DELE SERRADA E E pç Cuneomitis n.gen. Hemelytra not noticeably narrowed beyond middle; if cuneus long "then exocorium without a lateral DOSSAD aluga Era Bl a e AS PR O SAE 6 - Rostrum long, reaching the hind coxae or be- MORO E cs a a ie E ERR E EA O A) RU 7 Rostrum short, not reaching beyond middle co- xae 10 assi. . Eyes small, situated in front of head; membrane with indication of a second, small, elongate areola; body talo DHOSG - =. asdemm dk cata a E SO A Bromeliaemiris Schumacher, 1919 Eves large or of medium size, contiguous with pro- notum; membrane uniareolate. ............ 8 - Cuneus very long and large, narrowing towards apex and reaching apex of membrane; areola very long; species usually reddish to reddish lutescent DE ANPR RE ao Thaumastomiris Kirkaldy, 1902 Cuneus short or fairly long but not quite reaching apex of membrane .....ccccccccclccoo, 9 . Pronotum distinctly narrowed anteriorly, calli large and prominent; first antennal segment as long as or shorter than width of vertex; species mostly black Harpedona Distant, 1904 Pronotum not distinctly narrowed anteriorly, calli not prominent; first antennal segment longer than width of vertex; species brown, pale or pale and EMOS Dao a pe RC Ambunticoris n.gen. Greenish species with eyes prominent, produced bacwards over anterior margin of pronotum; cuneus large, much longer than wide at base PRP SEDE a PDS rs nie Stenopterocorisca n.gen. “0... om Species with other color or if greenish then cuneus shorter and eyes not produced backwards over 52 PROMSAURO Ro Ro DA no ao pi Ra pa 11 11. Species of small size with embolium very wide; corium and clavus noticeably punctate; pronotum carinate laterally with minute marginal teeth .. 12 Species of medium size or if small with embolium not very wide; corium and clavus smooth or very finely punctate; lateral margins of pronotum not carinateasabove ......cccccccrsccs 14 12. Body glabrous; cuneus distinctly punctate; width of embolium less than lengthofeye ............. Carinimiris n.gen. Body densely pilose; cuneus not punctate; embo- liumas wideas lengthofeye............. 13 13. Embolium incrassate; segment | of antenna shorter than width of vertex ...... Crassiembolius n.gen. Embolium laminate, thin; segment | of antenna longer than with of vertex [O RO O O “vs... u Bryocorellisca n.gen. 14. Cuneus very long, curved and almost reaching apex of membrane; extrareolar portion strongly reduced; pronotum strongly punctate ..... Taricoris n.gen. Cuneus short, extrareolar portion of membrane EUISEIRIEES: io sb DR EL 5 dos Esc 15 15. Anterior portion of calli (collar) narrow, its mesal length about as long as thickness of first antennal segment; eyes situated in middle of head ..... 16 Anterior portion of calli wide, its mesal length about as long as width of eye which is contiguous LED POEMA rara pero ES ga ER ira De ER a dia À 17 16. First antennal segment longer than width of vertex, distinctly nmarrower on basal half; cuneus about twice as long as wide at base; hemelytra parallel RICH tones deito CR Se AR A pra Hekista Kirkaldy, 1902 First antennal segment shorter or equal to width of vertex, narrower only at extreme base; cuneus about as long as wide at base; hemelvtra somewhat oval .. Monaiocoris Dahlbom, 1851 17. Frons produced in front over base of clypeus; vertex sulcate longitudinally, prominent at hind border; pubescence of antenna with hairs shorter than thickness of segments Frontimiris n.gen. Frons rounded in front, not produced over base of clypeus; vertex smooth, not sulcate transversally or prominent at hind border; pubescence of antenna with hairs longer than thickness of segments ..... ER Se PO Palaeofurius Poppius, 1912 “nana Ambunticoris n.gen. Body elongate, erectly pilose, slightly widened laterally. Head vertical, wider than long, vertex depress- ed transversally, eye large, contiguous with pronotum, hind margin overlapping collar-like area, curved poste- riorly, frons prominent projecting slightly over clypeus, rounded in front, Jjugum large; rostrum thick, reaching the hind coxae; antenna slender, segments | and Il with approximately same thickness, hairs as long as diameter of segments. Pronotum finely but distinctly punctate, calli prominent, reaching lateral margins of disc, widely separated from each other, hind margin slightly sinuated, humeral angles broadly rounded; scutellum flat, depress- ed at base. Hemelytra finely punctate, erectly pubescent, embolium explanate, narrow, cuneus much longer than J. C.M. CARVALHO wide at base, curved, areola large, nervure thick, pubes- cent, membrane translucent, fairly short. Legs of moderate length, tarsi and claws of the Bryocorini type. Type species of genus: Ambunticoris ochraceus n.sp. This genus has some resemblance with Frontimiris n.gen. but fifers by the much less pronounced frons, vertex also only slightly depressed, longer cuneus and longer and thicker rostrum. Key to Species of Ambunticoris n. gen. 1. Body totally ochraceous ........ ochraceus n.sp. Body with head, pronotum, scutellum, clavus and DD nigroemboliatus n.sp. embolium black Ambuticoris ochraceus n.sp. — Fig. 56: holotype, male. THE BRYOCORINAE OF PAPUA NEW GUINEA Aímbunticoris ochraceus n.sp. (Figs. 56-59) Characterized by its ochraceous color and by the structure of the male genitalia. Male: Length 3.8 mm, width 1.4 mm. Head: Length 0.3 mm, width 0.8 mm, vertex 0.48 mm.Aten- na: Segment 1, length 0.4 mm; 1l, 0.7 mm; |V, 0.2 mm. Pronotum: Length 0.6 mm, width at base 1.1 mm. Cuneus: Length 0.64 mm, width at base 0.24 mm (holotype). General coloration ochraceous to pale yellow; eyes and antennae (except basal portion of segment |) dark brown; outer margin of scutellum, claval commis-. sure, inner margin of membrane and outer margin of embolium fuscous to brown. b3 Embolium and pronotum pilose, Genitalia: Penis (Fig. 57) with a peculiar vesica Genitalia: Penis (Fig. DZ) with a peculiar vesica and two flagellate appendices on both sides of secondary gonopore. Left paramere (fig. 58) strongly curved, long and erect pubescence dorsally, Right paramere (fig. 59) smaller, pointed apically. Female: Unknown. Holotype: male, NEW GUINEA: NE Finisterre Range, Saidor, Kiambavi, Vl. 11 - VI], 22-29, 1958. W. W. Brandt, in the Collection of the Bernice P. Bishop Museum, Honolulu, Differs from Ambunticoris nigroemboliatus n.sp. by the color of the body and by the structure of the male genitalia. laterally noticeably Ambuticoris ochraceus n.sp. — Fig. 57: penis; fig. 58: left paramere; fig. 59: right paramere. Ambuticoris nigroemboliatus n.sp. — Fig. 80: holotype, male; fig. 61: penis; fig. 62: left paramere; fig. 63: right paramere. 54 Ambunticoris nigroemboliatus n.sp. (Figs. 60-63) Characterized by the coloration of the body and the structure of male genitalia. Mate: Length 2.8 mm, width 1.2 mm. Head: Length 0.2 mm, width 0.6 mm, vertex 0.36 mm, Anten- na: Segment |, length 0.3 mm; 1], 0.5 mm; II - Iv, broken. Pronotum: Length 0.4 mm, width at base 0.9 mm. Cuneus: Length 0.60 mm, width at base 0.32 mm. General coloration dark brown to black with pale areas; head, antenna, pronotum, scutellum, base of clavus, embolium (except inner apical portion), outer margin of cuneus narrowly fuscous to dark black or brown, membrane translucid; apical portion of corium and inner portion of cuneus pale yellow. Underside of body pale yellow, propleura and base of first coxae black, abdomen and legs pale, tibiae tending to casta- neous towards base. Cuneus about twice as long as wide at base, embo- lium thickened basally, rostrum reaching hind coxae, tibiae short, vertex noticeably sulcate transversally. Genitalia: Penis (fig. 61) with two lateral flagella on both sides of secundary gonopore. Left paramere (fig. 62) noticably curved, with long, erect dorsal setae. Right paramere (fig. 63) enlarged at middle, pointed apically. Female: coloration. Host plant: Pandanus. Holotype: male, NEW GUINEA: Neth, above | far 500-750 m, VI. 23.1959, J.L. Gressit, in the Collec- tion of the Bernice P. Bishop Museum, Honolulu. Paratype: female, same data as type. Differs from Ambunticoris ochraceous n.sp. by the color of body and by the structure of the male genitalia. Similar to male in general aspect and Bromeliaemiris Schumacher, 1919 Bromeliaemiris Schumacher, Zeit. VViss. Insbiol. 14: 223; id. Carvalho, Arg. Mus. Nac. R. Jan. 44:92, 1957. Mertilanidea Ghauri, 4 Nat. Hist. 9014, 1975 figs. [n.syn.) Species of medium size, body elongate, desenly pilose with fine erect hairs. Head vertical, vertex flat. immarginate, eves relatively small, rounded, prominent, somewhat removed from pronotum; rostrum thick, reaching to posterior coxae or beyond; antenna linear, second segment about four times as long as first, seg- ments | - IV clothed with fine, erect hairs. Pronotum finely punctulate, posterior margin of disc nearly straight, lateral margins noticeably sinuate, humeral angles rounded, calli distinct, collar differen- tiated; scutellum small, impressed at base. Hemelytra finely and shallowly punctulate, em- boliar margins subparallel, apex of large areola rounded, small areola obsolete. Abdomen with pygophore provid- ed with outgrowths or projections, left paramere small, right paramere larger. Type species of genus: Bromeliaemiris bicolor Schumacher, 1919. This genus belongs to the group of genera with sessil eyes and rostrum reaching the hind coxae or J, C.M. CARVALHO beyond. Most species show lutescent to reddish colora- tion. Key to Spectes of Bromeliaemiris Schumacher 1. Species of small size (less than 4 mm long); body with a median longitudinal lutescent fascia; eyes very smalis ce sara E (ep eia é fasciatus (Ghauri, 1975) Species of medium size (over 4 mm long); a longitu- dinal lutescent fascia when present occupying only pronotum 2. Body reddish with two longitudinal black fasciae run- ning over pronotum, clavus and endocorium black. .. gressitti N.sp. Body lutescent or if reddish without the above men- TIGNeA TASCIAES ses ans UA E RE a em aa OU 3 3. Body reddish, clavus and endocorium dark brown; antenna reddish ....cccccccc.. rubrinus n.sp. Body lutescent, clavus and endocorium black; anten- E Dna E) es ee E OT dd e morobensis n.sp. na black Bromeliaemiris fasciatus (Ghauri) — Fig. 64: male; fig. 65: penis; fig. 66: left paramere; fig. 67: right paramere; fig. 68: pygophore. THE BRYOCORINAE OF PAPUA NEW GUINEA Bromeliaemiris fasciatus (Ghauri, 1975) n. comb. (Figs. 64-68) Mertilanidea fasciatus Ghauri, 4. Nat. Hist. 9:616, figs: Characterized by coloration of the body, by the small size and by the small, slightly pedunculate eyes. Male: Length 3.7 mm, width 1.2 mm. Heao: Lenght 0.2 mm, width 0.7 mm, vertex 0.40 mm. Anten- na: Segment |, length 0.2 mm; |), 0,8 mm; AH - IV, broken. Pronotum: Length 0.8 mm, width at base 1.2 mm. Cuneus: Length 0.64 mm, width at base 0.32 mm. General coloration cinnamon to dark brown with lutescent areas; eyes and segment | of antenna (except apex and base) black, segment Il lutescent at basal portion, segments III - |V fuscous; a lutescent longitu- dinal fascia beginning on vertex and running backwards through collar, pronotum, scutellum, middle of clavus and cuneus paler, membrane fuscous; sides of pronotum and sides of head dark brown. Underside of body lutescent. Rostrum reaching hind coxae, eyes small, truding forwards, somewhat pedunculate. Genitalia: Penis (fig. 65) with slender basal plate. Left paramere (fig.66) falciform. Right paramere (fig. 67) short, compact. Pygophore ( fig. 68) with a tong and typical prolongation directed backwards. Female: Similar to male in coloration and general aspect. Geographical distribution: Papua New Guinea Specimens studied: male, NEW GUINEA: Keparra Sengi nr. Kokoda, 600 m, 111.28.1956, J.L. Gressit, in the Collection of the Bernice P. Bishop Museum, Honolulu. Differs from other species in the genus by the small size and by the small eyes wich are somewhat pedunculate, protruding forwards and removed from pronotum. pro- 55 Bromeliaemiris gressitti n.sp. (Fig. 75) Characterized by the noticeably Hack hemelytra and by the long and narrow cuneus, Female: Length 4.8 mm, width 1,2 mm. Head: length 0.3 mm, width 0.7 mm, vertex 0.60 mm. Anten- na: Segment |, length 0.3 mm; 1H, 1.0 mm: Lt, 0.7 mm, IV, 0.3 mm. Pronotum: Length 0.8 mm, width at base 1.3 mm. Cuneus: Length 0.80 mm, width at base 0.32 mm. General coloration dark brown to black with lutescent and reddish areas; eyes and antennae black (ex- cept segment | wich is lutescent), head, fascia running longitudinally through collar and widening backwards on disc (between calli), lateral margins and humeral angles, scutellum, claval commissure, embolium, outer apical portion ot corium, cuneus and nervure of membrane reddish lutescent to reddish purple; clavus, endocorium and membrane black. Underside of body reddish lutes- cent, abdomen pale yellow to ochraceous, legs reddish lutescent, femora paler towards bases. Eves small, segment | of antenna short, cuneus noticeably long and narrow. Mate: Unknown. Holotype: iemale, NEW GUINEA: Neth. lIfar, 300-600 m, June 22, 1959, J. L. Gressitt, in the Collec- tion of the Bernice P. Bishop Museum, Honolulu. Differs from other species in the genus by the noticeably dark endocorium, clavus and membrane, as well as, by the long and narrow cuneus. Bromeliaemiris morobensis n.sp. — Fig. 69: male, holotype. Bromeliaemiris gressitti n.sp. — Fig. 75: female, holoty pe. 56 J. C.M. CARVALHO Bromeliaemiris morobensis n.sp. — Fig. 70: penis; fig. 71: basal plate of penis: fig. 72: left paramere; fig. 73: right paramere; fig. 74: pygophore. Bromeliaemiris morobensis n.sp. (Figs. 69-74) Characterized by the color mostly lutescent and by the structure of the male genitalia. Male: Length 6.6. mm, width 2.0 mm. Head: Length 0.4 mm, width 1.0 mm, vertex 0.56 mm. Anten- na: Segment |, length 1.0 mm; 11, 1.6 mm; HI-IV, bro- ken. Pronotum: Length 1.1 mm, width at base 1.6 mm. Cuneus: Length 1.36 mm, width 0.52 mm. General coloration lutescent with light brown areas; head and antenna (except segment |) black; hemelytra (except basal portion externally and embo- lium) light brown to brown; membrane fuscous, nervure lutescent, cuneus and apex of corium with reddish tinge (in one specimen). Cuneus long, areolar portion much longer than apical portion of membrane. Genitalia: Penis (fig. 70) with a slender and pecu- liar basal plate (fig. 71). Left paramere (fig. 72) falci- form, blunt apically. Right paramere (fig. 73) smaller, strongly curved subapically. Pygophore (fig. 74) with a very long appendage directed backwards. Female: Unknown. Holotype: male, NEW GUINEA: NE Wau, Morobe District, 1200 m, 1-10.V.1963, J. Sedlacek (light trap), in the Collection ot the Bernice P. Bishop Museum, Honolulu. Paratype: Wum, Upper Jimmi, V. 840 m, VII. 18, 1955, J.L. Gressitt. Differs from Bromeliaemiris rubrinus n.sp, by the lutescent color and by the more extensive brown area of the hemelytra. Bromeliaemiris rubrinus n.sp. — Fig. 76: mate, holotype; fig. 77: penis; fig. 78: left paramere; fig. 79: right paramere; fig. 80: pygo- phore, THE BRYOCORINAE OF PAPUA NEW GUINEA Bromeliaemiris rubrinus n.sp. (Figs. 76-80) Characterized by the predominant reddish color and by the structure of the male genitalia. Male: Length 59 mm, width 1.8 mm. Head: Length 0,4 mm, width 0.9 mm, vertex 0.52 mm. Anten- na: Segment |, length 0.4 mm; 1,0.8 mm; [1[,0,3 mm IV, 0.2 mm. Pronotum : Length 1.2 mm, width at base 1.5 mm. Cuneus: Length 0.9 mm, width at base 0.44 mm. General coloration red to reddish lutescent with light brown areas; eves, apex of second antennal segment, segments Ill - IV brown; clavus (except extre- me base and commissure), endocorium contiguous to clavus (forming a continuous longitudinal fascia) dark fuscous, membrane fuscous, nervure reddish. Underside of body and legs red, abdomen partially castaneous, Cuneus long, areolar area much longer than apical portion of membrane, eyes small, collar wider than thickness of first antennal segment, rostrum reaching middle coxae. Genitalia: Penis (Fig. 77) of the generic type. Left paramere (fig. 78) strongly curved apically. Right para- mere (fig. 79) compact, apex blunt. Pygophore (Fig. 80) with a blunt and large appendage directed backwards. Female: Unknown. Holotype: male, NEW GUINEA: Neth., Biak I., Mangrowawa, 50-100 m, V. 30, 1959, T.C. Maa, in the Collection oí the Bernice P. Bishop Museum, Honolulu. Differs from other species in the genus by the extensively red body and by structure of the male genitalia. Bryocorellisca n. gen. Body elongate ova! with dense semi- adpressed or semierect pubescence. Head wider than long, vertex marginate, slightly carinate, frons rounded, eyes exserted following concavity of vertex, contiguous with prono- tum, clypeus short, jugum large, lorum and gena small; rostrum reaching apex of mesosternum; antenna slender cylindrical, segment | narrowed towards base, as long as or longer than width of vertex, segment Il about as long as |, segments II - IV very slender, beset with pubescen- ce short, about as long as thinckness of segments. Pronotum punctate, calli obsolete, lateral marains carinate and provided with setae arising from minute tuberciec, hind margin straight, humeral angles rounded; scutelium depressed at base, punctate, with apex pointed. Hemelytra with clavus and corium punctate, em- bolium laminate, translucid, wide and slightly reflexed; cuneus about as long as wide at base or slightly longer; membrane uniareolate with vestige of the small areola, translucid. Ostiolar peritreme with a small tubercle on tts upper margin. Legs of moderate length, tarsi and claws of the Bryocorini type. Type species of genus: Bryocoreliisca pallidoembo- fiata n.sp. This genus approaches Crassiembolius n.gen. but differs by the length of the first antennal segment and by the laminate embolium. 57 Key to Species of Bryocorelfisca n.gen. 1. Embolium totally pale yellow, translucid; scutellum flat Embolium with a dark castaneous spot subapically: scutellum prominentat middle ....... pilosa n.sp. 2. Segment | of antenna dark towards apex; corium pale basally pallidoemboliata N.sp. Segment | of antenna pale; corium totally black .... novaguineae n.sp. [O E A A RR RR O RR Bryocorellisca novaguineae n.sp. — Fig. 81: female, holotype. Bryocorellisca novaguineae n.sp. (Fig. 81) Characterized by the coloration of the body and size, Female: Length 2.6 mm, width 1.0 mm. Head: Length 0.2 mm, width 0.6 mm, vertex 0,36 mm. Anten- na: Segment |, length 0.3 mm; Il - IV, broken. Pronotum: length 0.5 mm, width at base 0.9 mm. Cuneus: Length 0.20 mm, width at base 0.16 mm. General coloration dark brown with pale yellow areas; head light brown, clypeus, sides of head, rostrum and segment | of antenna pale; embolium and cuneus (except inner margin) pale, translucid; membrane fus- cous, pale apically. Underside of body brown, abdomen darker, coxae and legs pale. Rostrum reaching apex of mesosternum, propleura punctate, meso and metapleura rugouse punctate, astiolar peritreme shagreen, pronotum, scutellum, clavus and corium punctate, shortly pubescent, embolium very wide at middle portion. Mate: Unknown. Holotypé: female, NEW GUINEA: Neth, Holandia area, W. Sentani, Cyclops Mts. 150-250m, June 22, 1959, T. C. Maa, Sweeping, in the Collection of the Bernice P. Bishop Museum, Honolulu. Differs from Bryocoreilisca pallidoemboliata n.sp. by the color of corium and segment | of antenna. 58 Bryocorellisca pallidoemboliata n.sp. (Figs. 82-85) Characterized by the coloration of the body and by structure of the male genitalia. Male: Length 3.0 mm, width 1,2 mm. Head: Length 0.1 mm, width 0.7 mm, vertex 0.36 mm. Anten- na: Segment |, length 0.5 mm; Il, 0,5 mmy II - IM, broken. Pronotum: Length 0.6 mm, width at base 1.1. mm. Cuneus: Length 0.32 mm, width at base 0.24 mm. Genrral coloration dark brown with pale yellow, translucid areas; head (except clypeus and lateral portion), antenna (except base of segment |), pronotum (except posterior margin), scutellum (except apex) and clavus dark brown; corium dark with basal third of endocorium e apical median spot pale yellow, translucid, embolium and cuneus ochraceous, membrane fuscous, pale apically. Underside of body dark brown, coxae, legs and rostrum pale yellow. Genitalia: Penis( Fig. 83) of the Bryocorini type. Left paramere (fig. 84) as in illustration. Right paramere (fig. 85) elongate, enlarged and narrowed at apical portion. J. C. M. CARVALHO Female: Unknown. Holotype: male, NEW GUINEA: Wau, Hospital CK. 1200 m, 22.V.1965. J. Sediacek, malaise trap, in the Collection of the Bernice P. Bishop Museum, Honolulu, Differs from Bryocorellisca novaguineae n.sp. by the color of antennae, hind margin of pronotum and corium. Bryocorellisca pilosa n.sp. (Fig. 86) Characterized by the coloration of the body and size. Female: Lenght 2.6 mm, width 1.1 mm. Head: Length 0.1 mm, width 0.6 mm, vertex 0.32 mm. Anten- na: Segment |, length 0.4 mm; II, 0.5 mm; H1-V1, broken. Pronotum: Length 0.6 mm, width at base 1.0 mm. Cuneus: Length 0.20 mm, width at base 0.24 mm. General coloration chocolate brown with pale vellow areas; head (except clypeus and lateral portion) and pronotum chocolate brown, antennae pale, scu- tellum, clavus and corium dark brown, embolium pale at basal half and extreme apex (subapical portion with a characteristic castaneous spot); cuneus and membrane pale. Underside of body dark brown, coxae and legs pale vellow. t js % ! | E à ; aii N Hi a YA £ LE Bryocorellisca pailidoemboliata n.sp. — Fig. 82: male, holotype; fig. 83: penis; fig. 84: left paramere; fig. 85: right paramere. Bryoco- rellisca pilfosa n.sp. — Fig. 86: female, holotype. THE BRYOCORINAE OF PAPUA NEW GUINEA Hemelytra densely pilose, hairs of embolium adpressed and directed outwards, scutellum prominent at apical third, cuneus as long as wide at base. Mate: Unknown. Holotype: female, NEW GUINEA: NE Bubia, Markham V., 50 m, Sept. 17, 1955, ). L. Gressitt, in the Collection of the Bernice P. Bishop Museum, Honolulu. Differs from other species in the genus by the pubescence of clavus and by the castaneous spot of embolium. Carinimiris n.gen. Body elongate, glabrous, shining. Head much wider than long, vertex marginate, frons rounded, eyes exserted, semi-pedunculated, with hind margin following curvature of vertex, contiguous with pronotum, clypeus rounded in front, jugum and lorum vertical; rostrum reaching base of hind coxae; antennae cylindrical, slender, the hairs longer than thickness of segments, segment | as long as width of vertex. Pronotum strongly punctate, calli obsolete, lateral margins carinate, hind margin slightly immarginate at middle, humeral angles rounded; scutellum punctate, slightly convex. Hemelytra with clavus and corium strongly punctate, embolium translucid, noticeably narrowed towards base, cuneal fracture well marked, cuneus punctate, longer than wide at base, membrane long, biareolate. Legs robust. Type species of genus: Carínimiris lustrosus n.sp. Differs from Dioclerus Distant, 1910 by its smaller size and by the lateral carina of pronotum. CTA Carinimiris lustrosus n.sp. — Fig. 87: female, holotype. Carinimiris lustrosus n.sp. (Fig. 87) Characterized by the coloration of body and size. Female: Length 2.6 mm, width 1.1 mm. Head: Length 0.2 mm, width 0.7 mm, vertex 0.32 mm. Anten- na: Segment |, lenght 0.3 mm; |], 0.4 mmy; HI-IV, broken. Prontoum: Length 0.5 mm, width at base 1.0 mm. Cuneus: Length 0.20 mm, width at base 0.24 mm. General coloration dark brown with pale yellow areas; head light brown with lateral portion and rostrum og ochraceous, antennae pale; pronotum, scutellum, clavus and corium dark brown, shining, embolium (except base and apex which are fuscous) and cuneus pale, membrane fuscous, translucid. Underside of body dark brown. Mate: Unknown. Holotype: female, NEW GUINEA: NE Goroka, Kabebe, 1800m, 24.V1.1955, J. L, Gressistt, in the Collection of the Bernice P. Bishop Museum, Honolulu. Paraty pe: female, Nondungl, 1600 m, 8.V111,1955, light trap, J. L. Gressitt. Crassiembolius n.gen. Body elongate, ovoid, enlarged at middle, com- pact, beset with semierect, dense pubescense. Head much wider than long, vertex marginate, carinate, frons rounded, eyes exserted with hind margin following curvature of vertex, contiguous with pronotum, portion of head below eyes short, rostrum reaching apex of mesosternum; antennae with segment | shorter than with of vertex, segment Il about twice as long as |, beset with hairs approximately as long as thickness of seg- ment, segments |[-IV very slender. Pronotum strongly punctate, lateral margins carinate, with setae arising from minute tubercles, hind margin slightly immarginate, disc prominent, calli obsolete, humeral angles rounded; scutellum punctate, Tlat, slightly depressed at base. Hemelytra with corium and clavus punctate, embolium incrassate, laminate, rounded externally, cuneus about as long as wide at base, membrane long with vestige of the small argola. Legs of moderate length, tarsi and claws of the Bryocorini type. Type species of genus: Crassiembolius nigrus n.sp. Differs from Bryocorellisca n.gen. by the incrassate embolium and by the segment II of antenna shorter than width of vertex. Key to Species of Crassiembolius n.gen. 1. Embolium totally black; cuneus longer than wide at passa a SPD ça nigrus n.sp. Embolium deliraceaiis at middle; cuneus about as longas wideatbase.......... semipaltidus n.sp. Crassiemboflius nigrus n.sp. — Fig. 88: female, holotype. 60 : Crassiembolius nigrus n.sp. (Fig. 88) Characterized by the coloration of the body and Size. Female: Length 2.6 mm, width 1.4 mm. Heao: Length 0.2 mm, width 0.7 mm, vertex 0,40 mm. Anten- na: Segment 1, length 0.1 mm; It, 0.4 mmy; ll, 0.3 mm; IV, broken. Pronotum: Length 0.6 mm, width at base 1.2 mm. Cuneus: Length 0.36 mm, width at base 0.24 mm. General coloration dark brown with pale yellow areas; head light brown, frons and clypeus black, anten- na black, segment | paler towards base, hind margin of pronotum narrowly, extreme apex of scutellum, middle portion of embolium and cuneus pale, membrane fuscous. Underside of body dark brown, coxae and legs pale yellow. Rostrum reaching base of hind coxae, pronotum scutellum and corium punctate, pubescence long, erect, segment || of antenna with long erect hairs about as long as or longer than thickness of segment. Male: Unknown. Holotype: female, PAPUA; Catalina State, 48 km N of Port Moresby, 500 m, Sept. 3, 1959, T. C. Maa, in the Collection of the Bernice P. Bishop Museum, Hono- lulu, Paratype: female, River Tor (mouth), 4 km E of Hoi. Maffin, 2-b.V Il, 1959, T. C. Maa. Differs from Crassiembolius semipaltidus n.sp. by the totally black embolium. Crassiembolius semipallidus n.sp. — Fig. 89: female, holotype. Crassiembolius semipallidus n.sp. (Fig. 89) Characterized by the coloration of body and size. Female: Length 2.8 mm, width 1.3 mm. Head: Length 0.2 mm, width 0.7 mm, vertex 0.36 mm. Anten- na: Segment 1, length 0.2 mm; 1, 0.5 mmy HI-IV, broken. Pronotum: Length 0.7 mm, width at base 1.2 mm. Cuneus: Length 0.20 mm, width at base 0.24 mm. General coloration castaneous with ochraceous areas: head with frontal portion and clypeus black, lateral portion and rostrum pale yellow, antennae black, J. C.M. CARVALHO segment | pale, black apically; pronotum castaneous with hind margin narrowly pale; scutellum paler apically; clavus and corium castaneous, embolium ochraceous at middle, with external margin, base and apex black; cuneus pale yellow, membrane fuscous with a central pale spot. Underside of body dark brown, apices of coxae and legs pale yellow. Male: Unknown. Holotype: NEW GUINEA: Neth. above Ifar, 300- 750 m, VI1.23, 1959, J. L. Gressitt, in the Collection of the Bernice P. Bishop Museum, Honolulu. Differs from Crassiembolius nigrus n.sp. by the ochraceous spot of the embolium. Cuneomiris n.gen. Species of small size, body elongate somewhat broadened at middle, fine, dense and erectly pilose. Head vertical, frons slightly prominent, vertex smooth, immarginate; eyes contiguous with pronotum; antennae short, segment | shorter than width of vertex, segment IH slightly longer than |, segments IH-IV also short, finely pubescent; rostrum not visible (carded specimen). Pronotum distinctly punctate, collar well marked, calli transversal, small, hind margin of disc straigth, humeral angles rounded, lateral margins sinuate laterally behind calli; sceutellum small, flat. Hemelytra characteristic, mnarrowed towards apex, embolium thickened, exocorium showing a characteristic fossa situated externally at level with apex of clavus, cuneus very long and narrow, curved externally; mem- brane with long and large areola, nervure hairy. Legs relatively short, tibiae siender, with short erect hairs. Type species of genus: Cuneomiris elongatus n.sp. Differs from allied genera by the characteristic corial fossa and by the very long and narrow cuneus. Males of Emboliocoris Carvalho & China, 1951 and Pachymerocerus Reuter, 1909 from the Neotropical Region present analogous fossae on hemelytra. Cuneomiris elongatus n.sp. — Fig. 90: male, holotype. THE BRYOCORINAE OF PAPUA NEW GUINEA Cuneomiris elongatus n.sp. (Fig. 90) Characterized by the coloration of the body and by the very long and, narrow cuneus. Male: Length 3.6 mm, width 1.3 mm. Head: Length 0.2 mm, width 0.6 mm, vertex 0.32 mm. Anten- na: Segment |, length 0.2 mm; ll, 0.4 mm; Ill, 0.5 mm; IV, 0.3 mm. Pronotum: Length 0.50 mm, width at base 1.1 mm. Cuneus: Length 1.12 mm, width at base 0.20 mm (holotype). General coloration cinnamon with black and pale areas; head and antenna (except base of segment 1) black, clypeus and sides of head cinnamon, collar white, disc of pronotum and seutellum cinnamon to fuscous; heraelytra cinnamon, bases and apices of embolium and corium (larger area apically) pale yellow, cuneus cinna- mon to fuscous, membrane and nervure fuscous. Under- side of body cinnamon, abdomen fuscous, legs cinna- mon to pale yellow. Genitalia: Not dissected since characters of heme- Iytra permit to identify readly the species. Female: Unknown. Holotype: male, NEW GUINEA: NE U. Watut, SW 1800-2200 m, 2.V, 1958, 4. L. Gressitt, in the Collection of the Bernice P. Bishop Museum, Honolulu. Felisacus Distant, 1904 Felisacus Distant, Faun. Brit. Ind. Rhync. 2:439; id. Poppius, Ofv. F. Vet. Soc. Forh. 53 A (2):3, 1911; id. Poppius, Acta Soc. Sei. Fenn. 47(3):175, 181, 1912; id. Woodward, Pac. Sei, 8(1):41, 1954; id. Carvalho, Arg. Mus. Nac. R. Jan. 44:103, 1957, Hyaloscytus Reuter, Ofv. F. Vet. Soc. Forh. 47(5): 1, 1904. Liocoris Motschulsky, Bul. Soc. Nat. Mose. 3/43): 86, 1863. Species of small size, delicate, translucid, body smooth, shining. Head with a distinct neck, usually constricted behind eyes, the latter small, placed in front of head, quite removed from pronotum, frons slightly convex or straight, vertex in some species with a lobular projection; rostrum short, reaching middle coxae; antenna with segment | noticeably longer than width of head, shining, segment || slightly longer than | and about equal in length to Ill, beset with hairs usually longer than width of segment. Pronotum with a distinct coliar, noticeably narrowed behind calli which are fused and reach lateral margins, disc noticeably convex and shiíning, smooth, hind margin straight, lateral margins narrowing towards head, humeral angles rounded; scutellum flat, small. Hemelytra translucent, clavus usually with long and erect hairs, embolium well defined, cuneus slightly longer than wide at base; membrane with areola rounded apically. Legs long and slender, with long erect hairs. Type species of genus: Felisacus giabratus (Mots- chulsky, 1863). Due to genital characters and type of antenna we prefer to place this genus in the tribe Bryocorini rather than to include it with the Monaloniini species. The genus is Indo-Pacific and all species known so far feed on 61 ferns. Species show much variation in color reasom why only fully mature specimens should be considered for specific keys. Key to Species of Felisacus Distant 1. Body totally ochraceous; segment | of antenna cas- taneous to ochraceous .... ochraceus Usinger, 1946 Body with blask or reddish spots; segment | of anten- PS o (is (o RP Rg RE Du ca ADD Po RSS 2 2. Corium with a characteristic x-shaped fascia (fig. 90); pronotum, scutellum and clavus black magnificus 'Distant, 1904 Species without the above mentioned fascia and with at least scutellum and part of pronotum pale or EERIISÊRS 1 erro qa ela dm ASAS RO IDR q E Ea a 3. Upper portion of head and pronotum totally black; body without reddish tinture ..... nigrescens n.sp. 4... .is mu “...a.ramasõnõrõasãmn au Upper portion of head pale; anterior portion of pro- notum pale or reddish .....ccccccccciccss 4 4. Segment | of antenna black; cuneus ochraceous .... Ra SELOS recreio E 7 nigricornis Poppius, 1912 Segment | of antenna reddish to castaneous; cuneus reddish internally “, / o nva ave a RP minutus N.sp. Felisacus magnificus Distant — Fig. 91: male. 62 Felisacus magnificus (Distant) — Fig. 92: penis; fig. 93: left para- mere; fig. 94: right paramere. Felisacus magnificus Distant, 1904 (Figs. 91-94) Felisacus magnificus Distant, Faun. Brit. ind. Rhyne. 2:438, fig. 284; id. Woodward, Pac. Sci. 8(1):48, fig. 4, 1954, Felisacus pulchellus Poppius, Phil. Jour. Sci. T0: 80, 1915; id. Carvalho, Arg. Mus. Nac. R, Jan. 44:104, 1957. Characterized by the coloration of corium and by the structure of male genitalia. Mate: Length 3.7 mm, width 1.0 mm. Head: Length 0.4 mm, width 0.6 mm, vertex 0,24 mm. Anten- na: Segment 1, length 0.5 mm; 11,1.1 mm; I-IV, broken. Pronotum: Length 0.8 mm, width at base 0,9 mm. Cuneus: Length 0.52 mm, width at base 0.28 mm. General coloration black with pale translucid to reddish areas; head (except inner margins of eves), pronotum, scutellum, clavus and a typical x-shaped, transverse spot on corium, with anterior rami placed slightly above apex of clavus and posterior rami place over apex of corium, including commissure; membrane becoming more diluted towards apex; segment | of antenna, head and pronotum shining, neck pale, corium and cuneus translucid at middle, external margin of embolium and cuneus black. Underside of body black, coxae, a spot at ventral surface of abdomen pale; femora pale with a median ring and apex black, tibiae pale, black on basal third and on basal half. Segment Il of antenna enlarged at middle, vertex with a distinct raised protuberance, neck short, about as long as length of eye, scutellum noticeably pilose, femora with long setae underneath, rostrum reaching middle coxae. Genitalia: Penis (fig. 92) with a long distal seminal duct. Left paramere (fig. 93) typical, narrowed at middle. Right paramere (fig. 94) long, curved, with a sub-basal process having setae apically. Female: Similar to male in general aspect and coloration. Length 4.0 mm, width 1.1 mm, vertex 0.32 mm, cuneus length 0.48 mm, width at base 0.28 mm. Geographica! distribution: Amboina, Burma, East Indies, India, Philippine Islands (Luzon) and Papua New Guinea. Specimens studied: males and females, NEW GUINEA: Wau, Mt. Missim, 1400-1600 m, 28.X11.1964, J.C.M. CARVALHO L. & M. Gressitt; Neth. Waris S of Hollandia 450-500 m, VIH,16-23, 1959, T. C. Maa; NE Ahl Val, Nondug, 1750 m, VI1.8, 1955, J. L. Gressitt; Papua, Darade Pln, 500 m, 80 km N Port Moresby, |X.4, 1959, T. €C. Maa; Neth, lfar, 300-600 m, June 22, 1959, J. L. Gressitt; Neth, Cyclops Mts. Ifar, 300 m, V1.22, 1959, T. C. Maa, in the Collection of the Bernice P. Bishop Museum, Differs from all other in the genus by the spot of corium. aa Es tras a Str Felisacus minutus n.sp. — Fig. 95: male, holotype; fig. 96: penis: fig. 97: left paramere; fig. 98: right paramere. THE BRYOCORINAE OF PAPUA NEW GUINEA Felisacus minutus n.sp. (Figs. 95-98) Characterized by the small size and by the struc- ture of the male genitalia. Male: length 3.0 mm, width 0.7 mm. Head: Length 0.3 mm, width 0.4 mm, vertex 0.20 mm. Antenna: Seg- ment |, length 0.7 mm; |], 0.9 mm, II-IV, broken. ?ro- notum: Lenght 0.6 mm, width at base 0,6 mm. Cuneus: Length 0.48 mm, width at base 0.16 mm (holotype). General coloration pale yellow, translucent with reddish and brown areas; eyes, extreme anterior margin of pronotum, a large spot at humeral angles and neigh- bouring area of disc brown to dark brown; segment | of antenna, claval commissure and claval nervure, a longitu- dinal spot on cuneus externally and traces on hind femora (apex and middle), base of tibiae (median and hind pair) red to reddish; membrane and segments HI-IV of antenna guscous. Underside of body pale yellow, upper surface of abdomen with a reddish spot. The male paratype is totally pale yellow with segment | of antenna having same thickness throughout. Genitalia: Penis (fig. 96) with sclerotized spiculi on both sides of the secondary gonopore. Left paramere (fig. 97) with a group of hairs at inner sub-basal margin. Right paramere (fig. 98) small, pointed apically. Female: Unknown. Holotype: male, BISMARK ARCHIPELAGUS: Manu Island. Momote, 24.XIl, 1959, T. C. Maa, in the Collection of the Bernice P. Bishop Museum, Honolulu. Paratype: male, same data as type. Differs from Felisacus nigrescens rubrinus n.subsp. by the color of endoclavus, the presence of a reddish oblique spot on cuneus and by the structure of the male genitalia. Felisacus nigrescens n.sp. — Fig. 99: male, holotype. 63 Felisacus nigrescens n.sp. — Fig. 100: penis; fig. 101, 102: left paramere; fig. 103: right paramere, Felisacus nigrescens n.sp. (Figs. 99-103) Characterized by the coloration of the body and by the structure of male genitalia. Mate: Length 4.0 mm, width 1.0 mm. Head: Length 0.2 mm, width 0.5 mm, vertex 0.20 mm, Anten- na: Segment |, length 0.8 mm; Il, 0.8 mm; HI, 0.8; IV, 0.4 mm. Pronotum: Length 0.7 mm, width at base 0.8 mm. Cuneus: Length 0.64 mm, width at base 0.20 mm (holotype). À General coloration pale yellow translucent with dark brown to black areas; eyes, antennae, spot on upper surface of head, pronotum, clavus (except outer basal portion) a spot on endocorium surrounding apex of clavus and corial commissure, inner apical apex of corium, a longutidinal spot on inner basal margin of cuneus, margins of embolium and cuneus narrowly and nervures of membrane dark brown. Underside of body and legs pale yellow, propleura, xyphus of prosternum, mesosternum, meso and metapleura dark brown; apical half of femora, tiblae and tarsi fuscous to brown. Segment | of antenna slightly enlarged sub-basally, somewhat curved outwards. Genitatia: Penis (fig. 100) with a typical distal portion of seminal duct. Left paramere (figs. 101-102) short, with dorsal setae, as seen in figure. Right paramere (fig. 103) long, falciform, with a field of long setae. Female: Similar to male in general aspect and coloration. Length 4.4 mm, width 1.0 mm. Holotype: male, NEW GUINEA: Morobe District, Lake Trist, 1600 m, 21-26.XI, 1966,€. A. Samuelson, in the Collection of the Bernice P. Bishop Museum, Ho- nolulu, Paratypes: 8 males and 19 females, NE Okapa, 1900 m, 24-25.VI, 1967, G. A. Samuelson (beating ferns); Wau, 1750 m, 6.1X, 1965, J. & M. Sedlacek (ma- laise trap); Wisselmeren, Okaitadi, 1800 m, Aug. 8, 1955, J. L. Gressitt; Ne Moife, 2100 m, 15 km NW Okapa, Oct. 7-14, 1959, T. C. Maa; NE Wau, Mt Missim, 1400-1600 m, 28.X11.1964, J. L, Gressitt. This species differs from other in the genus by the coloration of the body and by the structure of the male genitalia. 64 Felisacus nigrescens rubrinus n.subsp. (Figs. 104-107) Characterized by the reddish color of pronotum and endoclavus, by the long cuneus and by the structure of male genitalia. Male: Length 39 mm, widtg 1.0 mm. Head: Length 0.2 mm, width 0,b mm, vertex 0.24 mm. Anten- na: Segment 1, length 0.9 mm; 11, 1.0 mm; II], 0.8 mm: IV, 0.7 mm. Pronotum: Length 0.6 mm, width at base 0.9 mm. Cuneus: Length 0.80 mm, width at base 0.28 mm (holotype). General coloration pale yellow translucent with reddish to reddish brown areas; head light brown above with a longitudinal fascia behind eye, antennal peduncle, frons and base of clypeus reddish; antennae fuscous to black, segment | castaneous; pronotum reddish with a longitudinal wide median pale fascia widening towards posterior margin; scutellum pale yellow; hemelytra pale, translucent, endoclavus, corial commissure, apical margin of corium, margin of embolium, margin of cuneus and nervures of membrane red to reddish fuscous. Underside of body ochraceous to lutescent, propleura reddish with two obsolete longitudinal pale J. C. M. CARVALHO fasciae, legs ochraceous, upper portion of femora on apical half and tibiae above reddish. Segment | of antenna somewhat curved sub-basal- ly, pronotum constricted, cuneus distinctly longer than wide at base. Genitalia: Penis (fig. 105) with five spiculi semi- sclerotized. Left paramere (fig. 106) elongate, curved at base. Right paramere (fig. 107) smaller, slender and curved apically. Female: With same general aspect of male, the reddish color on endocorium more pronounded, clypeus, a longitudinal fascia on upper portion of esternal area and upper surface of abdomen reddish. Length 4.6 mm, width 0.9 mm. Holotvpe: male, NEW GUINEA: NE Morobe District, Lake Trist, 1600 m, 21-26.X1.1968, G. A. Sa- muelson, in the Collection of the Bernice P. Bishop Museum, Honolulu. Paratype: female, NE Mt. Wilhelm, 3000 m, July 4, 1955, J. L. Gressitt, above Keglsugl. This species is very close to Felisacus nigrescens n.sp. but differs in the coloration of the body and shows also slight morphological differences which might place it as a subspecies. Felisacus nigrescens rubrinus n. subsp. — Fig. 104: male, paratype; fig. 105: penis; fig. 106: left paramere; fig. 107: right paramere. Felisacus nigricornis Poppius — Fig. 108: male. THE BRYOCORINAE OF PAPUA NEW GUINEA A: iX109 Felisacus nigricornis Poppius — Fig. 109: penis; fig. 110, 111: left paramere; fig. 112: right paramere. Felisacus nigricornis Poppius, 1912 (Figs. 108-112) Felisacus nigricornis Poppius, Ofv. F. Vet. Soc Forh. 54 A (30):2; id. Carvalho, Arg. Mus. Nac AR. Jan. 44:104, 1957. Characterized by its small size, by the color of segment | of antenna and by the structure of male genitalia. Male: Length 2.8 mm, width 0.7 mm. Head: Length 0.3 mm, width 0.4 mm, vertex 0.24 mm. Anten- na: Segment |, length 0.8 mm; I-IWV, broken. Pronotum: Length 0.6 mm, width at base 0.7 mm. Cuneus: Length 0.48 mm, width at base 0.20 mm. General coloration reddish with brownish black and pale yellow areas; head (except apex of clypeus), anterior portion of pronotum and seutellum red to reddish lutescent; antenna (except base of segment 1) and hind portion of disc of pronotum (except middle portion with reddish tinture) dark brown to black; hemelytra pale, translucent, commissure, a spot at each side of claval apex, inner and outer margin of embolium, outer margin of cuneus, nervures of membrane fuscous. Underside of body reddish, mesosternum dark, abdomen with pale spots, coxae and legs pale, base of tibiae reddish. Genitalia: Penis (fig. 109) with vesica of aedeagus showing a typical distal portion of seminal duct. Left paramere (figs. 110-111) small, pointed apically. Right paamere (fig. 112) long, with a median outgrowth beset with long setae. Female: Similar to male in general aspect, pale vellow, antenna black, cuneus lutescent, opaque; some specimens with antenna varving in color from pale to reddish or fuscous. The female from Biak Is. has an anomalous first antenna. Length 3.7 mm, width 1.0 mm, length of segment Il of antenna 1.1 mm. Geographica! distribution: Papua New Guinea, New Britan, Biak Is. Specimens studied: three males and six females, NEW GUINEA: Neth, Boden, 100 m, 11 km SE Oerbe- faren, July 7-17, 1959, T. C. Maa; Neth, Vogelkop, Fak Fak, S. Coast of Bomberai, 10-100 m, VI.3, 1959, T. C. Maa; Ransiki, 10 m, VII.7, 1957, Elmo Hardy. NEW BRITAIN: Gazelle Pen., Bainings, St. Paul's, 350 m, Sept. 7, 1955, J. L. Gressitt. Differs from other species by its small size, by the black first antennal segment and by the structure of the male genitalia. 65 Fetisacus ochraceus Usinger — Fig. 113: male; fig. 114: penis; fig. 115: left paramere; fig. 116: right paramere. Felisacus ochraceus Usinger, 1946 (Figs. 113-116) Felisacus ochraceus Usinger, Bul. Bishop Mus. 189: 69, fig. 3; id. Carvalho, /ns. Micronesia, 7(1):28, fig. 1956; id. Carvalho, Arg. Mus. Nac, R. Jan. 44:104, 1957. Characterized by its totally ochraceous coloration and by the structure of male genitalia. Male: Length 3.8 mm, width 0.9 mm. Head: Length 0.3 mm, width 0.5 mm, vertex 0.24 mm. Anten- na: Segment |, length 0.8 mm; 11, 1.2 mm; HI, 0.8 mm; IY, broken. Pronotum: Length 0.7 mm, width at base 0.8 mm. Cuneus: Length 0.52 mm, width at base 0.20 mm. 66 General coloration ochraceous; antenna fuscous, segment | ochraceous, fuscous towards apex; eye dark brown; scutellum whitish to pale yellow: cuneus lutes- cent, opaque; apices of femora and base of tibiae with reddish lutescent tinture; an -oblique short dark fascia is present on endocorium contiguous to apex of clavus at each side. First segment of antenna cylindrical, straight. Genitalia: Penis (fig. 114) with two sclerotized spiculi. Left paramere (fig. 115) elongate, curved basally, slender and curved also apically. Right paramere (fig. 116) small, curved. Female: Identical to male in general aspect and coloration. Length 5.1 mm, width 1.2 mm, vertex 0.32 mm, cuneus length 0.72 mm, width at base 0.28 mm. Geographical distribution: Caroline Is., Mariana Is., Papua New Guinea. Specimens studied: two males, NEW GUINEA: NE Wau, Bulolo River, 400-1200 m, 25.V1.1968, N. L. H. Kraus; NE Morobe District, Ulap, 800-1100 m, IX. 1968, N. L. H. Kraus; Chuave, 1650-2000 m, J. L. Gressitt; NE Tapo, 1650 m, 3 km NW Kainautu, X.22, 1959, T. €. Maa; NE Nondungl, 1600 m, July 9, 1955, J. L. Gressitt. Differs from other species in the genus by the fully ochraceous coloration and by the structure of the male genitalia. Frontimiris n.gen. Species of small size, body compact, densely pubescent. Head with frons protruding in front over base of clypeus, vertex with a median fossa, hind portion raised, tumid, eyes elongate, contiguous with pronotum; rostrum short, reaching apex of middle coxae; antenna short, segment | about as long as half the width of vertex, segment Il twice as long as first, segments IH-IV slender, pubescence short. Pronotum noticeably punctate, calli smooth, hind margin of disc straigth, lateral margins constricted behind calli, humeral angles rounded; scutellum rela- tively large, depressed at base, mesoscutum covered. Hemelytra smooth, shortly pilose, somewhat ovoid, embolium well marked, cuneus slightly longer than wide at base, membrane short, areola large, nervure rounded apically. Legs short, densely pubescent. Type species of genus: Frontimiris fossatus n.sp. This genus belongs to the group with sessil eyes, rostrum short, reaching middle coxae and pronotum noticeably punctate. Differs from other oriental Bryoco- rini genera by the characteristic frons and by the depressed vertex. Two of the included species were taken on crew pine, genus Pandanus (Pandanaceae). Key to Species of Frontimiris n.gen. 1. Upper frontal portion of head black; pronotum dark brown Upper frontal portion of head and pronotum pale yellow to ochraceous . . .....cccllllci. 2 2. Hemelytra totally ochraceous Clavus and corium with brown to fuscous spots .. E TAS EE E NE, DA 1 SG VS obtusifrons n.sp. ga META co E re idioo ge Pei nigrifrons n.sp. fossatus NsSp. J. C. M. CARVALHO Frontimiria fossatus n.sp. — Fig. 117: mate, holotype: fig. 118: penis; fig. 119: left paramere; fig. 120: right paramere. Frontimiris fossatus n.sp. (Figs. 117-120) Characterizes by ochraceous color, by the shape of frons and length of rostrum. Male Length 3.1 mm, width 1.2 mm. Head: Length 0.5 mm, width 0.7 mm, vertex 040 mm. Antenna: Segment |, length 0.2 mmy; ll, 0,4 mm; II, 0.2 mm; IV, 0.2 mm. Pronotum: Length 0.4 mm, width at base 1.0 mm. Cuneus: Length 0.48 mm, width at base 0.36 mm (holotypel. General coloration pale yellow to citrine; eyes brown, segment IV of antenna fuscous; a streak on upper propleura anteriorly above coxal cleft and a spot on gena reddish. Frons pointed, rostrum reaching apex of middle coxae, cuneus not noticeably rounded externally. THE BRYOCORINAE OF PAPUA'NEW GUINEA Genitalia: Penis (fig. 118) with two peculiar flagellate appendages on both sides of secondary gono- pore. Left paramere (fig. 119) strongly curved, irregular near apex. Right paramere (fig. 120) with a long basa lobe. - Female: Similar to male in color and general aspect. Length 3.0 mm, width 1.2 mm, cuneus length 0.60 mm, width at base 0.52 mm. Holotype: male, NEW GUINEA: Neth. Biak Is. Strand, V1.24, 1959, T. C. Maa, in the Collection of the Bernice P. Bishop Museum, Honolulu. Paratype: three males and fourteen females, same data as type. Differs from Frontimiris nigrifrons n.sp.by is uniform color, by the shape of frons, by the length of rostrum and by the structure of male genitalia. 67 Frontimiris nigrifrons n.sp. (Figs. 121-125) Characterized by the color of frons, by the length of rostrum and by the structure of male genitalia. Mate: Length 3.4 mm, width 1.3 mm. Head: Length 0.3 mm, width 0.7 mm, vertex 0.40 mm. Anten- na: Segment !, length 0.2 mm; Il, 0.6 mm; III, 0.4 mm; IV, broken. Pronotum: Length 0.5 mm, width at base 0.9 mm. Cuneus: Length 0.76 mm, width at base 0.32 mm (holotype). General coloration fuscous to brown with black and pale areas; vertex, frons and clypes black, inner margins of eye pale, antenna fuscous, segment | pale (fuscous towards apex), lateral sides of head and rostrum (except apex) pale; pronotum, scutellum, clavus, corial commissure, membrane and nervure brown to fuscous; hemelytra externally, including cuneus (except external margin which is black) pale yellow. Underside of body fuscous, legs (including coxae) pale. Frons rounded, rostrum reaching apex of hind coxae, cuneus noticeably rounded externally. Genitalia: Penis (fig. 122) with two appendages on both sides of secondary gonopore. Left paramere (figs. 123-124) curved, with a characteristic apex. Right paramere (fig. 125) with a small and short basal lobe. Female: Similar to male in general aspect and coloration. Host plant: Pandanus. Holotype: male, NEW BRITAIN; Gaulin, Gazelle Pen., V.23.1956, J. L. Gressitt, on Pandanus. Paratypes: three males, same data as type, in the Collection of the Bernice P. Bishop Museum, Honolulu and of the autor. Differs from” Frontimiris fossatus n.sp. by the black frons and clypeus, by the longer rostrum and by the structure of male genitalia. Frontimiris nigrifrons n.sp. — Fig. 121: male, holotype; fig. 122: penis; figs. 123-124: left paramere; fig. 125: right paramere. Fronti- miris obtusifrons n.sp. — Fig. 126: male, holotype. J. C. M. CARVALHO Frontimiris obtusifrons n.sp. — Fig. 127: penis; fig. 128: left paramere; fig. 129: right paramere. Frontimiris obtusifrons n.sp. (Figs. 126-129) Characterized by the colora of the body and by the structure of male genitalia. Male: Length 3.4 mm, width 1.6 mm. Head: Length 0.2 mm, width 0.7 mm, vertex 0.44 mm, Anten- na: Segment |, length 0.4 mm; Il, 0.7 mm; III, 0.4 mm; IV, broken. Pronotum: Length 0.6 mm, width at base 1.2 mm. Cuneus: Length 0.72 mm, width at base 0.32 mm (holotypel. General coloration pale yellow tending to lutes- cent; eyes reddish brown, segment || of antenna towards apex and segments IH-IV fuscous; scutellum with a fuscous longitudinal median diluted spot; apical area of clavus castaneous (except at the commissure and extre- me apex); hemelytra noticeably lighter at basal third, the remaining tending to light brown, slightly darker on endocorium contiguous to claval spot (in one specimen the darker area reaches the embolium), membrane translucid, nervure pale yellow. Underside of body and legs pale yellow. Frons prominent, rounded, fossa of vertex well marked, pubescence of body very short, rostrum reach- ing hind coxae. Genitalia: Penis (fig. 127) with two very slender flagella on both sides of the secondary gonopore. Left paramere (fig. 128) strongly curved, apex characteristic. Right paramere (fig. 129) curved subapically, apex pointed and slender. Female: Similar to male in general aspect and coloration. Cuneus length 0.52 mm, width at base 0.24 mm. Host plant: Pandanus. Holotype: male, NEW GUINEA: NE Swart Valley, Karubaka, 1420 m, XI.21.1958, J. L. Gressitt, on Pandahus, in the Collection of the Bernice P. Bishop Museum, Honolulu. Paratype: female, same data as type. Differs from Frontimiris nigrifrons n.sp. by the color of head and by the less prominent frons. Harpedona Distant, 1904 Harpedona Distant, Faun. Brit. Ind. Rhync. 2:419; id. Carvalho, Arg. Mus. Nac. R. Jan. 44:104, 1957. Taivanella Poppius, Arch. Naturg. 80 A (8):57, 1915. Platypeltocoris Poppius, Ofv. F. Vet. Soc. Forh. 54 A (30):16, 1912; id. Carvalho, Arg. Mus. Nac. R. Jan. 44:104, 1957 (n.syn.). Body short, elongate, densely pilose, smooth. Head wider than long, frons prominent, vertex flat, immarginate; eyes contiguous with pronotum; antenna with segment | about as long as width of vertex, segment || twice as long as |, segments HI-IMY slender, pubescence short; rostrum reaching the hind coxae. Pronotum with large and wide calli, fused at middle where there is a deep fossa or pit, reaching lateral margins of disc, collar distinct, well separated from collar which is also weil separated from disc giving the impression of three pronotal divisions, hind margin of disc convex; scutellum flat, impressed at base; mesos- cutum covered. THE BRYOCORINAE OF PAPUA NEW GUINEA Hemelytra with parallel sides, embolium narrow, cuneus slightly longer than wide at base; membrane short, areola large, with apical angle well defined. Legs short, pilose, femora with long and erect ventral setae. da Type species of genus: Harpedona marginata Distant, 1904. This genus has sessil eyes, smooth body and long rostrum. It differs from NMotidius Hsiao, 1944 and Mau- rocoris Poppius, 1914 by the lengih of rostrum and other characters. In Papua New Guinea it is a pest of yams (Djoscorea species). Key to Species of Harpedona Distant 1. Vertex with an ochraceous to pale yellow spot . .... cem, so E PP o Na Sc RD IR verticicolor n.sp. Verte totally Black ssa nm upa ae E ml pd 2 2. Corium and pronotum unicolorous, black; pygophore without a pointed outgrowth (fig. 136); size larger .. plana (Poppius, 1912) Corium castaneous to brown, pronotum black; size smaller; pygophore with a typical pointed outgrowth Sa DS A ti pa marginata Distant, 1904 mansa. r= ua 69 Harpedona marginata Distant, 1904 (Figs. 130-133) Harpedona marginata Distant, Faun. Brit. Ind. Rhync. 2:419; id. Carvalho, Arg. Mus. Nac. R. Jan. 44: 105, 1957. Characterized by its color and by the structure of male genitalia. Male: Length 3.2 mm, width 1.0 mm. Head: Length 0.2 mm, width 0.6 mm, vertex 0.36 mm. Anten- na: Segment |, length 0.2 mm; 11, 0.8 mm; HI-VI, broken. Pronotum: Length 0.7 mm, width at base 1.0 mm. Cuneus: Length 0.36 mm, width at base 0.24 mm. General coloration black with brownish areas; head, pronotum and scutellum black; antennae dark fuscous, segment | pale towards base; hemelytra dark brown to light brown or castaneous, membrane fuscous. Underside of body dark brown, gena, rostrum, coxae and legs pale yellow, hind tibiae darker on two apical thirds. Body densely pilose, rostrum reaching middle coxae. Genitalia: Pygophore (fig. 130) with very typical projections, the longer one curved and spine-like. Penis fig. 131) characteristic as seen in illustration. Left paramere (fig. 132) long, slender and multi-curved. Right paramere (fig. 133) enlarged, with a bifid apex. " Female: Similar to male in general aspect and coloration, vertex 0.40 mm. Geographical distribution: Island. Sri-Lanka, Manus Harpedona marginata Distant — Fig. 130: pygophore; fig. 137: penis; fig. 132: left paramere; fig. 133: right paramere. 70 É J. C.M. CARVALHO Specimens studied: several males and females, BISMARK ARCHIPELAGUS, Manu Island, Momote, 24.X11.1959, T. C. Maa, in the Collections of the Bernice P, Bishop Museum and of the author. Differs from Harpedona plana (Poppius, 1912) by the color of corium, by the typical projection of pygo- phore and by the structure of penis and parameres. 136 / -= o Es 138 100 Harpedona similis (Poppius) — Fig. 134: male, holotype. Harpedona plana (Poppius) — Fig. 135: male, holoty pe: fig. 136: pygophore; fig. 137: penis; fig. 138: left paramere; fig. 139: apex of left paramere; fig. 140: right paramere. THE BRYOCORINAE OF PAPUA NEW GUINEA Harpedona plana (Poppius, 1912) n. comb. (Figs. 134-140) Platypeitocoris planus Poppius, Ofv. F. Vet. Soc. Forth. 54 A (30):17; id. Carvalho, Arg. Mus. Nac, R. Jan. 44:119, 19b7. * Platypeltocoris simitis Poppius, 1912, Ofv. F. Vet. Soc. Forh. 54 A (30):17 (n.syn.). Characterized by the coloration of the body, by the projection of pygophore and by the structure of penis and parameres, Male: Length 4.0-5.0 mm, width 1.214 mm. Head: Length 0.2 mm, width 0.7 mm, vertex 0.34-0.40 mm. Antenna: Segment |, length 0.3-0.4 mm; ll, 0.8-1.0 mm; HI, 0.5 mm; IV, 0.5 mm. Pronotum: Length 0.5-0.9 mm, width at base 1.1-1.4 mm. Cuneus: Length 0.50 mm, width at base 0.40 mm. General coloration black, opaque; membrane dark fuscous. Underside of body black, legs (including coxae) and rostrum pale yellow. Nervure of membrane pilose. Genitatia: Pygophore (fig. 136) characteristic with outgrowths as seen in figure. Penis (fig. 137) characte- ristic, as in illustration. Left paramere (figs. 138-139) slender, with a typical apex. Right paramere (fig. 140) smaller, pointed apically. Female: Similar to male in color and general aspect. Host plant: pomoea sp.; Discorea alata. Geographical distribution: Papua New Guinea. Specimens studied: male, holotype, Platypeltocoris siímitis Poppius, New Guinea, FriedrichAWilhelmhaten, 26.X11.1900 (Mus. Hung.); male, holotype, Huon-Golf, Sattelberg, 18.1V.1899, Biró. Platypeltocoris planus Poppius, Mus. Hung.); 11 specimens, NEW GUINEA: NE, Markham R. 60 m, 8.V11.1964, J. Sedlacek; Tsanga, 1200 m, Upper Jimmi V. July 15, 1955, J. L. Gressitt; Morobe Prov. Situm via Lae G. R. Young, 28 April, M 1977; Neth. Cyclops Mts. Ifar, 300 m, V1.22,1959, J. L. Gressitt, in the Collection of the Bernice P. Bishop Museum, Honolulu. Differs from Harpedona marginata Distant, 1904 by the projection of pygophore and by the structure of penis and parameres. Harpedona verticicelor n.sp. — Fig. 141: male, holotype; fig. 142: pygophore; 143: left paramere; fig. 144: right paramere. 72 Harpedona verticicolor n.sp. (Fig. 141-144) Characterized by the color of vertex and by the structure of the male genitalia. Male: Length 4.4 mm, width 1.5 mm. Head: Length 0.4 mm, width 0.7 mm, vertex 0.40 mm. Anten- na: Segment |, length 0.3 mm; Il, 0.9 mm; HIIV, broken. Pronotum: Length 0.9 mm, width at base 1,3 mm. Cuneus: Length 0.68 mm, width at base 0.32 mm (holotypel). General coloration black; a typical pale yellow to whitish spot on vertex; hemelytra with corium dark brown, embolium and cuneus black, membrane fuscous. Underside of body black, apex of coxae pale, hind femora tending to reddish (female) or black (male), tibiae pale with two basal thirds black. Eyes small, slightly exserted, calli with a deep fossa between them, disc punctate, embolium thickened, pubescence very short, rostrum reaching beyond hind coxas. Genitalia: Pygophore (fig. 142) complex, with characteristic outgrowths. Penis broken when dissected. Left paramere (fig. 143) noticeably curved, apex blunt. Right paramere (fig. 144) expanded medially, pointed at apex. Female: Similar to male in general aspect and coloration. Holotype: male, PAPUA: Kokoda, Pitoki, 400 m, 11.23.1956, J. L. Gressitt, in the Collection of the Bernice P. Bishop Museum, Honolulu. Paratype: female, NW Japen |. SSE Sumberbaba, Dawai R. 1,X1.1962, H. Holtman. Differs from Harpedona plana (Poppius, 1912) by the color of vertex and by the structure of the para- meres. Hekista Kirkaldy, 1902 Hekista Kirkaldy, Trans. Ent. Soc. London (2): 248; id. Carvalho, Arg. Mus. Nac. R. Jan. 44:105, 1957. Combalus Distant, Faun. Brit. Ind. Rhync. 2:431, 1904. Species with body compact, ovoid, pubescence fine and erect, pronotum finely punctulate. Head wider than long, frons rounded, vertex flat, immarginate; eyes small, placed at middle of heaú, somewhat removed from collar, this distance being about equal to thickness of first antennal segment; rostrum reaching apex of mesosternum; antenna with segment | longer than width of vertex, distinctly narrower at basal half, segment Il more than twice as long as |, segments III-|V slender, pubescence long, length of hairs greater than width of segments. Pronotum finely punctate, pilose, hind margin of disc widely rounded, lateral margins narrowing towards head, straight, calli small, smooth, collar narrow, distinct; mesosternum covered; scutellum small, flat. Hemelytra with sides parallel, embolium wide, explanate, cuneus about as long as wide at base, areolar membrane small, nervure rounded apicallyv. Legs slender, densely pilose. Type species of genus Hekista laudator Kirkaldy, 1902 The genus is very close to Bryocoris Fallen, 1829 J. C. M. CARVALHO but differs by having a longer rostrum (reaching the middle coxae) and by the absence of brachypterous females. Differs from Monalocoris Dahlbom, 1851 by having the first antennal segment longer than width of vertex, by the sides of hemelytra parallel and by the cuneus noticeably longer than wide at base. Further studies are needed to clear up relation- ships of these three genera since they have a common fascies. Key to Species of Hekista Kirkaldy 1. Collar white; base of clavus and corium pale. ...... albicollaris N.sp. Collar, corium and clavus totally black ......... 2 2 Embolium dark only apically; hind femur with an subapical black ring... ......... papuensis n.sp. Embolium dark at apical third; hind femur without a black ring similaris n.sp. e... mm Hekista albicolaris n.sp. — Fig. 145: male, holotype. THE BRYOCORINAE OF PAPUA NEW GUINEA ga mae mem pus pon em den 73 Hekista albicolaris n.sp. — Fig. 146: penis; fig. 147: left paramere: fig. 148: right paramere; fig. 149: pygophore. Hekista albicollaris n.sp. (Figs. 145 - 149) Characterized by the color of pronotum and by the structure of male genitalia. Mate: Length 2.8 mm, width 1.0 mm. Head: Length 0.2 mm, width 0.4 mm, vertex 0.24 mm. Anten- na: Segment 1, length 0.4 mm; Il, 0.8 mm; III, 0.4 mm; IV, 04 mm. Pronotum: Length 0,4 mm, width at base 0.9 mm. Cuneus: Length 0.48 mm, width at base 0.36 mm (holotypel. General coloration black with pale yellow areas; head, pronotum (except whitish collar), scutellum and clavus black; corium and cuneus pale yellow, the first with a transversal irregular spot level with apex of clavus and the second with apex dark brown to black, outer margin of embolium and of cuneus (in some specimens) dark, membrane fuscous; antenna black, base of segment | pale. Underside of body black, coxae and legs pale yellow, extreme apex of tibiae and third segment of tarsi black, rostrum pale. Extrareolar portion of membrane longer than length of cuneus, antenna with long hairs (length increa- ses from segment | to IV), rostrum reaching apex of mesosternum. Genitalia: Penis (fig. 146) with a large basal plate, vesica totally membranous. Left paramere (fig. 147) with characteristic shape. Right paramere (fig. 148) very small. Pygophore (fig. 149) with a typical and branched dorsal appendage. Female: Similar to male in general aspect and coloration. Length 3.2 mm, width 1.2 mm, cuneus length 0.56 mm, width at base 0.48 mm. Holotype: male, NEW GUINEA: NE Morobe Dis- trict, Lake Trist, 1600 m, 21-26.X1.1966, CA. Samuelson, in the Collection of the Bernice P. Bishop Museum. Paratypes: five males and four females, same data as type and NE Ming V. 1700 m, June 23,1957, Elmo Hardy; NE Morobe District, Ulap, 800-1100m, 1X.1968, N.L.H. Kraus; NE Daulo Pass, 2400 m (Azaro Chimbu div.), June 15,1955, 4. L. Gressitt. Differs from Hekista papuensis n.sp. by the color of the collar and by the structure of male genitalia. Hekista papuensis n.sp. — Fig. 150: male, holotype. 74 J. C.M. CARVALHO 152 151 153 Hekista papuensis n.sp. — Fig, 151: penis; fig. 152: left paramere; fig. 153: right paramere; fig. 154: pygophore. Hekista papuensis n.sp. (Figs. 150-154) Characterized by the coloration of the body and by the structure of male genitalia. Male: Length 4.0 mm, width 1.2 mm. Head: Length 0.1 mm, width 0.5 mm, vertex 0.28 mm. Anten- na: Segment |, length 0.4 mm; ll, 0.7 mm; II, 0.4 mm; IV, 0.2 mm. Pronotum: Length 0.6 mm, width 1.imm. Cuneus: Length 0.48 mm, width at base 0.24 mm (holo- typel. General coloration black with pale yellow areas; head ochraceous, clypeus, middle of frons, eyes and antennae black, narrow portion of segment | pale (in some specimens the base of segment Il is also pale); pronotum and scutellum black, shining; clavus dark cas- taneous, membrane fuscous, embolium and cuneus pale vellow, outer margin and apex of embolium, and apex of cuneus black. Underside of body black, coxae and legs pale yellow, femora with a subapical black ring. Pubescence of antenna increasing in length from base of segment Il, membrane with short hairs. Genitalia: Penis (fig. 151) simple and small. Left paramere (fig. 152) characteristic, enlarged near apex. Right paramere (fig. 153) as seen in illustration. Pygo- phore (fig. 154) with two appendages as in figure. Female: Similar to male,. Length 3.8 mm, width 1.3 mm, cuneus length 0.60 mm, width at base 0.28 mm. Holotype: male, NEW GUINEA: NE Wau, 1200- 1500 m, 1X.2.1968, in the Collection of the Bernice P. Bishop Museum, Honolulu. Paratypes: 30 males and 36 Temales, NE Daulo Pass area, 2500 m, VIll.4.57, Elmo Hardy; NE Guaraina, 800 m, 16.1.68, J.&M. Sedlacek; NE Mt. Hagen area, 1650 m, V1.28. 57, Elmo Hardy; NE West Highlands, Tomba, 2500 - 2560 m, 24.V.68, J. Sedlacek; Mt. Wilhelm, 300 m, July 4,1955, J.L. Gressitt NE Tongai, 10 Km E Mt. Albert Eduard, 1800-1850 m, J, Sedlacek; NE Swart Val. Karubaka, 1400 m, X1.21.1958, J.L. Gressitt; Papua, W. Highlands, IX.8-13, 59, T. C. Maa; NE Wau, Morobe District, Mt. Missim, 1600 m, 18.11.66, J.L. Gressitt; NE Moife, 2100 m, 1-14-X.59, T. C. Maa; NE East Highlands, Aiyra, 1650 m 6.1.6b, R. Straatmann; SW Mt. Giluwe, 2550 m, J. Sedlacek; Papua, Kokoda, Pitoki, 400 m, 111.23.56, J.L. Gressitt; Papua, Owen Stanley Range, Goilala, 1950 m, 111.16-31,58; NW Vogelkop, Sarurai SW Lake Anggi Giji, 2000.2200 m, 4-5.111.63, R. Straatman; Neth. Wissel- meren, Okaitadi, 1800 m, Aug.8,55: Mt. Otto, 2200 m, June, 23,55, J. L. Gressitt; NE Mt. Hangen area, 1650 m, V1.28,57; NE Karimui, S. Goroka, 1000 m, 2. VI.61,J. THE BRYOCORINAE OF PAPUA;NEW GUINEA L. Gressitt; NE Kepilam, 2400 m, 2-23.V 1.63, J. Sedla- cek; NE Kassam Pass, 1550 m, 14-20.X1.67, P. Colman; NE Mt. Piora, 2100-2800 m, 11-14.V1.66, J. L. Gressitt, NE Tifaimin, 1400 m, 21.V 1.63, R. Straatman; NE Mo- robe Dist. Mt. Kaindi N Peak, 2350 m, 14-20.X.66, G.A. Samuelson; SE Murray Pass, Waitape, 2800-2900 m, 11.X1.65, J. & M. Sedlacek: Papua, Tapini, 800-1100 m, X1.68; NEW BRITAIN: Vumabakan, 180 m, 10 km E Keravat, Nov. 16.20,59, T. C. Maa. Differs from Hekista albicollaris n.sp. by the color of head and collar and by the structure of male genitalia. 157 | 100. 156 Hekista similaris n.sp. — Fig. 155: male, holotype; fig. 156: left paramere; fig. 157: right paramere. Hekista similaris n.sp. (Figs. 155-157) Characterized by the color of head, corium and femur and by the structure of male genitalia. Male: Length 3.3 mm, width 1.2 mm. Head: Length 0.2 mm, width 0.4 mm, vertex 0.20 mm. Anten- na: Segment |, length 0.2 mm; II, 0.8 mmy II, 0.7 mm; IV, 0.2 mm. P?ronotum: Length 0.4 mm, width at base 1.0 mm. Cuneus: Length 0.48 mm, width at base 0.36 mm (holotype). 75 General coloration black, shining, with pale areas; head ochraceous, eyes and clypeus dark brown, antenna chestnut, segment | and Il pale towards base; pronotum, scutellum and clavus black to dark brown, shining; corium and apex of embolium subapically dark brown (outer apical portion of embolium pale); cuneus and embolium ochraceous, membrane fuscous. Underside of body chestnut, rostrum, coxae, legs and pygophore pale yellow, segment Ill of tarsus fuscous. Genitalia: Penis and pygophore similar to Hekista papuensis n.sp. Left paramere (fig. 156) blunt apically, with a small median tubercle. Right paramere (fig. 157) with more than one curvature, as seen in figure. Female: Similar to male in general aspect and coloration, cuneus length 0.36 mm, width at base 0.32 mm, Holotype: male, NEW GUINEA: NE Goroka, Kabole, 1800 m, V11.25.55, J. L, Gressitt, in the Colec- tion of the Bernice P. Bishop Museum, Honolulu. Para- types: 27 males and 40 females; NE Tatibu, 2000-2400 m, Gressitt-Maa; NE Okapa, 1900 m, 3.V1.67, G. A. Samuelson; NE Mt. Piora, 2000 m, 12.V1.06, J. L. Gres- sitt; NE Goroka, Kabele, 1800 m, V1,24.,55, J. L. Gres- sitt; Neth. S. Highlands, Dimifa SE Mt. Giluwe, 2200 m, X.10.58; SE 8 km W Menoi, 2150 m, 5-12.X11,67, P. Kolman; NE Mt. Otto, 2200 m, June 23,55, J. L. Gres- sitt; SE Koroba, 40 km W Tari, 1650 m, 19.1X.63; E above Aiyura, 1740 m, 5.V1.67, G. A. Samuelson; NE Papua S Highlands, N of Mendi, 1800 m, Oct. 8,58, J. L. Gressitt; NE Daulo Pass, 2400 m, (Asaro-Chimbu div.), June 15,55; NE Barapa Sawmill, 13 km NNW Kaivantu, 2200-2400 m, 8.1.65, R. Straatman; NE Wau, Edie Creek, 1200-2200 m, 23.X1.63; NE East Highlands Aiyura, 1900 m, 32.1.64, J. Sedlacek; NE Mt Kaindi, 2100-2350 m, 1.1.65;: Mt. Missim, 1800 m, 7.1.60, J. & M. Sedlacek; Neth. Warus S of Hollandia, 450-500 m; Wau, Nami Creek, 1700 m, 17.V,6D, J. Sedlacek; in the Collections of the B. P. Bishop Museum and of the author. Differs from Hekista papuensis n.sp, by lack of a black ring on the femora, by the color of corium, apex of cuneus and by the structure of male genitalia. Hemisphaerocoris Poppius, 1912 Hemisphaerocoris Poppius, Ofv. F. Vet. Soc. Forh. 54 A (30):25. Body glabrous, shining, short and wide, strongly rounded, hemispherical at corial level. Head vertical, short, wider than long, seen from side higher than long, vertex strongly marginated, slightly sulcate longitudinal- ly, clypeus not prominent, eyes large, exserted, contigu- ous with pronotum; rostrum reaching middle coxae; antenna slender, long, segment | short, segment II slight- ly longer than |, incrassate towards apex, pubescence short. Pronotum very wide, hind margin slightly rounded, lateral margins not carinate, disc prominent, strongly punctate, calli flat, small, fused at middle, collar absent, scutellum prominent, smooth. Hemelytra longer than the body, lateral margins strongly rounded, hemispherical, cuneal fracture deep, clavus and corium smooth, embolium wide, narrowed beyond middle, with a row of punctures, cuneus short, 76 slightly longer than wide at base, membrane translucid, areola rounded apically. Hind legs strong and curved, pulvillus large. Type species of genus: Hemisphaerocoris puncti- coltis Poppius, 1912. According POPPIUS (1912) this genus approaches Monalocoris Dahlbom, 1851 but didfers by the strongly rounded body and coarsely punctate pronotum. Hemisphaerocoris puncticollis Poppius, 1912 Hemisphaerocoris puncticollis Poppius, Ofv. F. Vet. Soc. Forh. 84 A (30):25. This species was not seem by the author. Accord- ing POPPIUS its color is dark brown, pronotum darker, mesosternum, ostiolar peritreme, antenna and hind legs pale yellow, segment Il of antenna dark brown with basal third pale yellow, membrane pale, cuneus brown. Segment | of antenna about as long as vertex, segment Il about three times as long as |. Length 2.5 mm, width 1.5 mm (male). New Guinea; Bujakori. Monalocoris Dahlbom, 1857 Monalocoris Dahlbom, K. Sv. Akag. Hand. :209; id. Fieber, Eur. Hem. :61, 237, 1861; id. Douglas & Scott, Brit Hem. :278, 186b; id. Reuter, Rev. Crit, Caps. 1:84; 2:79, 1875; id. Wagner, in Gulde, Wanz. Mitteleur. 10:286, 1945. Sthenarusoides Distant, Trans. Linn. Soc. Lond. 16:183, 1913. Sthenaroides Bergroth, Rev. Zoof. Bot. Afr. 1011): 51, 1922. Siporia Poppius, Phil. Jour, Sei. 10(1):87, 1915. Small compact species with short oval and convex boy, densely and shortly pubescent. Head wider than long, frons rounded, vertex immarginate, eyes contigu- ous with pronotum; rostrum reaching the middle coxae; antennae short, segment | shorter than the width of vertex, densely pilose. Pronotum finely punctured, hind margin of disc straight, lateral margins rounded, narrowing towards head, collar distinct, calli obsolete; scutellum small, flat. Hemiptera noticeably rounded at level of corial commissure, embolium wide, explanate, cuneus about as long as wide at base, cuneal fracture deep, membrane short, areola with nervure rounded apically. Legs short, densely pubescent. Type species of genus: Monalocoris filicis Lin- neaeus, 1758). Differs from Bryocoris Fallen, 1829 by the length of rostrum, by the length of cuneus and absence of brachypterous females. Differs from Hekista Kirkaldy, 1902 by the length of cuneus and lenght of first anten- nal segment. Key to Species of Monalocoris Dahlbom 1. Upper part of body, except head, totally black; middle and hing femora (except apex) black Pa RS APR DS SD e UE 7 E nigrus n.sp. Body with at least embolium and or humeral angles pale; all femora pale or ochraceous . . . . paílipes n.sp. J. C. M. CARVALHO 161 Monalocoris nigrus n.sp. — Fig. 158: male, holotype; fig. 159: penis; fig. 160: left paramere; fig. 161. right paramere. Monalocoris nigrus n.sp. (Figs. 158-161) Characterized by the color of body and by the structure of the male genitalia. Mate: Length 2.3 mm, width 1.2 mm. Head: Length 0.2 mm, width 0.5 mm, vertex 0.24 mm. Anten- na: Segment |, length 0.2 mmy; Il, 0.7 mm; III, 0.4 mm; IV, 0.2 mm. Pronotum: Length 0.6 mm, width at base 1.0 mm. Cuneus: Length 0.40 mm, width at base 0.24 mm (holotype). General coloration shining black with pale yellow areas; head (except black clypeus). Segment | of antenna (except black apical portion), two thirds to half of segment Il (except dark apex) pale yellow; membrane THE BRYOCORINAE OF PAPUA NEW GUINEA fuscous, paler apically. Underside of body dark cas- taneous, rostrum (except dark apex), anterior femora, apices of middle and hind femora, tibiae pale yellow, apices of tarsi fuscous. Body minutely punctate, dense, finely and erectly pilose, including membrane; cuneal fracture wide and deep, cuneus rounded externally, eyes distant from pronotum by a espace equal to thickness of first anten- nal segment which is narrowed at basal third, collar well marked, rostrum short, reaching the middle of mesos- ternum, Genitalia: Penis (fig. 159) with a large basal plate. Left paramere (fig. 160) curved and pointed. Right paramere (fig. 161) enlarged and blunt apically. Female: Similar to male in general aspect and coloration. Holotype: male, NEW GUINEA: NE Karimui, South of Goroka, 1000 m, 3.V1.1961, J. L. & Gressitt, in the Collection of the Bernice P. Bishop Museum, Ho- nolulu. Paratypes: six males and fifteen females, NE Morobe District, Ulap, 800-1100 m, IX.68; Neth. Vogelkop, Fak Fak, S coast Bomberai, 10-100 m, V1.3.59, T. C. Maa; NE Amok, 165 m, Ja. 6,60, T. €. Maa; NE Busu R, E. of Lae, 100 m, Sept. 13,55, J. L. Gressitt; NE Wau; NE Bulolo, 730 m, Aug. 19,56; NE Karimui, 35 Goroka, 1000 m, 3.V1,61; Papua, Owen Stanley Range, Goirala; Tapini, 975 m, X1.16-25.57, W. W. Brandt; Wau, Hospital Crk, 1200 m, 6.1V.65, J. Sedtacek; Feramin, 1500 m, 26.VI[1.63, R. Straatman; NE Adelbert Mts. Wanuma, 800-1000 m, X.26.58, J. L. Gressitt; West New Guinea, Central Mts. Archbold Lake, 760 m, 26.X1-3.XH.61; NE Korop, Upper Jimmi V, 1300 m, V11,12.55, J. L. Gressitt. Differs from Monalocoris pallipes n.sp. by the color of legs and by the structure of male genitalia. Monaiocoris paltipes n.sp. — Fig. 162: male, holoty pe. 717 Monalocoris pallipes n.sp. — Fig. 163: penis; fig. 164: left para- mere; fig. 165: right paramere. Monalocoris pallipes n.sp. (Figs. 162-165) Characterized by the color of legs and by the structure of male genitalia. Male: Length 2.6 mm, width 1.4 mm. Head: Length 0.1 mm, width 0.5 mm, vertex 0.36 mm. Anten- na; Segment |, length 0.2 mm; Il, 0.7 mm; II, 0.3 mm; IV, 0.2 mm. Pronotum: Length 0.5 mm, width at base 1,2” mm. Cuneus: Length 0.40 mm, width at base 0.40 mm. General coloration dark brown with pale yellow to ochraceous areas; head and antennae ochraceous, apex of segment Il, segments Il and |V brown to black; pronotum dark brown, areas of calli and humeral angles pale yellow; scutellum, clavus and corium dark brown, embolium pale yellow; cuneus pale, inner basal angle brown; base of membrane and nervures fuscous, apical portion pale. Underside of body dark brown, coxae and legs pale yellow, tarsi fuscous apically. Body densely pubescent, shining, pronotum punctate, scutellum rugouse, rostrum reaching middle coxae. Genitalia: Penis (fig. 163) with large basal plate. Left paramere (fig. 164) large, branched, the wider arm with minute sclerotized tubercles, the narrow arm pointed. Right paramere (fig. 165) small, simple. Female: Similar to male in general aspect, color and size. Holotype: male NEW GUINEA: NE Central District Guar'l, 1900-2100 m, X.1968, N. L. H. Krauss, in the Collection of the Bernice P. Bishop Museum, Honolulu. Paratypes: nine males and eighteen females, NE Central District Guar', 1900-2100 m, X.68, N. L. H. Krauss; Morobe District, Ulap, 800-1100 m, IX.68, N. L. H. Krauss; NE Tapo, 1650 m, 35 km NW Kainantu, X.59, T. C. Maa; NE Wau, Kunai Ck. 1200-1250 m, 15.V.65, J. Sedlacek; WEST, Bokondini, 40 km N Balien Val. 1300 m, 16-23.X1.61, L. W. Quate; NEW BRITAIN: Keravat, 0-100 m, 15.X.68, N. L. H. Krauss. This species varies in color: some specimens tend to be whole black on pronotum; other only at middle of disc or with hemelytra dark brown; other are totally ochraceous. Differs from Monalocoris nigrus n.sp. by the color of legs and pronotum, as well as, by the structure of male genitalia. 78 | Nabirecoris n.gen. Species of small size, body short, rounded, compact, shortly pubescent. Head inclined forwards, frons rounded, vertex smooth, marginate; eyes large, contiguous with pronotum; clypeus prominent, convex, jugum large, gula short; rostrum with segment | reaching front coxae, remaining segments covered (carded); antenna short and slender, segment | shorter than half the width of vertex, segment Il shorter than width of head, pubescence short. Pronotum punctate, shining, calli flat with a V-like depression between them, lateral margins slightly concave anteriorly, hind margin straigth, humeral angles prominent; scutellum flat. Hemelytra opaque, rounded laterally, embolium much wider sub-basally, cuneus wide, about twice as long as wide at base, membrane very short with its distal margin in level with apex of cuneus, areola elongate. Legs short, femora large and thick, claws and pulvilli of the Bryocorini type. Type species of genus: Vabirecoris minutus n.sp. This genus has the fascies of Sixeonotus Reuter, 1875 but differs by the very short membrane and deli- cate antenna. It has also resemblance with Halticotoma Reuter, 1913 but do not have a prong on left dorsal side of pygophore. Vabirecoris minutus n.sp. — Fig. 166: female, holotype. J, C.M. CARVALHO Nabirecoris minutus n.sp. (Fig. 166) Characterized by the coloration of body and by its small size. Female: Length 1.9 mm, width 1.1 mm. Head: Length 0.2 mm, width 0.6 mm, vertex 0.36 mm. Anten- na: Segment !, length 0.1 mm; 11, 0.3 mm; HI-VI, broken. Pronotum: Length 0.4 mm, width at base 0.9 mm. Cuneus: Length 0.36 mm, width at base 0.16 mm (holotype). General coloration black; antenna pale yellow, eyes reddish brown, head brown; pronotum shining black; scutellum and hemelytra opaque, dark brown to black; membrane fuscous, apical portion pale. Underside of body black; jugum and lorum light brown. Male: Unknown. Holotype: female, NEW GUINEA: NW Nabire, S. Geelvink Bay, 0-30 m, 2-9.V11.1962, J. L. Gressitt & J. Sedlacek (light trap), in the Collection of the Bernice P. Bishop Museum, Honolulu. This is the smallest species of mirid studied so far from New Guinea. Palaeofurius Poppius, 1912 Palaeofurius Poppius, Ofv. F. Vet. Soc. Forh. 54 A (30):19; Meofurius Carvalho nec Distant, An. Acad. Brasil. Ci. 2411):54, 1952: Eccritotarsus Carvalho nec Stal, Arg. Mus. Nac. R. Jan. 44:100, 1957. Body elongate oval, fine and erectly pubescent. Head small, noticeably wider than long, smooth, eyes bordering pronotum, prominent, clypeus curved, large, side of head noticeably high, jugum and lorum large, gula short; rostrum reaching the middle coxae; antenna fairly short, segment | shorter than width of vertex, segment Il about twice as long as |, segments II-IV slender, pubescence about as long as thickness of segments. Pronotum strongly punctate, calli small, low, reaching lateral margins, collar-like area large, with mesal length about as long as length of eye, lateral margins constricted behind calli, rounded, disc strongly convex, posterior margin truncate, humeral angles rounded; mesoscutum covered, scutellum small, flat. Hemelytra elongate, smooth, embolium thickned with long hairs, cuneus long and large, areola and mem- brane long. Legs short and thick, densely pubescent. Type species of genus: Palaeofurius sagittatus Poppius, 1912, This genus has a strong resemblance with Neo Áu- rius Distant, 1894 and Eccritotarsus Stal, 1860. The longer rostrum and the length of segment Ill of antenna as long as Ill permits to separate from the above genera. Treated as synonym (CARVALHO, 1952, 1957) it is now reinstated as an independent generic taxon. Key to Species of Pa/aeofurius Poppius 1. Head, pronotum, scutellum, clavus and embolium black; cuneus black apically Ee RE RA ES IR Ba O nigroemboliatus n.sp. Head, area anterior to calli, a small spot externally on clavus, embolium and cuneus ochraceous THE BRYOCORINAE OF PAPUA NEW GUINEA 2. Spot of corium transversal, narrowing towards embo- Hum but not reachingit .,....... cyciopensis n.sp. Sporof corumirountded , yes zasspa sau ga Palaeofurius cyclopensis n.sp. (Figs. 167-170) Characterized by the coloration of the body and by the structure of male genitalia. Mate: Length 2.8 mm, width 1.1 mm. Head: Length 0.1 mm, width 0.5 mm, vertex 0,32 mm. Anten- na: Segment |, length 0.2 mm; 11,0.4 mm; IH-1V, broken. Pronotum: Length 0.7 mm, width at base 0.9 mm, Cuneus: Length 0.56 mm, width at base 0.32 mm. General coloration pale yellow with castaneous do dark areas; eyes, apex of segment Il of antenna, seg- ments [I-IV black; disc of pronotum (except anterior portion of calli), scutellum, clavus (except external margins which is narrowly translucid) and transverse 79 fascia of corium (not reaching embolium and enlarging towards commissure) castaneous to dark; hemelytra translucid. Underside of body and legs pale yellow, propleura, mesosternum, meso and metapleura dark castaneous. Genitalia: Penis (fig. 168) with membranous vesica. Left paramere (fig. 169) curved and pointed. Right para- mere (fig. 170) enlarged apically, ended by a small pointed tubercle. Female: Similar to male in general aspect and coloration. Holotype: male, NEW GUINEA: Neth. Cyclops Mts. Ifar, 300 m, 11.21.1959, T. C. Maa, in the Collec- tion of the Bernice P. Bishop Museum, Honolulu. Para- tvpes: two males and seven females, same data as type. Differs from Pa/aeofurius nigroemboliatus n.sp. by the coloration of the body and by the structure of the male genitalia. Palaeofurius cvclopensis n.sp. — Fig. 167: male, holotype; fig. 168: penis; fig. 169: left paramere; fig. 170: right paramere. Palaeofu- rius nigroemboliatus n.sp. — Fig. 171: male, holotype. 80 J. CM. CARVALHO Palaeofurius nigroemboliatus n.sp. — Fig. 172: penis; fig. 173: left paramere; fig. 174: right paramere, Palaeofurius nigroemboliatus n.sp. (Figs. 171-174) Characterized by the coloration of the embolium and by the structure of male genitalia. Mate: Length 3.5 mm, width 1.3 mm. Head: Length 0.2 mm, width 0.6 mm, vertex 0.32 mm. Anten- na: Segment |, length 0.2 mm; |, 0.6 mm; |I-IV, broken. Pronotum: Length 0.8 mm, width at base 1.1 mm. Cuneus: Length 0.60 mm, width at base 0.36 mm. General coloration black to dark brown with pale vellow areas; eyes brown, head, antenna, pronotum scutellum and clavus, a spot at corial commissure, embolium and apex of cuneus black; membrane fuscous, intrareolar area darker. Underside of body dark brown, coxae and basal portion of femora pale yellow. Rostrum reaching middle of mesosternum, prono- tum distinctly punctate, body with long, fine, erect pubescence, embolium incrassate, hemelytra narrowed at base, cuneus twice as long as wide at base. Genitalia: Penis (fig. 172) with membranous vesi- ca. Left paramere (fig. 173) strongly curved, pointed apically. Right paramere (fig. 174) large, rounded apically. Female: Similar to male in general aspect and coloration. Cuneus length 0.64 mm, width at base 0.28 mm. Holotype: male, NEW GUINEA: Neth. Waris S of Hollandia, 450-500 m, V1I1.24-31.1959, T. C. Maa, in the Collection of the Bernice P. Bishop Museum, Hono- lulu, Paratypes: one male and one female, same data as type. Differs from Palaeofurius cvelopensis n.sp. by the totally black pronotum and clavus. Palaeofurius sagittatus Poppius, 1912 Palaeofurius sagittatus Poppius, Ofv. F. Vet. Soc. Forh. 54 A (30):19; Meofurius sagittatus Carvalho, An. Acad. Brasil. Ci. 24(1):54, 1952; Eccritotarsus sagittatus Carvalho, Arg. Mus. Nac. R. Jan. 44:100, 1957. According POPPIUS the species is whitish pale vellow, eyes and scutellum black, inner half and apex of clavus, a large rounded spot on corial commissure and inner base of membrane dark brown, these color mar- kings forming a pillar-like figure, rarely the whole upper surface pale yellow (var. unicolor), antenna brown. Length 3.5 mm, width 1.0 mm. New Guinea: Moroka, 1300 m, VII-X1.1893, Loria (Mus. Genova et Helsinki). The type of this species was not available for study and the author did not find specimens among the present collection. Prodromopsis Poppius, 1912 Prodromopsis Poppius, Ofv. F. Vet. Soc. Forh. 54 A (30):4; id. Carvalho, Rev. Brasit. Biol. 8(2):191, 1948 (as synonym of Sinervus Stal); id. Carvalho, Arg. Mus. Nac. R. Jan. 44:124, 1957. Species with body elongate, almost glabrous. Head wider than long, frons rounded, vertex immarginate; eyes peduculate, raised uppwards, with indentate inner margin; segment | of antenna noticeably narrower on basal third or fourth, segments IH-IV cylindrical, slender, with short and fine pubescence; rostrum reaching apex of mesosternum to middle coxae. Pronotum distinctly punctate, constricted and narrowed anteriorly, calli fused and reaching sides of disc, hind margin slightly convex, humeral angles rounded, lateral margins distinctly sinuate behind callt; scutellum flat, mesoscutum covered. Hemelytra finely punctulate, embolium narrow, cuneus very long, reaching apex of membrane, curved, membrane surrounded by cuneus, areola long, nervures parallel, diverging only apically. Legs long and slender, with short pubescence, femora with a few and slender setae on ventral side. Type species of genus: Prodromopsis cuneatus (Distant, 1909). This genus is very near Sinervus Stal, 1860 with which CARVALHO (1959) has synonymized. The eyes however are less pedunculate, the anterior margin of collar somewhat convex, the hind margin of disc also slightly convex and the cuneus less narrowed than in Sinervus. From Prodromus Distant, 1904 differs by the THE BRYOCORINAE OF PAPUA'NEW GUINEA much longer cuneus and by the more pedunculate eyes. Due to the above mentioned characters the author prefers to reinstate the genus as a valid taxon. Key to Species of Prodromopsis Poppius 1. General coloration black with pale translucent areas; LEESPEGIE. ra (E 4 dg pa are ol Ret do Naa en UR nigrus np. General coloration pale yellow to ochraceous; legs DATE A RE Ee o oculatus Poppius, 1912 81 Prodromopsis oculatus Poppius, 1912 (Figs. 175-178) Prodromopsis oculatus Poppius, Ofv. F. Vet. Soc. Forh. 54 A (30):10; Sinervus oculatus Carvalho, Rev. Brasil. Biol, 8(2):191, 1948; id. Arg. Mus. Nac. R. Jan. 44:124, 1957. Characterized by the noticeably pedunculate and erect eyes, by the color of antenna and by the structure of male genitalia. Male: Length 5.8 mm, width 1.8 mm. Head: Length 0.4 mm, width 0.8 mm, vertex 0.40 mm. Anten- na: Segment |, length 0.8 mmy ll, 1.5 mmy; HI, 1.5 mm; IV, 1.6 mm. Pronotum: Length 0.8 mm, width at base 1.3 mm. Cuneus: Length 1,40 mm, width at base 0.40 mm. General coloration pale yellow to ochraceous; eyes, first antennal segment beggining at end of narrow- ed portion, segments LII-IV black to fuscous; disc of pronotum in some specimens (male) with a fleshy color, claval commissure (male) in some specimens reddish to orange; corium and cuneus light pale yellow to greenish; ciypeus and parameres dark fuscous. Underside of body and legs pale yellow. Eves strongly pedunculate, raised upwards, inner margin with an indentation, segment | of antenna noticeably narrowed on basal third, pronotum coarsely puhctate, hemelytra finely punctulate, rostrum reaching about apex of mesosternum. Genitalia: Penis (fig. 176) characteristic, as seen in figure. Left paramere (fig. 177) long, slender, narrowing towards apex. Right paramere (178) smaller, strongly curved. Female: Similar to male in general aspect but with slight differences in coloration. Geographical distribution: Papua New Guinea, Solomon Islands, New Britain. Specimens studied: male, lectotype (new designa- tion), New Guinea, Astrolabe Bai, Erima, Biró (Mus. Hung); Ighibirei, VII-VI/1,1890; Mt. Astrolabe, 11.1893, Loria (Mus. Genova et Helsingfors); several males and females: SOLOMON ISLANDS: Florida Grp. Gairava, M'boli passage, Big Nggela, 13.1X.60, C. W. O'Brien; Guadacanal, Tambalia, 30 km W Honiara, 28.V.64, R. Straatman; Santa Ysabel, Sukapisu, 900 m, 19.V1.60, Prodromopsis oculatus Poppius — Fig. 175: male, lectotype; fig. 176: penis; fig. 177: left paramere; fig. 178: right paramere. 82 C. W. O'Brien; Tatamba, 0-50 m, 6.1X.64, R. Straatman; Vella Lavella, Ulo Crater, 10 m, 20.X11.63, P. Shanahan; NEW BRITAIN: Malmaluvan-Vunaka-nau, Gazelle Pen. V.11-13.56, J. L. Gressitt; Gaulim, 140 m, 21-27.X.62, J. Sedlacek; NEW GUINEA: NW Japen |. SSE Sumber- baba, Dawai R. 29.X.62, H. Holtmann; Vogelkop, Dana- waria, June 2,59 (banana), J. L. Gressitt; Waris, S of Hollandia, 450-500 m, VI111.16-23.59, T. C. Maa; NE Finisterre Range, Saidor, Gabumi Vill. V11.21.58, W. W Brandt; Tuwep, Dalawaket Range, 1350 m, IX.9.D6, E. J. Ford; NE Tsenga 1200 m, Upper Jimmi, V.14,5b, J. L. Gressitt; Aransbari, NW Gulvink Bay, 10.11.63, R. otraatman; Vogelkop, Kebar Val. W of Manokwari, D5O m, 4-31.1.62, W. Quate; Morobe Dist. Kilolo Ck. 1070 m, 7? km W Wau, 15-25.V111,1967; Papua, Kokoda- Pitoki, 450 m, 111.24.56, J. L. Gressitt; Korop, Upper Jimmi, VI1,12.55, Jd. L. Gressitt; Boden, July 16,59, T. C. Maa; Busu R. E Lae, 100 m, Sept. 15,55, J. L. Gres- sitt; Vogelkop Fak Fak, Agr. Exp. Sta. 11,V1.59, J. L. Gressitt; Boden, 100 m, 11 km SE Oerbefaren, 16.XII. 59, T. C. Maa; River Tor (mouth), 4 km E Hollandia, Maggen, 19.VI1,59, T. C. Maa; Hollandia, Binnen, 100 m, X1,24.58, J. L. Gressitt. Differs from Prodromopsis nigrus n. sp. by the color of the body. J. C.M. CARVALHO Prodromopsis nigrus n.sp. — Fig. 179: male, holotype; fig. 180: penis; fig. 181: left paramere; fig. 182: right paramere. THE BRYOCORINAE OF PAPUA NEW GUINEA Prodromopsis nigrus n.sp. (Figs. 179-182) Characterized by the dark color and by the struc- ture of the male genitalia. Male: Length 3.8 mm, width 1.2 mm. Head: Length 0.2 mm, width 0,7 mm, vertex 0.28 mm. Anten- na: Segment |, length 0.4 mm; Il, 0.8 mm; 111, 1.4 mm; IV, broken. Pronotum: Length 0.8 mm, width at base 0.9 mm. Cuneus: Length 0.80 mm, width at base 0.16 mm (holotype). General coloration black with pale translucent areas; head, antenna, pronotum, scutellum and clavus (except externally at base) black; portion of endoco- rium bordering clavus, corial commissure, outer margin of embolium and of cuneus, inner apical margin of corium and nervures of membrane fuscous to black; corium, cuneus and membrane translucent. Underside of body dark brown to black, a spot on mesosternum laterally, a spot on metapleura, segment || and segment VII of abdomen laterally orange color; rostrum (except black apex), apices of coxas and legs pale yellow, apices of tarsi black. In some specimens the abdomen is orange to pumpkin color. Eyes pedunculate, raised upwards, indentate at innder posterior margin, segment | of antenna narrowed at basal fourth, with long, erect hairs about as long as thickness of segment, second segment also with long hairs, rostrum reaching apex of first coxae. Genitatia: Penis (fig. 180) characteristic, as seem in figure. Left paramere (fig. 181) slender and curved, pointed apically. Right paramere (fig. 182) curved beyond middle, pointed apically. Female: Unknown. Holotype: male, NEW GUINEA: Neth. Waris, SE Hollandia, 450-500 m, V111.24-31,1959, T. C. Maa, in the Collection of the Bernice P. Bishop Museum, Hono- lulu. Paratype: male, SW Vogelkop, Fak Fak, Agric. Exp. Sta. 11.V1.1959, J. L. Gressitt (light trap). Differs from Prodromopsis oculatus Poppius, 1912 by the color of the body and by the structure of the male genitalia. Stenopterocorisca n.gen. Species with body elongate, parallel! side, with short and fine pubescence. Head vertical, very short, much wider than long, frons rounded, vertex sulcate transversally, immarginate; eyes prominent, curved backwards, projecting over anterior angles of pronotum; antenna mutilate on type; rostrum long, reaching about the fourt abdominal segment. Pronotum distinctly punctate, calli prominent, reaching lateral margins, fused medially, with a pit between them, lateral margins concave, hind margin straight, humeral angles rounded; scutellum flat, depressed basally. Hemelytra long, shortly pubescent, embolium thickened throughout, narrow, cuneus long and broad, areola of membrane elongate, nervure thick, pilose. Legs long and slender, ostiolar peritreme oblique, narrow, segment | of rostrum reaching apex of first coxae. Type species of genus: Stenopterocorisca viridis n.sp. 83 This genus has the fascies of Stenopterocoris China, 1944 but differs by the wider cuneus, less pedun- culate eyes and by the much longer rostrum. a, à tra qneessé Stenopterocorisca viridis n.sp. — Fig. 183: male holotype; fig. 184: penis; fig. 185: left paramere; fig. 186: right paramere. 84 Stenopterocorisca viridis n.sp. (Figs. 183-186) Characterized by the greenish color of body and by the structure of male genitalia. Male: Length 4.2 mm, width 1.2 mm. Head: Length 0.2 mm, width 0.9 mm, vertex 0.44 mm. Anten- na: Segments 1-1V, broken. Pronotum: Length 0.7 mm, width at base 1.0 mm. Cuneus: Length 0.70 mm, width at base 0.40 mm. General coloration light green; eyes black. Rostrum reaching beyond the hind coxae (about the 4th abdominal segment); membrane translucent. Genitalia: Penis (fig. 184) characteristic, with two flagellate lobes on both sides of the secondary gonopre. Left paramere (fig. 185) strongly curved, with a typical apex. Right paramere (fig. 186) branched apically. Female: Unknown. Holotype: male, NEW GUINEA: NE Ambunti, Sepik R., 200 m, 7.V.1963, R. Straatman, in the Collec- tion of the Bernice P. Bishop Museum, Honolulu. Para- type: male, same data as type. The two specimens at hand are with their antennae missing. Taricoris n.gen. Species with body wide, short, compact, shortly pubescent. Head wider than long, vertex depressed J. CM. CARVALHO posteriorly with a shallow transverse impressed line giving the impression of a collar behind it, eyes small, curved posteriorly, overlapping the antero-lateral angles of pronotum, frons rounded, smooth, slightly striate, jugum large, lorum small, clypeus moderate; rostrum thick, reaching apex of mesosternum; antenna short, the three first segments approximately subequal in length, segment | noticeably thicker, about as long as width of vertex, pubescence short. Pronotum distinctly punctate, except over calli which are tumid and reach lateral margins, hind margin of disc straight, anterior portion of coxal cleft | tuber- culate; scutellum flat, depressed at base. Hemelytra with very short pubescence, embolium widened apically, cuneus very long, broad, curved, reaching apex of membrane or nearly so, areola elongate, nervure thick, finely pubescent. Legs short, tarsi and claws of the Bryocorini type. Type species of genus: Taricoris wauensis n.sp. This genus is close to Thaumastomiris Kirkaldy, 1902 but differs by the much shorter rostrtum and by the narrowed cuneus. Key to Species of Taricoris n.gen. 1. Embolium black to fuscous; head black E escárnio SECA ÃO] TU Wwauensis n.sp. gressitti N.sp. Embolium pale; head pale yellow .... Taricoris gressitti n.sp. — Fig. 187: male, holotype; fig. 188: female, paratype. THE BRYOCORINAE OF PAPUA NEW GUINEA Taricoris gressitti n.sp. (Figs. 187 -192) Characterized by the color of the hemelytra by the very long and narrow cuneus and by the structure of the male genitalia. Male: Length 4.6 mm, width 2.0 mm. Head: Length 0.3 mm, width 0.8 mm, vertex 0.56 mm. Anten- na: Segment 1, length 0,5 mm; Il, 0.8 mmy; HI, 1.1 mm; IV, broken. Pronotum: Length 0.6 mm, width at base 1.2 mm. Cuneus: Length 0.40 mm, width at base 0,36 mm (holotype). General coloration citrine to pale yellow with dark brown areas; head and pronotum citrine, eyes and antennae dark brown; scutellum orange to testaceous; hemelytra citrine with a characteristic black spot (which varies in shape according specimens — see figures 187, 188); membrane fuscous, two spots beyond apex of cuneus laterally darker. The hemelytra is citrine trans- lucent at base and apex, including cuneus, Underside of body citrine, à longitudinal fascia running through ET, 189 191 85 propleura laterally including anterior coxal cleft and lorum reddish, sides of mesosternum and base of abdo- men laterally orange color, abdomen dark brown, legs pale, tarsi black. Cuneus very long, narrow, curved, reaching apex of membrane or nearly so, cuneal fracture obsolete, coxal cleft visible from above, eye small, somewhat pedunculate, rostrum reaching apex of mesosternum. Genitalia: Penis (fig. 189) with membranous lobes following secondary gonopore. Left paramere (fig. 190) curved, with apex characterístic. Right paramere (fig. 1971-192) enlarged sub-basally. Female: Unknown. Holotype: male, NEW GUINEA: SE above Tigobi near Tari, 1700 m, 1.V1.1966, J. L. Gressitt, in the Collection of the Bernice P. Bishop Museum, Honolulu. Paratype: male, NE Daulo Pass, 2500 m (Azaro-Chimbu div.), June 12, 1955, 4. L. Gressitt. Differs from Taricoris wauensis n.sp. by the wider cuneus, by the color of the hemelytra and by the struc- ture of the male genitalia. Taricoris gressitti n.sp. — Fig. 189: penis; fig. 190: left paramere; fig. 191-192: right paramere. Taricoris wauensis n.sp. — Fig. 193: male, holotype. 86 J. C. M. CARVALHO Taricoris wavensis n.sp. — Fig. 194: penis; fig. 195: left paramere; fig. 196: right paramere. Taricoris wauensis n.sp. (Figs. 193-196) Characterized by the color of the hemelytra and by the long and narrow cuneus. Mate: Length 3.7 mm, width 1.6 mm. Head: Length 0.2 mm, width 0.8 mm, vertex 0.40 mm. Anten- na: Segments brokwn. Pronotum: Length 0.7 mm, width at base 1.2 mm. Cuneus: Length 1,16 mm, width at base 0.28 mm (holotype). General coloration dark brown with pale yellow translucent areas; head, pronotum (except collar lateral- ly), scutellum, clavus, a quadrate spot on hemelytra with anterior margin level with apical third of clavus, posterior margin level with apex of corial commissure and outer margin reaching middle of corium externally, embolium, cuneus and nervure of membrane dark brown, the latter fuscous; base, outer portion and apex of corium pale yellow translucent. Underside of body dark brown, second segment and connexivum of abdomen whitish, legs dark brown, femora at base and tarsi pale yellow. Cuneus very long, narrow, curved, reaching apex of membrane, nervure straight (the two nervures parallel, diverging apically). Genitalia: Penis (fig. 194) with two flagellate vesical appendages on both sides of secondary gonopore. Left paramere (fig. 195) curved, with a characteristic apex. Right paramere (fig. 196) falciform, as seen in figure. Female: Unknown. Holotype: male, NEW GUINEA: NE Wau, Big Wau Ck, 1200 m, 1X.1965, P. Shanahan, in the Collection of the Bernice P. Bishop Museum, Honolulu. Differs from Taricoris gressitti n.sp. by the color of the hemeiytra and by the structure of the male genitalia. Thaumastomiris Kirkaldy, 1902 Thaumastomiris Kirkaldy, Jour. Bombay Nat. Hist. Soc. 14:57; id. Distant, Faun. Brit. Ind. Rhyne. 2: 473, 1904; id. Poppius, Ofv. F. Vet. Soc Forh. 54 A (30):11, 1912; id. Carvalho, Arg. Mus. Nac. R. Jan. 44: 131, 1957, Species with body oval, densely pilose. Head wider than long, frons rounded, vertex smooth, immarginate, with a posterior intumescence; eves contiguous to pronotum, small; antenna with segment | about as long as width of vertex, segment Il twice as long as first, segments 1II-IV slender, pubescence dense and short; rostrum reaching hind coxae. Pronotum distinctly punctured, narrowed anterior- ly, calli large and fused at middle, collar-like area well marked, convex, hind margin of disc slightly convex, humeral angles rounded, lateral margins somewhat sinuate behind calli; mesoscutum covered, scutellum flat. Hemelytra with distinct embolium and a characte- ristic cuneus, wide at base and noticeably narrowed towards apex, reaching distal end of membrane, areola large, nervures diverging apically. Legs of moderate size, densely pubescent. Type species of genus: Thaumastomiris sanguinaflis Kirkaldy, 1902. Differs from Taricoris n.gen. by the longer rostrum, wider cuneus and more compact body. The genus has also the general fascies of Meeila Reuter, 1909 and Neoneelia Costa Lima, 1942, The species feed on Pan- danus and are restricted to the Pacific area. They can be easily recognized by the very broad, curved cuneus and by the reddish color (of most species). THE BRYOCORINAE OF PAPUA NEW GUINEA 87 Thaumastomiris discoidalis Poppius, 1912 (Figs. 197-200) Thaumastomiris discoidatis Poppius, Ofv. F. Vet. Soc. Forh. 84 A (30):13; id. Carvalho, Arg. Mus. Nac. R. Jan. 44:131, 1957. Characterized by its coloration and by the struc- ture of male genitalia, Male: Length 5.3 mm, widht 2.6 mm. Head: Length 0.3 mm, width 1.0 mm, vertex 0.56 mm. Anten- na: Segment |, length 0.6 mmy; 1, 1.2 mm; HI, 1.0 mm; Iv, 0.6 mm. Pronotum: Length 1.0 mm, width at base 1.5 mm. Cuneus: Length 1.80 mm, width at base 0.96 mm. General coloration red to reddish lutescent; head lutescent, eyes brown, segments II-IV of antenna brown to dark fuscous; hemelytra with clavus (except base), endocorium and corial commissure brown, membrane and nervure fuscous, exocorium, embolium and cuneus bright red. Underside of body reddish, abdomen brown, tarsi fuscous. Antenna, outer margin of embolium and hind legs noticeably pilose: nervure of membrane with sparse hairs; rostrum reaching hind coxae. Genitalia: Penis (fig. 198) with a typical theca, as seen in figure. Left paramere (fig. 199) strongly curved and branched apically. Right paramere (fig. 200) elongate, pointed apically. Female: Length 5.0 mm, width 2.8 mm. Heao: Length 0,3 mm, width 1.1 mm, vertex 0.60 mm. Anten- na: Segment |, length 0.7 mm; Il, 1.1 mm; III, 0.8 mm; IV, 0.6 mm. Pronotum: Length 1.0 mm, width at base 1.6 mm. Cuneus: Length 1.40 mm, width at base 0.88 mm (lectotype). Similar to male in general aspect and coloration. Thaumastomiris discoidalis Poppius — Fig. 197: male, compared with type; fig. 198: penis; fig. 199: teft paramere; fig. 200: right pa- ramere, 88 Host plant: Pandanus spp. Geographical distribution: Papua New Guinea. Specimens studied: female, lectotype (new desig- nation), New Guinea, Biró, 96, Lemien, Berlinhafen, Mus. Zool. Helsingfors, Spec. Typ. nº 9813, Thaumasto- miris discoidalis Poppius NEW GUINEA: male and three females, Neth. River Tor (mouth), 4 km E Hollandia Maffen, V11.3.1959, T., C. Maa. Differs from other species of the genus by the coloration of body and by the structure of the male genitalia. SUMMARY This paper deals with the Bryocorinae (Hemiptera, Miridae) from PAPUA NEW GUINEA based on collec- tions assembled by the Bernice P. Bishop Museum, Honolulu, Hawail. On page 35 and 36 there is a list including 3 tribes, 24 genera and 54 species from the territory of Papua New Guinea and neighbouring Islands of which there are 9 new genera and 36 new species. All species are illustra- ted and when males were present their genitalia were also figured. Keys for tribes, genera and species are pro- vided. RESUMO Este trabalho refere-se a um estudo sobre a sub-fa- mília Bryocorinae (Hemiptera, Miridae) de Papua Nova Guiné, com base numa coleção enviada para pesquisa pelo Museu Bernice P. Bishop, Honolulu. Hawaii. Nas páginas 35 e 36 é apresentada uma lista que in- clui 3 tribos, 24 gêneros e 54 espécies dessa sub-família que ocorrem em Papua Nova Guiné e ilhas vizinhas, das quais 9 gêneros e 36 espécies são novos para a ciência. Todas as espécies são descritas e ilustradas no trabalho, inclusive a genitália dos machos. Chaves sistemáticas para identificação das tribos, gêneros e espécies foram incluí- das. Os tipos acham-se depositados no Museu B. P. Bi- shop, Honolulu e parátipos poderão ser encontrados na coleção do autor. BIBLIOGRAPHICAL REFERENCES ATKINSON, E. T., 1890 — Notes on Indian Economic Entomology. fnd. Econ. Ent. 1(4):175-190, fias. BAERENSPRUNG, V., 1860 — Catalogus Hemiptero- rum Europae. Rep. Berl. Ent. Berlin deit. 4:1-25 BERGROTH, E., 1922 — List of the Ethiopian Bryoco- rinae (Hemiptera: Miridae) with notes and descrip- tions. Rev. Zoo! Bot. Afr., 10(1):51-61. CARVALHO, J. C. 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(EUPHORBIACEAE — HIPPOMANEAE)!! ; (Com 11 estampas) MARGARETE EMMERICH 2) Museu Nacional — Rio de Janeiro INTRODUÇÃO os filamentos concrescidos em todo o comprimento. Ele Os gêneros A/gernonia Baill. e Tetraplandra Baill. são tipicamente brasileiros e pertencem à tribo Hippo- manese (Euphorbiaceae). Dada a morfologia de suas inflorescências masculi- nas, as espécies destes dois gêneros são de fácil reconhe- cimento dentro da família. A identificação do gênero, entretanto, tem sido problemática. Os gêneros Aigernonia e Tetraplandra foram ini- cialmente descritos por BAILLON (1858), com uma es- pécie para cada gênero. 4. brasiliensis Baill, apresenta um único estame central, duas tecas e o ovário dilatado em sua região mediana. Na 7. feandri Baill. ele descreve um só estame central com uma dilatação no melo do fi- lete e uma articulação neste mesmo ponto, O ovário é globoso — cônico. Para a diferenciação dos gêneros esta- belece como caráter decisivo o número de anteras e a presença da articulação nos filetes. MUELLER ARGOVIENSIS (1862-1866), em sua monografia para o “Prodromus”, descreve para a espécie A. brasiliensis duas variedades, baseado principalmente na forma das folhas: A. brasiliensis var. obovata e A. Dbra- siliensis var. cuneata. Em sua revisão para a “Flora Brasi- liensis” (1874) ele eleva à espécie a variedade obovata, baseado na morfologia das flores femininas, O gênero Tetrapiandra também é acrescido de uma nova espécie, T. riedelii Muell. Arg. com duas variedades. 7. riedelfi var. subcordata Muell, Arg. e 7. riedefti var. subcuneata Muell. Arg. considerando igualmente como fator de dife- renciação a forma das folhas. As flores masculinas ele descreve com 2 estames, com os filetes concrescidos em todo o seu comprimento, formando o que denominou de coluna estaminal. Nesta segunda espécie do gênero fetra- piandra, a coluna estaminal se apresentaria dilatada, na porção superior, em anel de natureza glandulosa, escura. BENTHAM (1883) reune os dois gêneros, conser- vando o nome A/gernonia. PAX (1891) volta a reconhecer a validade dos dois gêneros. Em seu trabalho monográfico para o “Pflanzen- reich” (1912), descreve o filete com dilatação e articula- ção, admitindo entretanto tratar-se de dois estames com (1) Extraído da tese de doutoramento, aprovada no Instituto de Biociências da Universidade de São Paulo, 1972. (2 Bolsista do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). estabelece três espécies novas para o gênero Tetrap/an- dra, a saber: T. anomalia Pax et K. Hoffm.. T. /ongipetio- lata Pax et K. Hoffm., baseadas apenas em flores femi- ninas, e a terceira, 7. gibbosa Pax et K. Hoffm,, baseada em flores femininas e masculinas. As flores masculinas são descritas com articulação nos filetes. Afirma ainda que a natureza do material estudado, herborizado e com inflorescências muito jovens não lhe permitiu decidir se haveria ou não articulação em Afgernonia, mas afirma a existência da mesma no gênero Tetraplandra. As flores femininas, pela morfologia de seus sépalos, lhe permitem entretanto concluir por uma diferenciação e separação dos dois gêneros. Esta opinião é mantida em estudo mo- nográfico posterior do mesmo autor (1931). LOEFGREN (1917) também aceita a presença da articulação do filete g a usa como um dos caracteres dife- renciais na sua chave de identificação. Para distinguir os dois gêneros, LEMEE (1943) re- corre igualmente à articulação do filete e à morfologia dos sépalos das flores femininas. CROIZAT (1943), descreve mais uma espécie nova para o gênero A/gernonia. A. pardina Croizat é baseada, no entanto, em folha e fruto, Na presente revisão, o número das espécies de A/- gernonia e Tetrap/andra é ampliado com a descrição de cinco espécies novas. Uma espécie é transferida de gêne- ro e dois “taxa” são sinonimizados. Agradecemos à Profa. Dra. Berta Lange de Morre- tes e ao Prof. Dr. Luiz Emygdio de Mello Filho pela orientação, as valiosas sugestões e o vivo interesse no de- senvolvimento deste trabalho, Ao Botânico Dimitri Su- cre pelas numerosas e interessantes coletas e ao Sr. Raul Backx de Garcia Paula pela execução dos desenhos. Agradecemos ainda aos curadores dos herbários que nos possibilitaram o acesso às suas coleções, bem como áque- les que se prontificaram a revisar seu acervo à procura de exemplares críticos para a presente pesquisa. MORFOLOGIA As espécies de A/gernonia e Tetraplandra são todas arbóreas ou arbustivas. Os ramos são cilíndricos, lisos ou com cicatrizes, glabros em todas as espécies vistas. As es- típulas sub-coriáceas, resinosas, são triangulares, de mar- gem ora Inteira, ora dentada ou ainda fimbriada. As fo- lhas são simples, glabras, alternas e de formato e tama- 92 nho diversos conforme as espécies, podendo variar no mesmo indivíduo conforme a posição ocupada pelos ra- «mos na árvore. Os rebrotos apresentam sempre folhas maiores. A margem das folhas pode ser inteira, plana ou revoluta, ou dentada. O ápice ora é agudo, ora cuspida- do. A base é cuneada e às vezes cordada, sempre biglan- dulosa. As glândulas podem ser elíticas ou cilíndricas. Em geral, a face ventral é verde brilhante e a dorsal é de um verde mais claro e fosco. A venação é penada, a ner- vura primária sendo deprimida na face ventral e as secun- dárias geralmente nítidas nas duas faces. Os pecíolos nas espécies do gênero Tetraplandra são circulares e nas do género Aigernonia de secção ligeiramente triangular. O seu comprimento em Algemonia nunca ultrapassa 12 mm, ao passo que em Tetrap/andra varia de 1 cm a 9,5 em. Grande número de espécies de Tetraplandra apte- senta, no pecíolo, estruturas semelhantes às de um pulvino. As plantas são monóicas, porém díclinas. As flores é são densamente agrupadas, em espigas, e as flores 9, isoladas ou em pequeno número na base da inflorescên- cia é; ocorrendo na base, tanto na inflorescência é como das flores ? um número variável de catáfilos, resinosos, triangulares. A espiga é composta de brácteas que se dispõem em fileiras longitudinais e de numerosas flores agrupadas e comprimidas entre as brácteas. No estado jovem estas brácteas imbricadas recobrem as flores inclusas. As brác- teas peltadas são lineares, obovadas, oblongas ou infun- dibuliformes. O seu comprimento diminui progressiva- mente da base para o ápice. As flores são ora maiores ora menores, porém não foi observada sua disposição em fas- cículos ou glomérulos. As flores são monoclamídeas, ga- mossépalas. O cálice é irregularmente 3-5 partido. Nas espécies do gênero A/gernonia frequentemente encontra- mos flores com um sépalo apenas e as flores lateralmente concrescidas. Nos representantes do gênero fetraplandra as flores estão sempre individualizadas, e são raros os ca- sos de flores com somente 2-3 sépalos. Nas espécies de Algernonia, os estames são em número de 1 a 2, com 2 tecas, ao passo que as de Tetraplandra apresentam esta- mes sempre com 4 a 6 tecas. Os filetes são carnosos e em exemplares de herbário se apresentam com retrações irre- gulares e dispersas. As anteras são geralmente dorsifixas, de deiscência rimosa. As flores ? das espécies de Tetrapiandra apresen- tam um cálice composto de 6 sépalos, dispostos em dois vertícilos concêntricos. Nas espécies de A/gernonia, ocor- re, além deste tipo, um grupo de espécies com cálice cupuliforme de três sépalos. Nos representantes do gêne- ro Tetraplandra, há glândulas sobre os sépalos, internos ou externos, conforme a espécie. Os ovários são trilocu- lares, com um óvulo anátropo por lóculo, subsésseis ou penduculados, glabros ou glandulosos. O estilete é gla- bro, frequentemente ausente. Os estigmas são sempre em número de três, curtos ou longos e revolutos, glabros ex- ternamente e internamente fimbriados. O fruto de A/gernonia e Tetraplandra é do tipo tri- coca, de superfície glabra, verde com manchas arroxea- M, EMMERICH das. Às sementes se apresentam gioboso-trigônas, casta- nhas, com máculas escuras. Após a queda do fruto, o cálice é aumentado e persiste, deixando à vista, no cen- tro, o carpóforo. TAXINOMIA Chave para a identificação dos gêneros Algernonia Baill. e Tetraplandra Baill. | Folhas curtamente pecioladas (até 12 mm); flo- res com 1 a 3 estames livres; feixes vasculares, em corte mediano do pecíolo, isolados. A/gerno- nia Baill. | Folhas longamente pecioladas (1-9 em); flores com 2 a 3 estames, parcial ou totalmente con- crescidos, feixes vasculares, em corte mediano do pecíolo, formando um anel. Tetraplandra Baill. Algernonia Baill. Algernonia Baill. Etud. gén. Euphorb. (1858) 546, t.2, fig. 30-32; Baill. in Ann. Sc. nat. 4 ser. IX (1858) 198; Muell. Arg. in DC. Prodr. XV. 2. (1866) 1230: in FI. Bras. 11(2) (1874) 535, Bentham ;n Benth. et hook T. Gen. III (1880) 339 ex parte; Pax in Engler und Prantl, Pflanzenfamilien IH.b (1890) 102; Pax et K. Hoffm. in Pflanzenreich 1V.147 V (1912) 276-278, fig. 56 in Pflan- zenfamilien 2 ed. 19 c (1931) 206, fig. 111. Árvores ou arbustos, glabros, monóicos. Folhas curtamente pecioladas, membranáceas ou subcoriáceas, peninérvias. Inflorescência masculina em espigas termi- nais. Brácteas peltadas. Cálice masculino curto, 2-5 loba- do, frequentemente reduzido. Geralmente 1 estame, cen- tral e livre, raro 2 ou mais. Flores femininas 1 a 2, termi- nais, junto à inflorescência masculina. Estigmas longos, fimbriados. Fruto cápsula tricoca. Espécie típica : A/gernonia brasiliensis Baill. Chave para a identificação das espécies: | Ovário giboso 2 Brácteas da inflorescência masculina curtas, oblongas 1. A. brasiliensis Batlt. 2' Brácteas da inflorescência masculina longas, lineares 2. À. gibbosa (Pax) Emmerich |” Ovário não-giboso 3 Folhas distribuídas ao longo dos ramos, oblongo-ovadas, de base cuneada. Compri- mento 3-b vezes a largura 3. A glazioui Emmerich 3' Folhas congestas no ápice dos ramos, obova- das, até 10 cm, comprimento até 2 vezes a largura 4, À. obovata Muell. Arg. REVISÃO TAXINÔMICA DOS GÉNEROS ALGERNONIA BAILL. E TETRAPLANDRA BAILL. 93 1. Algernonia brasiliensis Baill. (Est 1) Baill. Etud. gén. Euphorb. (1858) 547 t.2, .30-32: in Ann. Sc. nat. 4. Ser. IX (1858) 199; Muell. Arg. in Fil. Bras. 11(2) (1874) 536 1.87; Pax et k. Hoffm. in Engler Pflanzenreich 1V.147.V (1912) 277, fig. 56; in Pflanzen- Tamilien 2 ed. 19c (1931) 206, fig. 111. Algernonia brasiliensis var. cuneata Muell. Arg. in DC. Prodr. 15 (2):1231, 1866. Arbustos ou árvores até 8 m de altura. Ramos ci- líndricos, castanhos, cicatricosos. Folhas alternas, pecio- ladas, pecíolos 0,5-10 mm longos. Folhas de tamanho e forma variáveis, predominantemente obovadas, de ápice cuspidado e base cuneada, ou lanceoladas de ápice agu- do. Margem inteira ou largamente denteada, As glându- las da base foliar circulares e proeminentes. Face ventral das folhas verde brilhante, face dorsal verde claro, fosco. Lâmina de 0,5-12,5 cm de comprimento e de 1,5-5 cm de largura. Nervura mediana depressa na face ventral e as secundárias proeminentes em ambas as faces. As nervuras secundárias, em número de 19 a 22, formam um ângulo de 60-70” com a nervura mediana. Flores masculinas em espigas terminais, pedunculadas de 1,4-2,5 cm de com- primento por 1-1,5 mm de largura. Brácteas oblongas com 1,2 mm de comprimento por 0,3 mm de largura. Flores femininas subsésseis, terminais, junto à espiga masculina, apresentando na base 3 catáfilos resinosos. Cálice cupuliforme. Ovário giboso na região mediana, formado por apêndices orbiculares, 2 por carpelo. Estile- te de 2-5 mm longo, estigmas fimbriados, lineariformes, 5 mm longos, revolutos. Fruto tricoca, ligeiramente gibo- so. Carpóforo com 5 mm de diâmetro. Tipo: Guadichaud 1151 (Holótipo P, isótipos G. W.) Distribuição: Estado do Rio de Janeiro Material examinado: Gaudichaud 1151 (P.GN.); Brasil, Estado do Rio, Niterói, Saco São Francisco, Mor- ro do Xingu, L. E. Mello Filho 3.641 e M. Emmerich 3.707 20.10.1972; Jurujuba Bay, Rio de Janeiro, Jul. 1837, Gardner 816 (BM,K); J. Miers 36703 (K); Rio de Janeiro: Mata do Grajaú, Emmerich 2721 (27.11.1965); Emmerich 3.361 (25.11.1969); M. Emmerich 2727 (21.X1.1965); Emmerich 1540, Mello Filho (1.0.1963); Rio de Janeiro, Vertente Norte do Parque Nacional da Tijuca, Borda da Mata, Grajaú, D. Sucre 8841 (14.4.1972); Grajaú, Luiz Emyadio 452 (21.4.1946); Luiz Emygdio 1050 (5.12.1950); Andaraí, Borda da Mata, J. G. Kuhlmann 06093 (12.12.1930); Mata do Horto Florestal (RB. 83.011); Reserva Florestal do Jar- dim Botânico, D. Sucre 4.457 & P. |. 5. Braga 1334 (19.1.1969); Vertente oeste do Morro do Sumaré, D. Sucre 4713 (8.2.1969); “In silviae Corcovado rarius”, Lhotsky 1832 (G); Brasília, Riedel (K,W,LE,P.); Bra- sília, Glaziou 1871 (P); Glaziou 3109 (C); Riedel 383, Rio de Janeiro 1832 (LE); Rio de Janeiro 1829 Outu- bro nº 16 (LE). Árvores ou arbustos frequentes nas matas do Rio de Janeiro, do Corcovado ao Grajaú e também no Esta- do do Rio. Floresce durante todo o ano. Uma mesma árvore apresenta grande variação no tamanho e forma das folhas. A margem varia de integérrima a largamente denteada. E frequente encontrar sobre as folhas epifilos. 2. Algernonia gibbosa (Pax et K. Hoffm.) Emmerich comb. nov, (Est. II) Tetraplandra gibbosa Pax et K. Hoffm. in Engler Pflan- zenreich IV.147.V (1912) 276. Árvore ou arbusto, ramos castanho cinza. Folhas congestas no ápice do ramo. Estípulas caducas, triangu- lares, de 1 mm de comprimento por 0,5 mm de largura, resinosas, denticuladas. Folhas subcoriáceas, escurecidas, pecioladas. Pecíolos 4-7 mm longos, limbo foliar lanceo- lado ou oboval de ápice obtuso, acuminado-cuspidado, base cuneada, biglandulosa, de 6-12,5 em de comprimen- to por 1,5-3,5 cm de largura. Margem inteira, ligeiramen- te revoluta. Face ventral brilhosa, dorsal fosca. Nervura mediana depressa na face ventral, nervuras secundárias proeminentes em ambas as faces. Nervuras secundárias em número de 15-20, formando um ângulo de 70”, raro 80º com a nervura mediana. Inflorescência d em espigas terminais, raro laterais, pedunculadas, com 2,5 em de comprimento por 1 mm de largura. Brácteas lineares, peltadas, de 2-4 mm de comprimento por 0,2 mm de lar- gura. Flores d irregulares, lateralmente comprimidas, de prefloração imbricada, de 1-1,3 mm de largura por 0,5 mm de altura. Estame único central, com 2 tecas de 0,5 mm de comprimento. Filete 0,3 mm alto por 0,4 mm largo. Anteras 0,2 mm de altura por 0,4 mm de largura. Há a ocorrência de estames anormais apresentando ante- ras lateralmente concrescidas. Entre as flores normais ocorrem outras atrofiadas, nuas e formadas por anteras desiguais. Na antese, a bráctea fica imersa entre as flores formando sulcos longitudinais. Flor 2 no ápice dos ramos, subséssil e solitária. Ovário globoso, 1 mm alto, carpelos bigibosos, apêndices prolongados, triangulares. Estilete 2 mm longo, estigma 2,5-3,5 mm longos, lineares, revolutos, internamente fimbriados. Fruto desconhecido. Lectótipo: Sellow 1188 (fotótipo, F.M.neg.5529). Materia! examinado: Sellow 954, América do Sul (Herb. Sim.s H.F. Talbot 1840). Uma vez que os autores da espécie, PAX et K. HOFEMANN (1912) não determinaram o holótipo, cou- be-nos eleger o lectótipo entre os sintipos da descrição original. Dos exemplares citados, dois, Schwacke 5805 e Glaziou 6807, não concordam com a descrição da espé- cie e foram transferidos a outro taxon, restando as duas coletas de Sellow, a saber nº 761 e 1188. Em todos os herbários consultados não nos foi possível encontrar du- plicatas destes números. Recebemos sim, um fotótipo do exemplar Sellow 1188, apresentando uma fotografia ní- tida da flor feminina além de desenhos e anotações feitas por Pax, por ocasião de sua revisão. O conjunto destes dados justifica a nossa escolha, recaída sobre Sellow 1188. 94 3. Algernonia glazioui Emmerich nov. sp. (Est. IH) Arbor vel frutex, omnino glabra, rami teretes, ochracaeis, laevia. Stipulae caducae vix 0,8 mm longae, triangulares, subcoriaceae, dénticulatae, resinosae. Folia alterna, breviter petiolata. Petiolus 4-11 mm longus, su- pra canaliculatus. Limbus foliorum obovatus vel obova- to-oblongus, 8-15 em longus, 1,5-3,5 em latus, basis bre- viter cuneata, basis in facie adaxiali pauciter ipsum basim biglandulosa, apice acuminatus vel cuspidatus, membra- naceus, super nitidus, subtus fuscescens. Folia margine integra, revoluta, Costae secundariae 22-27, anguli cum costa primaria 70-80”. Costa primaria supra depressa, costae secundariae in utraque pagina prominentes. Flores & in spicis terminalibus, pedunculatis. Pe- dunculus 4 mm longus. Spicae 2-4 cm longae et 1,5 mm latae. Bracteae crassae, lineares, 2-2,7 mm longae et 0,3-0,4 mm latae, peltatae. Flores é densissimae inter bracteris dispositi, compressi, 0,5-1 mm longae et 0,4-0,6 mm latae. Calyx inaequaliter 3-5 lobis, unicum jobus anterior et posterior paulo majores. Stamen cen- trale, 0,4-0,5 mm longum, antherae birimosae, filamenta brevissima. Anthera staminis unici didyma, leviter apicu- lata 1-1,2 mm lata. Flores ? in apice ramulorum terminales, breviter pedicellati. Calyx sepalis 6, orbiculares, margine integrae, connatae fere ad medium, interne minores 3 cum glandu- la juxta apicem. Columna stylaris fere 3 mm longa et 0,7 mm lata. Stigma 5 mm iongum, revolutum. Capsula ignota. Tipo — Glaziou 6807 (Holótipo K, isótipos CP). Árvore ou arbusto, de ramos castanhos, cilindri- cos, lisos. Folhas dispostas ao longo dos ramos, obova- das, obovado-oblongas de ápice acuminado ou cuspida- do. Base do limbo curtamente cuneada, apresentando duas glândulas. Limbo de 8-15 em de comprimento por 1,5-4 cm de largura. Pecíolo curto, 4-11 mm longo. Ner- vuras secundárias em número de 22-27 formando um ân- gulo de 70-80” com a nervura mediana. Inflorescência masculina em espigas terminais, pedunculadas. Bráctea linear, 2-2,? mm longa e 0,3-0,4 mm larga. Flores nume- rosas, lateralmente comprimidas, Perianto com 2-5 laci- nios geralmente reunidos em sépalos carnosos opostos, partidos até a base. Não raro entre as flores normais ou- tras com perianto reduzido e outras com sépalos cujo dorso serve de proteção à flor vizinha. 1 estame central 0,4-0,5 mm de comprimento e filete curto e largo. Deis- cência das anteras perpendicularmente ao eixo maior da flor. Flores femininas 1 - poucas, subsesseis, terminais nos ramos. Cálice envolvendo o ovário, formado por 6 sépalos; os 3 externos maiores, orbiculares de margem in- teira, concrescidos até a metade e os 3 internos menores com uma glândula no terço superior. Estilete 3 mm lon- go por 0,7 mm largo. 3 estigmas de 5 mm, revolutos. Distribuição: Estado do Rio de Janeiro. Material examinado: Província do Rio de Janeiro, Serra de Jacarepaguá, Glaziou 6807 (K,C,P.); Est. do Rio Juru- juba, Gardner 5613 (BM,K); Rio de Janeiro, Morro da Boa Viagem, prope São Domingos, Herb. Schwacke M. EMMERICH 5805 (RB 78610); Morro da Boa Viagem, Icarahy, Avé Lallemant (R 100291). Os exemplares Glaziou 6807 e Schwacke 5805, são citados por PAX et K. HOFFMANN (1912) como sinti- pos na descrição de Tetraplandra gibbosa. Não concor- dando com a descrição da espécie 7. gibbosa, pela estru- tura da flor feminina, e sem dúvida pertencentes ao gêne- ro Algernonia, escolhemos o exemplar de Glaziou como tipo desta nova espécie, do gênero A/gernonia. 4. Algernonia abovata Muell. Arg. (Est. |V) Muell. Arg. Fl. Bras. 11(2) (1874) 536-537; Pax et K. Hoffm. in Engler Pflanzenreich 1V.147.V (1912) 277- 278; in Pflanzentamilien 2 ed. 19c (1931) 206. Algernonia brasiliensis var. obovata Muell. Arg. in DC. Prodr. 15 (2) 1231, 1866. Árvore, ramos cilíndricos, cicatricosos, acinzenta- dos. Folhas congestas no ápice dos ramos. Folhas curta- mente pecioladas, obovadas de margem inteira e ligei- ramente revoluta, de 4-10 cm de comprimento por 1,5-3,5 cm de largura. Ápice obtuso ou por vezes agudo, base brevemente cuneada, biglandulosa. Nervuras secun- dárias em número de 10-13 formando um ângulo de 70º com a nervura mediana. Inflorescência & em espigas terminais, pedunculadas, de 5-6 cm de comprimento por 2 mm de largura. Brácteas longas, lineares, de 4-7 mm de comprimento por 0,3-0,4 mm de largo. O seu compri- mento diminui progressivamente da base para o ápice. Flores uniestaminadas e biestaminadas, por vezes ocor- rendo anomalias representadas pela presença de estames com 4 a 6 tecas. Frequentemente ausência de perianto e por conseguência flores reduzidas apenas aos estames. Estames de 0,4 mm de comprimento sendo 0,2 mm o comprimento do filete e 0,2 mm o da antera. O perianto é variável em forma, posição e número de sépalos. Por vezes flores aperiantadas e rudimentares entre as flores desenvolvidas. As flores variam de 1,5 mm a 2,5 mm de comprimento, tendo 0,4 mm de altura. À antera se abre por fenda orientada perpendicularmente ao eixo maior da flor. Tipo: Riedel 383 (Holótipo G, isótipos K,P). Distribuição: Estado do Rio de Janeiro. Material examinado: Brasil, Rio de Janeiro, “campos are- nosos perto de Macahé””, Riedel 383 (6.K.P.). Esta espécie é apenas conhecida pela coleta de Rie- del, e se caracteriza bem pelas folhas pequenas obovadas e a bráctea da inflorescência masculina muito longa. Tetraplandra Baill. Tetraplandra Baill. Etud. gén. Euphorb. (1858) 549t. 5, fig. 7-8-10; ;n Ann. Sc. nat. 4. ser. IX (1868) 200; Muell. Arg. in DC. Prodr. XV.2 (1866) 1230; in Fl. Bras. 11(2) (1874) 533, Pax in Engler und Prantl. Pflanzenfamilien HI 5 (1891) 102; Pax et K. Hoffm. in Pflanzenreich IV.147 V (1912) 274-276, fig. 56, in Pflanzenfamilien 2 ed. 19c (1931) 206, fig. 111. Algernonia Bentham in Benth. et Hook f.Gen.lll (1880) 339 ex parte. REVISÃO TAXINÔMICA DOS GÊNEROS ALGERNONIA BAILL. E TETRAPLANDRA BAILL, 95 Árvore ou arbusto, glabro, monóico, folhas pecio- ladas, membranáceas a subcoriáceas, peninérvias. Inflo- rescências masculinas em espigas terminais. Sépalos 3-D. Flores d sempre individualizadas. Dois a três estames, parcial ou totalmente concrescidos. Flor feminina termi- nal, 1-3, na base da inflorescência masculina. Sépalos 6, em 2 verticilos concêntricos. Sobre alguns lacínios uma glândula. Estigmas papilosos, fruto cápsula tricoca. Espécie típica: Tetraplandra leandri Baill. Chave para a identificação das espécies: 1 Filetes parcialmente concrescidos 2 Brácteas da inflorescência masculina espatu- ladas, compr. 4-5 vezes a largura 1. T. amazonica Emmerich nov. sp. 2" Brácteas da inflorescência masculina lineares, compr. 7-10 vezes a largura 2. T. bahiensis Emmerich nov. sp. 1º Filetes concrescidos em toda a extensão 3 Estiletes ausentes ou muito curtos 4 Inflorescência masculina curta e espessa 3. T. dimitrii Emmerich nov. sp. 4º Inflorescência masculina longa e fina 4. T. kuhlmannii Emmerich nov. sp. 3 Estiletes longos bh Sépalos da flor feminina orbiculares, de margem inteira b. T. riedelii Muell. Arg. 5' Sépalos da flor feminina ovais, de margem denteada 6. T. feandri Baill. 1, Tetraplandra amazonica Emmerich nov. sp. (Est. V) Arborea 18 m, omnibus partibus glabra, ramuli ultimí diametro 2-3 mm, teretes, fuscescentes vel demum magis grisei et scabrati, vel cicatricosi dense foliosi. Pe- tioli 1-3 cm longi, crassi, supra canaliculati. Limbus fo- liorum 8-15 em longus, 3-5,5 cm latus, saepius cuneato- oblongus vel obovatus, apice cuspidatus, basi attenuatus vel angustatus, bi-glandulosus membranaceus. Folia inte- gerrima. Costae secundariae numerosas, 15-20, cum ve- nis crebre reticulatis tenuiter in utraque pagina promi- nentibus. Flores d in spicis terminales vel laterales circa 1,5-2 cm longae, pedunculatae. Pedunculus 2-5 mm lon- gus. Bracteae crassae obovatae 2,2-2,8 mm longae, 0,5-0,8 mm latae. Flores 1,2-2 mm longae, 0,7-1 mm latae. Calyx inaequaliter 4-5 partitus. Stamina 2, semper filamenta 3/4 longitudine conata 1-1,2 mm longae, tecae 0,3-0,4 mm. Flores 9 deficiunt. Tipo: Krukoff's 7th Expedition to Brazilian Amazonia nº 8611, 26.10-11.12.1936 (Holotipo P, isotipo R). Árvore até 18 m e 15 cm de diâmetro, da floresta alta, de terra firme. Ramos cinzas, cilíndricos, cicatrico- sos. Folhas congestas no ápice dos ramos. Glabra. Rami- nhos de 2-3 mm de largura. Folhas cuneado-oblongas ou obovadas de ápice cuspidado e base atenuada ou angus- tada. Duas glândulas na base do limbo. Pecíolo 1-3 em longo, super canaliculado. Limbo membranáceo, de mar- gem inteira, a face superior brilhosa e a inferior fosca, de 8-15 em longo por 3-5,5 cm largo. Nervuras proemi- nentes em ambas as faces. Nervuras secundárias em nú- mero de 15-20, formando um ângulo de 80º a 90º com a nervura mediana. Inflorescências masculinas em espigas terminal e lateral, pedunculadas, de 1,5-2 cm de comprimento. Brác- teas obovais, de 2,2-2,8 mm de comprimento, 0,3-1 mm de altura e 0,5-0,8 mm de largura. Flores é lateralmente comprimidas, de 1,3-2 mm de comprimento por 0,7-1 mm de altura, Flores d com 4 a 5 sépalos irregularmente concrescidos. Estames 2, sempre concrescidos em todo o seu comprimento, deixando livre apenas uma pequena porção e as anteras separadas. Estames de 1-1,2 mm de altura e tecas de 0,3-0,4 mm de comprimento. Distribuição: Estado do Amazonas. Materia! examinado: Brasil, Estado do Amazonas, São Paulo de Olivença, basin of creek Belem, Krukoff's 7th Expedition to Brazilian Amazonia nº 8611 26.10- 11.12.1936 (P,R). Esta espécie é apenas conhecida por este exemplar tipo, mas pelo conjunto de seus caracteres se diferencia bem de todas as outras espécies já descritas. 2. Tetraplandra bahiensis Emmerich nov. sp. (Est. VI) Arbor vel frutex, omnibus partibus glabra, rami teretes, scabrati, vel cicatricosi, ochraceo-grisei. Folia alterna, petiolata. Petioli evoluti 1,5-5,5 em longi, supra canaliculati. Limbus foliorum obovatus vel obovato- oblongus, 8,5-20 cm longus, 2-2,5 cm latus, basi cunea- tus, basi supra biglandulosus, apice cuspidatus, margine subintegrus vel distantes dentatus, membranaceus. Cos- tae secundariae 14-18, anguli cum costa primaria 60-80”. Costa primaria supra depressa, costae secundariae in utraque pagina prominentes. Flores ó in spicis, terminales, pedunculatae. Pedun- culus 4 mm longus. Spica 4,6 em longa et 2-2,5 mm lata. Bracteae crassae lineares, 3,2-4 mm longae et 0,4-0,5 mm latae, demum margine subrepandae, peltatim adnatae et distincte stipitatae. Flores d densissime inter brácteas dis- positae. Calyx O 2,1 a 2,3 mm longus, 0,6 e 0,9 mm la- tus, inaequaliter 3-5 lobus, plus minusve profundis fissus. Stamina 2 raro 3, filamenta staminum basi vel supra ba- sin connata. Stamina fere 0,8-1,2 mm longa. Flores 9? in apice ramulorum terminales,-solitariae, breviter pedi- cellatae. Calyx partitus, sepalae 6, linguaeformae, ultra medium margine denticulatae glandulosae, ovarium arcte includentes, circiter 1,5 cm longae. Stigma subsessile, 9-10 mm longa, erecto-patentia, extus glabris, intus fim- briatus. Fructus, capsula, trilobata, laevis; semina globo- sa-trigona, 1 cm diametri laevia, maculata. Carpophorum in calyce frutigero ampliato coriaceo, 13 mm diametri. Tipo: T. S. Santos 1268 (Holótipo — Herbário Centro de Pesquisas do Cacau, Itabuna, Bahia). Árvore ou arbusto até 3 m de altura, glabro, ramos castanhos cilíndricos com cicatrizes. Folhas obovais, oboval-oblongas e, às vezes, lanceoladas, de ápice cuspi- 96 dado e base cuneada, de margem subintegra ou levemen- | te denteada. Duas glândulas na base do limbo. Pecíolos 1,5-5,5 em longo, supercanaliculado. Limbo membraná- ceo, com nervuras proeminentes em ambas as faces, de 8,520 cm longo por 2,5-5 em largo. Nervuras secundá- rias em número de 14-18, formando um ângulo de 60 a 80º com a nervura mediana. Inflorescências masculinas em espigas terminais, pedunculadas. Brácteas lineares, 3,2-4 mm longas por 0,4-0,5 mm de largura. Cálice irre- gularmente partido, de 3 a 5 lobos. Estames 2 raro 3, com os filamentos concrescidos apenas na base. Flor feminina solitária no ápice do ramo ao lado da inflores- cência masculina. Cálice formado por 6 sépalos lingúi- formes, denticulados e glandulosos na metade superior. Uma glândula cerca do ápice dos lacínios. Fruto verde com manchas roxas, às vezes O estigma permanece no fruto. Após a queda do fruto os sépalos mais expandidos deixam livre um carpóforo de forma estrelada com 13 mm de diâmetro. Distribuição: Estado da Bahia. Materia! examinado: Brasil, Bahia, Ipiaú, estrada a Itagi- bá, T. S. Santos nº 1268 3.X1.1970. Esta espécie é apenas conhecida por esta coleta, mas pelo conjunto dos seus caracteres se diferencia bem das outras espécies já descritas. 3. Tetraplandra dimitrii Emmerich nov. sp. (Est. VID) Arbor vel frutex, 4 m alta, omnibus partibus gla- bra, rami teretes, grisei, cicatricosi. Folia alterna, petio- lata. Petioli evoluti 0,7 cm a 4,5 em longi, supra canali- culati. Limbus foliorum obovatus vel lanceolatus, 60-18, raro 20 em longus, 2,5-7 cm latus, apice acutus vel cuspi- datus, basi breviter cuneatus, supra biglanduosus. Fo- lia margine integro vel distanter et obtuse repando- dentata, membranacea. Super nitida, subtus opaca. Cos- tae secundariae 11-18, anguli cum costa primaria 55-70”. Costa primaria supra depressa, costae secundariae in utraque pagina prominentes. Flores à in spicis, termina- les, breviter pedunculatae. Pedunculus 1-2,5 mm longus. Spica 1,0-2,3 cm longus et 3-4 mm latus. Bractae crassae, infundibuliformae 1,1 mm altus, 0,5-1,2 mm diametri, margine crenatae, stipitatae. Flores d densissime inter bracteas dispositi, 1,6-2 mm altus et | mm latus. Preflo- ratione imbricata. Calyx 1,0-1,5 longus inaequaliter 2-5 lobus. Raro sepala 2 profundius fissus. Sepala cucullata, dorso christata. Inter flores bracteolae. Stamina 2. Co- lumna staminalis 1-1,4 mm longa, 0,3 mm lata. Antherae connatae 0,5 mm longa et 0,5 mm lata. Flores 2 in apice ramulorum terminales, solitarii vel pauci, pendunculatae, raro axillis inserti. Sepala 6, ovatae, erectae, ovarium arcte includentes, margine glandulosa, circiter 2,5 mm longa. Cum ovario glandulosa etiam. Stigma subsessile, 2,5 mm longa, erecto-patentia vel revoluta, extus glandu- losum intus fimbriatum. Carpophorum in calyce fruti- gero ampliato coriaceo 8 mm diametri. Tipo: Dimitri Sucre 8972 (Holótipo RB, isótipo Rb. Pulcherrima haec species dominus Dimitri Sucre collegit. In honorem eiusdem plantam appelavi. M. EMMERICH Árvores ou arbustos até 4 metros de altura, sendo frequente exemplares floríferos a partir de 1,50 m. Ra- mos glabros, com folhas de forma e tamanho muito va- riável e sobre elas numerosos epífilos. Folhas alternas, pecioladas, pecíolo de 0,7-4,5 cm de comprimento e lã- minas foliares de 6-18 raro 20 cm comprimento a 2,5-7 cm de largura. Folhas de ápice agudo ou cuspida- do, margem subiíntegra a esparsamente denteada e base brevemente cuneada. Duas glândulas na base da folha. Nervuras secundárias em número de 11-18, formando um ângulo de 55º a 70º com a nervura primária. Nervu- ra primária proeminente na face inferior, nervuras se- cundárias proeminentes em ambas as faces. Lâmina da folha na face ventral verde muito escuro lúcido, na face dorsal verde muito claro, fosco. Inflorescência masculi- na em espigas terminais brevemente pedunculadas. Pe- dúnculo 1-2,5 mm longo. Espiga 1,0-2,3 cm longa e 3-4 mm larga. Brácteas infundibuliformes de margem crenada, estipitadas. Flores masculinas de prefloração imbricada. Flores trocleiformes, sépalos cuculados com dorso aristado. Entre as flores, pequenas bractéolas. Flor 1,6-2 mm de altura por 7 mm de largura. 2 a 5 sépalos irregularmente concrescidos. Às vezes apenas 2 sépalos laterais abertos até a base. Estame com 4 anteras con- crescidas. Flor feminina isolada ou em pequeno número, terminal raras vezes lateral. Sépalos 6, dispostos em cír- culos concêntricos, os três internos com uma glândula perto do ápice; sépalos ovais, de 2,5 mm de comprimen- to, eretos, com a margem dentada-glandulosa, envolven- do o ovário. Ovário verde lúcido, de superfície glandulo- sa. Estigmas creme passando a atro-castanhos, subsésseis, de 2,5 mm de comprimento, eretos ou revolutos. Carpó- foro com 8 mm dé diâmetro. Distribuição: Estado do Espírito Santo. Material examinado: Brasil, Estado do Espírito Santo, 10 km de Cachoeira do Itapemirim na estrada para Ale- gre, mais ou menos 90 m.s.m., Dimitri Sucre 8972 em 26.4.1972; Espírito Santo, Município Cachoeira do Ita- pemirim, Estrada para Itabira, entre 90 e 110 m.s.m,, Dimitri Sucre 8957 em 25.4.1972. Esta espécie se diferencia bem das demais pelas brácteas infundibuliformes e as flores & de sépalos aris- tados. Também a flor feminina permite separá-la das de- mais pela natureza dos seus sépalos, e a superfície glan- dulosa do ovário. 4. Tetraplandra kuhlmannii Emmerich nov. sp. (Est. VHI) Arbor, omnibus partibus glabra, ramí teretes, sca- brati, ochraceo-grisei. Stipulae vix 1,5 longae, late trian- gulares, subcoriaceae ciliata, resinosae. Folia alterna, pe- tiolata. Petiolus 1,5 a 7 em longus, supra canaliculatus. Limbus foliorum obovato-oblongus, 6,5-22 em longus, 4-9 cm latus, apice acuminatus, basi obtusa vel breviter cuneata, basi supra biglandulosus, folia integerrima, subcoriacea. Super nitida. Costae secundariae 16-19, an- guli cum costa primaria 70-80”. Costa primaria supra depressa, costae secundariae supra et subtus prominentes REVISÃO TAXINÔMICA DOS GÉNEROS ALGERNONIA BAILL. E TETRAPLANDRA BAILL. 97 reticulatae. Flores & in spicis terminales, pedunculatae. Pedunculus 4 mm longus. Spica 4,5 em longa et 2 mm lata. Bracteae obovatae crassae, 1,8-2,5 mm longae et 0,7-1 mm latae, peltatim adnatae et distincte stipitatae margine subintegrae: Flores d densissime inter bracteae dispositi, compressi. Calyx & circa 1-1,5 mm longus et 0,6 mm latus, junior tubulosus, inaequaliter 3-bB lobus, demum profundius fissus. Columna staminalis 0,2-0,3 mm longa. Antheris 4. Flores 9 in apice ramulorum ter- minales, subsessiles. Calyx partitus, ovarium arcte in- cludens. Sepala 6, orbiculares, 2,5 mm altae et 30 mm latae, margine breviter denticulatae. Columna stylaris fere 0,5-1 mm longa, stigma 3,5-4,5 mm longa, erecto- patentia, extus glabris, intus fimbriatus. Capsula ignota. Dixi hanc speciem in memoriam clari botanict João Ge- raldo Kuhlmann. Tipo: J. G. Kuhlmann 06591 (Holótipo RB, Isótipo R). Árvore glabra, com ramos cilíndricos, castanho- cinza, cicatricosos. Folhas oboval-oblongas de ápice acu- minado e base obtusa. Peciolo 1,5-7 cm. Limbo de 6,5-22 cm de comprimento por 4-9 cm de largura. 16-19 nervuras secundárias que formam um ângulo de 70º a 80º com a nervura mediana. Inflorescência mascu- linha jovem, brácteas obovais, de margem subintegra. Flores masculinas comprimidas lateralmente. Flores jo- vens ainda não abertas, de 1-1,5 mm de comprimento por 0,6 mm de altura. 3 a b sepalos, irregularmente con- crescidos, às vezes uma fenda até a base. Lacínios imbri- cados. Entre as flores normais, numerosas flores menores e outras apresentando os estames nus ou com perianto reduzido ou atrofiados. Flor feminina terminal, subséssil. Cálice aberto quase até a base com 6 sépalos orbiculares, dispostos em 2 verticilos concêntricos, de 2,5 mm de altura por 3,0 mm de largura, margem brevemente denti- culada, envolvendo o ovário. Estigmas subsésseis, de 3,5-4,5 mm de comprimento, internamente fimbriados. Nome vulgar: Pau de leite ou sabiá, Distribuição: Estado do Espírito Santo. Material examinado: Brasil, Espírito Santo, Colatina, Ca- choeira de Santa Maria, J. G. Kuhlmann 06591, 2.XII. 19483. 5. Tetraplandra riedelii Muell. Arg. (Est. IX) Muell, Arg. in Fl. Bras. 11(2) (1874) 534; Pax et K, Hoffm. in Pflanzenreich IV.147.V (1912) 275, fig. DO; in Pflanzenfamilien 2 ed. 19 c (1931) 206, fig. 111. Tetraplandra riedetii Muell. Arg. var. subcordata Muell. Arg. FI. Bras. 11 |] (1874) 534-545, Tab. CIV fig. 1. Árvore, ramos cilíndricos, cinza escuro, com cica- trizes. Ramos laterais 3 cm longos, densamente foliosos. Estípulas triangulares de margem denticulada, resinosas, caducas, de 1-2,5 mm de largura por 1 mm de altura. Fo- lhas alternas, glabras, pecioladas. Pecíolo com 1-5,5 em de comprimento, canaliculado na face superior. Limbo das folhas desenvolvidas, oblongo-lanceolado, às vezes lanceolado-elítico de 10-15 cm de comprimento por 3-5 em de largura, ápice agudo, acuminado, raro cuspi- dado, nunca se estreitando em direção à base que é obtu- sa, levemente cordada com duas glândulas. Face superior brilhosa e na face inferior marrom fosco. Margem do limbo subintegro. Nervura mediana proeminente na face inferior, as secundárias proeminentes em ambas as faces. 12-14 nervuras secundárias formando com a nervura me- diana um ângulo de 80º. inflorescência masculina em espiga pedunculada terminal. Pedúnculo de 6-12 mm de comprimento, espi- ga de 3-5 cm de comprimento por 2 mm de largura. Brácteas oblongas, peltadas, imbricadas, de 1-3 mm de comprimento por 0,5-1 mm de largura, diminuindo em direção ao ápice da inflorescência. Flores lateralmente comprimidas, de 0,8-1 mm de altura por 0,91 mm de largura. Ocorrem flores com o perianto atrofiado entre as normais. Perianto de 3-5 sépalos irregularmente con- crescidos na base. 1 estame central, exserto na ântese, com duas anteras livres mas justapostas. Filete de 0,4.0,7 mm de comprimento por 0,4 mm de largura, anteras api- culadas de 0,3 mm de altura por 0,4 mm de largura. Flor feminina terminal, subséssil, na hase 3 catáfi- los resinosos. Cálice de 4 mm, concrescido apenas na base; sépalos de margem inteira, orbiculares, envolvendo o ovário. Lacínios dos 3 sépalos externos com uma glân- dula no terço superior. Estilete 3 mm alto, três estigmas papilosos de 13 mm de comprimento. Tipo: Riedel. (Holótipo L, isotipos BM,P). Materia! examinado: Riedel (LE, BM, P). Esta espécie é apenas conhecida pela coleção tipo. Ela se diferencia bem das demais por apresentar a base das folhas nitidamente cordada. 6. Tetraplandra leandri Baill. (Ests. Xe XI) Baill. Etud. gén. Euphorb. (1858) 55O 1.5, f.8-10; in Ann. Sc. nat. 4 ser. IX (1858) 202; Muell. Arg. in DC. Prod. XV 2 (1866) 1230; /n Fl. Bras. 11(2) (1874) 534 t. 104 f.ll, Pax et K. Hoffm. /n Engler Pflanzenreich IV,147.V (1912) 275; in Pflanzenfamilien 2 ed. 19 c (1931) 206. Tetraplandra riedelii Muell. Arg. var. subcuneata Muell. Arg. Fl. Bras. 11 11 (1874) 535. Tetraplandra longipetiolata Pax et K. Hoffm. in Engler Pflanzenreich 1V.147.V (1912) 275-276. Arbustos a pequenas árvores de até 10 m de altura, ramos cilíndricos glabros, castanhos, cicatricosos. Folhas alternas pecioladas, congestas no ápice dos ramos. Estí- pulas triangulares de margem: denticulada, subcoriáceas, resinosas, caducas, de 1,5 mm de comprimento por 1 mm de largura. Pecíolo de 1-8,5 cm de comprimento, canali- culado na face superior. Lâmina obovada, obovada- oblonga ou lanceolada, de 9-22 cm de comprimento por 3,9-10,5 cm de largura, cuspidada, de base cuneada, cur- tamente cuneada ou ainda obtusa, equilátera, verde bri- lhante na face superior, mais clara e fosca na face infe- rior. Lâmina com duas glândulas circulares a elíticas na base e com a margem desde subiíntegra a distante dentea- da; dentes com glândulas sobre a terminação da nervura. Nervura mediana proeminente na face inferior, as secun- dárias proeminentes em ambas as faces, 12-20 nervuras 98 : secundárias. Ângulo formado pelas nervuras mediana e as “ secundárias varia de 60º a 80”, Inflorescência masculina em espigas pedunculadas, eretas, raro flexuosas, geralmente terminais. Pedúnculo de 1-6 mm de comprimento; espiga de 2-6 cm de compri- mento por 1-3 mm de largura, alvacenta, com 1-3 catá- filos serrados na base. Flores dispostas densamente em fileiras longitudinais. Entre as flores normais, outras me- nores com perianto reduzido. Brácteas desde oblongas até elíticas, imbricádas, envolvendo toda a inflorescência quando ainda jovem. Na antese, as brácteas se agrupam longitudinalmente sobre o eixo da espiga. Bráctea pelta- da de 2 mm de comprimento por 1 mm de largura, va- riando o seu comprimento conforme a localização na in- florescência, sendo menores no ápice. Flores gamossépa- las, irregularmente 3-5 partido, às vezes com uma divisão até a base. Flores de 0,8-1,2 mm de altura por 1,1-1,3 mm de largura. Sépalos carnosos. Um estame de 1-1,2 mm de altura com 4-6 tecas. Nas flores desenvolvidas, as anteras são exsertas. Flor feminina subséssil, 1 — poucas, terminais e frequentemente laterais; 3-5 catáfilos, em 2 círculos, na base. Catáfilo triangular, de margem denteada, resi- noso. Cálice de 3-4 mm de altura, envolvendo o ovário. Os sépalos dispostos em 2 verticilos, os externos ovais, de margem denteada com uma glândula no terço supe- rior, os internos pouco menores. Estilete de 3-4,5 mm de altura, verde avermelhado; estigmas 3, quando jovens, eretos e alvos, posteriormente revolutos e castanhos, de 5-15 mm de comprimento, com a superfície interna Tim- briada. Fruto tricoca, pedunculado, verde com mácuias avermelhadas, de 1-1,5 cm de altura. Semente globosa, castanha com máculas e estrias escuras em faixas verticais, cerca de 10 mm de diâmetro. Carpóforo, no cálice persistente, em forma estrelar de 3 pontas, de 1-1,5 cm de diâmetro. Sintipo: Leandro do Sacramento nº 29 e nº 73, 1819 (P). Distribuição: Esta espécie é conhecida dos Estados do Rio de Janeiro e de São Paulo (Ilha da Queimada Gran- de). Material examinado: Brasil, J. Bowie & Cunningham, 1814-17 (BM); Brasil, Estado do Rio, Horto do Museu Nacional, M. Emmerich (R 126114); Estrada do Suma- ré, Lagoinha, L. Emygdio de Mello Filho 3.197 & M. Emmerich 3.685; M. Emmerich 3.693; Vertente Sul do Corcovado, Entrada pela Joana Angélica, D. Sucre 9612, 12.9.72; Jacarepaguá, Estrada para Represa do Camorim, J. G. Kuhlmann (RB 83004); Santa Teresa, Schwacke (R 99045), 22.11.1888: Rio, Mrs. Graham (K); Realen- go, Freire 5179 e Pedro Peixoto 22.8.1934 (R 98933); Fábrica de Chitas, Schwacke 2.8.1888 (R 99044, RB 78727); Corcovado, Schwacke 57/32, 27.V11.1887; Rie- del 1050 (LE,PW,G); Gardner 5614 (BM,K); J. Miers 3821 (K,US); Glaziou 3108 (P,C); Estado do Rio, Cam- pos, mata da Baronesa, Sampaio 8748, Jan. 1940 (R 99642): Campos, Sampaio, Março 1940 (R 99646); Ca- xias, Passarelli 30, 3.3.1938 (R 31.659); Aldeia de S. Pe- M. EMMERICH dro, Netto, Glaziou, Schwacke |1X.1881 (R 99042, R 99040): Lagoa do Peixe, Schwacke 3178, |IX.1881 (RB 18.128); Glaziou 13171 (P,C,K,G); São Paulo, Ilha da Queimada Grande, Grotão do Oeste, Luiz Emygdio de Mello Filho 2016, 30.X.1961 (R 126.791). Esta espécie, bastante frequente nas matas do Rio de Janeiro, apresenta uma grande variedade no tamanho e formato das folhas. Elas variam de pequenas lanceola- das, curtamente pecioladas até longamente pecioladas de lâminas obovadas e oblongo-obovadas. À margem pode ser integérrima até largamente dentada. Observamos que há exemplares flor íferos de 3 m de altura até 10 m. Dife- rentes ramos de uma mesma árvore apresentam folhas em tamanhos muito distintos. Freguentemente há rebro- tos quando os caules são cortados, e nestes novos ramos as folhas têm o pecíolo muito longo e também as folhas muito maiores. O exemplar Mello Filho 2016, da Ilha Queimada Grande, apresenta variações um pouco além das encon- tradas nos restantes exemplares. Talvez poderia se tratar de um endemismo ou uma variação ecológica, dado a sua procedência. À quantidade e a natureza do material en- tretanto, não nos permite aceitar tal hipótese, e segundo SOUZA CAMPOS & MELLO FILHO (1966) “O comple- xo vegeta! tem características interessantes embora seja representado por espécies do continente”. É portanto viável que se trate da mesma espécie que é frequente em toda a mata costeira do Estado do Rio. ESPÉCIES DE POSIÇÃO DUVIDOSA Algernonia pardina Croizat, Tropical Woods 76 (1943) 14. Esta espécie conhecida apenas pelo tipo, deposita- do no New York Botanical Garden (Froes 12.654/20), foi examinada através de um fototipo. Trata-se de um ramo frutífero, com apenas um fru- to desenvolvido. A ausência de restos da inflorescência masculina ao lado do fruto, a posição séssil do fruto e a falta de esti- pulas oferecem elementos para separar este material do conjunto das A/gernonia Baill. Temos dúvidas sobre a sua posição neste gênero e esperamos que novas coletas de espécimes em sua região de origem, a bacia do Rio Pardo na Bahia, permitam es- clarecer devidamente o seu “status” taxinômico. Tetraplandra anomala Pax et K. Hoffm. im Engler Pflan- zenreich 1V.147.V (1912) 276. Esta espécie também é conhecida apenas pelo tipo (Glaziou 8323). Duplicatas estão depositadas em C,K, ER: A precariedade de todos os exemplares, carentes de flores masculinas, não permite uma identificação exata. Pela presença dos estigmas sésseis, e, do ponto de vista dos caracteres vegetativos, por apresentar ramos transformados em espinhos, estípulas envolvendo os bro- tos terminais e a localização das glândutas da base do limbo, esta espécie se afasta bem das fetrap/andra Baill. REVISÃO TAXINÔMICA DOS GÉNEROS ALGERNONIA BAILL. E TETRAPLANDRA BAILL. 99 e Algernonia Baill., ficando a dúvida quanto ao gênero a que deva pertencer. ESPÉCIE EXCLUÍDA Algernonia grandifotia Glaziou Mém, 3, Bull, Soc. Fr. 59 4a Sér. 12 (1912):630 = Ophthalmoblapton macro- otyilum Fr. Allem. DISTRIBUIÇÃO GEOGRÁFICA Algernonia Baill, e Tetraplandra Baill. são gêneros neotrópicos, conhecidos apenas do Brasil. Algernonia Baill. é conhecido do Estado do Rio de Janeiro e Bahia (?). O gênero Tetrapiandra ocorre na mesma área, estendendo-se ainda para o Sul, até a Ilha da Queimada Grande, no litoral de São Paulo, sendo tam- bém representado, por uma única espécie, 7. amazonica Emmerich, na Amazônia (São Paulo de Olivença). TETRAPLANDRA E ALGERNONIA EM ESTADO FÓSSIL Encontramos referência a uma espécie fóssil de fetraplandra Baill., FT. fongifolia da flora terciária do Chile, representada apenas por uma folha, estudada por ENGELHARDT (1891) que a comparou com a folha de T. leanari Baiil. CONSIDERAÇÕES ECOLÓGICAS Altgernonia Baill. e Tetraplandra Baill., apresentam exigências ecológicas muito semelhantes. A maioria de suas espécies, por ex. Tetrapiandra leandri, T. dimitrii e Algernonia brasiliensis, etc. são elementos do complexo ecológico das matas costeiras do Brasil meridional. São plantas ciófilas, sempre de matas, formando colônias com numerosos indivíduos. As populações estão em constante renovação, encontrando-se indivíduos de to- das as idades. Sua estação favorita é chamada “mata de encosta”, numa altitude de 90-200 m.s.m. Em seus locais de ocorrência repetem-se alguns elementos dignos de menção. Assim o solo é florestal, argilo-arenoso, enrique- cido com detritos vegetais decompostos. Frequentemente a ocorrência de Afgernonia Baill. e Tetraplandra Baill. é associada à presença de “boul- ders” e matacões de componentes gnáissicos-graníticos do Brasil oriental. DADOS FENOLÓGICOS As flores femininas têm a princípio os estigmas tam uma floração contínua durante todo o ano, ocorren- do maior abundância de flores no princípio da primave- ra. Verificou-se que mesmo os indivíduos jovens de uma colônia, com 1-1,5 m de altura, já florescem, Há proto- ginia ou protandria. Em Tetrapiandra leandri Baill. foi observada a protoginia, fato este que deve ter levado BAILLON (1858 e 1858a), ao descrever os gêneros, a afirmar: “la plante n'est peut être pas dioique, mais les sexes sont separées sur les rameaux que J'ai observés”. Acompanhando o desenvolvimento de inflorescência de T. leandri no Horto do Museu Nacional e nas matas do Corcovado, observamos que, uma vez terminada a flora- cão, as inflorescências masculinas se desprendem do ra- mo, restando apenas as femininas e os frutos. As flores femininas têm a princípio os estigmas eretos, verde rosados e levemente torcidos. Em plena flo- ração, estes são revolutos, alvos, passando a castanho, Não foi observado o agente polinizador. RESUMO No presente trabalho faz-se a revisão das espécies dos gêneros A/gernonia e Tetrapiandra, da tribo Hippo- manese (Euphorbiaceae). Cinco espécies novas são des- critas, duas espécies são postas em sinonimia e uma nova combinação é apresentada. Dados históricos, morfológi- cos e ecológicos são apresentados para as espécies em questão. SUMMARY This paper presents a taxonomic revision of the Hippomaneae genus Afgernonia and Tetraplandra (Eu- phorbiaceae). Five new species are described, one new combination is given and two species are synonymized,. Historical, morphological and ecological considerations are given. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS BAILLON, M. H. 1858 — Étude génerale du groupe des Euphorbiacées, p. 546-547, pl. 2, fig. 30-32; p. “5549-550, pl. 5, fig. 8-10. BAILLON, M. H., 1858a — Anthostemidearum sive Euphorbiacearum monandrarum descriptionem quae in Herbario Musaei Parisiensis exstant tentat. — Ann. Sci. Nat. 4 sér. 9:198-199, 200-202. BENTHAM G., 1883 — in BENTHAM, G. HOOKER,J. B. Genera Plantarum ff: 339-340. CROIZAT, J., 1943 — New or critical Euphorbiaceae of Brazil. — Tropica! Woods 76: W-l14. ENGELHARDT, H., 1891 — Ueber tertiaerpflanzen von Chile. — Abh. Senck. Naturf. Gesf. 16: 673, tab. 9, fig. 2. GLAZIOU, A., 1912 — Liste des plantes du Brésil Cen- tral recueilliers en 1861-1895. Bu/!. Soc. Botanique de France 59 ser. 12, Mem. 39.:630. LEMEE, A., 1943 — Dictionaire descriptif et synonymi- que des genres des plantes phanerogames. Vllb: 324. LOEFGREN, A. 1917 — Manual das Familias Naturaes Phanerogamas. Imprensa Nacional, Rio de Janeiro, XVIII + 610 p. MUELLER, J. Arg., 1862-1866 — Euphorbiaceae in DE CANDOLLE, A. Prodromus Systematis Naturalis Regni Vegetabilis. 15 (2):1-1286. MUELLER, J. Arg., 1874 — in MARTIUS, €. F. Ph. de, Flora Brasiliensis 11 (2):533-537. PAX, F., 1891 — in ENGLER A. and PRANTL,K,., Die natuerlichen Pflanzenfamitien HH. (5):102, fig. 67. PAX, F., & HOFFMANN, K., 1912 — im ENGLER, A,, Das Pflanzenreich IV. 147. N: 1:14, 274-278, fig. 56 e 57. PAX, F., & HOFFMANN, K., 1931 — in ENGLER, A,, Die natuerlichen Pflanzenfamilien 28 ed. 19c:11-251. SOUZA-CAMPOS, J. de & MELLO-FILHO, L. E., 1966 — Observações Biológicas sobre a Ilha da Queimada Grande. — 4 Folha Médica 52 (5) 21-44, 100 7 M, EMMERICH O SS mm Est. | Algernonia brasiliensis Baill: a - habitus; b - base da folha; c - inflorescência S; d - bráctea da inflorescência d:e-flor d; f - estame: g - flor ? : h- fruto; | - catáfilo (R 126.113) (Figs. e - f na mesma escala). REVISÃO TAXINÔMICA DOS GÊNEROS ALGERNONIA BAILL. E TETRAPLANDRA BAIÍLL. 101 Est. Il. A/gernonia gibbosa (Pax et K. Hoffm.) Emmerich: a - habitus: b - flor 9; c - base da folha; d- bráctea da inflorescência Gg; e - flor &; f - inflorescência & (Selow 954). M. EMMERICH 102 e a E 1 ta ui da (qn doz mna | Est. HI. Algernonia glaziou Emmerich: a- habitus; b- base da folha; c - inflorescência O; d - flor &; e - estame; f - flor P (Glaziou 6807). 103 S GÊNEROS ALGERNONIA BAILL. E TETRAPLANDRA BAILL. a REVISÃO TAXINÔMICA DO dany PRP o cl cd espe or ALLE da do mê E a. ca SS Ea a cr [oi Eee, 1." ms a a PÉ de SN PORRADA Qu Ta a pop pi CA O PASS a Dstvegado ve . [ tea da inflorescência & x Fr ac d;e-br ência d - infloresc c-flord . r Est. IV. Algernonia obovata Muell. Arg.: a - habitus; b - estame f - base da folha (Riedel 383). M. EMME RICH 104 Est. V. Tetraplandra amazonica Emmerich: a - habitus; b - detalhe da inflorescência S; c - base da folha; d - flor O; e - bráctea da inflorescência & (Krukoff 8611). 105 me REVISÃO TAXINÔMICA DOS GENEROS ALGERNONIA BAILL. E TETRAPLANDRA BAILL. :f-catáfilo (T.5. :e-flord ência O - infloresc d a F fruto, Er base da folha habitus: b - Emmerich: a Est. VI. Tetraplandra bahiensis Santos 1268). 106 F M. EMMERICH Est. VII. Tetraplandra dimitrii Emmerich: a - habitus; b - base da folha; c - bráctea da inflorescência S: d - flor d: e - estame; f - flor ?. (D. Sucre 8972). 107 S GENEROS ALGERNONIA BAILL. E TETRAPLANDRA BAILL. a REVISÃO TAXINÔQMICA DO Est. VIII. Tetraplandra kuhlmanii Emmerich: a - habitus; b - estípula; c - flor 9; d - inflorescência G; e - flor S aberta; f - flor d: g - bráctea da inflorescência O (Kuhlmann 6591). 108 M. EMMERICH Est. IX, Tetrapfandra riedelii Muell, Arg.: a - habitus; b - base da folha; c - bráctea da inflorescência S: d- flor d: e - flor ? (Riedel). 5º 109 a REVISÃO TAXINÔMICA DOS GENEROS ALGERNONIA BAILL. E TETRAPLANDRA BAILL. = wu O | Lan] a - habitus; b - base da folha; c - flor P: d- fruto; e - estípula; f - carpóforo; g - semente. Est. X. Tetraplandra leandri Baill.: (R 126.114). 110 M. EMMERICH Est. XI. Tetraplandra leandri Baill.: a - habitus; b- catáfilo; c- inflorescência &; d - bráctea da inflorescência S; e- flor & (R 126.114). Arq. Mus. Nac., RJ/v. 56/set. 19817 SUPERFAMILIA TONNACEA DO BRASIL. VI — FAMILIA CYMATIIDAE (MOLLUSCA, GASTROPODA). (1) (Com 14 figuras) Em prosseguimento ao estudo da superfamília Tonnacea do Brasil (COELHO & MATTHEWS, 1970 e 1971; MATTHEWS & COELHO, 1971 e 1972; MAT- THEWS; RIOS & COELHO, 1973), discutimos no pre- sente trabalho a família Cymatiidae. Segundo CLENCH & TURNER (1957 a), esta fa- mília estabeleceu-se no início do Terciário, provavelmen- te na região correspondente ao atual Oceano Indo- Pacífico, sendo que diversas de suas espécies puderam imigrar para o Oceano Atlântico, durante a existência do Mar de Tethys. Apresenta, atualmente, uma ampla distribuição geográfica, estando representada em todos os mares tro- picais, ocorrendo algumas de suas espécies em águas tem- peradas. Esta família tem sido bastante estudada, merecen- do destaque os trabalhos de DALL (1904), BAYER (1932), EMERSON & PUFFER (1953), CLENCH & TURNER (1957 a), EMERSON & OLD (1963 b) e CER- NOHORSKY (1967 a). Algumas de suas espécies foram ilustradas, principalmente por KIENER (1842), REEVE (1843), TRYON (1881) e CERNOHORSKY (1967 a e b) e BEU (1970 a e b, 1978). O gênero Colubraria Schumacher, 1817 foi consi- derado por WENZ (1941) como integrante da família Cymatiidae. THIELE (1931), o considerou como uma seção do gênero Charonia Gistel, 1848, embora com uma interrogação. Colubraria até o presente ainda não tem a sua posição taxonômica definida, havendo a necessidade de um melhor conhecimento da morfologia das partes moles de suas espécies, tendo sido colocado em diversas famílias e até entre os grupos de rádula raquiglossa. SCHEPMAN (1911) e DEMOND (1957) o colocaram na família Buccinidae, IREDALE (1929) o colocou na fa- miília Fusidae, EMERSON & OLD (1963 b) e CER- (1) Contribuição nº 33 do Setor de Malacologia, Departamento de Invertebrados, Museu Nacional, em colaboração com a Escola Superior de Agricultura de Mossoró, Ministério da Educação e Cultura, Com auxílios do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e do Conselho de Ensino para Graduados da Universidade Fede- ral do Rio de Janeiro (CEPG/ UFRJ). (2) Bolsista do CNPq (3) Endereço aúterior: Laboratório de Ciências do Mar, Universi- dade Federal do Ceará, Fortaleza, CE. ARNALDO C. DOS SANTOS COELHO (2) Museu Nacional — Rio de Janeiro HENRY RAMOS MATTHEWS (2) (3) Escola Superior de Agricultura de Mossoró JOSÉ HENRIQUE NOBREGA LEAL t2) Museu Nacional — Rio de Janeiro NOHORSKY (1967 a e b) o colocaram na família Colu- brariidae. Achamos prudente não inclui-lo na família Cy- matiidae, até que um melhor estudo de suas espécies seja possível. LINNAEUS (1758) ao descrever diversas espécies atualmente pertencentes ao gênero Cymatium Roding, 1798 as colocou no gênero Murex, de sua autoria. O nome Triton foi empregado por MONTFORT (1810) para espécies atualmente colocadas no gênero Charonia Gistel, 1848, pois Triton havia sido utilizado, diversas vezes, anteriormente, na nomenclatura zoológi- ca: Triton Linnaeus, 1758 — Crustacea; Triton Laurenti, 1768 — Reptilia; Triton Fleming, 1828 (= Tritonalia Fleming, 1828) — Mollusca. No Brasil a família Cymatiidae está representada por quatro gêneros exquinze espécies recentes: Charonia tritonis variegata (Lamarck, 1816) Charonia tampas rubicunda (Perry, 1811) Cymatium (Linatella) poulseni (Môrch, 1877) Cymatium (Cabestana) labiosum (Wood, 1828) Cymatium (Cabestana) fefipponei (lhering, 1907) Cymatium (Ranularia) caribbaeum Clench & Tur- ner, 1957 Cymatium (fCymatriton) nicobaricum 1798) Cymatium (Septa) rubeculum occidentale Clench & Turner, 1957 Cymatium (Septa) pileare (Linnaeus, 1758) Cymatium (Septa) vespaceum (Lamarck, 1822) Cymatium fMonoplex) parthenopeum (Salis, 1793) Cymatium (Cymatium) femorale (Linnaeus, 1758) Fusitriton magellanieus (Roding, 1798) Distorsio (Rhysemal) clathrata (Lamarck, 1816) Distorsio (Rhysemal constricta mcegintyi Emerson & Puffer, 1955. (Roóding, MORRETES (1949: 92) registrou a presenca de Ranularia tuberosa (Lamarck, 1822) no Brasil, Paraná, Ilha do Mel, fixando a distribuição geográfica para o nor- te nas referências de vários autores e para o sul na refe- rência de DALL (1890: 334). GOFFERJÉ (1950: 240) referiu-se à citação de MORRETES (1949) e esclareceu não ter encontrado a espécie no Paraná. CLENCH & 112 TURNER (1957 a: 225-227) ao estudarem Cymatium (Gutturnium) muricinum (Roding, 1798) assinalaram Triton tuberosum Lamarck, 1822 como sinônimo, e estra- nhamente consideraram a referência de MORRETES (1949) e não mencionaram a distribuição mais ag sul do Atlântico Ocidental assinalada por DALL (1890). As re- ferências de RIOS (1970: 73 e 1975: 80) para Cymatium muricinum (Roding, 1798) foram calcadas na indicação apresentada por MORRETES (1949), admitindo a sino- nímia proposta por CLENCH & TURNER (1957 a). FI- GUEIRAS & SICARDI (1971: 124) informaram não te- rem encontrado a espécie no Uruguai. Podemos esclarecer que a indicação de MORRE- TES (1949) foi baseada em material que teve em mãos, hoje depositado na Col. MZUSP sob os n95 17856 e 18503 (respectivamente ex-Col. Lange de Morretes nº 135 e 070) e que tivemos oportunidade de examinar e considerar como conchas muito roladas e desgastadas de Cymatium parthenopeum (Salis, 1793). A CS. COELHO; HR. MATTHEWS & J.H.N. LEAL Com exceção de Cymatium felipponei e Fusitriton magellanicus, que pertencem à fauna da província zoo- geográfica Magelânica, todas as demais espécies pertencem à província zoogeográfica Caribeana, ocorrendo no Bra- sil, com exceção de Cymatium parthenopeum, principal- mente nas regiões norte e nordeste. O material que fundamenta o presente estudo está depositado nas seguintes coleções malacológicas brasilei- ras: Laboratório de Ciências do Mar da Universidade F e- deral do Ceará (Col. Mol. LABOMAR), Fortaleza, Esta- do do Ceará; Escola Superior de Agricultura de Mossoró (Col. ESAM), Mossoró, Estado do Rio Grande do Norte; Museu Nacional (Col. Mol. M.N. e M.N. Col. Mol. H.S. Lopes), Rio de Janeiro, Estado do Rio de Janeiro; Museu de Zoologia da Universidade de São Paulo (MZUSP), São Paulo, Estado de São Paulo; Museu Oceanográfico, Fun- dação Universidade do Rio Grande (MORG), Rio Grande, Estado do Rio Grande do Sul. Chave para identificação dos gêneros e subgêneros 1 — Concha com o lábio externo liso internamente . cc .ccccicsciccciscscrra aa 2 — Concha com o lábio externo denteado internamente ...cccccccsccccciirc 3 de A LABIO BXTE TRONO UNO RO 0 soar cad re E EA AE ER APIS IR ER q RR UA SUS gên. Fusitriton — Lábio externo involuto, formando variz comprimida ........ccccccccicc gén. Cymatium s.8. 3 — Columela com grande reentrância no calo parietal... ciccccccccscccscra gên. Distorsio — Calo parietal grande, não estendendo-se além da altura do lábio externo ........ subgên. Ahysema — Columela sem reentrância no calo parietal... ...ccccccccilccccicci aaa 4 4 — Concha ornamentada espiralmente por largas elevações, separadas por sulcos estreitos e rasos ...... =. nana sd rnagaras.aana.rarac.aramas ..s..rrmnarMmõmnõmõmnaãrmõamõmãzngsmõma.mh kama a ne rnanst-nMamõmõmõa,mãr.rMaãmarõmamõrnaama a — Abertura muito pequena, subcircular — Concha com aespirabaixa ......cciccc. 5 — De textura fina; lábio externo crenulado. — De textura espêssa; lábio externo denticulado a noto vrvamnnndsnmmõmarauamu Leth E RS DU Dejo r 2 dr E gên. Charonia — Concha ornamentada espiralmente por estreitas faixas elevadas, separadas por sulcos largos E ae RS a e e RO e subgên. Monoplex OUR eo US dah ev. Subgên. Cymatium ER EIN. E pe a RE ao PR subgên. Cabestana — Concha finamente nodulosa, consequência do encontro das ornamentações espiral e axial E di e Pa ERRO A RS PR Si ft subgên. Septa RE Pe Rc ab ER RO subgên. Linatella subgên. Ranularia Chave para identificação das espécies 1 — Columela com forte reentrância na região parietal... ci cscccscccccciea a 2 — Columela sem forte reentrância na região parietal . ....ccccccccscicccescrcrrasra a 3 2 — Com duas pregas parietais próximas ao canal sifonal posterior; concha medindo até 77 mm de com- E GA (Eno é qa RD AR PI 1 cad ma PDD SU E AA UR RR o STE Distorsio clathrata — Com uma única prega parietal próxima ao canal sifonal posterior; concha medindo até 46 mm de CONTAR ELES e 1rcge alto E ao apEcaR SEE E e A MPR ADE Jess SEM es ag Distorsio constricta megintyi 3 » Labioexterno cor dentes Intéthamente .-suspa dove TE a ERC A SENDA DO 0 A ES ES 4 — Lábioexterno sem- dentes EXIGIMAMENTE cp scia aee gua DELE 0 UR O IV RD CM a RA a ê A = ERP PA ENCARA aa DERA do MEU a a fa pj fu, RD pd DE SI pe a RS 5 contei PRA [E não OT E me a RA = A SP SR RR PLS A 4 ad 2 AR o E RR RO 6 e VEGAS A rod Op era ta o ama cs ot aa 8 E MAR DO a e RAR SE 1 E E da RE E 5 — Lábio externo com 7 dentes pronunciados; concha medindo até 84 mm de comprimento ......... rr. sd rias... a StarOS Mor PETS q a no RS Cymatium caribbaeum SUPERFAMILIA TONNACEA DO BRASIL. VI — FAMILIA CYMATIIDAE Espécie tipo: Murex tritonis Linnaeus, 1758, por monotipia (CERNOHORSKY, 1967 a). Charonia Gistel, 1848, Mat. Thierr. Schulen., p. 170. Charonia Gistel, 1848: Thiele, 1931: 283. Charonia Gistel, 1848: Wenz, 1941: 1065-1066. Charonia Gistel, 1848: Clench & Turner, 1957 a: 198, Charonia Gistel, 1848: Cernohorsky, 1967 a:325- 326. Concha de tamanho médio a muito grande, voltas convexas, tes e descontínuas. Espira alta. Volta corporal muito volu- mosa. Abertura grande, com o lábio externo denteado internamente. Columela pregueada, ocasionalmente lisa. Canal sifonal anterior aberto, pronunciado e curto. Opérculo de cor marrom, espesso, com o núcleo terminal ou deslocado para o lado direito. Duas espécies estão registradas para o Atlântico Ocidental: Charonia tritonis variegata (Lamarck, 1816) e Charonia lampas rubicunda (Perry, 1811). Charonia tritonis variegata (Lamarck, 1816) Triton variegatum Lamarck, 1816, Ency. Method., Liste, p. 5, Atlas, vol. 3, pl. 421, figs. 2a - b. Lábio externo com 8 dentes agudos; concha medindo até 32 mm de comprimento .....c.cccccc.. DE Rad RD RT o rogue DE me La SA 7 RA E CR RM Dm ds Cymatium rubeculum occidentale Lábio externo com 12 dentes, distribuídos aos pares; concha medindo até 30 mm de comprimento .. RD ar ag 87 el DARE E PD DS O o A EAD o pinbides A AD co a ANE SR PA O Cymatium vespaceum Lábio externo com 6 minúsculos dentes; concha medindo até 25 mm de comprimento .......... Dr nda ai o STR a TA DO TA ED RR RS 22 ONT ABRE q UA Cymatium labiosum Lábio externo com 14 dentes distribuídos aos pares, ocasionalmente apresentando dentes secundá- rios; conchas medindo até 140 mm de comprimento ....ccccccccc. Cymatium parthenopeum Lábio externo com 8 fortes dentes não agudos; concha medindo até 30 mm de comprimento ...... A a POR Sair EA SRa E RS SM A A SR E SR pr DO De O 1 va Ra Cymatium felipponei Lábio externo crenulado; concha medindo até 75 mm de comprimento ...... Cymatium poulsent Lábio externo com 12 a 14 dentes, ocasionalmente com dentes secundários; concha medindo até 210 EE CS PAPIRO a a A Aço eia pe 6 E da A gas Ds a DER pe Pc Cymatium pileare Lábio externo com 7 fortes dentes, simples ou bífidos; concha medindo até 80 mm de comprimento E ADD OS a Ae CROMO SE o SE, e) paia RO ABUà RO 9 np 6 Aga Cymatium nicobaricum Lábio externo com 22 pequenos dentes, a ibuidos aos pares, ocasionalmente com dentes secundá- rios; concha medindo até 330 mm de comprimento . ...ccccccclcc. Charonia tritonis variegata Lábio externo com 12 a 13 dentes, não distribuídos aos pares; concha medindo até 250 mm de com- [pla Us PIU De SPA Rà o Jg q OR RD o e LAR Charonia lampas rubiçunda Lábio externo liso, não involuto; concha medindo até 108 mm de comprimento... ...cccccl.. RR ço RD SR DR qu 22088 ps Sl igeaeE De ABÇS E RD aa rã Fusitriton magelianicus Lábio externo sem dentes, involuto, formando uma variz comprimida; concha medindo até 220 mm CE CONT ias ue po cofre ea e 4 o Duo Ds RE 2 e A UT Cymatium femorale Gênero Charonia Gistel, 1848 ocasionalmente irregulares; varizes proeminen- Fig. 1 Triton tritonis Lin.: Rocha, 1948: 128. Charonia tritonis nobilis (Conrad, 1848): Morretes, Fig. 1: Charonia tritonis variegata (Lamarck, 1816) — Brasil, Es- 1949: 92. tado do Ceará, Acaraú, Col. Mol. M.N. nº 3614. 13 114 Charonia tritonis nobilis Conrad: Abbott, 1954: 197, pl. 5, fig. f. Charonia variegata Lamarck: Clench & Turner, 1957 a: 193-197, pl. 111, figs. 1-2; pl. 113, fig. 1; pl. 14, figs. 1-2. ” Charonia variegata Lamarck, 1816: Warmke & Ab- bott, 1961:99, pl, 1, fig. a. Charonia variegata Lamarck: Fausto-Filho, Mat- thews & Lima, 1966: 127. Charonia variegata (Lamarck, 1816): Matthews & Rios, 1967 a: 70. Charonia variegata (Lamarck): Abbott, 1968: 118-119, fig. 8. Charonia variegata (Lamarck, 1816): Kempf & Matthews, 1968: 92. Charonia tritonis variegata (Lamarck, 1816): Beu, 1970 a: 209-310, figs. 5,7. Charonia variegata (Lamarck, 1816): Rios, 1970: 70. Charonia variegata (Lamarck, 1816): Abbott, 1974: 166, pl. 7, fig. 1776. Charonia variegata (Lamarck, 1816): Rios, 1975: 78, pl. 21, fig. 314, Descrição: Concha muito grande, pesada e forte, com a volta corporal bastante ampla e a espira alongada. Medindo até 330 mm de comprimento. Coloração geral branca-suja, com manchas alternadas de cor marrom-es- cura e brancas, em forma de crescente lunar, distribuidas sobre as elevações espirais e com o ápice dirigido no senti- do contrário ao da abertura da concha; ocasionalmente coalescentes no sentido axial, Primeiras voltas da teleo- concha de cor rósea-salmão. Calo columelar de cor mar- rom-escura, com pregas brancas. Protoconcha com 5 vol- tas lisas, róseas. Primeiras voltas da teleoconcha com as- pecto cancelado como consegiiência do encontro da orna- mentação espiral e axial. Teleoconcha com 12 voltas abauladas, de sutura distinta, ornamentadas por baixas, largas e planas elevações espirais, separadas por sulcos es- treitos e rasos que apresentam de 1 a 3 finos cordões es- pirais. Aquelas elevações são mais estreitas, muito próxi- mas entre si e um pouco noduladas, na parte posterior das voltas, próximo à sutura posterior, fato mais conspf- cuo nas voltas mais anteriores. Periferia das voltas com ombro bem definido. Volta corporal muito volumosa, ocupando cerca de 2/3 da teleoconcha. Abertura grande, subelíptica. Lábio externo refletido, levemente crenula- do pela ornamentação espiral externa, internamente com 22 pequenos dentes distribuídos aos pares, correspon- dendo aos canais externos que separam as elevações espi- rais: ocasionalmente com dentículos secundários. Calo columelar relativamente estreito, anteriormente espesso, com a margem distal livre, e formando a margem colu- melar do canal sifonal anterior; calo parietal fino e trans- parente, mostrando a ornamentação e coloração da volta corporal; com fortes pregas, a mais posterior, mais forte e delimitando o canal sifonal posterior; canal sifonal an- terior curto, largo e aberto. A.CS. COELHO; H.R. MATTHEWS & J.HN. LEAL Distribuição geográfica: Atlântico Oriental: Mar Mediterrâneo, Ilhas de Cabo Verde, Canárias e Santa He- lena (CLENCH & TURNER, 1957 a): Atlântico Ociden- tal: Carolina do Sul (MERRIL & PETIT, 1969); Bermu- da, Bahamas, Flórida, Indias Ocidentais; desde a região central do México até Santos, SP, Brasil (CLENCH & TURNER, 1957 a). Brasil: Estados do Ceará (ROCHA, 1948; FAUSTO-FILHO, MATTHEWS & LIMA, 1966; MATTHEWS & RIOS, 1967 a; RIOS, 1970), Rio Grande do Norte (XKEMPF & MATTHEWS, 1968; RIOS, 1970), Pernambuco (RIOS, 1970), Alagoas, Bahia (MORRETES, 1949; RIOS, 1970), e São Paulo (CLENCH & TURNER, 1957a). Material! examinado: Brasil: Estado do Ceará, Aca- raúu, Col. Mol. LABOMAR nº 70, uma concha, IV /1966; Col. Mol. M.N. nº 3614, uma concha, obtida em manzuá de lagosta, 36 m prof., V/1967,H.R. Matthews leg. 1969; Paracuru (ao largo), Col. ESAM, uma concha, H.R. Mat- thews leg., 1V/1967; Fortaleza, Praia de Mucuripe (ao largo), Col, ESAM, uma concha, H.R. Matthews leg. VI/ 1978. Estado da Bahia, Ilhéus, M.N. Col. Mol. HS. Lo- pes nº 982, uma concha. Observações: Exemplares adultos raramente são capturados, porém conchas de indivíduos jovens têm si- do dragadas com bastante frequência nos fundos de algas calcárias (Rhodophyceae-Melobesiae) e frequentemente são obtidas no nordeste brasileiro nos manzuás utilizados na pesca de lagostas, onde são introduzidas por paguri- deos. y Charonia tritonis variegata tem sido muitas vezes referida na literatura científica como Charonia tritonis nobitis (Conrad, 1846). Todavia, este último nome é si- nônimo do primeiro. BEU (1970a) considerou a existência de duas sub- espécies geográficas de Charonia tritonis (Linnaeus, 1758): Charonia tritonis tritonis (Linnaeus, 1758), na Região Indo Pacífica e Charonia tritonis veriegata (La- marck, 1816) no Atiântico e Mediterrâneo. BEU (1970a] adotou a categoria taxonômica subespecífica para as duas formas muito semelhantes de Charonia tritonis em função do moderno conceito politípico de espécie, admi- tindo ainda que constituam um par de subespécies oriun- das de um mesmo estoque existente quando da ligação entre os Oceanos Atlântico e Pacífico através do Istmo do Panamá. Charonia lampas rubicunda (Perry, 1811) (Fig. 2) Septa rubicunda Perry, 1811, Conch., pl. 14, fig. 4. Charonia capax Finlay, 1826: Powell, 1946: 76, pl. 14, fig. 10. Charonia powel!i Cotton, 1957, Rec. Sth. Aust. Mus. 13, p. 120, pl. 6, lower fig. Charonia lampas rubicunda (Perry, 1811): Beu, 1970a:215-217, pl. 3, fig. 13; pÍ. 4, figs. 18-23. Descrição : Concha grande, pesada, com a volta cor- poral ampla e a espira moderadamente alongada. Medin- SUPERFAMILIA TONNACEA DO BRASIL. VI — FAMILIA CYMATIIDAE Fig. 2: Charonia lampas rubicunda (Perry, 1811) — Brasil, Esta- do do Rio de Janeiro, Cabo Frio, Ilha do Papagaio, Col. Mol. M.N. nº 3897. do até cerca de 250 mm de comprimento. Coloração branca-suja a marrom-amarelada com manchas marrons escuras e brancas dispostas alternadamente em sentido es- piral. Calo columelar de coloração marrom clara, com pregas brancas. Protoconcha de coloração rósea, com duas voltas lisas. Teleoconcha com 8 voltas de perfil convexo, com a sutura bem evidenciada, ornamentadas por eleva- cões espirais largas as quais limitam grupos de cordões es- pirais mais estreitos e menos elevados. Nas últimas voltas as elevações ostentam nódulos mais evidentes que são menos desenvolvidos no sentido ventral e anterior da concha. Entre a periferia e a sutura posterior os cordões espirais são mais estreitos e menos elevados do que as elevações espirais, porém bem mais evidentes que os de- mais. Periferia das voltas com ombro bem definido e an- guloso, formado pelo cordão espiral mais largo e nodu- loso. Volta corporal volumosa, podendo apresentar 2/3 a 1/2 do comprimento da teleoconcha. Abertura grande, em forma elíptica. Lábio externo refletido, crenulado pela ornamentação espiral externa, internamente com 12 a 13 dentes correspondentes aos sulcos externos que se- param as elevações espirais. Os 3 dentes da região do ca- nal sifonal posterior estão ligeiramente afastados dos de- mais e mais próximos entre si. Calo columelar relativa- mente estreito, pouco espesso anteriormente, fino e 115 transparente na porção posterior; com pregas brancas. Calo parietal com duas pregas, uma pouco desenvolvida e a outra bem elevada e forte, delimitando o canal sifo- nal posterior. Canal sifonal anterior curto, largo e aberto. Distribuição geográfica: Oceano Pacífico: Austrá- lia: Sul de Queensland ao Sul da Austrália Ocidental (BEU, 1970a). Nova Zelândia: Litoral norte (BEU, 19704 e POWELL, 1946). Oceano Atlântico Ocidental: Brasil: Estado do Rio de Janeiro, Macaé, ao Estado de Santa Catarina (RIOS & TOSTES, 1977). Material examinado: Brasil: Estado do Rio de Ja- neiro, Macaé, Ilha de Santana, Col. Mol. M.N. nº 3876, uma concha, barco “São João Batista” col. X1/1963, 30 m prof., 25 milhas ao largo, D. Mendonca leg. X1/1963; Macaé, Col. Mol. M.N. nº 3877, uma concha, barco “'Sa- gres” col. XI/1963, 5O m prof., 15 milhas ao largo, D. Mendonça leg. XI1/1963; Cabo Frio, Ilha dos Papagaios, Col. Mol. M.N, nº 3897, uma concha com opérculo, G. Guimarães col. X/1977, 40 m prof., sobre areia, L.R. Tostes leg. 1978. Austrália: New South Wales, Sydney Harbour, M.N. Col. Mol, H.S. Lopes nº 4690, duas con- chas, Kerslake col. /leg. Observação: BEU (1970a) relatou a existência de cinco subespécies geográficas de Charonia lampas (Lin- naeus, 1758): Charonia lampas lampas (Linnaeus, 1758) no Mediterrâneo e Atlântico Oriental; Charonia lampas pustulata (Euthyme, 1889) na África do Sul: Charonia lampas sauliae (Reeve, 1843) no Japão; Charonia lampas capax Finlay, 1927 na Nova Zelândia e Ilhas Kermadec; e Charonia lampas rubicunda (Perry, 1811) na Austrália e Nova Zelândia. Gênero Cymatium Roding, 1798 Espécie tipo: Murex femorale Linnaeus, 1758 por designação subsequente (DALL, 1904). Cymatium Roding, 1798, Mus. Bolt., p. 129. Cymatium Roding, 1798: Thiele, 1931: 282-283. Cymatium (Bolten) Roding, 1798: Wenz, 1941: 1061. Cymatium Roding, 1798: Clench & Turner, 1957 a: 197-198. Cymatium Róding, 1798: Cernohorsky, 1967a: 316. Conchas de tamanho relativamente pequeno até médio, geralmente bastante sólidas, ovais e ventricosas, transversalmente triangulares. Protoconcha bastante grande, lisa ou com microscópicas linhas axiais. Poucas voltas, convexas ou anguladas, com varizes proeminentes e descontinuas. Ornamentação de cordões espirais, lisos ou nodulosos. Lábio externo e columela apresentando calo com dentes e ou pregas. Canal sifonal posterior ob- soleto; o anterior dirigido dorsalmente. Perióstraco de 116 : cor marrom-amarela a marrom-escura, formando lâminas axiais franjadas. Opérculo variável, espesso ou fino, de formato ova- lado, com a porção maior arredondada, ocasionalmente triangular, estreitando-se posteriormente. O núcleo pode ser: a) terminal e na extremidade da margem, ou leve- mente deslocado para o lado direito; b) central ou leve- mente deslocado para a margem terminal; c) submarginal para a esquerda e um pouco abaixo do centro. Usual- mente de cor marrom-laranja. Rádula com dentes raquidianos não lateralmente escavados, convexos ou côncavos no ápice, convexos na base, mais largos que altos e com uma cúspide proemi- nente que pode ser longa ou curta, e 4 a 5 cúspides me- nores, de cada lado; os dentes laterais com 5 a 8 cúspides acessórias na margem cortante da grande cúspide; os marginais internos e externos simples, sem cúspides (CERNOHORSKY, 1967). Trata-se do gênero da família Cymatiidae melhor representado no Brasil, possuindo 10 espécies distribui- das em 7 subgêneros. Subgênero Linatella Gray, 1857 Espécie tipo: Cassidaria cingulatum Lamarck, 1822 por monotipia (CLENCH & TURNER, 1957a). Linatella Gray, 1857, Guide syst. distr. Moll. Brit. Mus., p. 39. Linatella Gray, 1857: Thiele, 1931: 282. Linateila Gray, 1857: Wenz, 1941: 1061. Linatella Gray, 1857: Clench & Turner, 1957a:198. Conchas de tamanho pequeno a médio, usualmen- te de cor amarela-clara uniforme, ocasionalmente com faixas espirais de cor marrom-escura. Ornamentadas por numerosos cordões espirais baixos, ocasionalmente com nódulos ou projeções. Raramente outra variz presente além da correspondente ao lábio externo dos adultos. Canal sifonal anterior curto, dirigido dorsalmente. Aber- tura subcircular; lábio externo denticulado internamen- te; calo parietal com ou sem pregas. Perióstraco bastante fino, formando numerosas lâminas axiais, minusculamen- te franjadas. Opérculo subcircular, com núcleo excêntri- co, ornado por linhas concêntricas de crescimento. Este subgênero se acha representado no Brasil por uma única espécie, Cymatium (Linatella) poulseni (Mor- ch, 1877). Cymatium (Linatella) poulseni (Mórch, 1877). Triton (Linatella) poulseni Morch, 1877, Malako- zool. Blatt., vol. 2 4, p. 33. Cymatium (Linatella) poulseni Morch: Clench & Turner, 1957a: 198-200, pl. 111, fig. 7-8; pl. 113, fig. 2; pl. 115, figs. 1-3. Cymatium poulsení Mórch, 1977: Warmke & Ab- bott, 1961: 100, pl. 18, fig. e. A CS. COELHO; HR. MATTHEWS & J.H.N. LEAL Cymatium pouiseni (Morch, 1877): Rios, 1970: 13, pl. 18. Cymatium (Linatella) poulseni (Morch, 1877): An- drews, 1971: 105-106. Cymatium cingulatum (Lamarck, 1822): Abbott, 1974: 164, pl. 7, fig. 1761. Cymatium cingulatum 1975: 80, pl. 22, fig. 325. (Lamarck, 1822): Rios, Descrição: Concha de tamanho médio, relativa- mente fina porém forte, de formato subgloboso. Medin- do até 70 mm de comprimento. Coloração geral marrom- clara, ocasionalmente com faixas espirais de cor marrom mais escura. Protoconcha com 3 e 1/2 voltas estreitas e alongadas, levemente deslocadas em relação ao eixo lon- gitudinal da teleoconcha. Teleoconcha com 4 voltas abauladas, a volta cor- poral ocupando cerca de 2/3 da concha, ornamentada com cordões espirais de perfil subquadrado, e que se prolongam até a margem distal do lábio externo, dando a este uma aparência crenulada; finas linhas espirais pre- sentes entre os cordões espirais. Ornamentação axial composta por finas linhas de crescimento. À sutura entre cada volta da teleoconcha é levemente escavada. Abertu- ra grande, de formato subelíptico, internamente de cor branca, polida; lábio externo levemente refletido, o que forma uma fraca variz, com a borda crenulada pela orna- mentação espiral externa, internamente com 8 denticu- los que se prolongam, penetrando na abertura, geralmen- te distribuídos aos pares, e localizados nos espaços cor- respondentes às depressões entre cada duas elevações ex- ternas espirais; calo columelar estreito, liso e brilhante; transparente na parte posterior, onde deixa ver a colora- ção e a ornamentação espiral da concha; espesso e aderi- do anteriormente, com coloração amarelada. O calo colu- melar se estende anteriormente, formando a margem co- lumelar do canal sifonal anterior. Canal sifonal anterior curto, aberto, dirigido dorsalmente. Perióstraco de cor marrom, formando inúmeras projeções pilosas de distri- buição axial e espiral, esta última bastante acentuada, já que é formada sobre os cordões espirais da concha. Distribuição geográfica: Carolina do Sul (U.S.A.) (MERRILL & PETIT, 1965), Flórida (U.S.A.), Indias Ocidentais, da Flórida Ocidental para o Texas, México e Venezuela (CLENCH & TURNER, 1957a). Brasil: Esta- do da Bahia (RIOS, 1970). Material examinado: Venezuela: Ilha Margarita, Col. Mol. LABOMAR nº 513, uma concha, A, Cervigón leg. X11/1978. Observação: Os Únicos exemplares brasileiros que conhecemos são procedentes do Estado da Bahia, e se acham depositados no Museu Oceanográfico (MORG), Rio Grande, Estado do Rio Grande do Sul. SUPERFAMILIA TONNACEA DO BRASIL, VI — FAMILIA CYMATIDAE Subgênero Cabestana Roding, 1798. Espécie tipo: Murex cutaceus Linnaeus, 1767, por designação subsequente (DALL, 1904). Cabestana Rôóding, 1798, Mus. Bolt., p. 130. Cabestana Róding, 1798: Thiele, 1931: 282. Cabestana Róding, 1798: Wenz, 1941: 1062. Cabestana Roding, 1798: Clench & Turner, 1957a: 200-201. Conchas de tamanho pequeno a médio, geralmente de cor marrom. Varizes e elevações axiais bastante fortes contendo diferentes projeções. Geralmente também com pronunciados cordões espirais. Voltas com ombros pro- nunciados. Canal sifonal anterior curto. Perióstraco fino. Opérculo unguiculado, com o núcleo marginal. Representado no Brasil apenas por duas espécies, Cymatium labiosum (Wood, 1828) e Cymatium felippo- nei (lhering, 1907), Cymatium (Cabestana) labiosum (Wood, 1828). (Fig 3) Murex labiosus Wood, 1828, Ind. Test., p. 15, pl. 15, fig. 18. Cymatium (Tritoniscus) labiosus (Wood): Smith, 1948: 1, pl: 2, fig. 7. Cymatium labiosum Wood: Abbott, 1954: 196, pl. 25, fig. m. Cymatium (Cabestana) labiosum Wood: Clench & Turner, 1957a:201-203, pl. 111, figs. 9-10; pl. 116, fia. 1. Cymatium labiosum Wood, 1828: Warmke & Ab- bott, 1961: 100, pl. 18 fig. a. Cymatium labiosum (Wood, Rios, 1967a: 70. Cymatium labiosum (Wood, 1828): Cernohorsky, 1967b: 48, pl. 5, fig. 20. Cymatium labiosum (Wood, 1828): Matthews, 1968: 248. Cymatium labiosum (Wood, 1828): Matthews & Kempf, 1970: 27€e 45. Cymatium labiosum (Wood, 1828): Rios, 1970: 71. Cymatium labiosum (Wood, 1828): Abbott, 1974: 164-165. Cyvmatium labiosum (Wood, 1828): Rios, 1975: 78, pl. 22, fig. 317. 1828): Matthews & Descrição: Concha pequena e sólida. Medindo até 30 mm de comprimento. Coloração geral variando de amarela-clara a marrom-escura, ocasionalmente com uma faixa branca espiral, na volta corporal. Protoconcha com 3 1/2 voltas, apresentando finas estrias axiais, e de colo- ração marrom-clara. Teleoconcha com 5 voltas, ornamentadas por cor- dões espirais que se estendem por sobre as varizes, com linhas entre os cordões. Perióstraco de cor amarela-clara, composto por finas linhas axiais. Ornamentação axial 117 Fig. 3: Cymatium labiosum (Wood, 1828) — Brasil, Estado do Ceará, Fortaleza (ao largo), Col. Mol. M.N. nº 3870. formada por pequenas elevações que cortam a ornamen- tação espiral, formando nódulos nos encontros. Esta or- namentação axial torna-se mais acentuada nos ombros das voltas, onde se prolonga posteriormente até a sutura da volta anterior. Abertura de formato elíptico. O lábio externo formando forte variz sobre a qual os cordões e linhas espirais se prolongam, estendendo-se até a margem distal do lábio. A margem interna do lábio externo apre- senta 6 dentículos. Calo columelar estreito, liso e bri- lhante, com um único dentículo na porção parietal, deli- mitando o canal sifonal posterior, e 2 ou 3 fracas pregas anteriores, próximas ao canal sifonal anterior; prolongan- do-se anteriormente, formando a margem do canal sifo- nal anterior que é curto, dirigido dorsalmente e para o la- do do lábio externo. Distribuição geográfica: Havaí, Ilhas Filipinas, New South Wales, Austrália, África Oriental (CLENCH & TURNER, 1957a). Atlântico Ocidental: Carolina do Sul, Flórida (U.S.A.), Bahamas, Pequenas Antilhas (CLENCH & TURNER, 1957a). Brasil: Estados do Ceará (MAT- THEWS & RIOS, 1967a; MATTHEWS, 1968; MAT- THEWS & KEMPF, 1970; RIOS, 1970), Bahia (RIOS, 1970), e Arquipélago de Fernando de Noronha (MAT- THEWS & KEMPF, 1970; RIOS, 1970). 118 Materia! examinado: Brasil: Estado do Ceará, Aca- raú (ao largo), Col. ESAM, uma concha, ex-pisce, H.R. Matthews leg. X/1977; Fortaleza (ao largo), Col. Mol. M. N. nº 3870, uma concha, ex-pisce, 30 m prof., H.R. Mat- thews leg. X/1971; Fortaleza, Praia de Mucuripe, Col. Mol. LABOMAR nº 117, uma concha, ex-pisce Amphi- chthves cryptocentrus (Cuvier & Valenciennes, 1837), I/ 1967. África do Sul: Natal, M.N. Col. Mol. H.S. Lopes nº 2987, duas conchas, H. Boswell leg. V/1951. Observações: Espécie pouco frequente nas coletas. Alguns exemplares foram dragados no nordeste brasilei- ro, sobre fundos de algas calcárias. A maioria dos exem- plares obtidos foi encontrada no tubo digestivo de peixes “pacamon” — Amphichthyes cryptocentrus, pescados a cerca de 40 metros de profundidade. Fig. 4: Cymatium fetipponei Uhering, 1907) — Brasil, Estado do Rio de Janeiro, Macaé, Ilha de Santana (ao largo), Col. Mol. M.N. nº 3898. Cymatium (Cabestana) felipponei (lhering, 1907) (Fig. 4) Lotorium filipponei lhering, 1907, An. Mus. Nac. Buenos Aires, 14 (3a ser.) (7), p. 443, pl. 18, figs. 122 a-b, err. pro Felipponet. Cyvmatium felipponei (lhering, 1907): Carcelles, AC.S. COELHO; H.R. MATTHEWS & J.H.N. LEAL 1944: 246, pl. 2, fig. 26. Cymatium (Cabestana) felipponei (Ihering): Smith, 1948: 8, pl. 4, fig. 1. Cymatium (Cabestana) felipponei von lhering: Clench & Turner, 1957a: 203-204, pl. 116, fig. 2. Cymatium fetippone! (Ihering, 1907): Rios, 1970: 71, pl. TA. Cymatium fetipponei (lhering, 1907): Rios, 1975: 78, pl. 21, fig. 316. Descricão: Concha de tamanho médio, sólida, com forte escultura. Medindo até 52 mm de comprimento. Co- loração geral marrom-avermelhada. Teleoconcha com 5 voltas convexas, de ombros acentuados e sutura distinta, ornamentadas por numerosos cordões espirais de espes- sura irregular, o cordão localizado na periferia das voltas sendo geralmente maior. Ornamentação axial composta por finas linhas de crescimento. Espira corporal ocupan- do, ventralmente, cerca de 3/4 da teleoconcha. Abertura pequena, subelíptica. Lábio externo com forte variz so- bre a qual a ornamentação espiral se prolonga; interna- mente com dentículos bastante fortes. Columela lisa, ar- queada, com calo estreito, espesso e brilhante, aderido em toda sua extensão. Canal sifonal anterior curto, pou- co aberto, levemente dirigido dorsalmente. Perióstraco fino, de cor amarela-clara. Distribuição geográfica: Estado do Espírito Santo, Brasil, até Porto Quequen, Argentina (CLENCH & TUR- NER, 1957a); Estado do Esprrito Santo (CLENCH & TURNER, 1957a, RIOS, 1970), Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul (RIOS, 1970). Material examinado: Brasil: Estado do Rio de Ja- neiro, Macaé, Ilha de Santana (ao largo — 22º 30'S — 41º 23W, 22º 438 — 41º 40'W), Col. Mol. M.N. nº 3898, três conchas, B. Prazeres & O. Silva cols. (barco “Gandarense”), arrasto em lama, 48 m prof.; Saquarema (ao largo), MORG nº 20810, duas conchas, D. Pinto col. 1975, arrasto DO m prof. Uruguay: Maldonado, Punta del Este, M.N. Col. Mol. H.S. Lopes nº 6162, uma concha, E. Duarte col. 11/1958. Observações: KLAPPENBACH (1966: 11-12) co- mentou a propósito de “Cymatium (Cabestana) felippo- nei (lhering, 1907)” o encontro de exemplares de um fo- lheto impresso, editado em Buenos Aires, em 1908, com a descrição fiel, embora não tipograficamente igual, e as Ilustrações conforme a publicação original. Quanto a indicação de distribuição mais ao norte apresentada por CLENCH & TURNER (1957a), obtive- mos de E. Duarte (em correspondência de 29/09/1979), a informação de que o material referido foi coletado por O. Schneider em Guaxariba, Vitória, Espírito Santo, praia esta que não consguimos localizar. Subgênero Ranularia Schumacher, 1817 Espécie tipo: Aanularia longirostra Schumacher, 1817 (= Tritonium clavator Chemnitz) por designação SUPERFAMILIA TONNACEA DO'BRASIL. VI — FAMILIA CYMATIIDAE subsequente de HERRMANSSEN (1847) CLENCH & TURNER, 19574). Ranularia Schumacher, 1817, Essai Nouv. Syst., p. 253. o Ranularia Schumacher, 1817: Thiele, 1931: 282. Ranularia Schumacher, 1817: Wenz, 1941: 1064- 1065. Ranularia 1957a: 204. Schumacher, 1817: Clench & Turner, Concha de tamanho médio, usualmente de cor amarela a marrom. Ornamentação variando de poucas a muitas varizes arredondadas, a maioria dos exemplares apresentando elevações espirais muito desenvolvidas, e com projeções nodulosas. Ornamentação espiral de for- tes cordões, modulosa ou com projeções agudas, nume- rosas e finas linhas espirais presentes entre os referidos cordões. Voltas de perfil convexo. Canal sifonal anterior moderadamente prolongado. Abertura subcircular, apre- sentando calo parietal um tanto espesso. Perióstraco for- mando numerosas lâminas axiais. Opérculo suboval, com o núcleo submarginal e lo- calizado aproximadamente na metade da distância para a margem parietal (CLENCH & TURNER, 1957a). A espécie Cymatium ([Ranularia) sarcostomum (Reeve, 1844) está registrada para o Brasil por CLENCH & TURNER (1957a), baseados na descrição de Triton ridleyi Smith, 1980, para o Arquipélago de Fernando de Noronha, o qual consideraram sinônimo. SMITH (1890) descreveu esta espécie baseado em um único exemplar jovem, medindo 19 mm de comprimento por 10 mm de diâmetro. LOPES & ALVARENGA (1955) esclareceram não terem encontrado a espécie em Fernando de Noronha, da mesma forma que MATTHEWS & KEMPF (1970), acei- tando a sinonimização proposta por CLENCH & TUR- NER (1957), não a encontraram. Consideramos então que este subgênero está repre- sentado no Brasil apenas por Cymatium (Ranularia) ca- ribbaeum Clench & Turner, 1957. Cymatium (Ranularia) caribbaeum Clench & Turner, 1957 (Fig. 5) Triton cynocephalum “Lamarck” Kiener, 1942, icon. Cog. Viv., Triton, p. 3, pl. 12, fia. 1; Non Triton cynocephalus Lamarck, 1816. Cymatium (Ranularia) cynocephalus (L): Smith, 1948:4, pl. 2, fig. 2. Cymatium cynocephalum Lamarck: Abbott, 1954: 196, pl. 9, fig. ). Cymatium (Ranularia) caribbaeum Clench & Tur- ner, 1957, Jofnsonia, vol. 3, nº 36, pp. 204-206, pl. 111, figs. 3-4; pl. 113, fig. 3; pl. 117, figs. 1-2. Cymatium caribbaeum Clench & Tumer, 1957: Warmke & Abbout, 1961: 100, pl. 2, fig. b; pl. 18, fig. X. Fig. 5: Cymatium caribbaeum Clench & Turner, 1957 — Brasil, Estado da Bahia, Ilha de Itaparica, Mar Grande, M.N. Col. Mol. H.S. Lopes nº 984. Cymatium caribbaeum Clench & Turner, Matthews & Rios, 1967a:70. Cymatium caribbaeum Clench & Turner, 1957: Matthews, 1908: 248. 1957: Cymatium caribbaeum Clench & Tumer, 1957: Matthews & Kempf, 1970:27 e 45. Cymatium caribbaeum Clench & Turner, 1957: Rios, 1970: 71, pl. 17. Cymatium moritinctum caribbaeum Clench & Tur- ner, 1957: Abbott, 1974: 165, pl. 7, fig. 1765. Cymatium moritinctum caribbaeum Clench & Tur- ner, 1957: Rios, 1957: 79, pl. 22, fig. 318. Descrição: Concha de tamanho médio, sólida, com espira baixa, o ombro das voltas quase horizontal. Me- dindo até 80 mm de comprimento. Coloração geral ama- rela esbranquiçada a marrom clara, as varizes apresen- tando faixas espirais alternadas brancas e amarelas claras; ocasionalmente uma faixa branca espiral é presente na volta corporal. Calo columelar com mancha interna de cor marrom escura. Protoconcha com 3 1/2 voltas alon- gadas longitudinalmente, lisas, de coloração amarela cla- ra. Teleoconcha com 6 voltas. Volta corporal ocupando cerca de 3/4 da teleoconcha, ornamentação com pronun- 120 4 ciados cordões espirais que apresentam nódulos irregula- res, mais conspícuos no cordão que delimita o ombro das voltas e naqueles imediatamente mais próximos. Os cordões espirais se prolongam sobre as varizes, onde for- mam nódulos. Inúmeras finas linhas axiais de crescimen- to cortam os cordões espirais, estando presente também sobre as varizes. Abertura subcircular. Lábio externo es- pesso, com forte calo, brilhante, contendo 7 dentículos equidistantes, o posterior delimitando o canal sifonal posterior e o anterior delimitando o início do canal sifo- nal anterior; posteriormente o calo do lábio externo emenda com os calos parietal, e columelar espessos, ade- ridos, com várias pregas internas, que não atingem a mar- gem externa dos calos. Canal sifonal anterior longo, qua- se fechado, levemente dirigido dorsalmente. Distribuição geográfica: Carolina do Sul (U.S.A.) (CLENCH & TURNER, 1957a), Flórida (U.S.A.), Ber- muda, Indias Ocidentais, região central do México (CLENCH & TURNER, 1957a). Brasil: Estados do Mara- nhão (KEMPF & MATTHEWS, 1968; MATTHEWS & KEMPF, 1970; RIOS, 1970), Ceará (MATTHEWS & RIOS, 1967a; KEMPF & MATTHEWS, 1968; MAT- THEWS, 1968; RIOS, 1970), Alagoas (RIOS, 1970), Bahia (CLENCH & TURNER, 1957a; MATTHEWS & KEMPE, 1970; RIOS, 1970), Arquipélago de Fernan- do de Noronha (MATTHEWS & KEMPF, 1970; RIOS, 1970). Materia! examinado: Brasil: Estado do Ceará, For- taleza, Praia de Mucuripe (ao largo), Col. ESAM, uma concha, ex-pisce, H.R. Matthews leg. VI/1970. Território de Fernando de Noronha, Col. Mol. Labomar nº 117, uma concha, 111/1963. Estado de Alagoas, Maceió, Reci- fe da Marinha, Col. ESAM, uma concha, H.R. Matthews leg. V11/1967. Estado da Bahia, Salvador, Praia do Porto da Barra, Col. Mol. M.N. nº 3873, quatro conchas, J.H. Leal Col. 11/1975, coleta de mergulho, 3 m prof.; Itapari- ca, M.N. Col. Mol. H.S. Lopes nº 983, uma concha, À. Braga & Mozart cols. V1/1951; Itaparica, Mar Grande, M.N. Col. Mol. H.S. Lopes nº 984,-duas conchas, H.S. Lopes col. Observações: Espécie pouco frequente no Brasil. Ocasionalmente os exemplares são obtidos no tubo di- gestivo de peixes “pacamon” — Amphichthyes crypto- centrus (Cuvier & Valenciennes, 1837) — pescados ao largo do Estado do Ceará, entre 40 e 60 metros de pro- fundidade, contendo pagurídeos. Algumas conchas fo- ram obtidas nas dragagens portuárias efetuadas no Reci- fe da Marinha, em Maceió, Estado de Alagoas, em 1967. Exemplares foram dragados no nordeste brasileiro entre 31 e 44 metros de profundidade (KEMPF & MAT- THEWS, 1968). Subgênero Cymatriton Clench & Turner, 1957. Espécie tipo: Triton nicobaricum Roding, 1798, por designação original. A.CS. COELHO; H.R. MATTHEWS & J.H.N. LEAL Cymatriton Clench & Turner, 1957, Johnsonia, vol. 3, nº 36, p. 210. Conchas de tamanho pequeno, usualmente de cor cinza pálida. Ornamentadas por diversas varizes e eleva- ções axiais com nódulos, e por cordões espirais arredon- dados, intercalados com finas linhas espirais. Protocon- cha com as voltas convexas, largas, e com minúsculas es- trias axiais. Opérculo ovalado, com o núcleo subcentral, apresentando linhas concêntricas de crescimento. Este subgênero acha-se representado no Brasil ape- nas por Cymatium (Cymatriton) nicobaricum (Roding, 1798). Fig. 6: Cymatium nicobaricum (Roding, 1798) — Brasil, Estado da Bahia, MZUSP nº 8192. Cymatium (Cymatriton) nicobaricum Roóding, 1798 (Fig. 6) Tritonium nicobaricum Roding, 1798, Mus. Boft., p. 126 (referindo-se a Chemnitz, 1780, im Martini & Chemnitz, Conch. Cab., vol. 4, n9 1, pl. 130, figs. 1246- 1247). Cymatium (Lampusia) chlorostoma (Lk.): Smith, 1948:2, pt. 2, fig. 11. SUPERFAMILIA TONNACEA DO BRASIL. VI — FAMILIA CYMATIIDAE 121 Cymatium (Lampusia) chlorostoma 1822): Morretes, 1949: 92. (Lamarck, Cymatium chiorostomum Lamarck: Abbott, 1954: 196, pl. 25, fig. q. Cymatium (Cymatriton) nicobaricum Roding: Clench & Turner, 1957a: 210-214, pl. 111, figs. 5-6; pI. 113, fig. 4; pl. 120, figs. 1-3. Cymatium nicobaricum Roding, 1798: Warmke & Abbott, 1961: 100, pl. 18, fig. q. Cymatium nicobaricum (Roding, 1798): Matthews & Rios, 1967b: 115. Cymatium nicobaricum iRoding, 1798): Cernoho- rsky, 1967a: 319, text - fig. 9; pl. 43, fig. 12. Cymatium nicobaricum (Róding, 1798): Cernoho- rsky, 1967b: 50, pl. 3, fig. 11. Cymatium nicobaricum 1970:71, pl. 17. Cymatium fCymatriton) nicobaricum Roding, 1798: Andrews, 1971: 1104-105. Cymatium nicobaricum (Roding, 1798): Abbott, 1974: 164, pl. 7, fig. 1760. Cymatium nicobaricum 1975: 79, pl. 22, fig. 319. (Roding, 1798): Rios, (Roding, 1798): Rios, Descrição: Concha de tamanho médio, sólida. Me- dindo até 85 mm de comprimento. Coloração geral cinza clara, com manchas de cor marrom avermelhada, sobre as linhas espirais. O interior da abertura apresenta colora- ção alaranjada, com os dentículos brancos. Protoconcha com as voltas convexas e largas, apresentando finas es- trias axiais, e de coloração amarela clara; geralmente de- colada nos adultos. Teleoconcha com 7 voltas, ornamentadas por seis fortes cordões nodulados espirais, intercalados por linhas espirais. Ornamentação axial formada por varizes arre- dondadas e por fortes elevações de tamanho irregular, va- riando em número de 3 a 5 entre cada duas varizes adja- centes, produzindo um formato um tanto irregular da concha. Abertura subcircular. Lábio externo com forte variz, sobre a qual a ornamentação espiral se prolonga. À margem interna do lábio externo com fortes dentículos, simples ou bífidos, que penetram um pouco na abertura. Calo columelar estreito e espesso com inúmeras pregas irregulares baixas, que penetram na abertura, um dente posterior, forte, delimita o canal sifonal anterior; a parte anterior do calo, prolongando-se anteriormente, forma a margem columelar do canal sifonal anterior. Canal sifo- nal anterior estreito, longo, dirigido dorsalmente e para o lado do lábio externo. Distribuicão geográfica: Oceano Indo-Pacífico: Ha- vaí, Ilhas Marquesas, Japão, Nova Caledonia, Indias Orientais, Ilhas do Oceano Indico e Mauritius (CLENCH & TURNER, 1957a). Atlântico Ocidental: Flórida (U.S.A.), Tortugas, Bermuda, Indias Ocidentais, México, Honduras, Brasil (CLENCH & TURNER, 1957a). Brasil: Estados de Alagoas (MATTHEWS & RIOS, 1967b; RIOS, 1970) e Bahia (MORRETES, 1949; CLENCH & TUR- NER, 1957a). | Material examinado: Martinique: Fort de France, M.N. Col. Mol. HS. Lopes nº 6121, uma concha, Ver- haegue col. Brasil: Estado de Alagoas, Maceió, Recife da Marinha, Col. Mol. LABOMAR nº 180, uma concha, V11/1967; Col. ESAM, uma concha, H.R. Matthews leg. V1/1967. Estado da Bahia, MZUSP nº 8192, uma con- cha, Bicego col. India: Ilha de Timor, M.N. Col. Mol. H.S. Lopes nº 868, uma concha, Viglino leg. X1/1951. Aus- trálta: South East Coast, M.N. Col. Mol. H.S. Lopes nº 3319, uma concha, Richardson leg. Hawaii: Oahu, Kahu- ku Reef, M.N. Col. Mol, HS. Lopes nº 2985, uma con- cha, G. Bromley col. VI/1952, leg. V/1954. Observação: Do Brasil, apenas conhecemos 2 con- chas, procedentes de dragagens portuárias efetuadas no Recife da Marinha, em Maceió, Estado de Alagoas e uma procedente do litoral do Estado da Bahia. Subgênero Septa Perry, 1810 Espécie tipo: Septa scarlatina Perry, 1810 (= Mu- rex rubeculus Linnaeus, 1767) por monotipia (CLENCH & TURNER, 19574). Septa Perry, 1810, Arcana, p. 2, fig. 2. Septa Perry, 1810: Thiele, 1931: 282 (como sinô- nimo de Cymatium Roding, 1798). Septa Perry, 1810: Clench & Turner, 1957a: 214. Conchas de tamanho pequeno a médio, alongadas e sólidas. Ornamentação bastante variável, porém usual- mente com varizes e cordões espirais bem desenvolvidos. Muitas espécies apresentam pronunciadas projeções entre as varizes, às vezes distribuídas axialmente. Lábio exter- no geralmente com dentes bem desenvolvidos; calos pa- rietal e columelar com muitas pregas finas. Canal sifonal anterior curto a longo, dirigido dorsalmente. Trata-se do subgênero de Cymatium melhor repre- sentado no Brasil: Cymatium (Septa) rubeculum occi- dentale Clench & Turner, 1957; Cymatium (Septa) pi- leare (Linnaeus, 1758) e Cymatium (Septa) vespaceum (Lamarck, 1822). Cymatium (Septa) rubeculum occidentale Clench & Turner, 1957 (Fig. 7) Triton rubeculum ocecidentale “Morch” Tryon, 1881, Man. Conch., vol. 3, p. 12, nomen nudum, apud Clench & Turner, 1957a. Cymatium (Septa) rubeculum occidentale Clench & Turner, 1957, Johnsonia, vol. 3, nº 36, pp. 214-216, pl. 110, fig. 3; pl. 113, fig. 5; pl. 121, figs. 1-3. Cymatium rubeculum occidentale Clench & Tur- ner, 1957: Matthews & Rios, 1967b: 115. Cymatium rubeculum occidentale Clench & Tur- ner, 1957: Matthews, 1968: 248. Cymatium rubeculum occidentale Clench & Tur- ner, 1957: Kempf & Matthews, 1968: 92. Cymatium rubeculum occidentale Clench & Tur- 122 ner, 1957: Matthews & Kempf, 1970: 28€e 45. Cymatium rubeculum occidentale Clench & Tur- ner, 1957: Rios, 1970: 72, pl. 17. Cymatium rubeculum occidentale Clench & Tur- ner, 1957: Abbott, 1974: 165, fig. 1759. Cymatium rubeculum occidentale Clench & Tur- ner, 1957: Rios, 1975: 79, pl. 22, fig. 320. Fig. 7: Cymatium rubeculum occidentale Clench & Tumer, 1957 — Brasil, Estado do Ceará, Fortaleza (ao largo), Col. Mol. M.N. nº 3871. Descrição: Concha pequena, muito sólida, fusifor- me. Medindo até 30 mm de comprimento. Coloração ge- ral amarela-mostarda, com manchas brancas sobre as va- rizes e uma estreita faixa branca espiral. Protoconcha muito pequena, com 3 voltas de cor marrom-clara, geral- mente decolada nos adultos, dando uma aparência trun- cada à espira. Teleoconha com 5 voltas, ornamentadas por cordões espirais, que se prolongam sobre as varizes e o lábio externo, onde formam nódulos agudos, existin- do nos interespaços finos cordões secundários. Na perife- ria das voltas, junto ao ombro, dois cordões espirais apre- sentam pequenos nódulos agudos. À ornamentação axial é composta por varizes e finas linhas de crescimento, es- tas últimas, produzindo um efeito cancelado à concha, A.C.S. COELHO; H.R. MATTHEWS & J.H.N. LEAL devido a seu encontro com os cordões espirais. Perióstra- co de cor amarela-clara, formando lâminas axiais franja- das. Abertura pequena, de forma elíptica. Lábio exter- no com forte variz, internamente com 8 dentículos; ca- los parietal e columelar estreitos, espessos e brilhantes em toda a extensão com 14 a 15 acentuadas pregas, que sur- gem de dentro da abertura e se prolongam até a margem externa dos calos. O calo columelar se prolonga anterior- mente, formando a margem columelar do canal sifonal anterior, Canal sifonal anterior curto, aberto, dirigido pa- ra o lado do lábio externo. Distribuição geográfica: Flórida (U.S.A.), Indias Ocidentais, América Central (CLENCH & TURNER, 1957a). Brasil: Estados do Pará, Maranhão (KEMPF & MATTHEWS, 1968; MATTHEWS & KEMPF, 1970; RIOS, 1970), Ceará (MATTHEWS & RIOS, 1967b; KEMPF & MATTHEWS; 1968; MATTHEWS, 1968: RIOS, 1970) e Arquipélago de Fernando de Noronha (MATTHEWS & KEMPF, 1970: RIOS, 1970), Rio de Ja- neiro (Col. Mol. M.N. nº 3899). Material examinado: Brasil: Estado do Ceará, For- taleza (ao largo), Col. Mol. M.N, nº 3871, uma concha, ex-pisce, 30 m prof. H.R. Matthews leg X/1971; Forta- leza, Praia de Mucuripe, Col. Mol, LABOMAR nº 160, duas conchas, 11/1967; (ao largo), Col. ESAM, três con- chas, ex-pisce, H.R. Matthews leg. 1X/1969. Estado do Rio de Janeiro, Cabo Frio, Praia do Forte, Col. Mol. M.N. nº 3899, uma concha, F.H. Costa col. 1/1979. Observações: Espécie encontrada frequentemente no tubo digestivo do peixe “pacamon” — Amphichthyes cryptocentrus (Cuvier & Valenciennes, 1837), pescados entre 30 e 60 metros de profundidade, geralmente con- chas contendo pagurídeos (MATTHEWS, 1968). Foi também dragada nos Estados do Pará e Maranhão entre 37 e 93 metros de profundidade (KEMPF & MAT- THEWS, 1968). Para estendermos a distribuição geográ- fica até o Estado do Rio de Janeiro nos baseamos em uma concha (Col. Mol. M.N. nº 3899), bastante rolada, triada do cascalho encontrado em praia seca; entretanto, esta concha possui 2 cordões espirais secundários mais desenvolvidos do que os 4 a 6 cordões espirais secundá- rios existentes nos exemplares melhor conservados refe- ridos para o Ceará (Col. Mol. M.N. nº 3871). Cymatium (Septa) pileare (Linnaeus, 1758) (Fig. 8) Murex pileare Linnaeus, 1758, Syst. Nat., ed. 10, p. 749. Cymatium [Lampusia) pileare (Linné): Smith, 1948: 3, pl. 2, fig. 10. Cymatium [Lampusial aguatilis (Reeve, 1844): Morretes, 1949: 92. Cymatium martinianum Orbigny: Abbott, 1954: 195, pl. 9, fig. L. Cymatium (Septal pileare Linné: Clench & Tumer, 1957a: 216-220, pl. 112, figs. 1-2; pl. 113, fig. 7; pl. SUPERFAMILIA TONNACEA DO;BRASIL. VI — FAMILIA CYMATIIDAE 123 122, figs. 1-3: pl. 123. Cymatium pileare Linné, 1758: Warmke & Abbott, 1961:100-101, pl. 2, fig. a. Cymatium (Septa) pileare (Linné, 1758): Emer- son & Old, 1963b: 20-24, figs. 18-20. Cymatium pileare (Linnaeus, & Rios, 1967a: 70. Cymatium pileare (Linnaeus, 1758): Cernohorsky, 1967a: 319-320, text - fig. 10, pl. 43, figs. 10-10a. Cymatium pileare (Linnaeus, 1758): Cernohorsky, 1967b: 50, pi. 3, figs. 9-10. Cymatium pileare martinianum (Orbigny): Abbott, 1968: 118-119, fig. 2. Cymatium pileare (Linnaeus, 1758): Matthews, 1968: 248. Cymatium pileare (Linnaeus, & Kempf, 1970: 27 e 45. Cymatium pileare martinianum (Orbigny, 1847): Rios, 1970: 72, pl. 18. Cymatium (Septa) pileare martinianum (Orbigny, 1845): Andrews, 1971: 105. 1758): Matthews 1758): Matthews Fig. 8: Cymatium pileare (Linnaeus, 1758) — Brasil, Estado da Bahia, Ilha de Itaparica, M.N. Col. Mol. H.S. Lopes nº 977. Cymatium pileare (Linné, 1758): Abbott, 1974: 163, pl. 7, fig. 1753. Cymatium pileare (Linnaeus, 1758): Rios, 1975: 19, pl. 22, fig. 321. Descrição: Concha de tamanho médio, sólida, fusi- fore, com a espira relativamente alta e o ombro das voltas muito inclinado. Medindo até 136 mm de compri- mento. Coloração geral marrom-escura, com faixas espi- rais mais claras. Varizes e lábio externo apresentando manchas alternadas de cores marrom-escura e branca- amarelada. Lábio externo internamente de coloração ver- melha-viva. Calo columelar de cor marrom muito escura, com pregas brancas. Protoconcha com 4 voltas, apresen- tando estrias axiais muito finas, e de coloração geral amarela-escura. Teleoconcha com 7 voltas ornamentadas por cor- dões espirais nodulados, que se estendem por sobre as va- rizes. Ornamentação axial composta de varizes, de 3 a 5 elevações noduladas e de finas linhas de crescimento; os nódulos dispõem-se entre as varizes sobre os cordões es- pirais. O encontro das linhas de crescimento com os cor- dões espirais produz um efeito cancelado à teleoconcha. Abertura elíptica. Lábio externo formando uma forte va- riz, & apresentando, na margem interna, 12 a 14 denticu- los de cor rósea, geralmente distribuídos aos pares; mais internamente, surgindo inúmeras pregas que se prolon- gam penetrando na abertura; calos parietal e columelar espessos e brilhantes com fortes pregas, que surgem de dentro da abertura se prolongam até a margem externa do calo. Canal sifonal anterior curto, aberto, dirigido dorsalmente e para o lado do lábio externo. Perióstraco espesso, com várias projeções pilosas, geralmente distri- buídas axialmente. Distribuição geográfica: Oceano Indo-Pacífico: Ha- vaí, Ilhas Ryukyu, Japão, Indias Orientais, Oceano Indi- co até a África Oriental (CLENCH & TURNER, 1957a). Atlântico Ocidental: Carolina do Sul (MERRILL & PETIT, 1965), Flórida, Texas (U,S.A.), Tortugas, Bermu- da, Índias Ocidentais, Bahamas, México, Brasil (CLENCH & TURNER, 1957a). Brasil: Estados do Ceará (MAT- THEWS & RIOS, 1967b; MATTHEWS, 1968; MAT- THEWS & KEMPF, 1970; RIOS, 1970), Rio Grande do Norte (RIOS, 1970), Alagoas (MATTHEWS & KEMPF, 1970; RIOS, 1970), Sergipe, Bahia (RIOS, 1970) e Ar- quipélago de Fernando de Noronha (MORRETES, 1949; MATTHEWS & KEMPF, 1970; RIOS, 1970). Materia! examinado: US.A: Flórida, Biscayne Bay, Col. Mol. M.N. nº 3377, uma concha, M.P. Oliveira leg. VI1/1964. Virgin Islands: M.N. Col. Mol. H.S. Lopes nº 974, uma concha. Brasil: Estado do Ceará, Fortaleza, Praia de Mucuripe, Col. Mol. LABOMAR nº 101, duas conchas, 11/1966; (sobre bóia de navegação), Col. ESAM, uma concha, H.R. Matthews leg. X1/1967; (ao largo), Col. ESAM, uma concha, H.R. Matthews leg. 11/1968; 124 Col. Mol. M.N. nº 3887, uma concha, H.R. Matthews col./leg. X/1971. Estado de Alagoas, Maceió, Ponta Ver- de, M.N. Col. Mol. H.S. Lopes nº 5782, uma concha, P.S. Cardoso col.; Maceió, Jaraguá, Col. Mol. M.N. nº 3167, uma concha, P.S. Cardoso cel. 1958. Estado de Sergipe, Aracaju, M.N. Col. Mol. H.S. Lopes nº 975, uma concha, D. Melo col. 1/1949, Estado da Bahia, Salvador, Praia do Porto da Barra, duas conchas, J.H. Leal col. 1/1975, co- leta de mergulho, 3 m prof.; Salvador, Itapagipe, M.N. Col. Mot, H.S. Lopes nº 976, duas conchas, H.S. Lopes col. V/1951; Salvador, Ilha do Medo, M.N. Col. Mol. H.S. Lopes nº 985, três conchas, A. Braga & Mozart cols. VI/ 1951; Itaparica, M.N. Col. Mol. H.S. Lopes nº 977, dez conchas, À. Braga & Mozart cols. V/1951. Filipinas: Bu- rias Island, Col. Mol. M.N. nº 3378, M.P. Oliveira leg. VII/1964. Ceilão: M.N. Col. Mol. H.S. Lopes nº 869, uma concha, Viglino leg. X1/1951. Observações: Esta espécie é também bastante fre- quente no Brasil. Coletamos um grande número de exemplares sobre substrato rochoso, a pequena profun- didade, na Praia de Mucuripe, em Fortaleza, Estado do Ceará. Obtivemos também exemplares em idênticas con- dicões no Recife de Ponta Verde, em Maceió, Estado de Alagoas. Frequentemente obtida no tubo digestivo de peixes “pacamon”, pescados ao largo do Estado do Cea- rá, entre 30 e 40 metros de profundidade, geralmente contendo pagurídeos. Encontramos na Praia de Mucuripe, Fortaleza, Es- tado do Ceará, um exemplar jovem sobre uma bóia de navegação, alimentando-se de ascidias coloniais, do gêne- ro Botryilus Gaertner, 1774, LAXTON (1970a e b), re- gistrou o fato de algumas espécies de Cymatiidae da No- va Zelândia alimentarem-se de ascidias. Cymatium (Septa) vespaceum (Lamarck, 1822) (Fig. 9) Triton vespaceum Lamarck, 1822, Anim. s. Vert., vol. 7, p. 185. Cymatium (Cabestana) Smith, 1948: 9, pi. 4, fig. 6. Cymatium (Septa) gemmatum Reeve: Clench & Turner, 1957a: 222-225, pl. 110, fig. 2; pl. 113, fig. 6: pl. 125, figs. 1-2. Cymatium vespaceum Lamarck, 1822; Warmke & Abbott, 1961: 101, pl. 18, fig. b. Cymatium vespaceum (Lamarck, 1822): Matthews & Rios, 1967b: 115. Cymatium vespaceum (Lamarck, 1822): Cerno- horsky, 1967a: 321, pl. 44, fig. 15. Cymatium vespaceum (Lamarck, 1822): Cernoho- rsky, 1967b: 52, pl. 4, fig. 15. Cymatium vespaceum (Lamarck): Abbott, 1968: 118-119, fig. 4. Cymatium vespaceum (Lamarck, 1822): Matthews, 1968: 248. Cymatium vespaceum (Lamarck, 1822): Kempf & Matthews, 1968: 92. vespaceum (Lamarck): ACS. COELHO: H.R. MATTHEWS & J.H.N. LEAL Cymatium vespaceum (Lamarck, 1822): Matthews & Kempf, 1970: 28e 45. Cymatium vespaceum 1970: 72, pl. 18. Cymatium vespaceum (Lamarck, 1822): Abbott, 163-164, pl. 7, fig. 1755. Cymatium vespaceum (Lamarck, 79, pl. 22, fig. 322. (Lamarck, 1822): Rios, 1974: 1822): Rios, 197b: Fig. 9: Cymatium vespaceum (Lamarck, 1822) — Brasil, Estado do Ceará, Fortaleza (ao largo), Col. Mol. M.N. nº 3872. = d Descrição: Concha pequena, leve e frágil, fusifor- me. Medindo até 30 mm de comprimento. Coloração creme-clara, com manchas brancas e marrom-claras sobre as varizes. Protoconcha muito estreita, com 5 voltas vi- treas, de coloração amarela-clara. Teleoconcha com 6 voltas fusiformes. Perióstraco fino, de cor amarela-clara, formando elevações axiais. Volta corporal ocupando cerca de 3/4 da teleoconcha, ornamentada por fracos cordões espirais, intercalados por finas linhas espirais. À ornamentação espiral se pro- longa por sobre o lábio externo e as varizes, formando nódulos agudos sobre estas. Ornamentação axial compos- ta de varizes, de 3 a 4 fracas elevações entre cada par de varizes e de finas linhas de crescimento. As elevações si- SUPERFAMILIA TONNACEA DO:BRASIL. VI — FAMÍLIA CYMATIIDAE 125 tuadas entre as varizes tornam-se mais acentuadas na pe- riferia das voltas. Abertura pequena, de formato elíptico. Lábio externo formando uma variz, e apresentando in- ternamente 12 dentículos, distribuídos aos pares; calos columelar e parietal finos e estreitos, com uma prega bem desenvolvida na porção posterior, formando a mar- gem parietal do canal sifonal posterior; com diversas pre- gas, que surgem de dentro da abertura e se prolongam até a margem externa. Na região onde se inicia o canal sifonal anterior, as pregas são mais fortes, tornam-se pro- gressivamente mais fracas anteriormente. Canal sifonal anterior longo, aberto, dirigido para o lado do lábio externo. Distribuição geográfica: Ilhas Fiji. Da África do Sul a Polinésia (CERNOHORSKY, 1967). Brasil: Estados do Pará, Maranhão (KEMPF & MATTHEWS, 1968; MATTHEWS & KEMPF, 1970; RIOS, 1970), Ceará (MATTHEWS & RIOS, 1967b; KEMPF & MATTHEWS, 1968; MATTHEWS, 1968; RIOS, 1970), Paraíba (MAT- THEWS & KEMPF, 1970; RIOS, 1970), Alagoas (MAT- THEWS & KEMPF, 1970; RIOS, 1970), Bahia (RIOS, 1970) e Arquipélago de Fernando de Noronha (MAT- THEWS & KEMPF, 1970; RIOS, 1970). Material examinado; Brasil: Estado do Ceará, For- taleza (ao largo), Col. Mol. M.N. nº 3872, uma concha, ex-pisce, 30 m prof., H.R. Matthews leg. X/1971; Forta- leza, Prala de Mucuripe, Col. Mol. LABOMAR nº 159, duas conchas, 11/1967; (ao largo), Col. ESAM, duas con- chas, ex-pisce, H.R. Matthews leg. V/1968. Observações: Um pequeno número de exemplares foi por nós obtidos no Estado do Ceará procedente do tubo digestivo de peixes “pacamon” — Amphichthyes cyptocentrus (Cuvier & Valenciennes, 1837) — pescados entre 30 e 70 metros de profundidade. Todas as conchas continham pagurídeos. A espécie também foi obtida em dragagens efetuadas pelo N.0c. “Almirante Saldanha” nos Estados do Pará, Maranhão e Ceará, entre 49 e 105 metros de profundidade (KEMPF & MATTHEWS, 1968). Subgênero Monoplex Perry, 1811 Espécie tipo: Monoplex australasiae Perry, 1811 = Cymatium parthenopeum (Salis, 1793) (CLENCH & TURNER, 19573). Monoplex Perry, 1811, Conch., pl. 3, fig. 3. Monoplex Perry, 19711: Thiele, 1931: 282. Monoplex Perry, 1811: Wenz, 1941: 1062. Monoplex Perry, 1811: Clench & Tumer, 1957a: 2217. Conchas de tamanho médio a relativamente gran- des, geralmente de cor amarela ou marrom. Ornamenta- ção composta por fortes e grandes cordões espirais, e ocasionalmente por varizes axiais. Perióstraco espesso, formando lâminas axiais franjadas. Opérculo unguicula- do, com núcleo apical. Este subgênero acha-se representado no Brasil por Cymatium [Monoplex]) parthenopeum (Salis, 1973). Fig. 10: Cymatium parthenopeum (Salis, 1793) — Brasil, Estado do Rio de Janeiro, Ilha de Itacuruçá, Praia de Águas Lindas, Col. Mol. M.N. nº 3867. Cymatium (Monoplex) parthenopeum (Salis, 1793) (Fig. 10) Murex parthenopeum Salis, 1793, Reisen in Versch. Prov. Konigreich Neapel, vol. 1, p. 370, pl. 7, fig. 4. Murex costatus Born, 1778, Index Rerum Nat. Mus. Caesari Vindobonensis, p. 295 (non Pennant, 1777). Murex costatus: Born, 1780: 297. Triton americanum Orbigny, 1846, Voy. Amer. Mérid., vol, 5, part. 3, p. 711. Triton americanum d'Orb., 1846: Orbigny, 1847: 163, pl. 23, fig. 22. Triton brasilianum Gould, 1849, Proc. Boston Soc. Nat. Hist., vol 3, p. 142. Cymatium (Monoplex] costatum (Bom): Smith, 1948: 10, pl. 5, fig. 9. Cymatium (Cabestana) costatum (Born, 1780): Morretes, 1949: 92. 126 Cymatium costatum (Born): Perry & Schwengel, 1955: 150-151, pl. 29, fig. 210. Cymatium (Monoplex) parthenopeum von Salis: Clench & Turner, 1957a: 228-230, pl. 110, fig. 4; pl. 112, figs. 7-8; pl. 113, figs. 9:10; pl. 128, figs. 1-3. Cymatium (Monoplex) americanum (Orbigny): Rehder, 1962: 1256-127, fig. 3. Cymatium parthenopeum von Salis, 1793: Warmke & Abbott, 1961: 101-102, pl. 18, fig. T. Cymatium parthenopeum (von Salis): Matthews & Rios, 1967b: 115. Septa (Monoplex) parthenopea parthenopea (Salis, 1793): Beu, 1970b: 229-232, pl. 1, figs. 2-3; pl. 3, figs. 18-19; pl. 4, figs. 20-28; pl. 5, figs. 29-34. Cymatium parthenopeum (von Salis, 1793): Rios, 1970: 72-73, pl. 18. Cymatium (Monopfex) parthenopeum (von Salis, 1793): Andrews, 1971: 106-107. Cymatium — parthenopeum Abbott, 1974: 165. Cymatium parthenopeum (von Salis, 1793): Rios, 1975: 79-80, pl. 22, fig. 323. (von Salis, 1793): Descrição: Concha grande e sólida, subfusiforme. Medindo até 14b mm de comprimento. Coloração geral marrom-amarelada, ocasionalmente com faixas espirais de cor mais escura, que se tornam mais pronunciadas sobre as varizes. Protoconcha com 3 voltas lisas, levemente in- clinada lateralmente, em relação ao eixo longitudinal da teleoconcha, e de coloração amarela-clara. Teleoconcha com 8 voltas, de ombros inclinados. Perióstraco muito fino, de cor marrom-dourada, forman- do lâminas axiais. Volta corporal ocupando cerca de 3/4 da teleoconcha, ornamentada por 5-6 grossos cordões es- pirais nodulados, o mais acentuado localizado no ombro das voltas, com os nódulos também mais acentuados e alongados no sentido espiral. Os cordões espirais se pro- longam por sobre o lábio externo e as varizes. Ornamen- tação axial composta por varizes e finas linhas de cresci- mento, as quais cortam os cordões espirais. Abertura su- belíptica; lábio externo com forte variz, e apresentando internamente dentículos usualmente distribuídos aos pa- res, ocasionalmente com apenas um único dentículo me- nor, secundário; a distribuição dos dentículos correspon- de aos espaços entre os cordões espirais exteriores; calos columelar e parietal, estreitos e aderidos, de cor marrom- escura com estreitas pregas brancas transversais, que se estendem até a margem externa; posteriormente apre- sentando uma forte elevação que delimita a margem do canal sifonal posterior; canal sifonal anterior relativa- mente longo, aberto, levemente dirigido para o lado do lábio externo. Distribuição geográfica: Oceano Indo-Pacífico: Ja- pão, Austrália Oriental, Nova Zelandia Oriental, e África Oriental Portuguesa (CLENCH & TURNER, 19574): Atlântico Oriental: Mediterrâneo Ocidental, Açores, União da África do Sul (CLENCH & TURNER, 19574). Atlântico Ocidental: Flórida (U.S.A.), Bermuda, México, A.C.S. COELHO; H.R. MATTHEWS & J.H.N. LEAL Índias Ocidentais, Brasil (CLENCH & TURNER, 1957a). Brasil: Estado de Alagoas (MATTHEWS & RIOS, 1967b: RIOS, 1970), Bahia (CLENCH & TURNER, 1957; RIOS, 1970), Esprrito Santo (RIOS, 1970), Rio de Janeiro (MORRETES, 1949; CLENCH & TURNER, 1957a; RIOS, 1970), São Paulo, Paraná, Santa Catarina (MORRETES, 1949; RIOS, 1970), Rio Grande do Sul (RIOS, 1970). Material examinado: Brasil: Estado de Alagoas, Ma- ceió, Recife da Marinha, Col. ESAM, uma concha, H.R. Matthews leg. VII/1967. Estado da Bahia, Salvador, Ita- pagipe, M.N. Col. Mol. H.5. Lopes nº 990, três conchas, H.S. Lopes col. V/1951; Itaparica, Mar Grande, M.N. Col. Mol. H. S. Lopes nº 992, uma concha, H.S. Lopes col, V1/1951. Estado do Rio de Janeiro, Macaé, Ilha de Santana (ao largo — 22º30'S — 41º23W, 22º43'S — 41º 40'W), Col. Mol. M.N. nº 3866, 27 conchas, B. Prazeres e O. Silva cols. (barco “Gandarense"), arrasto em lama, 48 m prof.; Ilha de Santana (ao largo — 22º36'S — 41º 26'W), Col. Mol. M.N,. nº 3879, sete exemplares comple- tos, M. S. Neves col. X/1964 (barco “S. Antonio”); Cabo Frio, Praia do Peró, Col. Mol. M.N, nº 2025, uma con- cha e um exemplar completo, N. Santos, F. Machado, M. Gino, J. Magalhães e L.R. Tommasi cols. V 11/1956; Nite- rói, Itaipu, Col. Mol. M.N. nº 2782, uma concha, A. Coelho col. V1/1959; Niterói, Piratininga, Col. Mol M.N. nº 3886, um exemplar completo, M.R. Filho col. 1/1976: Niterói, Baia de Guanabara, Enseada de Jurujuba, Saco de São Francisco, Col. Mol. M.N. n9 3885, um exemplar completo, A. Coelho e A,L. Castro cols. 1|X/1963; Nite- rói, Baia de Guanabara, Enseada de Jurujuba, Ilha dos Carecas, Col. Mol. M.N. nº 3882, dois exemplares com- pletos, |. Penna col. V/1964; Niterói, Baia de Guanabara, Gragoatá, Col. Mol. M.N. n9 2168, uma concha, H.S. Lo- pes col, 1956; Niterói, Baia de Guanabara, Ilha da Boa Viagem, M.N. Col. Mol. H.S. Lopes nº 986, cinco con- chas, H.S. Lopes col. X1/1949; Rio de Janeiro, Baia de Guanabara, Praia de Mauá, Col. Mol. M.N. nº 30266 e 30267, duas conchas; Ilha do Governador, Praia do Zum- bi, Col. Mol. M.N. nº 1828, uma concha, N. Santos col. IV/ 1953; Col. Mol.M.N. nº 1826, seis exemplares completos, F. Cunha, S. Ypiranga, N. Santos, M. Gino col. X/1955; Col. Mol. M.N. nº 2789, duas conchas. A. Coelho col. XH/ 1958; Col, Mol. M.N. nº 3881, um exemplar completo, A. Coelho e |. Geraldes cols. V1/1/1978; Ilha do Gover- nador, Praia da Bica, Col. Mol. M.N,. nº 2758, uma con- cha, F. Cunha col. 1X/1953; Ilha do Governador, Praia do Matoso, Col. Mol. M.N. nº 1829, uma concha, N. Santos e F. Cunha cols.; Rio de Janeiro, Baia de Guana- bara, Enseada da Glória, Col. Mol. M.N. nº 3865, duas conchas, H.N. Cunha col. 1/1965; Rio de Janeiro, Baia de Guanabara, Forte de São João, Col. Mol. M.N. nº 2346, dez exemplares completos, A. Coelho col. VII/ 157; Col. Mol. M.N. nº 3863, um exemplar completo com desova, R. Novelli col. 1V/1978; Rio de Janeiro, Praia de Grumari, Col. Mol. M.N. nº 1825, um exem- plar completo, A. Coelho e S. Ypiranga cols. VI11/1956; SUPERFAMILIA TONNACEA DO BRASIL. VI — FAMILIA CYMATIIDAE 127 Rio de Janeiro, Barra de Guaratiba, Col. Mol. M,N. nº 2345, dois exemplares completos, A. Coelho col. IX/ 1958; Mangaratiba, Baia de Sepetiba, Ilha de Itacurucã, Col. Mol. M.N. nº 3878, dois exemplares completos, M.J. Belém, M. Carmem e L.€C. Alvarenga cols. V 1/1971; Ilha de Itacuruçá, Praia de Águas Lindas, Col. Mol. M.N. nº 3867, três conchas, B. Prazeres col. X11/1969; Ilha de Itacuruçã, Praia Grande, Col. Mol. M.N. nº 3868, um exemplar completo, R. Novelli e Giovanni cols. 11/1979; Mangaratiba, Baia de Sepetiba, Praia Saí, M.N. Col. Mol. HS. Lopes nº 988, três conchas, H.S. Lopes e S.J. Oli- veira cols.; Col. Mol. MN. nº 1827, duas conchas, N. Santos, J. Magalhães e F. Machado cols. 1/1956; Manga- ratiba, Baia de Sepetiba, Ilha da Marambaia, Colônia de Pesca Darcy Vargas, uma concha, 1X/1943: Mangarati- ba, Baia de Sepetiba, Praia de Ibicuí, Col. Mol. M.N. nº 3884, um exemplar completo, A. Coelho col.; Manga- ratiba, Baia de Sepetiba, Ilha Guaiba, Praia das Conchas, Col, Mol. M.N. nº 2798, uma concha, A. Coelho col. I/ 1959; Ilha Guaiba, M.N, Col. Mol. H. S. Lopes nº 987, duas conchas, H,S. Lopes e S.J. Oliveira cols. Estado do Paraná, Ilha do Mel, MZUSP nº 18503, duas conchas, S. França col. 1931; MZUSP nº 17856, três conchas, Y. França col. 1932. Estado do Rio Grande do Sul, São José do Norte, Col. Mol. M.N. nº 977, três conchas, €.S. Porto col. V/1949; Rio Grande, Praia do Cassino, M.N. Col. Mol. H.5. Lopes nº 3594, uma concha, E. Coelho col., E.C. Rios leg. Itália: Catânia, Col. Mol. M.N. nº 11565, uma concha, Barão O. F. de Fiore col. — Aus- trália: New South Wales, Merimbula, M.N. Col. Mol. H. S. Lopes nº 3674, C.F. Kurtze leg. V/1955. Observações: Espécie muito rara no nordeste bra- sileiro, embora comum no leste e sul do país. ORBIGNY (1846: 449) referiu-se a Triton pileare descrevendo e de fato referindo-se a Cymatium parthe- nopeum, de acordo com pelo menos algumas das ilustra- ções por ele indicadas (Martini, 1780 [ sic], t. 4, p. 96, t. 131, fig. 1252, 1253). Na mesma obra (p. 711), admitiu que Triton pileare referido não era o dos autores, alte- rando a denominação para Triton americanum, confor- me citado em ORBIGNY, 1847: 163. BEU (1970b) discutiu a distribuição geográfica atribuída a S. parthenopea e a descrição de 2 subespécies: Septa parthenopea echo Kira, 1961, do sul do Japão e Septa parthenopea keenae (Beu, 1970) da costa ociden- tal da América Central e Ilhas Galápagos. Segundo BEU (op. cit.: 235) Septa (Monoplex) parthenopea é encontrada no Mediterrâneo Ocidental, no Atlântico Central desde a Espanha até Angola, no su- doeste da África, no Atlântico Central Ocidental desde as Bermudas até o Rio de Janeiro, na América Central Ocidental, na África do Sul e sul de Moçambique, no sul da Austrália e norte da Nova Zelândia e no sul do Japão. Considerou a distribuição desta espécie como uma das maiores entre os gastrópodes bênticos, quase que iden- tica àquela dos grupos Yerdadeiramente pelágicos, atri- buindo tal dispersão a longa vida larval que apresenta. Sugeriu que a lacuna na dispersão na África Ocidental exista, provavelmente, devido à fria Corrente Ociden- tal de Benguela, que desloca-se para o norte. Ainda, BEU (op. cit.) apresentou a seguinte inter- pretação para a distribuição registrada: Septa partheno- pea teria se desenvolvido na Europa a partir de Septa s.s. durante o Mioceno Inferior, e devido ao transporte das larvas planctônicas por correntes, se espalhado rapida- mente por todo o Atlântico Central, Oriental e Ocidental e através da passagem possibilitada pela submersão do ístmo do Panamá, para a América Ocidental. Durante o Pleistoceno, com o reaparecimento do ístmo do Panamá Septa parthenopea keenae surgiu na América Central Oci- dental; e (possivelmente devido ao aumento de duração da vida larval em função da queda de temperatura) as lar- vas teriam sido transportadas pela corrente de deriva dos ventos oeste da África do Sul para a Austrália e Nova Ze- iândia. De lá a espécie migrou através dos arquipélagos do Pacífico Ocidental para o Japão, onde a subespécie Septa parthenopea echo surgiu. Às águas tropicais equa- toriais do Indo-Pacífico Central estão, atualmente, pres- sumivelmente atuando como uma barreira parcial ou to- tal à dispersão de larvas entre a Australásia e o Japão, en- quanto que a corrente dos ventos oeste tem sido capaz de manter a continuidade genética entre as populações de Septa parthenopea parthenopea da África do Sul e da Australásia. Parece provável a existência de casos seme- lhantes para a maioria dos gêneros de Cymatiidae de larga dispersão. | SCHELTEMA (1965 e 1971) referiu a ocorrência de larvas veliger de €, parthenopeum em estações para coletas de amostras de plâncton realizadas em diferentes pontos das correntes do Golfo, de deriva do Atlântico Norte, das Canárias, Sulequatorial e Norteequatorial. Nesta última, um grande número de estações apresentou amostras de larvas de €. parthenopeum, sendo pratica- mente constante a presença destas por toda a extensão da massa d'água. SCHELTEMA (1965) realizou experi- mentos comparando a duração da vida larval com a velo- cidade da corrente de deriva do Atlântico Norte, verifi- cando a possibilidade de transporte passivo das larvas de um continente para outro, o que viria a permitir o fluxo gênico entre populações de €C. parthenopeum geografica- mente afastadas. Subgênero Cymatium Roding, 1798 Espécie tipo: Murex femorale Linnaeus, 1758, por designação subsequente de DALL (1904). Cymatium Rôding, 1798, Mus. Bolt., p. 129. As mesmas características do gênero. Acha-se re- presentado no Brasil por Cymatium (Cymatium) femora- te (Linnaeus, 1758). 128 Fig. 11: Cymatium femoraie (Linnaeus, 1758) — Brasil, Estado do Ceará, Fortaleza (ao largo), Col. Mol. M.N. nº 3602. Cymatium (Cymatium) femorale (Linnaeus, 1758) (Fig. 11) Murex femorale Linnaeus, 1758, Syst. Vat., ed. 10, p. 749. Cymatium (Cymatium) femorale (Linné): Smith, 1948: 1, pl. 2, fig. 13. Cymatium femorale 1949: 92. Cymatium femorale Linné: Abbott, 1954: 195, pl. 5, fig. d. Cymatium (Cymatium) femorate Linné: Clench & Turner, 1957a: 232-233, pl. 110, fig. 1; pl. 112, figs. 9-10; pl. 113, fig. 11; pl. 129, figs. 1-3. Cymatium femorale Linné, 1758: Warmke & Ab- bott, 1961: 102, pl. 2, fig. C. Cymatium femorale Linnaeus: Fausto-Filho, Mat- thews & Lima, 1966: 127. Cymatium femorale (Linnaeus, 1758): Matthews & Rios, 1967a: 70. (Linné, 1758): Morretes, Cymatium femorale (Linné): Abbott, 1968: 118- 119, fig. 3. Cymatium Ffemorale (Linnaeus, 1758): Kempf & Matthews, 1908: 92. A.CS. COELHO; H.R. MATTHEWS & J.H.N, LEAL Cymatium femorale (Linnaeus, 1758): Rios, 1970: 10, pl. 17. Cymatium femorale (Linné, 1758): Abbott, 1974: 163, pl. 7, fig. 1751. Cymatium femorale (Linnaeus, 1758): Rios, 1975: 78, pl. 21, fig. 315. Descrição: Concha de tamanho grande, muito sóli- da, com a espira relativamente baixa, e os ombros das voltas quase reto; transversalmente, de perfil subtriangu- lar. Medindo até 210 mm de comprimento. Coloração geral amarela-mostarda, as varizes apresentando faixas transversais de cor marrom-escura, alternadas com faixas brancas ou amareladas. Teleoconcha com 6 voltas. Perióstraco macio, fila- mentoso, formando projeções pilosas axiais, mais conspi- cuas na volta corporal que ocupa mais de 3/4 da teleo- concha. Ornamentada por cordões espirais que se esten- dem por sobre as varizes, formando sobre estas pronun- ciados e agudos nódulos; o cordão espiral, localizado na periferia das voltas e que também representa o limite dos ombros, forma em toda sua extensão pronunciados e agudos nódulos, o mais acentuado de todos localizado na parte dorsal da concha, e oposto à abertura. Entre os cordões espirais, existem várias linhas espirais, mais finas. A ornamentação axial é composta de fortes varizes e fi- nas linhas de crescimento, as quais cortam a ornamenta- ção espiral e são bem mais pronunciadas sobre o lado correspondente à abertura na respectiva fase de cresci- mento. Cada volta da teleoconcha apresenta duas varizes, que são descontinuas, altas, “bastante finas e atingem a volta anterior. As suturas são bastante acentuadas. Aber- tura alongada; lábio externo refletido, sem dentes ou pregas internamente; calos columelar e parietal de cor amarela-clara, transparente; o columelar espesso, estreito e livre, o parietal fino, transparente e aderido. Canal sifo- nal anterior longo, quase fechado, dirigido dorsalmente. Distribuição geográfica: Flórida (US.A.), Bermuda, Indias Ocidentais, México, Brasil (CLENCH & TURNER, 1957a). Brasil: Território do Amapá (RIOS, 1970), Esta- dos do Pará (KEMPF & MATTHEWS, 1970; RIOS, 1970), Ceará (FAUSTO-FILHO, MATTHEWS & LIMA, 1966; MATTHEWS & RIOS, 1967a; RIOS, 1970), Rio Grande do Norte (KEMPF & MATTHEWS, 1968; RIOS, 1970), Pernambuco, Alagoas (RIOS, 1970), e Bahia (MORRE- TES, 1949; CLENCH & TURNER, 1957a: RIOS, 1970). Material examinado: Brasil: Estado do Ceará, Aca- raú, Col. Mol. LABOMAR nº 130, uma concha, V!/1966; Fortaleza (ao largo), Col. Mol. M.N. nº 3602, uma con- cha apanhada com pagurídeo, 30 m prof., pescador pro- fissional col. V111/1967, H.R. Matthews leg. 1969; Praia de Mucuripe (ao largo), Col. ESAM, duas conchas, H.R. Matthews leg. 111/1967; Col. ESAM, uma concha de exemplar jovem, ex-pisce, H.R. Matthews leg. IV/1970. Estado da Bahia, Salvador, Itapagipe, M.N. Col. Mol. H.S. Lopes nºs 978 e 979, 3 conchas, H.S. Lopes col. X/1948; Itaparica, M.N. Col. Mol. nº 980, 2 conchas, A. Braga e SUPERFAMILIA TONNACEA DO BRASIL. VI — FAMILIA CYMATIIDAE Mozart cols.; Itaparica, Mar Grande, M.N. Col. Mol. H.5. Lopes nº 981, duas conchas, H.S. Lopes col. V/1951. Observações: Conchas desta espécie são frequente- mente obtidas nos mianzuás utilizados no nordeste bra- sileiro para a pesca de lagosta, onde são introduzidos por pagurídeos. Exemplares jovens são ocasionalmente en- contrados no tubo digestivo do peixe “pacamon” — Am- phichthyes cryptocentrus (Cuvier & Valenciennes, 1837), pescados entre 30 e 50 metros de profundidade. Exem- plares foram também dragados pelo N.Oc. “Almirante Saldanha”, nos Estados do Pará e Rio Grande do Norte, entre 25 e 93 metros de profundidade, durante a Opera- ção “Norte-Nordeste |”. Gênero Fusitriton Cossmann, 1903. Espécie tipo: Triton cancellatum Lamarck, 1816, por designação original (CLENCH & TURNER, 1957a).. Fusitriton Cossmann, 1903, Essais de Pal. Comp., vol. 5, pp. 87 e 109. Fusitriton Cossmann, 1903: Thiele, 1931, p. 281. Fusitriton Cossmann, 1903: Wenz, 1941: 1057- 1058. Cryotritonium Martens, 1903: Beu, 1978: 18. Conchas finas, de tamanho médio a muito grande, com a espira mais ou menos alta. Ornamentadas por ele- vações abauladas espirais e axiais, que formam nódulos nos pontos de encontro. Varizes irregulares e bastante fracas. A volta corporal ocupando cerca de 2/3 do com- primento da teleoconcha. Abertura estreita, de formato ovalado. Canal sifonal anterior relativamente longo, re- torcido, Calo columelar um pouco espessado, liso inter- namente. Calo parietal fino e estreito, geralmente com um dente posterior, delimitando o canal sifona!. Colu- mela polida, com pequena reentrância na altura do cen- tro da abertura. Este gênero está representado no Brasil apenas por Fusitriton magellanicus (Roding, 1798). Fusitriton magellanicus (Roding, 1798) (Fig. 12) “Murex magellanicus” Chemnitz, 1788, im Martini & Chemnitz, Conch. Cab., vol. 10, p. 275, pl. 164, fig. 1570. Murex magellanicus var. b Gmelin, 1791: apud Cernohorsky, 1977. Neptunea magelfanica Roeding, 1798, Mus. Bolt., p. 116, apud Cernohorsky, 1977. Triton cancellatum Lamarck, 1816, 7abt Encycl. Méth., p. 4, pl. 415, fig. 1, apud Cernohorsky, 1977. Triton cancellatum Lamarck: Deshayes & Milne — Edwards, 1843: 638-639. Triton cancellatus Lamarck: Tryon, 1881: pl. 16, figs. 164-167; pl. 17. figs. 170-172. 3548 34, 129 Triton (Lagena) magellanicus (Chemnitz): Watson, 1886: 395. Fusitriton -magellanicum 1944: 247, pl. 2, fig. 23. Argobuccinum (Fusitriton) magellanicum (Chem- nitz): Carcelles & Williamson, 1951: 286. Argobuccinum (Fusitriton) magellanicum (Chem- nitz, 1788): Carcelles, 1954: 249-252. Fusitriton canceliatus (Lamarck, 1816): Rios, 1970: 13, pl. 18. Fusitriton cancellatum (Lamarck, 1816): Figueiras & Sicardi, 1971: 20-21, pl. 11, fig. 159. Fusitriton cancelfatus (Lamarck, 1975: 80, pl. 22, fig. 326. Fusitriton magellanicus (Roeding, 1798): Cernoho- rsky, 1977: 107-108, figs. 34. Fusitriton cancellatus cancellatus (Lamarck, 1816): Beu, 1978: 31, fig. 11, f-g. Fusitriton magellanicus magellanicus Beu, 1978: 31, fig. 11, f-a. (Chemnitz): Carcelles, 1816): Rios, (Roding): Fig. 12: Fusitriton mageltanicus (Roding, 1798) — Argentina, Ca- bo San Antonio, M.N. Col. Mol. H.S. Lopes nº 6035. Descrição: Concha de tamanho médio, fina porém forte, fusiforme. Medindo até 110 mm de comprimento. Coloração geral branca-amarelada. Teleoconcha com 6 130 voltas abauladas. Perióstraco espesso, curto, de cor mar- rom-clara. Volta corporal ocupando cerca de 3/4 da te- leoconcha, ornamentada por fracos cordões espirais e pronunciadas elevações axiais, muito próximas entre si, geralmente mais pronunciadas na volta corporal. Finas li- nhas de crescimento presentes, mais acentuadas nos espa- cos entre as elevações axiais. O ombro das voltas é bas- tante inclinado, e levemente indicado pelo cordão espiral posterior de cada volta, a periferia das voltas sendo mais anterior. Abertura elíptica; o lábio externo é levemente refletido, formando uma fraca variz, deixando perceber na periferia os cordões da ornamentação espiral externa; internamente liso e polido; calos columelar e parietal Ti- nos, estreitos, lisos e aderidos, o parietal apresenta um único dente limitante do canal sifonal. Canal sifonal an- terior mais ou menos longo, muito aberto, dirigido dor- salmente. Distribuição geográfica: Do Rio Grande do Sul até a Terra do Fogo: Ilhas Faulkland, Chile (RIOS, 1970). Material examinado: Brasil: Estado do Rio Grande do Sul, Col. Mol. LABOMAR nº 514, uma concha, E.C. Rios leg. Col. ESAM, uma concha, E.C. Rios leg..11/1969. Uruguay: Maldonado, Punta del Este, M.N. Col. Mol. H.S. Lopes nº 6160, duas conchas, E. Duarte col.; Col. Mol. M.N. nº 2849, uma concha com opérculo, E. Ureta col. VI1/1959: Punta del Este, em frente a Ilha de Lo- bos, Col. Mol. M.N. nº 1214, uma concha, E. Ureta leg. Argentina: Cabo San Antonio, M.N. Col. Mol. H.S. Lo- pes nº 6035, uma concha, com opérculo, barco “Pescal H col. VIH/1958, 60 m prof., fundo de areia, E.€. Rios leg.; Mar del Plata (ao largo), Col. Mol. M.N. nº 3864, uma concha com opérculo, L.R. Pontes col. VI/1963 (barco “Kosei Maru), MORG leg. Quequen, Isla del Fuego, Col. Mol. M.N. nº 39, uma concha, Museo Argen- tino de Ciencias Naturales leg. Magallanes, Isla Navarino, Caleta Wulaia, M.N. Col. Mol. H.S. Lopes nº 3159, uma concha, J. Silva col., T. Cekalovic leg. V/1954. Observações: Espécie da província Zoogeográfica Magelânica, ocorrendo no Brasil apenas no Estado do Rio Grande do Sul. De acordo com CERNOHORSKY (1977) deve pre- valecer a denominação Fusitriton magellanicus (Roding, 1798) por ter prioridade sobre a indicação de CHEMNITZ in MARTINI & CHEMNITZ (1788), cujos nomes espe- cíficos não são considerados em acordo com as regras de nomenclatura binominal conforme expressado na opi- nião nº 184 da International Comission on Zoological Nomenclature (1944); não pode ser aceita também a in- dicação proposta por GMELIN (1791), por tratar-se de um mesmo nome aplicado a, pelo menos, duas espécies diferentes, como demonstram as referências: Martini [sic] Conch. 4. t. 139. f. 1297 [ = Trophon laciniatus (Martyn, 1784)] e Chemm. Conch. 10. t. 164. f. 1570 [= Fusitriton magellanicus (Roding, 1798)]. A.CS. COELHO; H.R. MATTHEWS & J.H.N. LEAL Gênero Distorsio Róding, 1798. Espécie tipo: Murex anus Linnaeus, 1758, por de- signação subsequente de GRAY (1847) (CLENCH & TURNER, 19574). Distorsio Roding, 1798, Mus. Boft., p. 133. Distorsio Roding, 1798, Thiele, 1931: 283. Distorsio Roding, 1798: Wenz, 1941: 1065. Distorsio Roding, 1798: Clench & Tumer, 1957a: 235-236. Distorsio Rodina, 1798: Cernohorsky, 1967a: 323. Concha de tamanho médio, muito sólida, de for- mato irregular subgloboso a alongado. Escultura compos- ta por cordões espirais e axiais. Abertura irregular, cons- trita, contornada por calo espesso, liso e brilhante; colu- mela com forte reentrância, lábios com proeminentes dentes e nódulos. Canal sifonal anterior moderadamente longo e retorcido. Perióstraco bem fino de cor marrom- clara a escura. Opérculo de cor marrom-acinzentada, córneo, és- pero e grosso de formato irregular, com a extremidade anterior arredondada. Núcleo subcentral, levemente des- locado para a margem esquerda. Rádula com dente raquidiano curto e largo, de for- mato trapezoidal, com uma única grande cúspide central e 4 a 5 cúspides acessórias de cada lado; os dentes late- rais com uma base muito sólida, e apresentando 6 a 7 pe- quenas cúspides acessórias na margem cortante da grande cúspide; os dentes marginais, tanto internos como exter- nos, simples, sem cúspides acessórias (CERNOHORSKY, 19673). O gênero está representado na maior parte dos oceanos tropicais distribuindo-se desde a faixa do infra- litoral até a profundidade de cerca de 600 m (CLENCH & TURNER, 1957a). De acordo com WOODRING (1928), as primeiras espécies pertencentes ao gênero Distorsio s.s. surgiram na Formação Byram, do Oligoceno Superior do Mississippi. Subgênero Rhysema Clench & Tumer, 1957 Espécie tipo: Triton clathratum Lamarck, 1816, por designação original. “Rhysema Clench & Turner, 1957, Johnsonia, vol. 3,nº 36, p. 236. Concha de tamanho moderado, calo parietal largo, porém não prolongando-se acima do limite posterior do lábio externo. Escultura composta de cordões espirais e pregas axiais, de tamanho aproximadamente equivalente. Canal sifonal anterior dirigido dorsalmente, porém não em ângulo reto. Este subgênero difere principalmente de Distorsio s. s. pela ausência do prolongamento posterior do calo SUPERFAMILIA TONNACEA DO'BRASIL. VI — FAMILIA CYMATIDAE 131 parietal e pela menor inclinação dorsal do canal sifonal anterior (CLENCH & TURNER, 1957a). As duas espécies do gênero Distorsio que ocorrem no Brasil — Distorsio clathrata (Lamarck, 1816) e O. constricta mcegintyvi Emerson & Puffer, 1953 — perten- cem a este subgênero. Fig. 13: Distorsio clathrata (Lamarck, 1816) — Brasil, Estado de Alagoas, Maceió, Porto de Jaraguá, Col, Mol. M.N. nº 3874. Distorsio (Rhysema) clathrata (Lamarck, 1816) (Fig. 13) Triton clathratum Lamarck, 1816, Ency. Méthod., Liste, p. 4, Atlas, vol. 3, pl. 413, figs. 4a-b. Distorsio clathratus (Lamarck): Smith, 1948: 22, pl. 8, fig, 12. Distortrix reticulata (Roding, 1798): Morretes, 1954: 53. Distorsio clathrata Lamarck: Abbott, 1954: 196- 197, pl. 25, fig. aa. Distorsio (Rhysema) ciathrata Lamarck: Clench & Turner, 1957a: 236-240, pl. 131; pl. 132, figs. 2-8; pl. 133. Distorsio clathrata (Lamarck, & Rios, 1967b: 115. 1816): Matthews Distorsio clathrata (Lamarck): Abbott, 1968: 118- 119, fig. 5. Distorsio clathrata (Lamarck, 1816): Rios, 1970: 73, pl. 18. Distorsio (Rhysema) clathrata (Lamarck, 1816): Andrews, 1971: 107. Distorsio clathrata (Lamarck, 1816): Lewis, 1972: 27, 29,30, 34, 35, figs. 8, 35. Distorsio clathrata (Lamarck, 1816): Abbott, 1974: 165, pl. 7, fig. 1770. Distorsio clathrata (Lamarck, 1816): Rios, 1975: 80, pl. 22, fig. 327. Descrição: Concha de tamanho médio, muito sóli- da. Medindo até 70 mm de comprimento. Coloração ge- ral branca com fracas manchas de cor rósea ou amarela- da. Protoconcha com 3 voltas lisas, vítreas, de cor amare- la-clara. Teleoconcha de aparência irregular, com 10 voltas. Perióstraco de cor marrom-amarelada, finamente reticu- lado. Volta corporal ocupando cerca de 2/3 da teleocon- cha, ornamentada por cordões espirais equidistantes, de perfil subguadrado, com diminutas linhas espirais nos in- terespaços. À ornamentação espiral se prolonga por so- bre o lábio externo, dando a este uma aparência crenula- da. A ornamentação axial é composta por várias eleva- ções fracas, o encontro destas com os cordões espirais produzindo pequenos nódulos. As voltas da teleoconcha apresentam-se acentuadamente dilatadas no lado colume- lar. O ombro das voltas inclinado. Abertura de formato subauricular; o lábio externo forma uma plataforma diri- gida para a abertura, sobre a qual se dispõem 10 denticu- los, o 3º, nosentido ântero-posterior, mais acentuado, os demais, tanto anterior como posteriormente, pregressiva- mente mais fracos; columela com forte reentrância me- diana, oposta ao dentículo mais acentuado do lábio ex- terno, com um forte dentículo posterior à reentrância, calo parietal com um dente que margina o canal sifonal; anteriormente à reentrância, o calo columelar apresenta uma série de 13 a 14 aentículos, progressivamente mais fracos anteriormente. Calos columelar e parietal polidos e brilhantes; o parietal aderido, mostrando o relevo da ornamentação espiral e axial da concha; emendando pos- teriormente com o calo do lábio externo; o conjunto apresenta-se com a coloração creme-clara, em alguns exemplares com reflexos metálicos. Canal sifonal ante- rior relativamente longo, pouco aberto, dirigido dorsal- mente. Distribuição geográfica: Carolina do Norte (U.S.A.) (MERRIL & PETIT, 1969), Flórida (U.S.A.), Golfo do México, Indias Ocidentais, Guiana Britânica (CLENCH & TURNER, 1957a). Brasil: Território do Amapá (KEMPF & MATTHEWS, 1968), Estados do Pará (KEMPF & MATTHEWS, 1968; RIOS, 1970), Ceará (MATTHEWS & RIOS, 1967b; RIOS, 1970), Rio Grande do Norte (RIOS, 1970), Paraíba (MORRETES, 1954), Alagoas (CARDOSO & RIOS, 1967) e Sergipe (RIOS, 1970). 132 Materia! examinado: U.S.A.: Fexas, Port Isabel (ao largo), Gulf of Mexico, M.N. Col. Mol. H.S, Lopes nº 2342, três conchas, C.L. Branch col. 1952. Antilhas: Dry Tortugas, M.N. Col. Mol. H.S. Lopes nº 3534, uma con- cha, barco pesqueiro de camarão col., Northrop leg. 1951. Brasil: Estado do Pará (ao largo), Col. ESAM, uma concha, N.Oc. “Almirante Saldanha” drag., prof. 25 m, 1967. Estado de Alagoas, Maceió, porto de Jara- quá, Cal. Mol. M.N. nº 3874, oito conchas, P.S. Cardoso col. V1//1967 (dragagem do porto); Maceió, Recife da Marinha, Col. Mol, LABOMAR nº 181, duas conchas, VII/1967. Observações: Espécie de ocorrência bastante fre- quente no norte e nordeste brasileiro. Nas dragagens de operações portuárias, em fundo de lama, efetuadas no Recife da Marinha, em Maceió, Estado de Alagoas, en- contramos muitas conchas, de grande tamanho, em per- feito estado de conservação, embora aparentemente mor- tas há muito tempo. A espécie nunca foi por nós obtida no tubo digestivo do peixe “pacamon”. Exemplares fo- ram frequentemente capturados nas dragagens efetuadas nos fundos de lama do norte brasileiro pelo N.Oc. “Al- mirante Saldanha”, entre 45 e 69 metros de profundida- de, durante a Operação Norte-Nordeste | (KEMPF & MATTHEWS, 1968), bem como durante as Operações Geomar le II, do mesmo navio. De acordo com EMERSON & PUFFER (1953) es- ta espécie apresenta registro paleontológico do Mioceno, em Cumaná, Venezuela, na Formação Bowden, da Ja- maica, na Colômbia e no México; do Mio-Plioceno e do Quartenário, da Venezuela. Distorsio (Rhysema) constricta megintyi Emerson & Pufter, 1953, (Fig. 14) Distorsio megintyi Emerson & Puffer, 1953, Proc. Bio! Soc. Wash., vol. 66, p. 101. Distorsio constricta mcgintyi Emerson & Puffer, 1953; Abbott, 1954: 197, pl. 25, fig. z. Distorsio (Rhysema) megintyi Emerson & Puffer: Clench & Turner, 1957a: 240-242, pl. 132, figs. 9-10, pl. 134. Distorsio megintyi Emerson & Puffer, 1953: Warm- ke & Abbott, 1961:103, pl. 18, fig. c. Distorsio megintyi Emerson & Puffer, 1953: Ab- bott, 1968: 1183-119, fig. 6. Distorsio megintyi Emerson & Puffer, 1953: Mat- thews & Rios, 1969: 29, | Distorsio meginty! Emerson & Puffer, 1953: Kempf & Matthews, 1968: 92. Distorsio megintyi Emerson & Puffer, 1953: Rios, 1970: 74. Distorsio constricta macgintyi Emerson & Puffer, 1953: Lewis, 1972: 29,30, 36, 37, figs. 9, 40. Distorsio constricta macgintyi Emerson & Puffer, 1953: Abboit, 1974: 166. Distorsio constricta macgintyi Emerson & Puffer, 1953: Rios, 1975: 80-81, pl. 22, fig. 328. ACS. COELHO; H.R. MATTHEWS & J.H.N. LEAL Fig. 14: Distorsio constricta megintyi Emerson & Puffer, 1953 — U. S.A, Florida, Light Florida Keys, M.N. Col. Mol. H.S. Lopes nº 5924. Descrição: Concha pequena, muito sólida. Medin- do até 40 mm de comprimento. Coloração geral branca ou amarelada. Protoconcha com 3 voltas lisas, vítreas, de cor amarela-clara. Teleoconcha com 10 voltas, de aparência irregular. Perióstraco de cor marrom, fino, reticulado. Volta cor- poral ocupando cerca de 2/3 da teleoconcha, ornamenta- da com muitos cordões espirais, cortados por elevações axiais, o encontro das duas ornamentações produzindo um aspecto noduloso à concha. Os espaços entre os cor- dões espirais apresentam finas linhas no mesmo sentido. A ornamentação espiral se projeta por sobre o lábio ex- terno da concha, os cordões espirais promovem a crenu- lação do lábio. As voltas da teleoconcha apresentam-se acentuadamente dilatadas no lado columelar. O ombro das voltas quase reto, principalmente no lado oposto a abertura. Abertura de formato subauricular; lábio exter- no formando uma plataforma dirigida para a abertura, sobre a qual se dispõem 8 a 9 dentículos, o 39, no senti- do ântero-posterior, mais acentuado, os demais tanto an- terior como posteriormente, progressivamente mais fra- cos: columela com forte reentrância mediana, oposta ao SUPERFAMILIA TONNACEA DO BRASIL. VI — FAMÍLIA CYMATIIDAE dentículo mais acentuado do lábio externo, com forte dente central, formado sobre um dos cordões espirais; na parte anterior à reentrância o calo columelar apresenta uma série de 9 dentículos progressivamente mais fracos anteriormente; na parte posterior à reentrância, com dentículos na margem interna da abertura. Calos colume- lar e parietal finos, polidos e brilhantes, de cor creme- clara; o columelar com a margem distal livre, o parietal, mostrando o relevo das ornamentações espiral e axial. Canal sifonal anterior moderadamente longo, dirigido dorsalmente. Distribuição geográfica: Flórida (U.S.A.) (CLENCH & TURNER, 19574), Bermuda (CLENCH & TURNER, 1957b), Indias Ocidentais, Barbados (CLENCH & TUR- NER, 1957a). Brasil: Território Federal do Amapá, Es- tados do Pará (KEMPF & MATTHEWS, 1968; RIOS, 1970), e Ceará (MATTHEWS, 1968; MATTHEWS & RIOS, 1959; RIOS, 1970). Material examinado: U.S.A.: Flórida, Light Florida Keys, South of Sombrero Keys, M.N. Col, Mol. H.S. Lo- pes nº 5924, uma concha, barco “Triton” col., T.L. Me- Ginty leg. V11/1952. Brasil: Estado do Pará (ao largo), Col, ESAM, três conchas, N.Oc. “Almirante Saldanha” drag., prof. 32 m, 1967. Estado de Alagoas, Maceió, Re- cife da Marinha, Col. ESAM, duas conchas, H.R. Mat- thews, leg. V11/1967. Estado do Ceará, Fortaleza, Praia de Pirambu, Col. Mol. LABOMAR nº 281, uma concha, IX/1965. Observações: Até o presente, apenas um exemplar foi por nós obtido no tubo digestivo do peixe “paca- mon”, ao largo de Fortaleza, Estado do Ceará. Exempla- res foram dragados ao largo do Território Federal do Amapá e do Estado do Pará pelo N.Oc. “Almirante Sal- danha”, entre 73 e 103 metros de profundidade, durante a Operação Norte-Nordeste | (KEMPF & MATTHEWS, 1968). Esta espécie é bastante próxima de Distorsio cla- thrata, sendo porém facilmente reconhecida pelo seu menor tamanho para um mesmo número de voltas da te- lsoconcha, pelo ângulo mais acentuado do ombro, bem como pela maior projeção lateral de suas voltas, o que confere à concha uma aparência mais irregular do que a apresentada por D. clathrata, pelo seu menor canal sifo- nal, e por apresentar um forte dente, sobre um dos cor- dões espirais, no centro da reentrância apresentada pela columela. Segundo LEWIS (1972), Distorsio constricta (Bro- derip, 1833) compreende três subespécies geográficas: Distorsio constricta constricta (Broderip, 1833), do Pa- cífico Oriental Tropical, Distorsio constricta habei Le- wis, 1972, do Japão e Distorsio constricta macgintyt Emerson & Puffer, 1953 do Atlântico Ocidental. LEWIS indicou que as diferenças entre estes taxa não são signi- ficantes a ponto de justificarem uma separação específi- ca. 133 AGRADECIMENTOS Pelas atenções e empréstimo de material malacoló- gico aos colegas Marc Kempf, atualmente no Centro Oceanologique de Bretagne, França; Paulo Sá Cardoso, Maceió, Alagoas; Luiz Roberto Tostes, Rio de Janeiro e Eliezer de Carvalho Rios, Museu Oceanográfico, Funda- ção Universidade do Rio Grande, Rio Grande, Rio Gran- de do Sul; pelas agradáveis e oportunas discussões pa- leontológicas, ao colega Candido Simões Ferreira, do Museu Nacional, Rio de Janeiro; pela colaboração inesti- mável na realização das fotografias, ao colega Luiz Carlos de Figueiredo Alvarenga, do Museu Nacional, Rio de Ja- neiro. SUMMARY The study of the superfamily Tonnacea in Brazil by the authors, proceeds with this 6th. contribution. The family Cymatiidae is discussed. This family is represented in Brazil by 15 species, 8 subgenera and 4 genera, as follows: Charonia tritonis variegata (Lamarck, 1816), Charonia lampas rubicunda (Perry, 1811), Cymatium fLinatella) poulseni (Morch, 1877), Cymatium (Cabestana) labiosum (Wood, 1828), Cymatium (Cabestana) felipponei (lhering, 1907), Cy- matium (Ranularia) caribbaeum Clench & Turner, 1957, Cymatium (Cymatriton) nicobaricum (Róding, 1798), Cymatium (Septa) rubeculum occidentale Clench & Tur- ner, 1957, Cymatium (Septa) pileare (Linnaeus, 1758), Cymatium (Septa) vespaceum (Lamarck, 1822), Cyma- tium (Monoplex) parthenopeum (Salis, 1793), Cyma- tium (Cymatium) femorate (Linnaeus, 1758), Fusitriton magelfanicus (Roding, 1798), Distorsio (Rhysema) cla- thrata (Lamarck, 1816) and Distorsio (Rhysema) cons- tricta mcgintyi Emerson & Puffer, 1953. With the exception of Cymatium felipponei, Cy- matium parthenopeum and Fusitriton magellanicus that belong to the Magellanic Zoogeographical Province, all other species studied in this paper are from the Carib- bean Zoogeographical Area. Smith (1890) described the species Triton ridleyi based on an imature specimen obtained in the Archipela- go of Fernando de Noronha. Clench & Turner (19574) recorded the occurrence in Brazil of Cymatium (Ranula- ria) sarcostomum (Reeve, 1844), based on the descrip- tion. The authors have not found the species in Brazil. A young specimen of Cymaiium pileare is recor- ded feeding on colonial ascidians. All genera, subgenera, species and subspecies of the family Cymatiidae living in Brazil are briefly descri- bed, and an identification key for all the above taxa is also included. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ABBOTT, R.T., 1954 — American Seashelis. XIV + 541 pp., 40 pls. Van Nostrand Reinhold Co., New York. ABBOTT, R.T., 1958 — Seashefis of North America. 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D6/set. 1981 ESTUDOS COMPARATIVOS DA GENITÁLIA DA FÊMEA NO GÊNERO NOTHOLOPUS BERGROTH, 1922 (HEMIPTERA: MIRIDAE) ] (Com 107 figuras) ARGENTINO VIEGAS FONTES Museu Nacional — Rio de Janeiro INTRODUÇÃO A escolha do tema prendeu-se aos trabalhos que Na presente investigação, tivemos em mente em- preender, para fins taxonômicos, o estudo comparativo de determinadas estruturas da genitália das fêmeas das espécies do gênero Notholopus Bergroth, 1922. Este gê- nero, revisto recentemente por CARVALHO (1975), que estabeleceu três subgêneros, possui estreitas afinidades morfológicas com o Complexo genérico formado por Neurocolpus Reuter, 1875, Taedia Distant, 1883, Lam- pethusa Distant, 1884 e Poeas Distant, 1593. Essas rela- ções, verificadas na “facies”, estendem-se também à genitália cos machos. Certas estruturas da genitália das fêmeas foram usadas, com êxito, na sistemática de Miridae, por KUL- LENBERG (1947), SLATER (1950), DAVIS (1955) e CARVALHO & JURBERG (1974). Estes excelentes tra- balhos, de natureza geral, abrangeram numerosos gêne- ros e espécies, sem a preocupação de cobrir exaustiva- mente um determinado taxon. Todavia, foi o trabalho de SLATER (1950) que forneceu as primeiras informações de caráter genérico com base na genitália da fêmea de vá- rias espécies de diversas subfamílias. Mais tarde, SLA- TER & DAVIS (1952) pesquisaram a importância dessas estruturas, desta vez, para três espécies do gênero Lygus Hahn, 1883. Depois disso, SCHMITZ (1968) realizou um extenso estudo sobre vinte e três espécies africanas de Helopeltis Signoret, 1858, com base nas estruturas geni- tais de machos e fêmeas. Nossas pesquisas visam fornecer esclarecimentos sobre o valor taxonômico das estruturas da genitália da fêmea em Notholopus Bergroth, sobretudo daquelas mais esclerosadas e de fácil manipulação. Verificar, ain- da, com base nessas estruturas, a validade dos subgêneros estabelecidos por CARVALHO (1975), partindo dos ele- mentos morfológicos fornecidos pela genitália das fê- meas e dos caracteres externos e genitália dos machos; estes últimos, exaustivamente estudados por CARVA- LHO (1975), já conhecidos e ilustrados. Acreditamos também que as nossas observações servirão de subsídios para esclarecer a validade dos caracteres genéricos do grupo. (1) Trabalho realizado no Departamento de Entomologia do Mu- seu Nacional para obtenção do grau de Mestre em Ciências Biol6- gicas — Zoalogia (1978), no Curso de Pós-Graduação em Zoolo- gia da Universidade Federal do Rio de Janeiro. vimos realizando em colaboração com o Doutor José Candido de Melo Carvalho, renomado especialista na familia Miridae, partindo dele a iniciativa de comecar- mos uma série de trabalhos desse tipo, visando descobrir base mais sólida para a taxonomia dos mirídeos neotro- picais, através do conhecimento da genitália da fêmea, especialmente das peças esclerosadas mais significativas. Revisão da Literatura sobre a Genitália da Fêmea em Miridae O estudo da genitália de fêmeas em Miridae ini- ciou-se, praticamente, com as pesquisas de VERHOEFF (1893), que estudou comparativamente os segmentos abdominais das fêmeas de Hemiptera e Homopetera, sendo uma contribaição ao conhecimento filogenético de vários taxa. À terminologia que aplicou a certas estru- turas é adotada até hoje, pelo menos parcialmente, por muitos especialistas. KULLENBERG (1946, 1947) propiciou uma nova fase aos estudos dos mirídeos, a partir dos seus trabalhos sobre a biologia e principalmente, sobre a anatomia da genitália de fêmeas desse grupo e também, de nabídeos. Abriu novas perspectivas de trabalho, face às estruturas genitais pesquisadas, que se constituíram em elementos valiosos na sistemática das famílias. O de 1946, é um tra- balho exaustivo sobre a biologia de noventa e duas espé- cies paleárticas e a anatomia da genitália externa de Ttê- meas de Miridae. Em 1947, publicou um estudo compa- rativo da morfologia geral das genitálias de machos e fê- meas de Miridae e de Nabidae; nele descreveu as funções de vários órgãos genitais e fez observações sobre a cópula de várias espécies suecas. SLATER (1950) forneceu novos elementos ao estudo dos mirídeos através das pesquisas que realizou sobre as genitálias de fêmeas das subfamílias Bryocorinae Douglas & Scott, 1865; Deraeocorinae Douglas & Scott, 1865; Dicyphinae Oshanin, 1912; Mirinae Hahn, 1831; Orthotylinae Van Duzze, 1916; Phylinae Reuter, 1910. Ele evidenciou duas estruturas esclerosadas na câmara genital, de grande importância taxonômica na determina- ção de gêneros e subfamílias de Miridae: os anéis esclero- sados, situados no teto e a parede posterior da câmara. Essas estruturas, antes não consideradas, passaram a re- 138 : presentar valiosa contribuição para os estudos sistemáti- cos dos mirídeos. SLATER (1950) evitou usar, para as estruturas pesquisadas, alguns dos termos empregados por KUL- LENBERG (1946); por considerá-los pouco adequados às partes, cujas funções não se conheciam, substituindo- os por letras. SLATER & DAVIS (1952) realizaram estudos das genitálias de fêmeas de Lygus pratensis (Linnaeus, 1758) Lygus rutilans Horvath, 1888 e Lyvgus lineolaris (Palisot de Beauvois, 1818) e detectaram, nas estruturas pesqui- sadas, diferenças específicas entre as três espécies citadas. DAVIS (1955) publicou um excelente trabalho sobre o sistema reprodutor de fêmeas de quatro espécies de Miridae, representando, por sua vez, quatro tribos, todas de subfamítias diferentes: Lopidea staphyleae Knight, 1918; Lygus lineolaris (Palisot de Beauvois, 1818); Miris do!obratus (Linnaeus, 1758) ePlagiognathus aíbatus (Van Duzee, 1915). Trata-se de exaustivo traba- lho de profunda investigação, que abordou desde a mor- fologia geral do abdome até as estruturas internas, que compõem o aparelho reprodutor da fêmea, além de uma nomenclatura criada pelo autor que corresponde a certas letras usadas por SLATER (1950). SCHMITZ (1968) apresentou uma monografia de- talhada sobre vinte e três espécies africanas do gênero Helopeltis Signoret, 1858 com base nas estruturas geni- tais (exceto a parede posterior da câmara genital) de ma- chos e fêmeas. No Brasil, recentemente, CARVALHO & JUR- BERG (1974) realizaram estudos da genitália de fêmeas do Complexo Horcias e gêneros afins, com o objetivo de evidenciar caracteres morfológicos nas estruturas geni- tais, capazes de resolver problemas ligados à posição ge- nérica das espécies pertencentes ao Complexo. Trata-se de contribuição importante para o conhecimento de Horcias Distant, 1884, Metriorhynchomiris Kirkaldy, 1904 e Horciasinus Carvalho & Jurberg, 1974. Entre outros trabalhos sobre o aparelho reprodu- tor de fêmeas de Hemiptera em geral, importantes na in- terpretação da genitália de hemípteros, podemos desta- car: EKBLOM (1926), sobre a genitália de fêmeas de di- versas famílias de Hemiptera; SNODGRASS (1933), so- bre a morfologia do abdome de insetos, incluindo Hemi- ptera, os ductos genitais e ovipositor; BONHAG & WICK (1953), sobre a anatomia funcional do sistema reprodu- tor de machos e fêmeas de Oncopeltus fasciatus (Dallas, 1952), Lygaeidae; DUPUIS (1955) apresentou estudos exaustivos sobre a genitália de machos e fêmeas de He- miptera, com críticas sobre a terminologia usada por di- versos autores; SCUDDER (1959) publicou sobre a mor- fologia da genitália das fêmeas de Hemiptera, com impli- cações na classificação sistemática; DUPUIS (1963) apre- sentou estudo crítico dos diversos trabalhos sobre a geni- tália de machos e fêmeas de Hemiptera; DUPUIS & CAR- VALHO (1956) e DUPUIS (1970) estudaram, compara- tivamente, a terminologia usada na genitália de machos e fêmeas de Hemiptera. AV. FONTES MATERIAL Na elaboração deste trabalho foram usados exem- plares secos de mirídeos, provenientes da coleção de Hemiptera do Museu Nacional e da coleção do Doutor José Candido de Melo Carvalho. A maioria das fêmeas estudadas, duas a três por espécie, foi selecionada entre parátipos, paralectótipos ou espécimes da coleção do Dr. José Candido de Melo Carvalho, comparados com os tipos, por esse autor por ocasião de suas visitas a museus estrangeiros. Das dez espécies atualmente reconhecidas no gêne- ro Votholopus Bergroth, 1922, apenas a fêmea de NVo- tholopus (Notholopus) colombianus Carvalho, 1975 dei- xou de ser estudada, uma vez que só o macho é conheci- do. Os exemplares estudados encontram-se relaciona- dos ao final da descrição de cada espécie. MÉTODOS A orientação seguida na dissecção das genitálias foi a seguinte: 1) as fêmeas foram colocadas em câmara úmi- da, cerca de 12 horas, sendo o abdome amolecido e des- tacado integralmente do tórax com auxílio de estiletes (microalfinetes adaptados a pequenos bastões de madei- ra, à guisa de cabos); 2) depois de extraídos, os abdomes foram submetidos ao tratamento pela solução aquosa de hidróxido de potássio a 10%. Inicialmente, alguns abdo- mens foram colocados na solução de hidróxido de potás- sio fria durante oito a dez horas (processo lento, mas que permite examinar detalhadamente as estruturas internas, membranosas ou esclerosadas da genitália). Tal procedi- mento nos forneceu um conhecimento seguro da topo- grafia e morfologia das estruturas que compõem a geni- tália das fêmeas de Notholopus Bergroth. Numa segunda etapa, passou-se então ao uso convencional da solução de hidróxido de potássio, aquecida em cápsula de porce- lana, durante cinco minutos, processo que permite reali- zar o trabalho mais rapidamente. 3) Os abdomes retira- dos da potassa foram cuidadosamente lavados em água, para remover toda a solução e, em seguida, colocados, em vidros de relógio com água destilada para dissecar. 4) A dissecção foi realizada com auxílio de estiletes, me- diante os seguintes procedimentos: a) o abdome foi co- locado em decúbito ventral (Fig. 3), os segmentos II a VII foram retirados totalmente; os segmentos VIII, IX e X, tiveram apenas os tergitos removidos; b) com o abdo- me em decúbito dorsal (Fig. 4), foram desarticulados, respectivamente, os gonocoxitos do oitavo e os lateroter- gitos do nono segmento, rompendo-se com os estiletes os pontos de inserção desses escleritos. Os gonocoxitos VIII, mesmo depois de removidos do abdome, permane- ceram ligados um ao outro na região angular da borda ântero-ventral; os laterotergitos mantiveram-se presos às extremidades dos ramos posteriores das gonopófises an- teriores (Fig. D, La). c) Foram separadas as gonapófises anteriores das posteriores (Fig. 5, Ga, Gp), rompendo-se os pontos de inserção que as prendem na região proxi- mal, entre os respectivos ramos e, dorsalmente, o depó- sito seminal, na altura da parede posterior da câmara ESTUDOS COMPARATIVOS DA GENITÁLIA DA FÊMEA... genital. Em seguida, foram elas separadas puxando-se de um lado e de outro, pelos ramos das gonapófises an- teriores, mantendo-se fixas as gonopófises posteriores. Esta operação divide o conjunto original em duas partes, a saber: uma parte constituída pelas gonapófises anterio- res presas à placa esclerosada dos suportes, à área dos anéis esclerosados contendo o depósito seminal e ligadas aos laterotergitos pelas extremidades dos ramos posterio- res (Figs. 6, 7); a outra parte, representada pelas gonapó- fise posteriores com seus ramos presos aos gonocoxitos correspondentes, contendo os estilóides e a parede pos- terior da câmara genital, esta presa entre os ramos ante- riores das gonapófises (Fig. 8). d) Finalmente, foram se- paradas, de uma parte, as gonapófises anteriores que, uma vez destacadas da área dos anéis esclerosados, per- maneceram ligadas à placa esclerosada dos suportes e aos ramos posteriores, estes últimos, presos aos laterotergitos (Fig. 7); de outra parte, cuidou-se, em primeiro lugar, da remoção da parede posterior da câmara genital (Fig. 9), passando-se em seguida à separação das gonapófises pos- teriores dos gonocoxitos correspondentes (Fig. 10). Por último, foram separadas, uma da outra, as lâminas das gonapófises posteriores, fundidas na base (ampola) e liga- das dorsalmente por uma membrana delgada no sentido longitudinal até as proximidades distais. As lâminas fo- ram separadas aplicando-se a ponta do estilete sobre a linha mediana da ampola e imprimindo-se movimentos de trás para a frente. As mensurações das estruturas foram feitas através de microscópio estereoscópico WILD M 5, equipado com ocular micrométrica. Os valores das medidas foram da- dos em milímetros e frações. Para exemplificar os procedimentos nas mensura- ções de cada esclerito, indicamos os esquemas das figuras 13-16. As medidas foram tomadas das seguintes maneiras: 1) Área dos anéis esclerosados (Fig. 13, A): a) comprimento medido sobre uma linha longitudinal (ab), da base da placa labiada ventral às margens anteriores dos lobos da placa labiada dorsal; b) largura medida so- bre uma linha paralela (cd) á base da placa labiada ven- tral, na região mais larga que, geralmente, se encontra entre as maiores convexidades das margens laterais dos anéis esclerosados. 2) Anéis esclerosados (Fig. 13, B): a) distância en- tre as margens medianas medida sobre uma linha paralela (ab) à base da placa labiada ventral, passando pelo meio das referidas margens; b) distância entre as margens late- ral e mediana medida sobre um eixo (cd), dentro dos anéis; c) maior distância entre as margens anterior e pos- terior medida sobre um eixo (ef), dentro dos anéis. 3) Parede posterior (Fig. 14): a) comprimento me- dido sobre uma linha lingitudinal (ab), da margem ante- rior dos escleritos interramais ao ponto mais elevado do lobo mediano dos referidos escleritos; b) largura medida entre as margens laterais dos escleritos interramais, na região da dobra dorsal dos escleritos (cd). 4) Placa esclerosada dos suportes das gonapófises anteriores (Fig. 15): a) distância entre os lóbulos laterais 139 medida entre seus ápices (ab); b) distância entre os lóbu- los anterior e posterior medida entre a margem anterior do mesmo lóbulo, medianamente, e o ápice do lóbulo posterior (cd). 5) Placa subgenital (Fig. 16): a) comprimento me- diclo da base da placa, medianamente, ao ápice do lóbulo mediano (ab); b) largura medida, transversalmente, nos pontos de maior extensão entre os lóbulos laterais (ed). Os desenhos foram feitos ao microscópio estereos- cópico WILD M 5, equipado com câmara clara, oculares 10 X e objetiva 50 X. As gonapófises anteriores e poste- riores foram também desenhadas com camara clara, em microscópio Zeiss, ocular 10 X e objetiva 8 X, a fim de serem pesquisados detalhes morfológicos, sobretudo nas extremidades distais. As estruturas genitais de cada exemplar, depois de estudadas, foram guardadas em tubinhos de vidro, tam- pados com rolhas de borracha, contendo uma solução de fenol-glicerina a 10%, numerados e rotulados com o no- me das espécies, serão incluídos nas coleções de origem. Morfologia do abdome Para facilitar a localização das estruturas envolvi- das neste trabalho, apresentamos a seguir uma descrição sumária do abdome das fêmeas de Miridae, baseada em KULLENBERG(1946, 1947), DAVIS (1955) e DUPUIS (1963). Nestes autores são encontradas descrições mais completas da segmentação do abdome e das estruturas do aparelho reprodutor feminino de merídeos. O abdome das fêmeas de Miridae é constituído de onze (11) segmentos (Fig. 3), dos quais os sete primeiros compreendem a região pré-genital; o oitavo e nono seg- mentos estão modificados para abrigar a genitália pro- priamente dita e, do lado ventral, formam respectiva- mente, as gonapófises do oitavo e nono segmentos, tam- bém chamadas gonapófises anteriores e posteriores; o dé- cimo e décimo primeiro segmentos formam a região pós- genital (Fig. 2). O primeiro segmento abdominal é par- cialmente reduzido, invisígel do lado dorsal; o primeiro tergito (T |) é representado por uma área estreita e pou- co esclerosada (Fig. 3); o primeiro esternito está fusiona- do a área central do segundo esternito (E 2). Do segundo ao sétimo segmentos, os urômeros são bem individualiza- dos. O sétimo esternito apresenta na margem posterior, medianamente, uma placa de formato triangular chamada placa subgenital (Psg), que cobre parcialmente a abertura genital (Figs. 1, 2, 4: Psg, Ag). O décimo segmento é re- presentado pelo décimo tergito, que está fundido ao no- no (T IX) (Figs. 1-3); o décimo primeiro segmento en- contra-se retraído para dentro do décimo, representado por dois pequenos escleritos arqueados, ligados entre si por suas margens laterais, formando a abertura anal (An), que somente se everte no ato da defecação (Figs. 1-3: X, XI, An). Lateralmente, entre as faces dorsal e ventral do segundo ao sétimo segmentos, está o conexi- vo, uma faixa larga que permite a expansão do abdome por excesso de alimento ou quando está cheio de ovos (Fig. 3, C). Próximo às margens dorsais, do segundo ao 140 oitavo esternitos, são visíveis os espiráculos (Fig. 4, 31, Ep). Genitália externa A genitália externa das fêmeas de Miridae é forma- da pelos esternitos do sétimo, oitavo e nono segmentos abdominais, gonocoxitos (Gc 8 e Ge 9) do oitavo e nono segmentos, estilóides (Sti), laterotergitos (La) do nono segmento e gonapófises anteriores (Ga) e posteriores (Gp) respectivamente do oitavo e nono segmentos, estas formam o ovipositor (“ovipositor-shaped type”, DUPUIS, 1970) (Figs. 1, 2, 4). Na base das gonapófises, sob a pla- ca subgenital (Psg), está a abertura genital ou vulva (Fig. 4, Ag). Os gonocoxitos do oitavo segmento (Gc 8) são compostos de 1 + 1 placas de forma paralelogrâmica com as margens anteriores inseridas debaixo do sétimo ester- nito, estando ligados um ao outro na região angular ân- tero-ventral por uma membrana delgada que abraça a re- gião da vulva (Figs. 1, 4). Os gonocoxitos do nono segmento (Gc 9) são pla- cas alongadas, de forma aproximadamente espatular, si- tuadas uma de cada lado do abdome, formando a bainha do ovipositor (Figs. 1,4,5,8, 11). Nas extremidades dis- tais, apicalmente, cada gonocoxito está articulado com uma pequena estrutura de formato triangular, o estilóide (Sti) (Figs. 1,2,4,8,9). As gonapófises anteriores (Ga) são constituídas de duas lâminas longas, pouco esclerosadas, situadas uma de cada lado das gonapófises posteriores (Gp). A área livre tem a forma de lança com as bordas das extremidades distais apresentando estrias em forma de serra (Figs. 1: Ga; 57, A e B: Ega). Na área interna ou proximal, cada gonapófise forma dois ramos: 1) ramo anterior, membra- noso e pouco desenvolvido, que liga a gonapófise ao go- nocoxito correspondente, na região proximal; 2) ramo posterior (RpGa) ou fibulae anteriores (VERHOEFF, 1893), esclerosado, alongado, curvando-se da frente para trás e ligando a gonapófise aos apódemas (placas ramais de DAVIS, 1955: 136, fig. 5 RP) por intermédio de mem- brana intersegmental (Mi) (DUPUIS, 1970: 202 = valvi- fero | de DAVIS, 1955: 134, fig. 19 A,1 V1f= gonangu- fum de SCUDDER, 1959: 427, fig. 32) nas bordas ante- riores dos laterotergitos (Lab, (Figs. 2, 4, 5, 7, 12: La, RpGa, Pr). Ão longo da área livre das gonapófises, nas superfícies internas, há um sulco (Sga) onde se encaixa uma carena (Ca) formada nas superfícies externas das go- napófises posteriores, que mantêm lado a lado o conjun- to das quatro gonapófises (Figs. 2: Ga, Gp; 57 Ae B: Sqa; 77 A e B: Ca). Na base das gonapófises há uma es- trutura esclerosada, denominada “placa quitinisada trian- gular dos suportes das gonapófises anteriores” (KUL- LENBERG, 1947: 240, fig. 46, pl. 17, fig. 12), cujas ca- racterísticas e homologia serão tratadas em análise dos resultados e conclusões, neste trabalho. As gonapóftises posteriores (Gp) são constituídas de duas lâminas fortementes esclerosadas, ligadas dorsal- mente por uma membrana delgada até as proximidades distais e fusionadas na região da base, onde se forma uma ANY. FONTES estrutura buibosa, a ampola (Amp), decorrente da forte esclerose, e, distalmente, as gonapoófises expandem-se em pontas com formatos de lança, armada de rígidos dentes marginais (Figs. 2, Gp; 9, Amp; 77 Ae B, Dmd, Dmv). Na região basal interna, cada gonapófise forma dois ra- mos: 1) ramo anterior (RaGp), também chamado fibulae posteriores por VERHOEFF (1893), fortemente escie- rosado, longo, curvando-se da frente para trás, ligando a aonapófise, ao longo das bordas dorsais dos gonocoxitos do nono segmento abdominal, por meio do apódema valvi- feral (DAVIS, 1955: 136, fig. 5 VIA), (Figs. 2,4, 5, 8-11, RaGp, Av); 2) ramo posterior (RpGop), fortemente esclerosado, curto, ligando a gonapófise ao gonocoxito correspondente na região proximal (Figs. 2,4,5,9,11). Os laterotergitos do nono segmento abdominal (La) são formados por duas piacas de formato triangular, uma de cada lado do abdome (Figs. 1, 4,6, 12). Câmara genital A câmara genital compreende três regiões (KUL- LENBERG, 1947; DAVIS, 1955): 1) parede anterior, formada ventralmente pela placa labiada ventral (Plv) que se estende ântero-lateralmente, com a margem ante- rior da placa formando o lábio ventral do depósito semi- nal (Ds); 2) teto, região mais ou menos horizontal à su- perfície dorsal do abdome, área um tanto esclerosada, formada pela placa labiada dorsal (Pld), que contém os anéis esclerosados (Ae), e a região dorsal do depósito se- minal, anteriormente; 3) parede posterior (Pp), formada pela projeção da margem posterior do teto da câmara, que se estende à base das gonapófises posteriores (Gp) e, lateralmente, entre os ramos posteriores (RpGa) e ante- riores (RaGp), respectivamente, das gonapófises anterio- res (Ga) e posteriores (Gp). Mais ou menos ao nível do teto da câmara, posteriormente, estão situados o oviduto comum e os laterais, estes em conexão com os ovários e ovaríolos, e glândula vermiforme e a pseudoespermateca. Em Notholupus Bergroth, no que concerne à parede an- terior e ao teto da câmara genital, há diferenças quanto as posições das placas iabiadas ventral e dorsal com o de- pósito seminal (Fig. 5); essas diferenças serão apresenta- das no capítulo referente à análise dos resultados e con- clusões. Além dos anéis esclerosados (Ae) e da parede pos- terior (Pp) da câmara genital, reconhecidamente impor- tantes na sistemática dos Miridae, apresentaremos como novos subsídios a placa esclerosada dos suportes das go- napófises anteriores (PeSg) e a placa subgenital (Psg), que serão tratados na parte de análise e conclusões. Terminologia adotada para regiões do abdome e da câmara genital Para conveniência da descrição das regiões da placa subgenital, placa esclerosada dos suportes das gonapófi- ses anteriores, teto e parede posterior da camara genital, todas elas consideradas neste trabalho, designaram-se ter- mos descritivos, a saber: 1. Na placa subgenital (Psg): /óbulos laterais (LIPs) e /óbulo mediano (LmPs) (Fig. 17). ESTUDOS COMPARATIVOS DA GENITÁLIA DA FÊMEA... 2. Na placa esclerosada dos suportes das gonapófi- ses anteriores: lóbulo anterior (LaPe), /óbulos laterais (LiPe) e /óbulo posterior (LpPe) (Fig. 67). 3. No teto da câmara genital: área dos anéis escle- rosados (A Ae), para a região em que estão situados a pla- ca labiada dorsal (Pld), os anéis esclerosados (Ae), a área glandular (Agl) dentro dos anéis e a placa labiada ventral (Plv), sob os anéis; processo mediano dos anéis esclero- sados (PmÃe) para uma formação esclerosada que geral- mente existe entre as margens medianas dos anéis escle- rosados (Figs. 87, 91, 93). Sobre esta formação, não há referencias na literatura consultada. 4. As regiões da parede posterior da câmara geni- tal, que SLATER (1950) designou por letras, foram substi- tuídas por nomes descritivos (Fig. 97, A e B): área mem- branosa dorsal dos escferitos interramais lamEi) para a 141 estrutura D de Slater; dobra dorsal dos escleritos inter- ramais (DdEi) para a estrutura £ de Slater. Não há na li- teratura consultada qualquer citação que corresponda ao esclerito que denominamos /obo mediano dos escleritos interramais (LmEi). 9. Os termos usados por DAVIS (1955), em subs- tituição a algumas letras de SLATER (1950), foram mantidos. Terminologia adotada, comparada às de Kullenberg, Slater e Davis. Apresentamos no Quadro |, a terminologia adota- da comparando-a com às dos autores que realizaram os trabalhos mais significativos sobre a genitália de fêmeas de Miridae. QUADRO | ESTRUTURAS (localização) KULLENBERG (1946, 1947) Vorderer Sack SLATER (1950) ADOTADA Seminal Depository Depósito Seminal Área dos Anéis À Esclerosados 7 Dachdrúse Ringed Gland Ringed Gland Área Glandular eto EP sd 3 ER Pl im ae SRS da Chitinschlingen Sclerotized Rings | Sclerotized Rings Anéis Esclerosados Câmara ; E Es Et - orsal Labiate , Genital — F Structure Placa labiada Dorsal = Plate Ventral Labiate Vordere Wand G Structure Plate Placa labiada Ventral Processo Mediano — dos Anéis Esclerósados a Escleritos A Structure Interamal Sclerits ; e» Interramais Chitinknopfchen B Structure Sigmoid process Processo Sigmóide Parede R M Posmerior Area ernhranosa da D Structure ES Dorsal dos Escleritos Câmara a Interramais Genital D ; obra Dorsal dos Weilche Falte E Structure — | y à = Escleritos Interramais o an ne E E mai Lobo Mediano dos Escleritos Interramais 142 QUADRO I (Continuação) ESTRUTURAS KULLENBERG (1946, 1947) (localização) SLATER (1950) Anterior Valvulae Anterior Rami Posterior Rami Second Valvifers Sétimo Segmento Abdominal — Vorderer Gonapo- physentrager Gonapophysen Oitavo VI Segmento RR Vorderer Fibulae Hintere Fibulae Vorderer Gonapo- physentrager | Laterotergit Gonopophysen- trager Dritte Nono Gonapophysen Segmento ph, Abdominal Gonapophysen IX Hintere Fibulae Posterior Valvulae Posterior Rami Anterior Rami DAVIS (1955) Subgenital Plate Paratergites First Valvula Anterior Rami Median Rami . Paratergites Second Valvifers es ge a Third Valvula qa Second Valvula Bulbose Structure Median Rami Anterior Rami AN. FONTES ADOTADA Placa Subgenital Reentrância da Margem Anterior do 70 Esternito Gonocoxitos do 8º Segmento Gonapófises Anteriores Ramos Anteriores Ramos Posteriores Placa Esclerosada dos suportes das Gonapófises Anteriores Laterotergitos Gonocoxitos do 99 Segmento Estilóides Gonapófises Posteriores Ampola Ramos Posteriores Ramos Anteriores Caracterização do gênero NVotholopus Bergroth, 1922. Notholopus Bergroth, 1922: 3-4; Carvalho, 1952a: 91: id., 1955a: 102; id., 1959: 173; Carvalho & Ferreira, 1971: 165; Carvalho, 1975: 369. Mirinae, Mirini. Espécies de porte médio, corpo robusto, geralmente alongado. Pronoto não pontuado; pubescência adpressa e misturada com cerdas escuras, mais evidentes na cabeça, no disco do pronoto e no seg- mento | da antena; segmento || da antena fortemente en- grossado para o ápice, sobretudo nos machos; segmentos Hi e IV muito finos e curtos; segmento | grosso, de com- primento aproximadamente igual à largura da cabeça; o rostro atinge as coxas medianas; hemiélitros recobertos de pubescência dourada, adpressa; cúneo mais longo que largo na base; pernas fortes e relativamente curtas, as ti- bias com pêlos e cerdas espiniformes, os fêmures, sobre- tudo os posteriores, fortemente engrossados. Espécie tipo do gênero: Lopus sulcaticornis Stal, 1860 (por monotipia). O gênero NVotholopus Bergroth aproxima-se muito de Taedia Distant, 1883, Neurocolpus Reuter, 1876, Lampethusa Distant, 1884 e Poeas Distant, 1893. Deles se diferencia assim — Taedia: pronoto com duas manchas escavadas, negras, atrás dos calos e segmento | da antena, de grossura menor ou igual a do colar; Meuroco/pus: sem manchas escavadas atrás dos calos e segmento | da ante- na, com pêlos escamiformes; Lampethusa: sem manchas escavadas atrás dos calos e segmento | da antena, foliá- ceo, achatado lateraimente ou engrossado, sempre com numerosos pontos ou manchas pálidas ou amareladas; Poeas: pronoto sem manchas atrás dos calos ou quando presentes, superficiais e situadas mais para trás do disco e ESTUDOS COMPARATIVOS DA GENITÁLIA DA FEMEA ... segmento | da antena, de grossura visivelmente maior que a do colar. Relação das espécies incluídas no gênero Notholopus Bergoth . caboclus (Carvalho & Gomes, 1971) (Taedia) Es SA à PELES o pelo QU 3 Brasil e Bolívia. 2. N. carmelitanus Carvalho &Ferreira, 1971 Brasil 3. NM. coltombianus Carvalho, 1975 Colômbia. 4. N. coreoides Carvalho, 1975 Brasil. 5. M 6.N > “0... RR O E . cuiabanus Carvalho, 1975 Brasil. . filicornis (Fabricius, 1803) (Capsus) ......... NO AM qu] ça Brasil, Suriname e Guiana Francesa. 7. NM. lunatus (Distant, 1883) (Paracalocoris) Guatemala e México. “sas oo nraisanõiaaa 8. NM. pachycerus (Reuter, 1907) (Paracalocoris). . Brasil. 9. N. sertanejus Carvalho, 1975 .... Brasile Paraguai. 10. MV. sulcaticornis (Stal, 1860) (Lopus) ...... Brasil. Caracteres considerados de natureza genérica, subgenérica e específica, com base nas estruturas genitais das fêmeas de Votho/opus Bergroth: Parede posterior da câmara genital (Pp). A) Caracteres genéricos: De acordo com as nossas observações sobre as es- truturas genitais das fêmeas, apenas a parede posterior cla câmara genital revelou a presença de caracteres co- muns a todas as espécies do gênero. Podem ser conside- rados caracteres genéricos: a) localização do lobo mediano dos escleritos inter- ramais e sua posição apical; b) localização do processo sigmóide e a forma da sua área basal. B) Caracteres subgenéricos: Podem ser considerados caracteres subgenéricos: a) aspecto da base do lobo mediano dos escleritos interramais; b) posição da dobra dorsal dos escleritos interra- mais; c) situação do processo sigmóide. C) Caráter específico: Ainda na parede posterior da câmara genital, pode ser considerado caráter específico, a morfologia do ápice do lobo mediano dos escleritos interramais. Baseados nesses caracteres, podemos confirmar a subdivisão de Notholopus Bergroth, 1922, nos subgêne- ros Votho/opus is. str.) e Notholopus (Notholopoides) estabelecidos por CARVALHO (1975): Caracteres de Votholopus Bergroth, 1922,s.s.: a) O lobo mediano dos escleritos interramais tem origem na margem posterior destes últimos; é esclerosa- do, alongado e curvo apicalmente no sentido ventro-dor- sal, eventualmente curvo lateralmente, b) A dobra dorsal 143 dos escleritos interramais não atinge o lobo mediano dos escleritos. c) O processo sigmóide é equidistante entre a base do lobo mediano e a margem anterior dos escleritos interramais. d) A área basal do processo sigmóide é geral- mente de forma circular, exceto quando o processo sig- móide apresenta-se ligado à base do lobo mediano em que este último é muito curto e a área basal é retilínea. Espécie tipo: Lopus sulcaticornis Stal, 1860 (por monotipia). Caracteres de Notholopus (Notholopoides) Carva- lho, 1975: a) O lobo mediano dos escleritos interramais é chanfrado e estreito no terço basal; desta região para o ápice, largo. b) A dobra dorsal dos escleritos interramais atinge o lobo mediano dos escleritos, acima da região chanfrada. c) O processo sigmóide apresenta a área basal com a forma aproximadamente triangular (Fig. 103, A, B). Esses caracteres da genitália da fêmea, mais aqueles apresentados por CARVALHO (1975:369), referentes à morfologia externa e espículo vesical da genttália do ma- cho (“Segmento | da antena engrossado em quase toda a extensão, afilado apenas na base; grossura apical apro- ximadamente igual à da parte apical do ||; espículo vesi- cal simples (Fig. 15)“) confirmam a permanência do ta- xon'na categoria subgenérica estabelecida por Carvalho. Espécie tipo: Paracalocoris pachycerus Reuter, 1907 (por monotipia). Caracteres de Notholopus (Notholopisca) Carva- lho, 1975: Ê Referindo-se à espécie Notholopus californicus (Knight, 1933), CARVALHO (1975:370) disse: “Esta espécie foi incluída por CARVALHO (1955) no gênero Notholopus pelas suas características gerais, especialmen- te pela pubescência e engrossamento para o ápice do seg- mento Il da antena. Sua genitália, todavia, só agora pode ser estudada, revelando que foge do tipo geral do gênero. Como possui facies e, como foi dito, caracteres gerais de Notholopus, julgamos acertado mantê-la como um sub- gênero nesse grupo, até que estudos posteriores revelem com maior clareza sua posição sistemática”. Realmente, nossos estudos sobre a genitália das fê- meas de Votholopus (Notholopisca) californicus (Knight) revelaram que esta espécie afasta-se bastante do padrão geral de Notholopus Bergroth, conforme o demonstram as características da parede posterior da câmara genital, apresentadas a seguir: a) O lobo mediano dos escleritos interramais origi- na-se no centro dos escleritos, junto ao processo sigmói- de, sendo fortemente esclerosado, alongado, o ápice re- curvado lateralmente e perpendicular ao corpo do lobo. b) A dobra dorsal dos escleritos interramais desce acen- tuadamente oblíqua dos ângulos dos escleritos até as proximidades da base do lobo mediano dos escleritos. c) À região inferior do processo sigmóide está situada ao nível da margem anterior dos escleritos interramais e a superior, muito próxima da base do lobo mediano dos escleritos (Fig. 106, A, B). Os caracteres acima, considerados como genéricos, dá t somados aos caracteres externos e à morfologia do espí- culo vesical da genitália do macho, estudados por CAR- VALHO (1975:369) (“Segmento Ill e IV da antena mui- to curtos, o |V, de comprimento apenas aproximada- mente igual à metade do Ill; colar com depressões negras sub-laterais; espículo vesical simples”) demonstram que Carvalho procedeu corretamente ao estabelecer o subgê- nero Notholopisca, deixando em aberto, para estudos posteriores, a verdadeira posição sistemática do taxon. Espécie tipo: Calocorisca californica Knight, 1933 (por monotipia). As características genéricas da parede posterior da câmara genital das fêmeas, aliadas às externas e às da genitália dos machos, corroboram a nossa opinião de que o subgênero NVotholopisca Carvalho, 1975, deve ser elevado à categoria genérica. Área dos anéis esclerosados (A Ae). Os estudos morfológicos da área dos anéis esclero- sados da câmara genital das fêmeas não revelaram carac- teres marcantes em níveis genérico e subgenérico. Entre- tanto, em nível específico é notório o valor dos caracte- res. Placa esclerosada dos suportes das gonapófises an- teriores (PeSg). A placa esclerosada dos suportes das gonapófises anteriores da genitália feminina nada revelou de impor- tante em níveis genérico e subgenérico, porém, em nível específico, a morfologia apresenta-se visivelmente carac- terística. Placa subgenital (Psg). A morfologia da placa subgenital das fêmeas, em níveis genérico e subgenérico, não apresentou qualquer caráter importante. Todavia, em nível específico, consta- tamos caracteres que julgamos valiosos na identificação das espécies. Chave sistemática para identificação das espécies de Votholopus, com base nas estruturas da genitália das fêmeas 1. Lobos da placa labiada dorsal largos (Figs. 89-90) . ESSA pa sda E SA Si À DE NR, AP 2 — Lobos da placa labiada dorsal estreitos (Figs. 87, CUIDA De Ca o A DE OR EU 8 2. Lobos pouco esclerosados (Figs. 88, 90, 92, M, liso do sena Qd gar PREÇO Ai 3 — Lobos fortemente esclerosados (Figs. 89, 93) .. 7 3. Placa labiada dorsal, lateralmente, na região dos anéis esclerosados, forma uma dobra sobre a área glandular (Figs. 90, 92,94) ........c..... 4 — Placa labiada dorsal, lateralmente, sem a dobra na area mlanduiar scans Eras DT e é) 4. Presença de um lobo ventral (Lv) delgado, na área dos anéis esclerosados, que se estende anteriormen- te ao nível da fenda lobular; placa labiada ventral (Plv), entre as margens medianas dos anéis esclero- AV. FONTES sados, larga, fortemente esclerosada, a borda poste- rior expandindo-se em ponta (Fig. 92) ........ Ds RT vd RS q O DS M. lunatus (Distant). Ausência de lobo ventral na área dos anéis esclero- SEIS eos parta O Ge Pb ri pa q RS RO 5 Presença de uma faixa esclerosada (Fe) na área dos anéis esclerosados estendendo-se, anteriormente, ao nível da fenda lobular e, posteriormente, sobre as margens anteriores e metade das medianas dos anéis esclerosados; placa labiada ventral (Plv), abai- xo das margens medianas dos anéis, longa, forte- mente esclerosada (Fig. 90) ......ccccco... O La AL ERRA ope RS cid N. cutabanus Carvalho. Presença de uma faixa pouco esclerosada na área dos anéis esclerosados estendendo-se, anteriormen- te, ao nível da fenda lobular e, posteriormente, so- bre as margens anteriores e metade das medianas dos anéis esclerosados; placa labiada ventral (Plv), entre as margens medianas dos anéis, curta, estreita e pouco esclerosada (Fig. 94) ....cccccico.. o ERRA o eg DOC NM. sertanejus Carvalho. Presença de dois lobos ventrais (Lv) na área dos anéis esclerosados que se estendem da metade das margens medianas dos anéis até, aproximadamen- te, o meio dos lobos da placa labiada dorsal; placa labiada ventral (Plv) larga, de formato triangular, fortemente esclerosada, ocupando quase toda a areaqlandular Pig: GDE scan nbs unas DRI o UNS Rj PATR NM. sulcaticornis (Stal). Ausência de lobos ventrais na area dos anéis escle- rosados; lobos da placa labiada dorsal (LPld) muito simples, providos de dentículos esclerosados (De), numa estreita e curta faixa na borda anterior dos lobos; placa labiada ventral indiferenciada na área glandular e entre as margens medianas dos anéis es- clarosados Pig. BOk casu ras podas we isia ae a E aço Pedras M. carmelitanus Carvalho & Ferreira. Lobos da placa labiada dorsal robustos, providos de dentículos esclerosados (De), formando uma curvatura elevada abaixo da fenda lobular; placa la- biada ventral (Plv), entre as margens medianas dos anéis esclerosados, longa, muito estreita e forte- mente esclerosada; processo mediano dos anéis es- clerosados (PmÃe) curto, fortemente esclerosado, terminando em ponta aguda (Fig. 93) ......... OE oia O UR do pe cair RU M. pachycerus (Reuter). Lobos de placa labiada dorsal largos, planos, de textura compacta, fortemente esclerosados, des- providos de dentículos esclerosados, cada lobo apresenta, abaixo da fenda lobular, pequena ex- pansão laminar arredondada; placa labiada ventral (Piv) muito curta, larga, situada sob a margem late- ral dos anéis esclerosados, de comprimento igual ao da margem e terminando em ponta aguda den- tro da área glandular (Agl) (Fig. B9) .......... AO AEE SESP Rg op NY. coreoides Carvalho. Lobos da placa labiada dorsal (LPld) de aspecto coniforme, pouco esclerosados; metade das mar- gens anterior e lateral dos anéis esclerosados pene- ESTUDOS COMPARATIVOS DA GENITÁLIA DA FÊMEA. ... tram na base dos lobos; processo mediano dos anéis esclerosados (PmÃe) longo, pouco esclerosa- do, de forma laminar e com as bordas irregulares (Fig. 91) MN, filicornis (Fabricius). — Lobos da placa labiada dorsal com aspecto de fitas (tiras), muito estreitos, esclerosados; margem dos anéis esclerosados livres; processo mediano dos anéis esclerosados (PmAÃe), apresentando a forma de A (Fig. 87)... NM. cabocius (Carvalho & Gomes). Descrição das estruturas genitais das fêmeas das espécies de Notholopus Bergroth e de Votholopisca californica (Knight) Notholopus (Notholopus) caboclus (Carvalho & Gomes, 1971) tFigs. 12, 27,37, 47,57,67, 77,87%, 97) Taedia cabocla Carvalho & Gomes, 1971: 256-257, figs. 9-12. Notholopus (N.) caboclus: Carvalho, 1975: 370, Lo Rea E Placa subgenital (Psg) glabra, pouco esclerosada, destacada lateralmente da margem posterior do esternito (MpE 7); lóbulos laterais (LIPs) curtos, situados ao nível da margem posterior do esternito; lóbulo mediano (LmPs) mais longo que os laterais, estreito, ápice arre- dondado, ultrapassando muito a margem posterior do es- ternito; margem anterior do esternito (MaE?7) apresen: tando uma reentrância (R) ampla e profunda que se aproxima muito da base da placa (Fig. 17). Medidas: largura = 0,53 mm; comprimento = 0,44 mm. Gonocoxitos do oitavo segmento (Gc 8) de forma paralelogrâmica; margem anterior (MaG 8) convexa me- dianamente, com pequena concavidade (Co) próxima à margem ventral; margem posterior (MpG 8) côncava; margens ventral (MvG 8) e dorsal (MdG 8) convexas; área livre, pilosa, pêlos finos e curtos (Fig. 27). Gonocoxitos do nono segmento (Ge 9) longos, de forma espatular; margem dorsal (MAG 9), do meio para o ápice, côncava; margem ventral (MvG 9) convexa; a área intensamente pilosa, ocorre numa faixa situada na meta- de apical que se estende pelo meio do gonocoxito até atingir a margem ventral, medianamente. Estilóides (Sti) de formato triangular, ligeiramente curvos; pêlos seme- lhantes aos do gonocoxito (Fig. 37). Laterotergitos do nono segmento (La) de forma aproximadamente triangular; margem anterior (MaLa) concava medianamente; margem ventral (MvLa) conve- xa; margem dorsal (MdLa) sinuosa; área livre intensa- mente pilosa, os pêlos finos e curtos (Fig. 47). Gonapófises anteriores (Ga) pouco esclerosadas, alongadas, ligeiramente curvas dorso-ventralmente nas extremidades distais (Fig. 57, A e B). Placa esclerosada dos suportes das gonapófises anteriores (PeSg) com lóbulos laterais (LiPe) longos, cur- vos; lóbulo posterior (LpPe) curto; lóbulo anterior (LaPe) 145 de forma laminar, mais ou menos extenso e largo (Fig. 67). Medidas: distância entre os ápices dos lóbulos la- terais = 0,90 mm; distância do lóbulo anterior ao ápice do lôbulo posterior = 0,31 mm. Gonapófises posteriores (Gp) fortemente esclerosa- das, alongadas; borda ventral na extremidade distal, ele- vada; os dentes nesta região (Dmv), relativamente rasos e não atingem o ápice; este, arredondado; a borda dorsal próxima do ápice, ligeiramente côncava; carena (Ca) am- pla no terço distal (Fig. 77, A e B). Área dos anéis esclerosados (A Ae) de forma hexa- gonal irregular; placa labiada dorsal (Pld) estreita, pouco esclerosada, com pequena reentrância anterior, mediana- mente, e côncava do lado oposto à fenda lobular (F|): placa labiada ventral (Plv) larga desde a base até a meta- de da margem lateral dos anéis esclerosados; deste ponto em diante, estreita; esclerose igual à da região anterior da placa labiada dorsal; anéis esclerosados (Ae) de formato subtriangular, fortemente esclerosados; margem lateral (MiÃe) e mediana (MmÃe) convexas: margens anterior (MaAe) e posterior (MpAÃe) côncavas; processo mediano dos anéis esclerosados (PmAÃe), fortemente esclerosado, apresentando a forma de H, cuja região apical se aproxi- ma muito da borda posterior da placa tabiada dorsal, me- dianamente (Fig. 87). Medidas — Área dos anéis esclerosados: largura = 1,56 mm; comprimento = 0,90 mm. Anéis esclerosados: distância entre as margens medianas = 0,28 mm; distân- cia entre as margens mediana e lateral (eixo cd) = 0,59 mm: maior distância entre as margens anterior e poste- rior (eixo ef) = 0,34 mm. Parede posterior (Pp): escleritos interramais (Ei) esclerosados, ligeiramente curvos dorso-ventralmente; margem posterior (MpEi) emarginada nas proximidades do lobo mediano dos escleritos interramais; margem an- terior (MaEi) côncava medianamente; margem lateral (MIEi) convexa: dobra dorsal dos escleritos interramais (DdE:) larga no lado externo (LeDd), muito estreita in- ternamente nas proximidades do lobo mediano dos escle- ritos; borda da dobra, denteada; área membranosa dorsal dos escleritos interramais (amEi) presente; ápice do lobo mediano dos escleritos interramais (LmEi) conspícuo; processo sigmóide (Ps) proeminente na face ventral, cur- vando-se lateralmente (Fig. 97, A, B, C). Medidas: largura = 1,03 mm; comprimento = 0,47 mm. Distribuição geográfica: Brasil e Bolívia. Material estudado: Bolívia, Beni, Rurrenabaque, W.M. Mann col., 1 parátipo; Brasil, Mato Grosso, Aragar- cas, 1945, J. €. M. Carvalho col., 1 parátipo; Mato Gros- so, Sinop (12º31'S: 5537/W) (BR 163, Km 500 a 600) 350m altitude, |X-1974, Alvarenga e Roppa col., 1 exem- plar. Quanto à genitália da fêmea, esta espécie diferen- cia-se das demais do gênero, pela morfologia dos lobos da placa labiada dorsal, processo mediano dos anéis es- clerosados, placa esclerosada dos suportes das gonapó- fises anteriores e placa subgenital, 146 Notholopus (Notholopus) carmelitanus Carvalho & Ferreira, 1971 (Figs. 18, 28, 38, 48, 58, 68, 88, 98) Notholopus carmelitanus Carvalho & Ferreira, 1971: 167, fios. 2-5. Notholopus [N) carmelitanus: Car- valho, 1975:377, fig. 29. Placa subgenital (Psg) pilosa, pélos iguais aos do es- ternito; lóbulos laterais pouco destacados da margem posterior do esternito; lóbulo mediano alongado, ápice pontudo, ultrapassando a margem posterior do esternito; margem anterior do esternito sem reentrância (Fig. 18). Medidas: largura = 0,47 mm; comprimento = 0,50 mm. Gonocoxitos do oitavo segmento (Gc 8) de forma paralelogrâmica; margem anterior com pequena convexi- dade mediana; margem posterior côncava; margem dorsal ligeiramente convexa e duas vezes menor que a ventral; esta, convexa; a área livre, intensamente pilosa, pêlos fi- nos e curtos (Fig. 28). Gonocoxitos do nono segmento (Gc 9) de forma espatular, pouco alongados; margem dorsal com grande convexidade (Cv) na região próximal e côncava (Co) próximo à extremidade apical; margem ventral ligeira- mente convexa medianamente; pilosidade numa faixa es- treita e curta, junto à margem ventral, pêlos finos e cur- tos. Estilóides com o ápice rombo, pêlos iguais aos do go- nocoxito (Fig. 38). Laterotergitos do nono segmento (La) de formato triangular; margem anterior quase retilínea; margens ven- tral e dorsal convexas; área livre intensamente pilosa, pé- los finos e curtos (Fig. 48). Gonapófides anteriores (Ga) pouco esclerosadas, longas, muito estreitas na região das estrias para o ápice; a extremidade distal, acentuadamente curva no sentido ventro-dorsal (Fig. 58, A e B). Placa esclerosada dos suportes das gonapófises an- teriores (PeSg), de aspecto laminar; lóbulos laterais mui- to estreitos e finos; lóbulo posterior pouco mais largo que os laterais, curto; lóbulo anterior amplamente côn- cavo (Fig. 68). Medidas: distância entre os ápices dos lóbulos late- rais = 0,56 mm; distância do lóbulo anterior ao ápice do tóbulo posterior = 0,19 mm. Gonapófises posteriores (Gp) fortemente esclero- sadas, longas; borda ventral na extremidade distal, pouco elevada; dentes rasos estendendo-se até as proximidades do ápice; este, pontudo; carena muito estreita na extre- midade distal; esta, curva ventro-dorsalmente (Fig. 78, À e B). Área dos anéis esclerosados (AAe) muito simples, de forma hexagonal irregular; placa labiada dorsal (Pld) estende-se amplamente às regiões lateral e posterior dos anéis esclerosados, que formam anteriormente dois lobos simples (LPId), pouco esclerosados, providos de dentícu- los esclerosados (De); fenda lobular (Fl) ultrapassando o nível das margens anteriores dos anéis esclerosados; placa labiada ventral (Plv) indiferenciada na área glandular AV. FONTES (Agi) e entre as margens medianas dos anéis esclerosados; estes subtriangulares; margens lateral, mediana e anterior, convexas; margem posterior côncava; processo mediano dos anéis esclerosados, ausente (Fig. 88). Medidas — Área dos anéis esclerosados: largura = 1,09 mm; comprimento = 0,69 mm. Anéis esclerosa- dos: distância entre as margens medianas = 0,90 mm; distância entre as margens mediana e lateral (eixo cd) = (0,44 mm; maior distância entre as margens anterior e posterior (eixo ef) = 0,25 mm. Parede posterior (Pp): escleritos interramais escle- rosados, ligeiramente curvos dorso-ventralmente; mar- gem posterior emarginada junto ao lobo mediano dos es- cleritos; margem anterior com duas reentrâncias ladean- do uma convexidade mediana; margem lateral convexa; dobra dorsal dos escleritos interramais larga, com as bor- das denteadas; área membranosa dorsal dos escleritos in- terramais presente; lobo mediano dos escleritos interra- mais (LmEi) muito curto e estreito; processo sigmóide (Ps) proeminente, fundido à base do lobo mediano dos escleritos interramais, forma com este último, duas reen- trâncias com aspecto de degraus quando visto de perfil (fig. 98, A,B, C). Medidas: = 0,25 mm: Distribuição geográfica: Brasil. Material estudado — 2 exemplares: Minas Gerais, Brasil, Carmo do Rio Claro, 1947, J. C. M. Carvalho col.; 1 exemplar: Idem, 1957. Quanto à genitália das fêmeas, esta espécie dife- rencia-se das demais do gênero, pela simplicidade dos lo- bos da placa labiada dorsal; pela morfologia da placa la- biada ventral, ápice do lobo mediano dos escleritos inter- ramais, placa esclerosada dos suportes das gonopófises anteriores e placa subgenital. largura = 0,81 mm; comprimento Notholopus (Notholopus) coreoides Carvalho, 1975 (Figs. 6-9, 19, 29, 39,59,069, 79, 89, 99) Notholopus [N.) coreoides Carvalho, 1975: 371- 372, figs. 4-8. Placa subgenital (Psg), esclerosada, glabra, ligada lateralmente às margens posteriores do esternito até o terço apical do lóbulo mediano por uma membrana (MI) pouco esclerodada que permite distinguir os limites da placa, afastados da margem do esternito; lóbulos laterais acentuadamente convexos, com os limites pouco marca- dos; lóbulo mediano curto, atingindo o nível da margem posterior do esternito; reentrância da margem anterior do esternito, curta (Fig. 19). Medidas: largura = 0,58 mm; comprimento = 0,50 mm. Gonocoxitos do oitavo segmento (Gc 8) de forma paralelogrâmica, grandes; margem anterior convexa me- dianamente, com uma concavidade próxima ao ângulo ântero-ventral; margem posterior muito côncova; mar- gem dorsal pouco convexa; margem ventral amplamente convexa; área livre com pilosidade intensa, do meio para ESTUDOS COMPARATIVOS DA GENITÁLIA DA FEMEA... a margem posterior, pêlos finos e muito curtos (Fig. 29). Gonocoxitos do nono segmento (Gc 9) de forma espatular, longos; margem dorsal côncava próxima à ex- tremidade distal; margem ventral pouco convexa; pilosi- dade intensa numa: faixa relativamente estreita, longa, que se estende da metade apical, abaixo da linha media- na do gonocoxito, ao terço proximal da margem ventral; pêlos finos e muito curtos. Estilóides recurvados, pontu- dos, pêlos iguais aos do gonocoxito (Fig. 39). Laterotergitos do nono segmento (La) de forma triangular; margem anterior com pequena convexidade medianamente; margem dorsal mais convexa que a ventral, pilosidade intensa, pêlos finos e muito curtos (Fig. 49). Gonapófises anteriores (Ga) esclerosadas, longas, ligeiramente côncavas na borda ventral da região das es- trias (Fig. 59, A e B). Placa esclerosada dos suportes das gonapófises an- teriores ( PeSg), fortemente esclerosada; lóbulos laterais curvos e longos; lóbulo posterior pouco desenvolvido, com uma reentrância mediana; lóbulo anterior largo e proeminete (Fig. 69). Medidas: distância entre os ápices dos lóbulos late- rais = 1,03 mm; distância do lóbulo anterior ao ápice do posterior = 0,28 mm. Gonapófises posteriores (Gp) fortemente esclero- sadas longas; borda ventral na extremidade distal, muito alta; os dentes, bem marcados, estendem-se da borda ventral à dorsal, incluindo o ápice; este, arredondado; ca- rena larga nas proximidades do ápice (Fig. 79, A e B). Área dos anéis esclerosados (AÃe) de forma hexa- gonal irregular; placa labiada dorsal forma anteriormente dois lobos largos, planos, fortemente esclerosados, apre- sentando uma pequena dobra que atinge parte da mar- gem anterior dos anéis esclerosados e, internamente, abai- xo da fenda lobular, cada lobo forma uma pequena ex- pansão laminar de textura igual à dos lobos; placa labia- da ventral (Plv) fortemente esclerosada, curta, situada sob as margens laterais dos anéis esclerosados, de compri- mento igual à da própria margem e terminando em ponta aguda dentro da área glandular (Agl); anéis esclerosados de forma aproximadamente oval, margens lateral e an- terior convexas, margem posterior côncava, margem me- diana formando ângulo agudo; processo mediano dos anéis ausente (Fig. 89). Medidas — Área dos anéis esclerosados: largura = 1,94 mm; comprimento = 0,94 mm. Anéis esclerosa- dos: distância entre as margens medianas = 0,62 mm; distância entre as margens mediana e lateral (eixo cd) = 0,53 mm; maior distância entre as margens anterior e posterior (eixo ef) = 0,40 mm. Parede posterior (Pp): escleritos interramais forte- mente esclerosados, ligeiramente curvos dorso-ventral- mente, os ângulos laterais de aspecto espiniformes; mar- gem posterior emarginada junto ao lobo mediano dos escleritos; margem anterior com reentrância mediana; margem lateral convexa; dobra dorsal DdEi) estreita; área membranosa dorsal dos escleritos, ausente; lobo mediano dos escleritos interramais longo, dos escleritos 147 ápice ponteagudo; processo sigmóide, esclerosado, raso (Fig. 99, A e B). Medidas: largura = 0,62 mm. Distribuição geográfica: Brasil. Material estudado: Brasil, Mato Grosso, Sinop, (120 37' S; 55º 37º W) (BR 163, Km 500 a 600) 350m altit,, IX-—1974, Alvarenga & Roppa col., 1 parátipo; Idem, X—74, 1 exemplar. Quanto à genitália das fêmeas, esta espécie dife- rencia-se das demais do gênero, pela morfologia dos lo- bos da placa labiada dorsal, placa labiada ventral, ápice do lobo mediano dos escleritos interramais, placa escle- resada dos suportes das gonapófises anteriores e placa subgenital. 1,06 mm; comprimento = Notholopus (Notholopus) cuiabanus Carvalho, 1975. (Figs. 3-5, 10-12, 20, 30, 40, 50, 60, 70, 80, 90, 100) Notholopus (N.) cuiabanus Carvalho, 1975: 375, figs. 9-13. Placa subgenital (Psg) esclerosada, glabra, ampla- mente destacada da margem posterior do esternito; lóbu- los laterais bem individualizados, largos; lóbulo mediano alongado, muito mais estreito que os laterais, ápice pon- tudo, não ultrapassando o nível da margem posterior do esternito; este, sem reentrância na margem anterior (Fig. 20). Medidas: largura = 0,37 mm. Gonocoxitos do oitavo segmento (Ge 8) de forma paralelogrâmica; margem anterior com pequena concavi- dade; margem posterior côncava; margem ventral conve- xa, com pequena concavidade junto ao ângulo ântero- ventral; margem dorsal ligeiramente convexa; pilosidade esparsa abaixo da linha mediana, pêlos muito finos e cur- tos (Fig. 30). Gonocoxitos do nono segmento (Ge 9) de forma espatular; margem dorsal convexa; pilosidade esparsa nu- ma faixa junto à margem ventral. Estilóides de formato triangular, curvos, pêlos finos e curtos (Fig. 40). Laterotergitos do nono segmento (La) de formato triangular; pilosidade intensa, pêlos muito finos e curtos (Fig. 50). Gonapófises anteriores (Ga) esclerosadas, longas; as bordas dorsal e ventral, na região das estrias, côncavas e de extensão aproximadamente iguais (Fig. 60, A e B). Placa esclerosada dos suportes das gonapófises an- teriores (PeSg) fortemente escierosadas; lóbulos laterais longos, acentuadamente curvos; lóbulo posterior apenas insinuado; lóbulo anterior proeminente (Fig. 70, A e B). Medidas: distância entre os ápices dos lóbulos la- terais = 0,90 mm; distância do lóbulo anterior ao ápice do posterior = 0,39 mm, Gonapófises posteriores (Gp) fortemente esclero- sadas, longas; borda ventral na extremidade distal, eleva- da e arredondada; dentes largos e bem marcados, esten- dem-se da borda ventral à dorsal, incluindo o ápice; este 0,40 mm; comprimento = 148 ' ponteagudo; carena uniformemente larga na extremidade distal (Fig. 80, A e B). Área dos anéis esclerosados (AAe) de forma hexa- gonal irregula; a placa labiada dorsal forma anteriormen- te dois lobos largos, com as margens opostas à fenda lo- bular côncavas, providos de dentículos esclerosados nas bordas; a fenda lobular não atinge o nível das margens anteriores dos anéis esclerosados; há uma faixa esclerosa- da (Fe), entre os limites da fenda lobular, inferiormente, a metade da margem mediana e toda a extensão das mar- gens anteriores dos anéis esclerosados; lateralmente, ao nível da faixa esclerosada, para a base dos anéis, a placa labiada dorsal forma uma pequena dobra (DpId) sobre a área glandular; placa labiada ventral (Plv) fortemente esclerosada, larga na base, entre a metade das margens la- teral e posterior dos anéis esclerosados; estreita, deste úl- timo nível até abaixo das margens medianas dos anéis; estes esclerosados com as margens lateral e posterior côn- cavas medianamente; margem anterior ligeiramente con- vexa; margem mediana acentuadamente convexa; proces- so mediano dos anéis esclerosados ausente (Fig. 90). Medidas — Área dos anéis esclerosados: largura = 1,40 mm; comprimento = 0,78 mm. Anéis esclerosados: distância entre as margens medianas = 0,04 mm; distân- cia entre as margens mediana e lateral (eixo cd) = 0,54 mm; maior distância entre as margens anterior e posterior (eixo ef) = 0,37 mm. Parede posterior (Pp): escleritos interramais escle- rosados, planos; margem posterior côncava, emarginada junto ao lobo mediano dos escleritos interramais; mar- gem anterior profundamente côncava medianamente; margem lateral convexa; lobo mediano dos escleritos in- terramais forma apicalmente dois lóbulos opostos, de ta- manhos diferentes, situados no mesmo plano dos escleri- tos interramais, O lóbulo maior é curvo: dobra dorsal dos esleritos interramais, esclerosada: área membranosa dorsal dos escleritos interramais ausente; processo sig- móide pequeno e esclerosado (Fig. 100, A e B). Medidas: largura = 0,75 mm; comprimento = 0,42 mm, Distribuição geográfica: Brasil. Material estudado: Brasil, Minas Gerais, Carmo do Rio Claro, 1947, J.C.M. Carvalho col., 1 exemplar; Mato Grosso, Sinop, (120 31'S;550 37' W) (BR 163, Km 500 a 600) 350m altit., |X-1974, Alvarenga & Roppa col., 1 exemplar. Quanto a genitália das fêmeas, esta espécie asseme- lha-se muito a A. lunatus e NM. sertanejus, diferencia-se da primeira, pela ausência do lobo ventral na área dos anéis esclerosados; da segunda, diferencia-se pela presença de uma faixa ventral esclerosada, morfologia e posição da placa labiada ventral entre as margens medianas dos anéis esclerosados, ápice do lobo mediano dos escleritos interramais, placa esclerosada dos suportes das gonapófi- ses anteriores e placa subgenital. AV. FONTES Notholopus (Notholopus) filicornis (Fabricius, 1803) tFigs. 21, 31,41,51,61,71,81,91,101) Capsus fificornis Fabricius, 1803: 245. Lopus filicornis: Stal, 1868: 89; Walker, 1873: 56 (Cat.); Atkinson, 1890: 54, Notholopus filicornis: Carvalho, 1954: 427; id., 1959: 173 (Cat.); id., 1971: 168-170, figs. 6-9. Notholopus ([N.) filicornis: Carvalho, 1975: 370, 378, fig. 33. Placa subgenital (Psg) esclerosada, porção basal in- tensamente pilosa; desta região para o ápice a pilosidade é esparsa, pêlos finos e longos; está fusionada à margem posterior do esternito até a região mediana; lóbulos late- rais pouco individualizados, apenas insinuados: lóbulo mediano largo, ápice, rombo, ultrapassando a margem posterior do esternito; margem anterior do esternito com reentrância ampla, que se aproxima muito da base da placa (Fig. 21). Medidas: largura = 0,56 mm; comprimento = 0,65 mm. Gonocoxitos do oitavo segmento (Gc 8) de forma paralelográmica; margem anterior com maior extensão convexa, pequena concavidade próxima ao ângulo ânte- ro-ventral; margem posterior côncava; margem dorsal mais convexa que a ventral; área livre intensamente pilo- sa, pêlos finos e longos (Fig. 31). Gonocoxitos do nono segmento (Gc 9) de forma espatular, alongados; margem dorsal côncava; margem ventral convexa; pilosidade intensa da metade apical para a margem ventral, medianamente. Estilóides ligeiramente concavos na borda dorsal, convexos ventralmente; inten- samente pilosos, pêlos finos e curtos (Fig. 41). Laterotergitos do nono segmento (La) de forma triangular; margem dorsal convexa; margens anterior e ventral quase retilíneas; área livre intensamente pilosa, pêlos finos e longos (Fig. 51). Gonapófises anteriores (Ga) pouco esclerosadas, longas; margem ventral na extremidade distal, côncava; apicalmente, terminam em ponta aguda (Fig. 61, A e B). Placa esclerosada dos suportes das gonapófises an- teriores (PeSg) bem desenvolvida e fortemente esclerosa- da; lóbulos laterais um pouco mais largos, longos e ligei- ramente curvos; lóbulo posterior apenas insinuado, apre- sentando três pequenas reentrâncias; lóbulo anterior pro- eminente (Fig. 71). Medidas: distância entre os ápices dos lóbulos late- rais = 1,00 mm; distância do lóbulo anterior ao ápice do posterior = 0,22 mm. Gonapófises posteriores (Gp) fortemente esclerosa- das: dentes da borda ventral, estreitos, bem individuali- zados, não atingem o ápice; este largo e pontudo; dentes da borda dorsal, largos e heterogêneos; carena ligeira- mente mais larga próximo do ápice (Fig. 81, A e B). Área dos anéis esclerosados (A Ae) de forma hexa- gonal irregular; placa labiada dorsal forma anteriormente dois lobos (LPld) longos, pouco esclerosados, de aspecto coniforme e estreitamente separados um do outro pela fenda lobular, anteriormente (Fl); os vértices dos lobos ESTUDOS COMPARATIVOS DA GENITÁLIA DA FÊMEA... curvam-se ligeiramente para dentro da placa; junto às margens dos lobos, internamente, ocorrem dentículos es- clerosados; placa labiada ventral (Plv) esclerosada, larga na base, provida de dentículos esclerosados e estreitan- do-se entre as margens medianas dos anéis esclerosados, região em que é desprovida de dentículos esclerosados e onde apresenta uma reentrância na borda anterior da pla- ca ventral; anéis esclerosados com a margem lateral con- vexa; a metade anterior desta última, penetrante na base do lobo coniforme da placa labiada dorsal; margem ante- rior côncava, também com a metade penetrante na base do lobo coniforme; margem mediana convexa. Todas as margens razoavelmente largas e esclerosadas. Processo mediano dos anéis esclerosados (PmÃe) plano, largo, lon- go, apresentando nas bordas diversos tipos de reentrân- cias (Fig. 91). Medidas — Área dos anéis esclerosados: largura = 1,56 mm; comprimento = 0,78 mm. Anéis esclerosados: distância entre as margens medianas = 0,34 mm; distan- cia entre as margens mediana e lateral (eixo cd) = 0,54 mm: maior distância entre as margens anterior e poste- rior (eixo ef) = 0,37 mm. Parede posterior (Pp): escleritos interramais escle- rosados, ligeiramente curvos dorso-ventralmente; mar- gem posterior ligeiramente côncava, emarginada junto ao lobo mediano dos escleritos interramais; margem ante- rior côncava medianamente, com um pequeno lóbulo abaixo do processo sigmóide; lobo mediano dos escleri- tos interramais com o ápice terminando em ponta aguda e curva na direção da base do lobo; dobra dorsal dos es- cleritos interramais esclerosada, mais larga no lado ex- terno, muito estreita no lado interno, junto ao lobo me- diano dos escleritos interramais; área membranosa dorsal dos escleritos presentes; processo sigmóide proeminente, curvo na direção do lobo mediano dos escleritos e forte- mente esclerosado (Fig. 101, A,B, C). Medidas: largura = 1,00 mm; comprimento = 0,53 mm. Distribuição geográfica: Brasil, Suriname e Guiana Francesa. Material estudado: Suriname, 12-1-50, Eggenberger leg., 1 exemplar. Quanto à genitália das fêmeas, esta espécie diferen- cia-se das demais do gênero, pela morfologia dos lobos e placa labiada dorsal, placa labiada ventral entre as mar- gens medianas dos anéis esclerosados, ápice do lobo me- diano dos escleritos interramais, processo mediano dos anéis esclerosados, placa esclerosada dos suportes das go- napófises anteriores e placa subgenital. B. Commow R,, Notholopus (Notholopus) lunatus (Distant, 1884) (Figs. 1, 2, 22, 32, 42,52, 62, 72, 82,92,102) Paracalocoris lunatus Distant, 1884: 265, pl. 25, fig. 20. Paracafocoris mastrucatus Distant, 1884: 265, pl. 25, fig. 21. Paracalocoris lunatus: Atkinson, 1890: 69. Notholopus lunatus: Carvalho, 1952b: 9: id. 1959: 173 (Cat.). 149 Notholopus lunatus: Carvalho & Ferreira, 1971: 170, figs. 10-12. Notholopus (N.) lunatus: Carvalho, 1975: 369, fig. 28. Placa subgenital (Psg) esclerosada, com pêlos espar- sos, finos e longos, ligada por uma membrana (M|) pouco esclerosada às margens posteriores do esternito até abai- xo dos lóbulos laterais; estes, bem individualizados: lóbu- lo mediano largo, ápice rombo, ultrapassando pouco a margem do esternito; margem anterior do esternito leve- mente reentrante (Fig. 22). Medidas: largura = 0,56 mm; comprimento = 0,56 mm. Gonocoxitos do oitavo segmento (Gc 8) de forma paralelogrâmica; margem anterior convexa, com pequena concavidade próxima ao ângulo ântero-ventral; margem posterior côncava; margem ventral mais convexa que a dorsal; área livre intensamente pilosa, pêlos finos e cur- tos (Fig. 32). Gonocoxitos do nono segmento (Gc 9) de forma espatular, longos; margem dorsai côncava próximo à ex- tremidade distal; margem ventral aproximadamente reti- línea; pilosidade intensa numa faixa larga, distalmente, que-se estreita para a margem ventral; pêlos finos e cur- tos. Estilóides de formato triangular, pêlos iguais aos do gonocoxito (Fig. 42). Laterotergitos do nono segmento (La) de forma triangular; margem dorsal convexa até o meio, côncava nas proximidades da margem ventral; margens ventral e anterior ligeiramente côncavas; área livre intensamente pilosa, pêlos finos e curtos (Fig. 52). Gonapófises anteriores (Ga) pouco esclerosadas, iongas, com a borda ventral, na região das estrias, ligeira- mente mais côncava que a dorsal; ápice laminar, arredon- dado (Fig. 62, A e B). Placa esclerosada dos suportes das gonapófises anteriores (PeSg) curta; lóbulos laterais curtos e horizon- tais; lóbulo posterior muito curto; lóbulo anterior bem desenvolvido, proeminente, com reentrância apical (Fig. 72). Medidas: distância entre os ápices dos lóbulos late- rais = 0,59 mm; distância do lóbulo anterior ao ápice do posterior = 0,17 mm. Gonapófises posteriores (Gp) fortemente esclerosa- das, longas; borda ventral na extremidade distal, suave- mente elevada; dentes relativamente rasos, estendem-se até o ápice; este arredondado; dentes da borda dorsal lar- gos, dispostos uniformemente; carena relativamente larga no terço da extremidade distal (Fig. 82, A e B). Área dos anéis esclerosados (AAe) de forma hexa- gonal irregular; a placa labiada dorsal forma anteriormen- te dois lobos alongados, as margens opostas à fenda lobu- lar côncavas; providos de dentículos esclerosados que se estendem da porção apical às margens lobulares; ventral- mente, abaixo da fenda lobular, há um lobo (Lv) delga- do, que se estende lateralmente sob os anéis esclerosa- dos; a placa labiada dorsal, lateralmente, forma pequena dobra (DPld) sobre a área glandular; placa labiada ventral 150 (Plv) fortemente esclerosada, larga da porção basal até dois terços da margem lateral dos anéis esclerosados, es- treitando-se deste ponto às proximidades da margem me- diana dos anéis, entre estas últimas, alarga-se e forma uma ponta na borda posterior; anéis esclerosados com as margens lateral, anterior e mediana convexas; margem posterior côncava; processo mediano dos anéis esclero- sados ausente (Fig. 92). Medidas — Área dos anéis esclerosados: largura = 1,51 mm; comprimento = 0,96 mm. Anéis esclerosados: distância entre as margens medianas = 0,09 mm; distân- cia entre as margens mediana e lateral (eixo cd) = 0,51 mm; maior distância entre as margens anterior e poste- rior (eixo ef) = 0,50 mm. Parede posterior (Pp): escleritos interramais escle- rosados, ligeiramente curvos ventro-dorsalmente; mar- gem posterior côncava, emarginada junto ao lobo media- no dos escleritos; margem anterior côncava medianamen- te: margem lateral convexa; lobo mediano dos escleritos interramais com uma reentrância apical; este terminando por uma expansão laminar pontuda e curva, com reen- trância nas bordas; dobra dorsal dos escleritos interra- mais mais larga no lado externo, muito estreita interna- mente; área membranosa dorsal dos escleritos interra- mais ausente; processo sigmóide pequeno (Fig. 102, A e B). Medidas: largura = 0,87 mm; comprimento = 0,53 mm. Distribuição geográfica: El Salvador, Guatemala e México. Material estudado: El Salvador, La Libertad, 20 milhas E. La Libertad, 14 june 1972, R.R. &M.E. Murray, 1 exemplar comparado com o tipo; México, So- nora, Guasaremos Rio Mayo, 5-V11|-1935, L.G. Gentner col., 1 exemplar. Quanto a genitália das fêmeas, esta espécie asseme- lha-se muito a MV. sertanejus e NV. cuiabanus; diferencia-se delas, pela presença do lobo ventral na área dos anéis es- clerosados, pela morfologia da placa labiada ventral entre as margens medianas dos anéis, ápice do lobo mediano dos escleritos interramais, placa esclerosada dos suportes das gonapófises anteriores e placa subgenital. Notholopus (Notholopus) sertanejus Carvalho, 1975 (Figs. 24, 34, 44, 54, 64, 84, 94, 104) Notholopus (N.) sertanejus Carvalho, 1975: 376- 377, figs. 18-23. Placa subgenital (Psg) pouco esclerosada, com pê- los esparsos, finos e longos, fusionada lateralmente à margem posterior do esternito até às proximidades da re- gião mediana da placa; lóbulos laterais indistintos; lóbu- lo mediano longo, largo, ápice pontudo não ultrapassando a margem posterior do esternito; reentrância da margem anterior do esternito apenas insinuada (Fig. 24). Medidas: largura = 0,40 mm; comprimento = 0,44 mm. AV, FONTES Gonocoxitos do oitavo segmento (Gc 8) de forma paralelogrâmica; margem anterior com pequenas conca- vidades; margem posterior côncava; margem ventral acentuadamente convexa; margem dorsal pouco conve- xa; área livre intensamente pilosa, pêlos finos e longos (Fig. 34). Gonocoxitos do nono segmento (Gc 9) de forma espatular, alongados; margens dorsal e ventral sinuosas; pilosidade intensa no terço distal, diminuindo progressi- vamente para o meio da margem ventral; pêlos finos e curtos. Estilóides com pélos iguais aos do gonocoxito (Fig. 44). Laterotergitos do nono segmento (La) de forma triangular; margem dorsal convexa, com pequenas conca- vidades ao longo da margem; margem ventral convexa, com uma reentrância mediana abrupta; do limite da li- nha pilosa, anteriormente, para baixo, até a margem, a superfície do laterotergito apresenta um enrugamento; pilosidade intensa, pêlos finos e longos (Fig. 54). Gonapófises anteriores (Ga) pouco esclerosadas, longas; a borda ventral na região das estrias, ligeiramente côncava, a dorsal, dobrada para dentro da área livre; ápi- ce ponteagudo (Fig. 64, A e B). Placa esclerosada dos suportes das gonapófises anteriores (PeSg), pequena; lóbulos laterais de aspecto la- minar, curtos; lóbulo posterior (LpPe) alargado e conve- xo; lóbulo anterior (LaPe) muito pequeno, de forma triangular proeminente (Fig. 74), Medidas: distância entre os ápices dos lóbulos late- rais = 0,56 mm; distância do lóbulo anterior ao ápice do posterior = 0,11 mm. Gonapófises posteriores (Gp) fortemente esclerosa- das, longas; borda ventral na extremidade distal, eleva- da; dentes estreitos, estendendo-se até o ápice; este ligei- ramente arredondado; dentes da borda dorsal ligeiramen- te mais largos e dispostos uniformemente; carena estreita e extensa, na extremidade distal (Fig. 84, A e B). Área dos anéis esclerosados de forma hexagonal irregular; placa labiada dorsal forma anteriormente dois lobos alongados, côncavos do lado oposto à fenda lobu- lar; superfície dos lobos provida de dentículos esclerosa- dos; há uma faixa pouco esclerosada situada entre as margens medianas, abaixo e acima das margens anterio- res dos anéis; a borda anterior da faixa eleva-se um pou- co de cada lado da fenda lobular, formando pequena ponta triangular; na margem lateral dos anéis esclerosa- dos, a placa labiada dorsal forma uma dobra sobre a área glandular; placa labiada ventral esclerosada, larga na ba- se, estreita na maior extensão que atravessa as margens medianas dos anéis esclerosados; estes com a margem la- teral côncava; margem anterior convexa; margem poste- rior côncava e larga; margem mediana convexa; processo mediano dos anéis ausente (Fig. 94). Medidas — Área dos anéis esclerosados: largura = 1,44 mm; comprimento = 0,78 mm. Anéis esclerosados: distância entre as margens medianas = 0,06 mm; distân- cia entre as margens mediana e lateral (eixo cd) = 0,53 mm; maior distância entre as margens anterior e poste- rior (eixo ef) = 0,31 mm. ESTUDOS COMPARATIVOS DA GENITÁLIA DA FÊMEA... Parede posterior (Pp): escleritos interramais escle- rosados, ligeiramente curvos ventro-dorsalmente; mar- gem posterior côncava, emarginada junto ao lobo media- no dos escleritos; margem anterior profundamente côn- cava medianamente; margem lateral convexa; lobo me- diano dos escleritos interramais com um sulco mediano até o ápice; este dividido em duas expansões laminares opostas; dobra dorsal dos escleritos interramais de largu- ra aproximadamente igual em toda a extensão, ligeira- mente mais estreita nas proximidades do lobo mediano dos escleritos; área membranosa dorsal dos escleritos, presente; processo sigmóide pequeno (Fig. 104, A e B). Medidas: largura = 0,78 mm; comprimento = 0,40 mm. Distribuição geográfica: Brasil e Paraguai. Material estudado: Brasil, Mato Grosso, Sinop, (122 31º S; 55º 37º W) (BR 163, Km 500 a 600), 350m altit., X-1974, Alvarenga col., 2 exemplares. Quanto à genitália das fêmeas, esta espécie asseme- lha-se muito a M. lunatus e N. cuiabanus; diferencia-se da primeira pela ausência do lobo ventral na área dos anéis esclerosados; da segunda, pela presença da faixa ventral não esclerosada, morfologia da placa labiada ventral en- tre as margens medianas dos anéis esclerosados, ápice do lobo mediano dos escleritos interramais, placa esclerosa- da dos suportes das gonapófises anteriores e placa subge- nital. Notholopus (Notholopus) sulcaticornis (Stal, 1860) (Figs. 25, 35, 45, bb, 65, 75, 85,95, 105, 107) Lopus sulcaticornis Stal, 1860: 46; Walker, 1873: 56 (Cat.); Atkinson, 1890: 55. Notholopus sulcaticornis: Bergroth, 1922: 4: Car- valho, 1952: 91; id., 1959: 173 (Cat.); Carvalho & Fer- reira, 1971: 1172-173, figs. 17-20. Notholopus (N,) sulcaticornis: Carvalho, 369, 377, fig. 30. 1976: Placa subgenital (Psg) esclerosada, com pelos finos, longos, esparsos, ligada à margem posterior do esternito até abaixo dos lóbulos medianos por membrana esclero- sada que mantêm todas as bordas da placa afastadas da margem do esternito; lóbulos laterais muito curtos; lôbu- lo mediano longo, pontudo, ultrapassando a margem posterior do esternito; margem anterior do esternito com pequena reentrância (Fig. 25). Medidas: largura = 0,44 mm; comprimento = 0,51 mm. Gonocoxitos do oitavo segmento (Gc 8) de forma paralelogrâmica; margem anterior convexa medianamen- te, côncava nas proximidades dos ângulos ântero-ventral e ântero-dorsal; margem posterior côncava; margem ven- tral mais convexa que a dorsal; área livre intensamente pilosa, pelos finos e curtos (Fig. 35). Gonocoxitos do nono segmento (Gc 9) de forma espatular, longos; margem dorsal côncava próximo da ex- tremidade distal; margem ventral ligeiramente convexa; 151 pilosidade intensa numa faixa que inicia-se apicalmente mais larga, terminando na margem ventral; pêlos esparsos além da faixa, finos e curtos. Estilóides aproximadamen- te triangulares, alongados, com pêlos iguais aos do gono- coxito (Fig. 45). Laterotergitos do nono segmento (La), de forma triangular; margem anterior, convexa; margem ventral mais convexa que a dorsal; área livre com pilosidade in- tensa, exceto em pequena área compreendida entre o li- mite da linha pilosa, anterior e medianamente, e a meta- de da margem ventral; pelos finos e curtos (Fig. 55). Gonapófises anteriores (Ga) pouco esclerosadas, longas; as bordas ventral e dorsal extensas na região das estrias, acentuadamente côncavas e de dimensões iguais; extremidade apical mais larga que nas outras espécies (Fig. 65, A e B). Placa esclerosada dos suportes das gonapófises an- teriores (PeSg), de aspecto laminar; lóbulos laterais lar- gos na base, estreitos apicalmente, com forma de espátu- la; lóbulo posterior (LpPe) muito reduzido (vestigial); ló- bulo anterior (LaPe) representado por dois pequen ssi- mos processos na base de cada lóbulo lateral (Fig. 75). Medidas: distância entre os ápices dos lóbulos late- rais = 0,81 mm; distância do lóbulo anterior ao ápice do posterior = 0,11 mm. Gonapófises posteriores (Gp) fortemente esclerosa- das, longas; borda ventral na extremidade distal pouco elevada; dentes largos, relativamente rasos, não atingem o ápice; este, pontudo; borda dorsal com dentes mais lar- gos que os da borda ventral, dispostos irregularmente; carena relativamente estreita em toda a extensão da ex- tremidade distal (Fig. 85, A e B). Área dos anéis esclerosados (AAe) de forma hexa- gonal irregular; a placa labiada dorsal forma anteriormen- te, dois lobos largos, pouco esclerosados, providos de dentícutos esclerosados nas bordas lobulares:; ventral- mente, há dois lobos (Lv) menores mais estreitos, de as- pecto semelhante aos lobos dorsais; placa labiada ventral (Plv) fortemente esclerosada, ampla, de formato triangu- lar, ultrapassando ligeiramente a margem anterior dos anéis esclerosados; estes aproximadamente paralelogrã- micos; margens lateral e posterior emolduradas pela con- tinuação lateral da placa labiada dorsal; margens lateral, anterior e mediana convexas; margem posterior côncava; processo mediano dos anéis esclerosados ausente (Fig. 95). Medidas: área dos anéis. esclerosados — largura = 1,56 mm; comprimento = 0,75 mm. Anéis esclerosados: distância entre as margens mediana = 0,22 mm; distância entre as margens mediana e lateral (eixo cd) = 0,57 mm; maior distância entre as margens anterior e posterior (eixo ef) = 0,26 mm. Parede posterior (Pp): escleritos interramais, escle- rosados, curvos ventro-dorsalmente; margem posterior com a borda franjada, elevada medianamente à base do lobo mediano dos escleritos; margem anterior côncava medianamente; margem lateral convexa; lobo mediano dos escleritos interramais curto, sulcado apicalmente, apresentando na base da face ventral, uma reentrância 152 i ampla; dobra dorsal dos escleritos interramais pouco es- clerosada, provida de dentículos esclerosados, larga la- teralmente e muito estreita internamente; área membra- nosa dorsal dos escleritos presentes; processo sigmóide proeminente e curvo (Fig. 105, A e B). Medidas: largura = 0,84 mm; comprimento = 0,44 mm. Distribuição geográfica: Brasil. Material estudado: Brasil, Minas Gerais, Carmo do Rio Claro, 1947, J.C.M, Carvalho col., 1 exemplar; E. do Rio de Janeiro, Nova Friburgo, 27-1V-1937, Souza Lo- pes col., 1 exemplar. Quanto à genitália das fêmeas, esta espécie diferen- cia-se das demais do gênero, pela presença de dois lobos ventrais na área dos anéis esclerosados; morfologia da placa labiada ventral, ápice do lobo mediano dos escleri- tos interramais, placa esclerosada dos suportes das gona- pófises anteriores e placa subgenital. Notholopus (Notholopoides) pachycerus (Reuter, 1907) (Figs. 23, 33, 43, 53, 63, 73, 83, 93, 103) Paracalocoris pachycerus Reuter, 1907: 53. Taedia pachycerus: Carvalho, 1959: 262 (Cat). Notholopus pachycerus: Carvalho & Ferreira, 1971: 165-173, figs. 13-16. Notholopus [N.) pachycerus: Carvalho, 1975: 374 376, figs. 14-17. Placa subgenital (Psg) esclerosada, muito mais larga que longa; pilosidade mais concentrada na área basal, pê- los iguais aos do esternito, área mediana com algumas rugas; lóbulos laterais largos, fusionados à margem poste- rior do esternito; lóbulo mediano largo, ápice rombo, não atinge a margem posterior do esternito; margem an- terior do esternito com reentrância muito pequena (Fig. 23). Medidas: largura = 0,65 mm; comprimento = 0,47 mm. Gonocoxitos do oitavo segmento (Gc 8) de forma paralelogrâmica; margem anterior convexa medianamen- te; margem posterior côncava; margens ventral e dorsal convexas; área livre intensamente pilosa, pêlos finos e longos (Fig. 33). Gonocoxitos do nono segmento (Ge 9) de forma espatular, longos, consideravelmente largos do terço dis- tal para a região proximal; margem ventral convexa; pi- losidade estende-se por uma faixa larga, longa, que inicia- se acima da metade apical, terminando no terço proxi- mal; pêlos finos e curtos. Estilóides mais largos que lon- gos, pequena área com pélos junto à borda dorsal; pêlos iguais aos do gonocoxito (Fig. 43). Laterotergitos do nono segmento (La) de formato triangular; todas as margens convexas; área livre com pê- los esparsos numa pequena área; margem ventral com pêlos mais numerosos, finos e longos (Fig. 53). Gonapófises posteriores (Gp) fortemente esclerosa- a borda ventral na região das estrias, ligeiramente cônca- AM. FONTES va; a dorsal, dobra-se para dentro da área livre; ápice rombo; no início da borda ventral das estrias, há uma formação conspícua espiniforme (Fig. 63, A e B). Placa esclerosada dos suportes das gonapófises an- teriores (PeSg) com os lóbulos laterais estreitos, espini- formes, alongados e curvos; lóbulo posterior laminar, lar- go e arredondado; lóbulo anterior ausente (Fig. 73). Medidas: distância entre os ápices dos lóbulos late- rais = 0,82 mm; distância do lóbulo anterior ao ápice do posterior = 0,20 mm. Gonopófises posteriores (Gp) fortemente esclerosa- das, longas; borda ventral na extremidade distal, elevada e ligeiramente arredondada; dentes relativamente largos, bem marcados, estendem-se até o ápice; este ligeiramente arredondado; na borda dorsal, os dentes são mais largos e dispostos irregularmente; carena relativamente estreita na extremidade distal (Fig. 83, A e B). Área dos anéis esclerosados (AAe) de forma hexa- gonal irregular; a placa labiada dorsal esclerosada, forma anteriormente, dois lobos mais largos que longos, com a porção abaixo da fenda lobular arredondada; bordas e faces dos lobos, providas de dentículos esclerosados; pla- ca labiada ventral (Plv) fortemente esclerosada, larga desde a base até às proximidades da margem mediana dos anéis esclerosados, muito estreita entre estas duas margens; anéis esclerosados de forma ovóide irregular; margem lateral côncava; margem anterior consideravel- mente convexa; margem posterior côncava medianamen- te; margem mediana convexa; processo mediano dos anéis esclerosados (PmÃe) de forma aproximadamente triangular, fortemente esclerosado e terminando em pon- ta aguda (Fig. 93). . Medidas — Area dos anéis esclerosados: largura = 1,75 mm; comprimento = 0,75 mm. Anéis esclerosados; distância entre as margens medianas = 0,50 mm; distân- cia entre as margens mediana e lateral (eixo cd) = 0,64 mm; maior distância entre as margens anterior e poste- rior (eixo ef) = 0,32 mm. Parede posterior (Pp): escleritos interramais forte- mente esclerosados da margem posterior até o nível me- diano do processo sigmóide (Ps); margem posterior emarginada junto ao lobo dos escleritos interramais; mar- gem anterior reentrante medianamente; esta margem abai- xo do processo sigmóide, apresenta pequena saliência; margem latera! convexa; lobo mediano dos escleritos inter- ramais fortemente esclerosado, estreito no terço basal até a altura de uma chanfradura (Ch); a partir desta últi- ma, alarga-se uniformemente para o ápice que é sulcado e termina por uma expansão laminar; dobra dorsal dos escleritos interramais (DdEi) mais larga no lado externo e muito estreita ao atingir a chanfradura onde se prende; área membranosa dorsal (amEi) presente; processo sig- móide de formato aproximadamente oval e fortemente esclerosado (Fig. 103, A e B). Medidas: largura = 1,01 mm; comprimento = 0,56 mm. Distribuição geográfica: Brasil, Colombia, México e Paraguai. Material estudado: Brasil, Santa Catarina, Nova ESTUDOS COMPARATIVOS DA GENITÁLIA DA FEMEA ... Teutonia, F. Plaumann col., 1 exemplar; Rio de Janeiro, Corcovado, X-1962, Alvarenga & Seabra col., 1 exem- plar. Quanto à genitália das fêmeas, esta espécie diferen- cia-se das demais do gênero, pela morfologia dos lobos da placa labiada dorsal, placa labiada ventral entre as mar- gens medianas dos anéis esclerosados, ápice do lobo me- diano dos escleritos interramais, placa esclerosada dos su- portes das gonapófises anteriores e placa subgenital. Notholopisca californica (Knight, 1933) (Figs. 26, 36, 46, 56, 66, 76, 86, 96, 106) Calocorisca californica Knight, 1933: 69. Notholopus californicus: Carvalho, 195bb: 224; id., 1959: 173 (Cat.); Carvalho & Ferreira, 1971: 166- 168, fig. 1. Notholopus (Notholopisca) californica: Carvalho, 1975:370, figs. 24-25, Os estudos sobre a genitália das fêmeas do Comple- xo Votholopus Bergroth, 1922 revelaram que foi acerta- da a decisão de CARVALHO, (1975: 370) em destacar a espécie Votholopus californicus (Knight, 1933) como um taxon à parte. CARVALHO (1975: 370) que criou o subgênero Votholopisca para incluir aquela espécie, com relação a genitália dos machos, disse “.. . só agora pôde ser estudada, revelando que foge do tipo geral do gêne- ro”. As diferenças observadas na genitália dos machos in- cluem a morfologia do espículo vesical, que naquela es- pécie é simples, pequeno, estreito e quase retilíneo; em contraste com o das demais espécies de Notholopus Bergroth, que é longo e bifurcado no terço apical, exceto em Notholopus (Notholopoides) pachycerus (Reuter) cujo espículo é simples, porém muito maior e acentua- damente largo e curvo no terço basal. A genitália da fêmea, confirmou que a referida es- pécie destaca-se das demais do Complexo Notholopus pelos seguintes caracteres: Placa subgenital (Psg) com enrugamento na área li- vre, glabra, esclerosada, ligeiramente destacada da mar- gem posterior do esternito ao nível dos lóbulos laterais; estes pouco individualizados; lóbulo mediano curto, ápice cortado transversalmente em linha reta, não ultrapassan- do à margem posterior do esternito; margem anterior do esternito com pequena reentrância (Fig. 26). Medidas: largura = 0,50 mm; comprimento = 0,38 mm. Gonocoxitos do oitavo segmento (Gc 8) de forma paralelogrâmica; margem anterior com pequenas conca- vidades próximas aos ângulos; margem posterior concava medianamente; margens ventral e dorsal ligeiramente convexas; área livre com pilosidade esparsa, pelos finos e curtos (Fig. 36). Gonocoxitos do nono segmento (Gc 9) de forma espatular, estreitos; margem dorsal côncava medianamen- te; margem ventral levemente convexa; área livre com pi- losidade esparsa numa faixa estreita e relativamente cur- ta, junto à margem ventral, pelos finos e curtos. Estilói- 153 des com o ápice arredondado, pilosidade esparsa, pelos iguais aos do gonocoxito (Fig. 46). Laterotergitos do nono segmento (La) de forma triangular; o ângulo oposto à margem anterior (MaLa) é agudo: a pilosidade é esparsa, pelos finos e curtos (Fig. 56). Gonapófises anteriores (Ga) pouco esclerosadas, alongadas; borda ventral na região das estrias, planas; as estrias, bem espaçadas; ápice ligeiramente curvo ventro- dorsalmente (Fig. 66, A e B). Placa esclerosada dos suportes das gonapófises an- teriores (PeSg) representada por um esclerito simples, es- clerosado, em forma de bastão estreito, ligeiramente cur- vo nas extremidades, côncavo anteriormente, sem o ló- bulo anterior; o lóbulo posterior (LpPe) de aspecto membranoso; lóbulos laterais (LIPe) reduzidos e pouco individualizados (Fig. 76). Medidas: distância entre os ápices dos lóbulos late- rais = 0,94 mm; distância entre a superfície anterior e o ápice do lôbulo posterior = 0,22 mm. Gonapófises posteriores (Gp) fortemente esclerosa- das, alongadas; borda ventral na extremidade distal mui- to baixa: dentes muito estreitos, pouço individualizados, não atingem o ápice; este, arredondado; dentes da borda dorsal largos, dispostos uniformemente; carena larga e extensa na extremidade distal (Fig. 86, A e B). Área dos anéis esclerosados (AAe) de forma ovala- da; placa labiada dorsal (Pld) esclerosada, estreita, não se dividindo em lobos anteriormente, estende-se da base dos anéis esclerosados junto às margens medianas destes últi- mos, onde é mais estreita, alargando-se a partir do meio e sobre essas mesmas margens; anteriormente à placa labia- da dorsal encontra-se o depósito seminal (Ds); este de as- pecto lobular, mais largo que longo, relativamente curto, com grande convexidade mediana e muito pouco esclero- sado; placa labiada ventral (Plv) curta, larga na base e ter- minando em ponta aguda, após as margens medianas dos anéis esclerosados e sob a placa labiada dorsal; anéis es- clerosados (Ae) longos, com maior comprimento no sen- tido ântero-posterior; margem lateral longa e convexa; margem posterior curta; margem mediana longa, cônca- va medianamente e estreita; margem anterior convexa e curta; processo mediano dos anéis esclerosados ausente (Fig. 96). Medidas: área dos anéis esclerosados — largura = 1,68 mm; comprimento = 1,19 mm. Anéis esclerosados: distância entre as margens medianas = 0,87 mm; distân- cia entre as margens lateral e mediana (eixo cd) = 0,22 mm; distância entre as margens anterior e posterior (eixo ef) = 0,75 mm. Parede posterior (Pp): escleritos interramais escle- rosados, planos; margem posterior com pequenas reen- trâncias; margem anterior, medianamente, em continui- dade com a região inferior do processo sigmóide; mar- gem lateral convexa; lobo mediano dos escleritos interra- mais estreito na base, esta muito próxima da região supe- rior do processo sigmóide; ápice forma dois lóbulos cons- pícuos opostos de tamanhos diferentes; dobra dorsal dos escleritos interramais (DdEi) fortemente esclerosada, 154 À descendo acentuadamente oblíqua dos ângulos dos escle- ritos para o meio; área membranosa dorsal dos escleritos interramais ausente; processo sigmóide (Ps) de forma aproximada ao triângulo esférico, mais longo que largo, sulcado longitudinalmente da lado ventral; a porção su- perior do processo sigmóide está muito próxima da base do lobo mediano dos escleritos interramais (Fig. 106, A e B). Medidas: largura = 0,87 mm; comprimento = 0,56 mm. Distribuição geográfica: Estados Unidos da Améri- ca do Norte (Califórnia). Material estudado: Estados Unidos, Califórnia, San Diego Co., Mt. Palomar V1-28-1963, N. Sakdapolrat col., 1 exemplar; Califórnia, Los Angeles Co., Cristal Lake, |V-29-1950, T.R. Baig col., 1 exemplar. Quanto a genitália das fêmeas, esta espécie afasta- se consideravelmente de todas as demais do gênero No- tholopus Bergroth. ANÁLISE DOS RESULTADOS E CONCLUSÕES Com base nos resultados que obtivemos no estudo das estruturas da genitália das femeas de dez espécies de Notholopus Bergroth, 1922, podemos concluir o seguin- te: 1. A placa subgenital, de importância específica não referida em trabalhos anteriores, foi aqui estudada quanto ao seu aspecto morfológico: a forma da placa, a ligação ou não com a margem posterior do esternito, a superfície lisa ou enrugada, pilosa ou glabra; a forma e tamanho dos lóbulos. Denominamos lóbulos laterais e mediano, às regiões lobulares da borda da placa. 2. Na base das gonapófises anteriores, presa aos ra- mos posteriores pelos lóbulos laterais, hã uma estrutura ímpar, esclerosada, aqui denominada placa esclerosa- da dos suportes das gonapófises anteriores, que apre- senta: dois lóbulos laterais, geralmente longos, curvos; um lóbulo posterior, mais curto que os laterais, reduzido ou ausente; um lóbulo anterior, que pode se apresentar também como uma expansão laminar, estreita ou larga, proeminente ou rasa. Essa estrutura é, provavelmente, homóloga da “placa quitinisada triangular dos suportes das gonapófises anteriores” de KULLENBERG (1947: 234-235, 312-313, fig. 46, pl. 17, fig. 12). Este autor as- sinalou em Plagiognathus Fieber, 1858 (Phylinae) e Orthotylus Fieber, 1858 (Orthotylinae), dois escleritos, situados um em cada base das gonapófises anteriores, de- nominados suportes das gonapófises anteriores, dos quais “o suporte da esquerda forma uma placa quitinisada triangular”. A homologia que consideramos entre o es- clerito encontrado em Notholopus (Mirinae) e o de Pla- giognathus (Phylinae) e Orthotylus (Orthotylinae) deve- se às semelhanças de localização e função nos três taxa. 3. Em Notholopus, o depósito seminal é saculifor- me, membranoso, envolvendo toda a área dos anéis escle- rosados e se insere ao nível da região posterior dos anéis, estendendo-se anteriormente ao nível do terceiro seg- mento abdominal. A parede anterior da câmara genital AM. FONTES apresenta-se constituída pela placa labiada ventral e pela região ventral do depósito seminal, sem que haja uma continuidade da placa formando a região ventral do de- pósito seminal. O teto da câmara é representado pela pla- ca labiada dorsal que contém os anéis esclerosados e a re- gido dorsal do depósito seminal, também sem continui- dade da placa para o depósito seminal. A parede poste- rior da câmara genital está situada entre os ramos ante- riores e posteriores, respectivamente, das gonapófises posteriores e anteriores, presa lateralmente aos ramos an- teriores e à base das gonapófises posteriores. 4. Apesar das considerações de SLATER (1950: 6-8) contrárias à designação de termos descritivos para certas regiões da câmara genital, não tivemos outra alter- nativa senão atribuir nomes a algumas regiões do teto e parede posterior da câmara genital das fêmeas, ainda não conhecidos na literatura, bem como para as regiões que Slater designou por letras. Aliás, antes de nós, DAVIS (1955) já havia substituído parte dessas letras por nomes descritivos, Os quais são mantidos no presente trabalho. Os novos termos descritivos para as regiões do teto e parede posterior da câmara genital são: a) no teto da câmara: área dos anéis esclerosados, processo mediano dos anéis esclerosados; b) na parede posterior da câmara: lobo mediano dos escleritos interramais, dobra dorsal dos escleritos interramais; área membranosa dorsal dos escleritos interramais. h. Consideramos como caracteres genéricos, na pa- rede posterior da câmara genital, a morfologia do lobo mediano dos escleritos interramais; a situação do proces- so sigmóide, livre, mais ou menos no centro dos escleri- tos interramais e a forma circular da sua área basal. 6. Como caracteres subgenéricos, na parede poste- rior da câmara genital, foram consideradas a morfologia da dobra dorsal dos escleritos interramais, a morfologia do terço basal do lobo mediano dos escleritos interra- mais e a forma triangular da área da base do processo sig- móide. 7. Caracteres específicos, na parede posterior da câmara genital, foram verificados na morfologia do ápice do lobo mediano dos escleritos interramais e todos os de- mais caracteres, exceto os assinalados para as categorias genérica e subgenérica. 8. A área dos anéis esclerosados, placa subgenital e placa esclerosada dos suportes das gonapófises anterio- res, são consideradas elementos específicos da genitália das fêmeas de Notholopus Bergroth. 9. Confirmamos a permanência de Notholopoides Carvalho, 1975 na categoria subgenérica estabelecida pe- lo autor. 10. No gênero Notholopus Bergroth, antes repre- sentado por onze espécies, são consideradas, agora, dez, em face do subgênero Notholopisca Carvalho, 1975 ser elevado, por nós, à categoria genérica. 11. Com exceção de Notholopus (Notholopus) co- fombianus Carvalho, 1975, não estudada por falta da fê- mea, o estudo comparativo que realizamos sobre a geni- tália confirmou a validade das estruturas genitais das fê- meas na separação das espécies. ESTUDOS COMPARATIVOS DA GENITÁLIA DA FÊMEA... 12. Os estudos da genitália das fêmeas para a siste- mática de Miridae eram basicamente calcados em duas estruturas esclerosadas da câmara genital — os anéis es- clerosados e a parede posterior. Essas estruturas, usadas por SLATER (1950) e SLATER & DAVIS (1952), per- maneceram como os melhores elementos morfológicos da genitália feminina para a taxonomia até a publicação do trabalho de SCHMITZ (1968) que, à exceção da pare- de posterior da câmara genital, estudou a genitália das fê- meas de Miridae com base na morfologia dos anéis escle- rosados, ovidutos laterais e gonapófises posteriores. Neste trabalho, acrescentamos como subsídios aos estudos sistemáticos dos mirídeos mais duas estruturas — a placa subgenital e a placa esclerosada dos suportes das gonapófises anteriores. Sugerimos que se realizem inves- tigações sobre a morfologia da margem anterior do séti- mo estemnito: a presença e as dimensões ou a ausência de uma reentrância na região mediana poderão fornecer bons caracteres morfológicos aos estudos sistemáticos de Miridae. Esse esclerito, apesar de não haver recebido ên- fase neste trabalho, foi mencionado na descrição das es- truturas genitais das espécies. AGRADECIMENTOS Agradecemos ao Doutor José Candido de Melo Carvalho, nosso orientador, o estímulo, apoio e orienta- ção para este trabalho, colocando à nossa disposição sua coleção de mirídeos, à qual pertence a maioria dos exem- plares aqui estudados. Somos gratos, ainda, ao Doutor Hugo de Souza Lopes pela revisão do trabalho! cujas cri- ticas nos permitiram rever certas posições; aos Professo- res Paulo Wallerstein, pela valiosa colaboração nas ilus- trações; Mário Moreira e Renato L. de Araújo pela revi- são do texto; Arnaldo Campos dos Santos Coelho, pelo incentivo e sugestões; Johann Becker, pela gentileza de verter para a língua portuguesa a bibliografia em idioma alemão; Cincinnato Rory Gonçalves, pelas sujestões apre- sentados; Alceu Lemos de Castro, Coordenador do Curso de Pós-Graduação em Zoologia da Universidade Federal do Rio de Janeiro, por todas as atenções e apoio recebi- dos durante a realização do curso. Particularmente, consignamos os nossos agradeci- mentos ao Conselho de Ensino para Graduados (CEPG) da Universidade Federal do Rio de Janeiro, pelos auxi- lios concedidos. RESUMO O presente trabalho foi programado com o intuito de verificar, para fins taxonômicos, a validade das estru- turas esclerosadas da genitália de fêmeas do gênero Notholopus Bergroth, 1922. A escolha do gênero prendeu-se ao fato de conter onze espécie, distribuídas em três subgêneros, per- mitindo avaliar-se os caracteres genéricos, subgenéricos e específicos. Aparentemente, este é o primeiro trabalho em que a genitália da fêmea é estudada exaustivamente dentro de um gênero, para fins taxonômicos. E apresen- 155 tada uma revisão da literatura sobre a genitália da fêmea na família Miridae. O material e os métodos utilizados são explicados no texto. Descreve-se a morfologia do abdome da fêmea na família Miridae, com maiores detalhes para a genitália e faz se considerações sobre a terminologia adotada pelos autores, correlacionando-a com a usada neste trabalho. Foi incluída a caracterização do gênero Notholo- pus Bergroth, sua diferenciação entre gêneros afins e uma lista das espécies, bem como uma chave sistemática para identificação das mesmas, baseada nas estruturas mais esclerosadas e de fácil manipulação da genitália da fêmea. Com base nas estruturas estudadas, são mostrados quais os caracteres julgados de natureza genérica, subge- nérica e específica, o posicionamento correto dos subgê- neros Votholopus e Notholopoides Carvalho, 1975 e as razões de elevar-se o subgênero Votholopisca Carvalho, 1975 à categoria de gênero. As estruturas genitais de dez espécies estudadas são ilustradas e descritas. São apresentadas análises dos resultados e conclu- sões, onde são discutidas as estruturas passíveis de serem utilizadas como caracteres taxonômicos, sua localização e características gerais. SUMMARY The present work contains a comparative study of the female genitalia of the species of the genus Notholo- pus Bergroth, intended to verify the value of sclerotized structures for taxonomical purposes. Ten species were studied as follows: NY. caboclus (Carvalho & Gomes), NV. californicus (Knight), NV. carme- litanus Carvalho & Ferreira, MV. coreoides Carvalho, N. cuiabanos Carvalho, M. filicornis (Fabricius), AM. !unatus (Distant), MY. pachycerus (Reuter), N. sertanejus Carva- lho, MY. sulcaticornis (Stal). Notholopisca previously included by Carvalho as a subgenus of Votholopus is being raised to generic rank. An historical survey concerning female genitalia in the Miridae (Hemiptera), material and methods used the morphology of abdomen and structures of external and internal genitalia are include. Comparative terminology for different areas of abdomen and genital chamber is discussed. The genus Notholopus is characterized, and a list of species included, plus a key for their indentification based on structures of the female genitalia. Description of genital structures and a discussion of sclerites considered of taxonomic value as generic, subgeneric or specific levels included, An analysis of results, conclusions, bibliography, abreviations used in the text and illustrations are given. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ATKINSON, E. T., 1890 — Catalogue of the Insecta. Il. 156 Order Rhynchota, Suborder Hemiptera-Heteropte- ra. Family Capsidae. !. Asiat. Soc. Beng., 5812): 25-199. BERGROTH, E., 1922 — On the South American Miridae by C. Stal. Ark. f. Zool., 14422): 1-25. BONHAG, P. F. & WICK, J. R., 1953 — The Functional Anatomy of the Male and Female Reproductive Systems of the Milkweed Bug, Oncopeltus fasciatus (Dallas, 1952) (Heteroptera, Lygaeidae). /. Morph., 9312): 177-230. CARVALHO, J. C.M., 1952a — On the Major Classifica- tion on the Miridae (Hemiptera). 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ABREVIATURAS USADAS NO TEXTO E ILUSTRAÇÕES AAe: Área dos anéis esclerosados Ae: Anéis esclerosados Ag: Abertura genital Agl: Área glandular amEi: Área membranosa dorsal dos escleritos interra- mais Amp: Ampola An: Ânus Av: Apódema valviferal C: Conexivo Ca: Carena das gonapófises posteriores Ch: Chanfradura da base do lobo mediano dos escle- ritos interramais Co: Concavidade Cv: Convexidade DdEi: Dobra dorsal dos escleritos interramais De: Dentículos esclerosados Dmd: Dentes da margem dorsal das gonapófises poste- reiores Dmv: Dentes da margem ventral das ganopófises pos- teriores DPId: Dobra da placa labiada dorsal sobre a área glan- dular Ds: Depósito seminal E: Esternito Ega: Estrias das gonapófises anteriores Ei: Escleritos interramais da parede posterior da cá- mara genital Ep: Espiráculo Fe: Faixa esclerosada na área dos anéis esclerosados Fi: Fenda lobular Ga: Gonapófises anteriores Ge 8: Gonocoxito do oitavo segmento abdominal Ge 9: Gonocoxito do nono segmento abdominal Gp: Gonapófises posteriores IPe: Local da inserção da placa esclerosada dos su- portes da gonapófises anteriores La: Laterotergito do nono segmento abdominal LaPe: Lóbulo anterior da placa esclerosada dos supor- tes das gonapófises anteriores LeDd: Lado externo da dobra dorsal dos escleritos in- terramais LiPe: Lóbulo lateral da placa esclerosada dos suportes das gonapófises anteriores LIPs: Lóbulo lateral da placa subgenital LmEi: Lobo mediano dos escleritos interramais LmPs: Lóbulo mediano da placa subgenital LPld: Lobo da placa labiada dorsal LpPe: Lóbulo posterior da placa esclerosada dos su- portes das gonapófises anteriores Lv: Lóbulo ventral na área dos anéis esclerosados MaAe: Margem anterior dos anéis esclerosados. MaEi: MaE 7: MaG 8: MaLa: MdG 8: MdG 9: MdLa: Mi: MI: Margem anterior dos escleritos interramais Margem anterior dos esternitos do sétimo seg- mento abdominal Margem anterior dos gonocoxitos do oitavo seg- mento abdominal Margem anterior dos laterotergitos do nono seg- mento abdominal Margem dorsal dos gonocoxitos do oitavo seg- mento abdominal Margem dorsal dos gonocoxitos do nono seg- mento abdominal Margem dorsal dos laterotergitos do nono seg- mento abdominal Membrana intersegmental Membrana de ligação da placa subgenital à mar- gem posterior do esternito do sétimo segmento abdominal : Margem lateral dos anéis esclerosados |: Margem lateral dos escleritos interramais : Margem mediana dos anéis esclerosados : Margem posterior dos anéis esclerosados i: Margem posterior dos escleritos interramais : Margem posterior do esternito do sétimo seg- mento abdominal : Margem posterior dos gonocoxitos do oitavo segmento abdominal Margem ventral dos gonocoxitos do oitavo seg- mento abdominal Margem ventral dos gonocoxitos do nono seg- mento abdominal : Margem ventral dos laterotergitos do nono seg- mento abdominal : Oviduto comum : Oviduto lateral : Placa esclerosada dos suportes das gonapófises anteriores : Placa labiada dorsal. : Placa labiada ventral : Processo mediano dos anéis esclerosados : Parede posterior da câmara genital : Placa ramal : Processo sigmóide : Placa subgenital : Reentrância da margem anterior do esternito do sétimo segmento abdominal : Ramo anterior das gonapófises posteriores : Ramo posterior das gonapófises anteriores : Sulco das superfícies das gonapófises anteriores : Estilóides : Tergito : Segmentos abdominais 158 à AM. FONTES Notholopus (Notholopus) lunatus (Distant) — Fig. 1: vista lateral do abdome (parcialmente), mostrando a bainha do ovipositor, for- mada pelos gonocaxitos do nono segmento (Ge 9); fig. 2: vista látero-ventral do abdome (parcialmente), mostrando o ovipositor dis- tendido, constituído pelas gonapófises anteriores (Ga) e posteriores (Gp). Notho!opus (N.) cuiabanus) Carvalho — Fig. 3: vista dorsal do abdome mostrando, por transparência, a posição interna das estruturas genitais; fig. 4: vista ventral do abdome. ESTUDOS COMPARATIVOS DA GENITÁLIA DA FÉMEA.... 159 RpGa | 1 | mm Notholopus (N.) cuiabanus Carvalho — Fig. 5: vista dorsal das estruturas genitais, com os segmentos abdominais (| - IX) removidos. Notholopus [N.) coreoides Carvalho — Fig. 6: vista ventral da área dos anéis esclerosados, ligada às gonapófises anteriores, sem o de- pósito seminal; fig. 7: gonapófises anteriores (Ga), mostrando a placa esclerosada dos suportes das gonapófises anteriores (Pesg). 160 AV. FONTES A RaGp e nrarae ue prrnecennonna É: ane E Ls ar Pe T- Av Gc9 / | 7 Gp pe 1 Notholopus fN.) coreaoides Carvalho — Fig. 8: vista dorsal do conjunto: parede posterior da câmara genital (Pp), gonocoxitos do nono segmento (Gc 9), ampola (Amp) e estilóides (Sti); fig. 9: vista do conjunto apresentado na fig. 8, com a parede posterior da câmara genital removida, Votholopus [N.) cuiabanus Carvalho — Fig. 10: vista lateral das gonapófises posteriores (Gp) ligadas ao ramo ante- rior (RaGp) e ao apódema valviferal (Av); fig. 11: vista dorso-lateral do conjunto: gonocoxito do nono segmento, parede posterior da câmara genital e gonapófises posteriores (Figs. 10 e 11 na mesma escala da Fig. 12). ESTUDOS COMPARATIVOS DA GENITÁLIA DA FEMEA... 161 DE =D ES, falido b quer Notholopus fN.) cuiabanus Carvalho — Fig. 12: gonapófise anterior mostrando o local da inserção (IPe) da placa esclerosada dos su- portes das gonapófises anteriores. Votho/opus (N.) carmelitanus Carvalho & Ferreira — Fig. 13 A: área dos anéis esclerosados; compri- mento: ab; largura: cd; fig. 13 B: anéis esclerosados; distância entre as margens medianas: ab; distância entre as margens mediana e lateral: cd; maior distância entre as margens anterior e posterior: ef. Notho!opus (N.) lunatus (Distant) — Fig. 14: parede posterior da câmara genital; comprimento: ab; largura: cd. Notholopus (N.) caboclus (Carvalho & Gomes) — Fig. 15: placa esclerosada dos supor- tes das gonapófises anteriores; distância entre os ápices dos lôbulos lateriais: ab; distância do lóbulo anterior ao ápice do posterior: cd; fig. 16: placa subgenital; comprimento ab; largura: cd (Figs. 13-16, esquemáticas, sem escalas). 162 ' AM. FONTES des X 1 nat Pis a RA | 1 | mm Esternitos do sétimo segmento abdominal e placas subgenitais — Fig. 17: Motholopus (N.] cabocius (Carvalho & Gomes): fig. 18: Notholopus (N.) carmelitanus Carvalho & Ferreira; fig. 19: Notholopus (N.) coreoides Carvalho; fig. 20: Notholopus (N.) cuiabanus Carvalho. (Figs. 17-20 na mesma escala). ESTUDOS COMPARATIVOS DA GENITÁLIA DA FÊMEA ... 163 1 — 1 mm Esternitos do sétimo segmento abdominal e placas subgenitais — Fig. 21: Notholopus (N.) fificornis (Fabricius); fig. 22: Notholopus (N4.) tunatus (Distant); fig. 23: Notholopus (Notholopoides) pachycerus (Reuter) (Figs. 21-23 na mesma escala). 164 ! AM. FONTES A mm Esternitos do sétimo segmento abdominal & placas subgenitais — Fig. 24: Notholopus [Notholopus) sertanejus Carvalho: fig. 25: Notholopus (N.) sulcaticornis (Stal): fig. 26: Motholopisca californica (Knight) (Figs. 24-26 na mesma escala). ESTUDOS COMPARATIVOS DAIGENITÁLIA DA FÊMEA... 1655 ta mr War da er Gonocoxitos do oitavo segmento abdominal — Fig. 27: Notholopus (N.) cabocius (Carvalho & Gomes); fig. 28: Notholopus (N.) carmelitanus Carvalho & Ferreira; fig. 29: Notholopus [N.) coreoides Carvalho; fig. 30: Notholopus [N.) cuiabanus Carvalho; fig. 31: Notholopus (N.) fiticornis (Fabricius); fig. 32: Notholopus [N.) lunatus (Distant); fig. 33: Notholopus [Notholopoides)! pachycerus (Reuter) (Figs. 27-30 na mesma escala); (Figs. 31-33 na mesma escala). 166 . AV. FONTES ma a e Hnbiiga *EREs e SR mm Gonocoxitos do oitavo segmento abdominal — Fig. 34: NMotholopus (Notholopus) sertanejus Carvalho; fig. 35: Notho/lopus [N.) sulca- ticornis (Stal); fig. 36: Votholopisca californica (Knight) (Figs. 34-36 na mesma escala). ESTUDOS COMPARATIVOS DA GENITÁLIA DA FÊMEA... 167 MIG9 GONNA E Rania tmm Gonocoxitos do nono segmento abdominal e estilóides — Fig. 37: Notholopus (N.) caboclus (Carvalho & Gomes); fig. 38: Notholopus (N.) carmelitanus Carvalho & Ferreira; fig. 39: Notholopus [N.) coreoides Carvalho: fig. 40: Motholopus [N.) cuiabanus Carvalho; fig. 41: Notholopus (N.) fiticornis (Fabricius); fig. 42: Notholopus [N.) lunatus (Distant); fig. 43: Notholopus (Notholopoides! pachy- cerus (Reuter): fig. 44: Motholopus (Notholopus) sertanejus Carvalho; fig. 45: Notholopus (N.) sulcaticornis (Stal); fig. 46: Notholo- pisca catifornica (Knight) (Figs. 3741 na mesma escala e figs. 42-46 na mesma escala). dh 168 AM. FONTES e E mm q a O | 1 Laterotergitos do nono segmento abdominal — Fig. 47: Notholopus (N.) cabocius (Carvalho & Gomes); fig. 48: NMotholopus (N.! car- melitanus Carvalho & Ferreira; fig. 49: Notholopus (N.) coreoides Carvalho; fig. BO: Notholopus (N.) cuiabanus Carvalho; fig. 51: No- tholopus [N.) filicornis (Fabricius); fig. 52: Motholopus [N.) lunatus (Distant) (Figs. 47-52 na mesma escala). ESTUDOS COMPARATIVOS DA GENITÁLIA DA FÊMEA... 169 imm Laterotergitos do nono segmento abdominal — Fig. 53: Notholopus (Notholopoides) pachycerus (Reuter); fig. 54: Notholopus fNo- thotopus) sertanejus Carvalho; fig. 55: Nothotopus [N.) sulcaticornis (Stal); fig. 56: Votholopisca californica (Knight) (Figs. 53-56 na mesma escala). 170 t AM. FONTES Gonapófises anteriores — A: vista lateral da extremidade distal, em microscópio Zeiss; B: vista lateral sob lupa estereoscópica WILD M5. Fig. 57: Motholopus [N.) cabocius (Carvalho & Gomes): fig. 58: Motho/opus [N.) carmelitanus Carvalho & Ferreira; fig. 59: Notholopus (N.) coreoides Carvalho (Figs. 57 Ae B— 59Ae B, obedecem às mesmas escalas). ESTUDOS COMPARATIVOS DA GENITÁLIA DA FÊMEA ... 171 Gonapófises anteriores — A: vista lateral da extremidade distal, em microscópio Zeiss: B: vista lateral sob lupa estereoscópica WILD M5. Fig. 60: Notho/opus [N.) cuiabanus Carvalho; fig. 61: Notholopus (N.) Filicornis (Fabricius); fig. 62: Notholopus [N.) lunatus (Distant) (Figs. 60 Ae B — 62 A e B, obedecem às mesmas escalas). 172 AM. FONTES 63 64 Gonapófises anteriores — A: vista lateral da extremidade distal, em microscópio Zeiss; B: vista lateral sob lupa estereoscópica WILD M5. Fig. 63: Motholopus [Notholopoides) pachycerus (Reuter); fig. 64: Notholopus (Notholopus) sertanejus Carvalho (Figs. 63 A e B-— 64 Ae B, obedecem às mesmas escalas). ESTUDOS COMPARATIVOS DA GENITÁLIA DA FÊMEA ... 173 65 rp LITE tr Metais Re ESET 66 Gonapófises anteriores — A: vista lateral da extremidade distal, em microscópio Zeiss; B: vista lateral sob lupa estereoscópica WILD M5. Fig. 65: Notholopus (N.) sulcaticornis (Stal); fig. 66: Notholopisca californica (Knight) (Figs. 65 A e B-— 66 A e E, obedecem às mesmas escalas). 174 AN. FONTES fo 11 timm Placas esclerosadas dos suportes das gonapófises anteriores — Ar vista ventral; B: vista dorsal. Fig. 67: Notholopus (N.) caboctus (Car- valho & Gomes); fig. 68: Nothofopus [N.) carmelitanus Carvalho & Ferrreira; fig. 69: Notholopus (N.) coreoides Carvalho; fig. 70: No- tholopus (NN.) cufabanus Carvalho; fig. 71: Notholopus (N.) filicornis (Fabricius); fig. 72: Notholopus (N.) tunatus (Distant); fig. 73: Notholopus (Notholopoides) pachycerus (Reuter); fig. 74: Notholopus (Notholopus) sertanejus Carvalho; fig. 75: Notholopus IV.) sulcaticornis (Stall); fig. 76: Votholopisea califormica (Knight) (Figs. 67-76, com a mesma escala). ESTUDOS COMPARATIVOS DA GENITÁLIA DA FÊMEA... 175 A no em MdGp Gonapófises posteriores — A: vista lateral da extremidade distal, em microscópio Zeiss; B: vista lateral sob lupa estereoscópica WILD MB. Fig. 77: Notholopus (N.) cabocius (Carvalho & Gomes); fig. 78: Votholopus (N.) carmelitanus Carvalho & Ferreira; fig. 79: Notholopus [N.) coreoides Carvalho (Figs. 77 Ae B— 78 A e B, com as mesmas escalas). 176 AV. FONTES Gonapófises posteriores — A: vista lateral da extremidade distal, em microscópio Zeiss; B: vista lateral sob lupa estereoscópica WILD M5. Fig. 80: Notholopus (N.) cuiabanus Carvalho; fig. 81: Notholopus (N.) filicornis (Fabricius); fig. 82: Motholopus [N.) lunatus (Distant) (Figs. 80 A e B —- 82 Ae B, com as mesmas escalas). ESTUDOS COMPARATIVOS DA GENITÁLIA DA FEMEA ... 177 Gonapófise posteriores — A: vista lateral da extremidade distal, em microscópio Zeiss; B: vista lateral sob lupa estereoscópica WILD MS. Fig. 83: Notholopus [Notholopoides) pachycerus (Reuter); fig. 84: Motholopus (Notholopus) sertanejus Carvalho (Figs. 83 A e B- 84 Ae B, com as mesmas escalas). 178 AM. FONTES Gonapófises posteriores — A: vista lateral da extremidade distal, em microscópio Zeiss; B: vista lateral sob lupa estereoscópica WILD M5. Fig. 85: Notholopus (N.) sulcaticornis (Stal); fig. 86: Notholopisca californica (Knight) ÍFigs. BS A e B—- 86 A e B, com as mes- mas escalas). ESTUDOS COMPARATIVOS DA GENITÁLIA DA FEMEA... 179 ST 1 mm Área dos anéis esclerosados — Fig. 87: Votholopus (N.) cabocius (Carvalho & Gomes); fig. 88: Vothotopus [N.) carmelitanus Carvalho & Ferreira; fig. 89: Notho/opus (N.! coreoides Carvalho; fig. 90: Votholopus [N.) cuiabanus Carvalho; fig. 97: Notholopus (N.) filicor- nis (Fabricius); fig. 92: Notholopus (N.) lunatus (Distant); fig. 93: Notholopus (Notholopoides) pachycerus (Reuter); fig. 94: Notho- lopus (Notholopus]) sertanejus Carvalho (Figuras com as mesmas escalas), 180 : AN. FONTES F PULA ita DES AM iptis ça E. aca E Ro aA 4 timm Áreas dos anéis esclerosados — Fig. 95: Notholopus (N.) sulcaticornis (Stall); fig. 96: Notholopisca californica (Knight) (Figuras com as mesmas escalas). ESTUDOS COMPARATIVOS DA GENITÁLIA DA FÊMEA ... 181 LmEi -— imm Parede posterior da câmara genital — A: vista ventral; B: vista dorsal; C: Vista lateral do processo sigmóide, Fig. 97: Notholapus [N.) cabocius (Carvalho & Gomes): fig. 98: Motholopus (N.) carmetitanus Carvalho & Ferreira; fig. 99: Notholopus (N.) coreoides Carva- lho; fig. 100: Notholopus (N.) cuiabanus Carvalho; fig. 101: Motholopus (N.) filicornis (Fabricius) (Figuras com as mesmas escalas). 182 : AM. FONTES E OR tmm Parede posterior da câmara genital — A: vista ventral; B: vista dorsal; C: vista lateral do processo sigmóide. Fig. 102: Nothotopus [N.) lunatus (Distant); fig. 103: Notholopus (Notholopoides) pachycerus Reuter); fig. 104: Natholopus (Notholopus) sertanejus Carva- ho; fig. 105: NMotholopus [N.) sulcaticornis (Stal); fig. 106: Motholopisca californica (Knight). (Figuras com as mesmas escalas). ESTUDOS COMPARATIVOS DA GENITÁLIA DA FÊMEA ... 183 Ego Notholopus (N.) sutcaticornis (Stal) — Fig. 107: macho, comparado com o tipo. (Segundo CARVALHO & FERREIRA, 1971, fig. TZ. Arq. Mus. Nac., RJ/v. 56/set. 1981 ORIGEM E CLASSIFICAÇÃO DOS ESCLERÓCITOS FOLIARES EM ESPÉCIES DE F/CUS NO ESTADO DO RIO DE JANEIRO (1 (Com 36 figuras) INTRODUÇÃO Ficus L. (Moraceae) é um dos grandes gêneros das dicotiledôneas, com mais de 1.000 espécies, exibindo es- se conjunto um alto grau de variabilidade em porte, “ha- bitus”, forma de crescimento, complexidade nos proces- sos de reprodução e de dispersão das sementes. Ao lado da grande diversidade de formas específicas, Ficus é por- tador de uma extrema variação em termos de estrutura anatômica foliar. CORNER (1961) e MELLO-FILHO (1963) salientam esta condição e consideram que o exa- to conhecimento da anatomia foliar de suas espécies con- correria para esclarecer as relações de parentesco e as li- nhas de atuação dentro das quais se processou a história evolutiva do gênero. Do ponto de vista da teoria da evolução, Ficus mostra em suas espécies a ocorrência de características primitivas e de características evoluídas, por vezes coe- xistindo no mesmo “taxon” específico. Nele encontra- mos plantas herbáceas e arbustivas, arvoretas e árvores de grande porte, bem como epífitas (inclusive mirmecófilas) e as impressionantes figueiras estranguladoras, capazes de envolver outras árvores, e das quais uma, Ficus bengha- fensis L., chega a se constituir, por alguns de seus exem- plares, nos seres vivos de maior extensão e massa encon- trados na superfície da Terra. O desenvolvimento de pesquisas acerca da anato- mia foliar das espécies de Ficus ocorrentes no Rio de Ja- neiro e arredores, identificou Ficus catappaefolia Kunth & Bouché, Ficus gomelieira Kunth & Bouché [MELLO-FI- LHO, 1963) e Ficus nymphaeifotia Mill. (MELLO-FI- LHO &NOLLA-LEITÃO, 1975) como espécies porta- doras de esclerócitos foliares. O presente trabalho aprofunda os conhecimentos da tipologia, dimensões, origem e desenvolvimento des- tes elementos. São revistos trabalhos que abordam o problema dos esclerócitos foliares, dos esquemas de classificação propostos e de sua aplicação ao caso particular de Ficus. Na parte metodológica, são apresentadas técnicas espe- (1) Trabalho realizado no Departamento de Botânica do Museu Nacional para obtenção do grau de Mestre em Ciências Biológicas (1979), no Curso de Pós-Graduação em Botânica da Universidade Federal do Rio de Janeiro. LÊA DE JESUS NEVES Museu Nacional — Rio de Janeiro cialmente ajustadas à observação, à separação e à coloca- ção dos esclerócitos de Ficus. Ao fazer o estudo ontogenético dos esclerócitos, foi possível levantar as características do processo de ex- pansão da lâmina foliar, que se apresenta temporalmente correlacionado ao próprio processo de maturação e do crescimento dos esclerócitos. Expressamos reconhecimento às pessoas que de al- guma forma estimularam o nosso envolvimento na carrei- ra científica e nesta pesquisa, em especial aos Professores Lélia Duarte da Silva Santos, Wilma Teixeira Ormond, Margarete Emmerich, Rubens da Silva Santos, Graziela Maciel Barroso, Álvaro Xavier Moreira e aos companhei- ros do Departamento de Botânica, Emilia Santos, Elza Fromm Trinta, Avydil Grave de Andrade, Vera Lucia de Moraes Huszar, Néa' Alcina Leite, Lygia Dolores S. Fer- nandes, pelo apoio recebido. Na execução da documen- tação fotográfica e manuseio de textos, agradecemos à Sra. Paula Parreiras H. Laclette, sendo que, na versão de- finitiva do trabalho cabe mencionar a colaboração do Prof. Paulo de Tarso Carvalho e da Srta. Beatriz Reis. Por fim cabe um agradecimento especial ao Dr. Luiz Emygdio de Mello Filho, orientador científico do Plano de Pesquisa a que relacionado o presente trabalho. HISTÓRICO O reconhecimento de elementos idioblásticos es- clerificados data da metade do século XIX, através dos trabalhos de MIRBEL &PAYEN (1849), THOMAS (1865), BUCH (1870), MOHL (1871), SACHS (1882), VAN TIEGHEM (1891) e outros. O pioneiro investigador no campo da morfologia desses tipos celulares foi TSCHIRCH (1889), estabele- cendo quatro principais categorias de esclerócitos: bra- quiesclerócitos, macroesclerócitos, osteoesclerócitos e as- troesclerócitos. Tal classificação foi amplamente adotada por vários pesquisadores, entre eles SOLEREDER (1908). Posteriormente, RICHTER (1920), estudando a fa- mília Marcgraviaceae, reconheceu cinco novas categorias de esclerócitos, assim denominados: ofiuroesclerócitos, libroesclerócitos, paloesclerócitos, rizoesclerócitos e idio- esclerócitos. FOSTER (1946), estudando o gênero Mouriria 186 7 (Melastomataceae) distinguiu quatro novos tipos de es- clerócitos, caracterizando-os como: esclerócitos com for- ma parenquimatosa, esclerócitos ramificados, escleróci- tos fusiformes e esclerócitos filiformes. Neste trabalho, Foster indica os especimes testemunhos, relacionando, deste modo, a morfologia dos esclerócitos a um valor diagnóstico sistemático. Nesta mesma linha de pesquisa, situam-se os trabalhos de BAILEY & NAST (1944, 1945, 1948), FOSTER (1944, 19454), MORLEY (1953) e RAO (1947, 1958, 1949, 19504, 1950b, 1957a, 1957b, 1960, 1964), SINGH (1967) e muitos outros. À medida que se sucederam os diferentes estudos específicos, verificou-se que a tipologia existente foi-se tornando insuficiente para abranger o número crescente de formas encontradas, justificando-se a criação, de quando em quando, de novos termos descritivos, capazes de refletir o perfil morfológico dos elementos encontra- dos. Na tentativa de sistematizar a ampla terminologia existente, RÃO & BHUPAL (1973) ordenaram a tipolo- gia já estabelecida em categorias distintas, de modo a precisar sua utilização nas descrições dos esclerócitos. O estudo ontogenético dos esclerócitos, sua rela- ção com as células adjacentes, assim como Os processos de desenvolvimento, são evidenciados pelos trabalhos realizados por FOSTER (1944, 1945bb, 1947), BLOCH (1946), STERLING (1947), RÃO (1949, 1951a, 1952, 1957a, 1957b, 1958), entre outros. Em relação ao gênero Ficus, poucos são os traba- lhos referentes ao estudo dos esclerócitos encontrados em suas diferentes espécies. O pioneiro, de RENNER (1907), menciona, em sumárias descrições anatômicas, a presença de “células espiculares”” nas seguintes espécies: Ficus gardneriana Mig., Ficus doliaria Mig. (= Ficus go- melleira Kunth & Bouché), Ficus tomentella Mia., Ficus bonplandiana Mig., Ficus Longifolia Schott, Ficus croca- ta Mart., Ficus obscura Bl., Ficus pisifera Wall. O autor usa a presença de esclerócitos como uma característica anatômica diferencial do mesofilo para reunir espécies pertencentes a uma mesma secção. Este trabalho merece, no entanto, algumas restrições, uma vez que Renner, pa- ra a maioria das espécies portadoras de esclerócitos, não indica a procedência do material usado no estudo anatô- mico, o que pode gerar dúvidas quanto à exatidão das determinações. Quanto à origem de tais células, REN- NER não faz referência. Limita-se a descrever a posição dos esclerócitos no interior da lâmina e, quando muito, comparando as “células espiculares” com fibras longas e ramificadas, dispostas em zigue-zague pelo mesofilo, po- dendo alcançar a epiderme. A origem dos esclerócitos é referida por SOLEREDER (1908) como a partir de célu- las do mesofilo ou, muito raramente, da epiderme. Em trabalhos recentes, METCALF & CHALK (1950) referem-se à presença de esclerócitos no gênero Ficus, enquanto MELLO-FILHO (1963) e MELLO-FI- LHO & NOLLA LEITÃO (1975) os identificam e os classificam na lâmina foliar de Ficus catappaefolia, Ficus gomelleira e Ficus nymphaeifolia, únicas espécies do sub- gênero Urostigma, com ocorrência na região fluminense, em que tais estruturas foram identificadas. L. J. NEVES MATERIAL E MÉTODOS O material foliar estudado foi coletado em diferen- tes locais do Estado do Rio de Janeiro, de modo a que se pudesse avaliar a possível influência do habitat sobre as estruturas em estudo. Ficus catappaefolia foi coletado de exemplares existentes na Praça Senador Salgado Filho (jardins do Aeroporto Santos Dumont), no Jardim Botânico do Rio de Janeiro e de um espécime isolado encontrado na Praia de Rio das Ostras, Município de Casimiro de Abreu. De Ficus gomelleira o material é proveniente da mata rema- nescente da Rua Alice, bairro das Laranjeiras, na Cidade do Rio de Janeiro, e de mata ciliar à margem do Rio Ca- choeira Grande, na Fazenda das Cachoeiras, na locali- dade de Bracanã, Município de Rio Bonito. O material de Ficus nymphaeifofia foi colhido de exemplares culti- vados na Jardim Botânico do Rio de Janeiro. A coleta foi realizada em diferentes épocas, corres- pondentes aos vários estádios de desenvolvimento das fo- lhas, desde muito jovens, quando ainda em pré-foliação, compondo as gemas, até a fase final da expansão lami- nar. Foram também utilizadas folhas caducas, plenamen- te desenvolvidas, a fim de se observar o processo de de- senvolvimento dos esclerócitos em seu estado final. As gemas foliares e parte dos ramos adultos foram fixados em FAA 50% (JOHANSEN, 1940) e neste meio preservadas, sendo o restante do material prensado e her- borizado. Às exsicatas acham-se depositadas no herbário do Museu Nacional e registradas sob os números: R-136.287, R-136.414 e R-136.423, Ficus catappaefolia Kunth & Bouché; R-136.284 e R-136.285, Ficus gomelleira Kunth & Bouché; R-136.288, Ficus nymphaeifolia MI. Para o estudo ontogenético dos esclerócitos, anali- sou-se a estrutura foliar desde muito jovem, quando ain- da em estado meristemático, até a fase adulta. Para tan- to, as gemas coletadas foram desdobradas, retirando-se e numerando-se todas as folhas encontradas, de modo a ca- racterizar as diferentes fases de desenvolvimento. À nu- meração foi realizada no sentido centrífugo, isto é, da folha mais nova para a mais externa da gema, Os cortes, para estudo anatômico e ontogenético, foram executados na porção mediana do terço médio da lâmina foliar, exceto para as folhas muito jovens, quando tal divisão se mostrou impraticável devido às dimensões reduzidas do órgão, usando-se a folha inteira. Empregou- se micrótomo manual tipo Ranvier e micrótomo de guias da Leitz para o material emblocado, obtendo-se cortes com espessuras variáveis entre 10e DBO mm. No processo de coloração, usou-se a hematoxilina de Delafield (SASS, 1951) e o safrablau (solução aquosa a 1% de azul de astra e de safranina, na proporção de 90:10, segundo comunicação pessoal, em 1978, de L.M. Burger e L.L. Teixeira da Universidade Federal do Para- ná) para os tecidos meristemáticos, e a tionina aquosa (JOHANSEN, 1949) e o safrablau para os cortes de teci- dos adultos. Os meios de montagem foram a glicerina a 50% em água e o bálsamo do Canadá. Para estudo dos esclerócitos isolados, submeteram- ORIGEM E CLASSIFICAÇÃO DOS ESCLERÓCITOS FOLIARES... 187 se fragmentos de folhas, com 1 cm? de superfície, ao processo de maceração pelo método de Schultze (SASS, 1951). O tecido dissociado foi, posteriormente, centri- fugado, de modo a separar os esclerócitos da massa dos demais componentes.do mesofilo. Na técnica de separação dos esclerócitos, inicial- mente, foram centrifugados 5 ml de solução aquosa do material dissociado, durante 15 minutos, a 3.000 r.p.m. Decantou-se o sobrenadante, dispersou-se o depósito obti- do em glicerina aquosa a 50%, e realizou-se nova centri- fugação, a 3.000 r.p.m., durante 10 minutos. O processo foi repetido até que o sobrenadante se mostrasse homo- gêneo e apenas com pequeno depósito no fundo dos tu- bos, quando então, juntou-se a um deles algumas gotas de safranina aquosa (STRASBURGER, 1924). O método de separação mostrou-se eficiente, permitindo isolar completamente os esclerócitos dos tecidos adjacentes e ainda obtê-los corados, de modo a ressaltar caracteristi- cas estruturais. Os esclerócitos foram montados entre lâmina e la- miínula, em glicerina a DO% em água, sendo as lâminulas lutadas com esmalte para unhas, incolor. Pequenas secções da lâmina foliar foram clarifica- das pela solução de NaOH a 10%, lavadas, neutralizadas em água acética, desidratadas, coradas pela safranina al- coólica (STRASBURGER, 1924), diferenciadas em ál- cool - xilol 1:1 e montadas em bálsamo do Canadá, entre lâmina e lamínula, permitindo o estudo e a observação microscópica dos esclerócitos por transparência. Os desenhos foram feitos em câmara clara e as fo- tomicrografias com equipamento Orthomatic de Leitz. Para o exame dos esclerócitos nos cortes transversais e nas porções diafanizadas, empregou-se o dispositivo de polarização do equipamento em uso. O estudo da venação foi feito segundo ETTINGS- HAUSEN (1861). RESULTADOS Ficus catappaefolia Kunth & Bouché (Figs. 1-12) Árvore cujo porte chega a atingir aproximadamen- te trinta metros de altura, embora, dos exemplares por nós documentados, o maior, encontrado na Praia de Rio das Ostras, Município de Casimiro de Abreu, RJ, atinja apenas a altura de dez metros (Fig. 1). Folhas coriáceas. glabras, curtamente pecioladas, de formato oboval, com ápice e base obtusas e margem lisa. Venação do tipo broquidódromo (Fig. 2). Gemas foliares constituídas por número variável de folhas, não ultrapassando a dez, nas mais desenvolvidas, enquanto nas menores contaram-se apenas seis. O tama- nho das folhas situa-se entre 2 mm para a mais interna e 55 mm, embora a de maior tamanho não seja a mais ex- terna (Figs. 3 e 4). A espécie apresenta o fenômeno da total caducida- de foliar observado anualmente entre os meses de setem- bro e outubro. A exteriorização das novas folhas e sua Fig. 1: Ficus catappaefolia Kunth & Bouché — Exemplar docu- mentado em Rio das Ostras, município de Casimiro de Abreu, Estado do Rio de Janeiro. Fig. 2: Ficus catappaefolia Kunth & Bouché — Detalhe de um ramo evidenciando a forma característica das folhas, o padrão de venação e a presença de sicônios. 3 em Fig. 3: Ficus catappaefolia Kunth & Bouché — Aspecto da gema. L. J. NEVES Padrão Anatômico Caracteres Gerais — Segundo descrição anatômica (MELLO-FILHO, 1963) a folha é dorsiventral, hiposto- mática, anfigena e glabra, o que foi confirmado (Fig. 5). Epiderme Ventral — Anteriormente descrita como de estratificação irregular, com três ou quatro estratos celulares, foi reconhecida como uma epiderme múltipla sem presença de hipoderme. À estratificação resulta de di- visões periclinais de suas células, que assumem formato e tamanho variáveis. Os litocistos, situados sob ligeiras de- pressões de cutícula, deslocam as camadas paliçádicas, sem que seu corpo, contudo, ultrapasse o nível da paliça- da interna. Cistólitos giobosos, de superfície verrucosa, com a massa do estroma concentricamente estriada, e com trabeculações irradiantes. Pedúnculo inserido ao ni- vel da parede periclinal externa das células epidérmicas. Cutícula espessa, estriada, ligeiramente ondulada e com pequenas espículas reunidas em formações ctenóides. Epiderme Dorsa! — Com células de forma e tama- nho variáveis mostrando, localmente, características de Fig. 4: Ficus caiappaefolia Kunth & Bouché — Variação do tamanho das folhas na gema folífera. expansão é um processo rápido, durando, em média, quinze dias. A expansão foliar é possível de ser observa- da em diferentes épocas no curso do ano. Assim podemos registrá-las, no mesmo indivíduo, nos meses de fevereiro e outubro. simples e múltipla. Em geral, sob as câmaras do parên- quima lacunoso a epiderme mostra-se simples, enquanto que, sob as nervuras, observam-se até três estratos celula- res, resultantes de divisões periclinais da camada externa. Cutícula bastante espessa, enrugada, ondulada, estriada, ORIGEM E CLASSIFICAÇÃO DOS ESCLERÓCITOS FOLIARES... RAE ta dE DT a] 100 um 189 Fig. 5: Ficus catappaefolia Kunth & Bouché — Secção transversal da lâmina foliar exibindo seu padrão anatômico. igualando ou ultrapassando a altura do corpo das células epidérmicas. A espessura das paredes periclinais externas das células epidérmicas é muito variável, mostrando-se ora muito fina, confundindo-se com a cutícula, ora tão ou mais espessa que esta. Estômatos ao nível do estrato externo, exibindo uma câmara antiostiolar delimitada por pregas cuticulares. As paredes periclinais internas das células epidér- micas, adjacentes às lacunas do mesofilo, apresentam-se cristadas. Raros litocistos, semelhantes aos encontrados na epiderme ventral, que atingem o terço inferior do parên- quima lacunoso. Cristais ausentes. Mesofilo — Paliçada bisseriacda, com a camada ex- terna constituída por células mais altas e mais compacta- mente dispostas que as do estrato interno. Entre as célu- las características da paliçada, ocorrem células cristalife- ras de formato globoso, contendo drusas, isoladas ou agrupadas duas a duas, segundo a disposição da palicada. A paliçada é interrompida por nervuras transcur- rentes. Lacunoso — dividido em câmaras, delimitadas pe- las nervuras secundárias, com sete a dez células de espes- sura. Seus elementos são alongados e ramificados, de as- pecto miceliforme. Em determinados setores, o lacunoso apresenta uma modificação estrutural, com células globosas, mais congestas, com redução dos espaços intercelulares e di- minuição acentuada do número dos elementos trabecula- res. Junto à epiderme dorsal o lacunoso, apresenta-se modificado, com seus elementos tendendo para o aspec- to paliçádico, o que é mais evidente junto às nervuras se- cundárias. Disposição dos Esclerócitos Ocorrem como idioblastos, dispostos principal- mente sob a epiderme ventral e estendendo-se paralela- mente à superfície foliar. Podem emitir ramificações pa- ra O interior do mesofilo, introduzindo-se por entre as células dos parênquimas paliçádico e lacunoso. Aparecem ainda, acompanhando os elementos me- cânicos que envolvem as nervuras e, muito raramente, re- lacionados à epiderme dorsal. (Figs. 6 e 7). Tipologia Na folha adulta, plenamente desenvolvida, é possi- vel observar-se a grande variabilidade de formas exibidas pelos esclerócitos. Segundo MELLO-FILHO (1963), FF cus catappaefolia exibe esclerócitos colunares ou ramifi- cados, em |, em T, em Y, em L, em V ou outras formas. No entanto, o estudo desses elementos isolados evidencia maior diversidade de formas dos esclerócitos. Aplicando-se a tipologia de RÃAO & BHUPAL (1973) para classificar os esclerócitos de Ficus catappae- 190 f L. J. NEVES AR aci Es ml DP A Edi a 100 fm 6 Fig. 6: Ficus catappaefolia Kunth & Bouché — Secção transversal da lâmina foliar em luz polarizada, evidenciando a distribuição dos esclerócitos no mesofilo. folia, verifica-se que estes se enquadram nas categorias dos monomórficos e dos polimórficos. Da primeira ca- tegoria, poucos são os elementos encontrados, perten- cendo todos a um único tipo, o filiforme (Fig. 8). A maior diversificação encontrada pertence à categoria po- limórfica, distinguindo-se os seguintes tipos: tricoescleró- citos, ofiuroesclerócitos, libroesclerócitos, esclerócitos polirramificados, escterócitos com aspecto de Y e com aspecto de T (Figs. 8e 9). Estrutura da Folha Jovem O mesofilo da folha jovem, em estado meristemáti- co, apresenta número variável de estratos celulares, de seis a oito, dos quais o primeiro originará o parênquima paliçádico e os demais, o parênquima lacunoso. As protodermes ventral e dorsal são constituídas por um único estrato celular, que se diferencia dos de- mais pelo tamanho de suas células, em geral, mais altas. Os feixes vasculares ocorrem como cordões pró- cambiais, já se observando, para os mais volumosos, dis- posição transcurrente. Fig. 7: Ficus catappaefolia Kunth & Bouché — Distribuição dos esclerócitos observada por transparência foliar em luz polarizada. ORIGEM E CLASSIFICAÇÃO DOS ESCLERÓCITOS FOLIARES... 191 Fig. 8: Ficus catappaefolia Kunth & Bouché — 1. Esclerócito monomórfico filiforme. 2 a 8. Esclerócitos polimórficos: 2,3,4 — ofiu- roesclerócitos; 5,6,7 e 8 — polirramificados. 192 : L. J. NEVES + L DR? CR 1 gm 9 Fig. 9: Ficus catappaefolia Kunth & Bouché — Esclerócitos polimórficos: 1 e 2 — libroesclerócitos; 34,5 e 6 — Esclerócitos ramifor- mes com aspecto de Y; 7,8 e 9 — Esclerócitos com aspectos de T; 10 — tricoesclerócito. = ORIGEM E CLASSIFICAÇÃO DOS ESCLERÓCITOS FOLIARES... Estômatos e litocistos não diferenciados. Pêlos do tipo claviforme ocorrem em ambas as epi- dermes, embora em maior densidade na face dorsal. São constituídos por um pé unicelular, inserido ao nível da parede periclinal interna dorsal e ao nível do estrato epi- dérmico interno no lado ventral, projetando-se, nas duas faces, acima do nível cuticular, onde se observa uma cú- pula pluricelular constituída de duas a oito células. À po- sição de implantação do pêlo apresenta-se, no entanto, como uma característica variável, segundo as diferentes fases de desenvolvimento da folha. À medida que a lâmi- na foliar se expande a inserção do pêlo se desloca em di- reção à parede periclinal externa dos estratos epidérmi- cos, terminando por se destacar. Deste modo, os pélos, abundantes na folha jovem, são gradativamente reduzi- dos até se estabelecer a característica glabra para as fo- lhas adultas (Fig. 10). +” 193 por divisões oblíquas, duas células desiguais, das quais, a menor, de secção triangular, corresponde ao primórdio do elemento esclerócitico. A maior, de secção poligonal irregular, integrar-se-á na epiderme múltipla. Originam-se também, a partir de células que envolvem os cordões vas- culares, distinguindo-se dos elementos mecânicos dos fei- xes. pelo formato da secção transversal e pelo espessa- mento da parede celular. À medida que a lâmina foliar se expande, os escle- rócitos de origem epidérmica crescem, estendendo-se sob a epiderme e emitindo ramificações para o interior do mesofilo. Combinam os tipos de crescimento simplástico e intrusivo, pois crescem durante a expansão da lâmina foliar e, posteriormente, insinuando-se entre os elemen- tos da folha já diferenciados (Figs. 11 e 12). Nos esclerócitos originados a partir de elementos da bainha dos feixes, predomina o tipo de crescimento 32 pm 10 Fig. 10: Ficus catappaefolia Kunth & Bouché — Secção transversal da lâmina foliar correspondente ao estádio 1 de seu desenvolvi- mento (Fig. 4). Origem e Desenvolvimento dos Esclerócitos Os esclerócitos surgem precocemente durante a di- ferenciação da lâmina foliar, nas folhas ainda em prefo- liação e no interior das gemas. Seu aparecimento acha-se, em grande parte, relacionado à formação dos estratos epidérmicos, quando já presentes em número de dois a três. Neste estado o mesofilo ainda se apresenta compac- tamente disposto. As células mãe dos esclerócitos perten- cem ao estrato epidérmico interno ventral, originando, intrusivo, uma vez que seu crescimento ocorre em está- dio avançado da formação da lâmina foliar. Introduzem- se através dos parênquimas lacunoso e paliçádico, poden- do, não raro, atingir o estrato epidérmico interno, e en- tão realizar um padrão de expansão paralelamente a ele. O processo de esclerose aqui referido está condi- cionado à expansão foliar. Enquanto as folhas mantêm- se em préfoliação, os esclerócitos mostram paredes celu- lósicas, a lignificação ocorre posteriormente, à medida 194 : EEE Es LA A a] DAH Ap Sir, ds “27 ES = am "TC HAS TT) É] a 7 IA ao Er j Ea EA, a DS curam GE me pos E ms ! É o LF3 er g pa ES BE ea [ES E isa = tt Fig. 11: Ficus catappaefolia Kunth & Bouché — Lâminas foliares correspondendo aos estádios 2,3,4,5 e 6 sem diferenciação de es- clerócitos. que as folhas adquirem a característica da dorsi-ventra- lidade. Tal fato pode ser comprovado pelo estudo de fo- lhas com 9 em de comprimento na porção externa da ge- ma (Fig. 3) portadoras de esclerócitos com paredes celu- lósicas, enquanto folhas de menores dimensões, com 7 a 8 cm de comprimento, mas já expandidas, exibem escle- rócitos com paredes nitidamente lignificadas. Ficus gomeileira Kunt & Bouché (Figs. 13-24) Grande árvore comumente encontrada em rema- nescentes de matas, ultrapassando o seu teto, ou como testemunhos de florestas desaparecidas. Os exemplares encontrados alcançam em média quinze metros de altura (Fio. 13). Folhas coriáceas, glabras na face ventral, porém dorsalmente pilosas, estando os pêlos implantados sobre as nervuras. Mostram forma oval, com ápice de obtuso a obtuso com acume, base cordata, margem lisa e venação do tipo broquidódromo (Fig. 14). Gemas foliares compostas, em média, por oito fo- lhas, podendo ocorrer variação de menos um elemento. As dimensões foliares oscilam entre 3 mm a 48 mm e, ocasionalmente, a folha externa da gema, embora mais L. J. NEVES TA di 21908810) Fig. 12: Ficus catappaefolia Kunth & Bouché — Lâminas foliares correspondendo aos estádios 7,8,9 e 10 observando-se o apareci- mento de célula mãe de esclerácito epidérmico na fase 7. e E E Fig. 13: Ficus gomelleira Kunth & Bouché — Aspecto geral de exemplar isolado encontrado na Fazenda São Gonçalo, munici- pio de Taubaté, Estado de São Paulo. e a velha, pode exibir menor tamanho, apresentando, ao con- trário das demais, maior espessura (Figs. 15 e 16). Ficus gomelleira também é espécie caducifólia, dando-se a queda anualmente, entre os meses de agosto e setembro. Como é comum no gênero Ficus, o período ORIGEM E CLASSIFICAÇÃO DOS ESCLERÓCITOS FOLIARES. .. 195 " 15 Fig. 15: Ficus gomelleira Kunth & Bouché — Aspecto geral da gema utilizada para estudo anatômico, com elementos em prefoliação. 5 em 14 Fig. 14: Ficus gomelleira Kunth & Bouché — Folha evidenciando suas características morfológicas e o padrão de venação. cri omg Es E agr Fig. 16: Ficus gomelteira Kunth & Bouché — Variação de tamanho das folhas que compõem a gêma. 196 compreendido entre o aparecimento das gemas e a ex- pansão das folhas, é rápido, variando entre quinze e vin- te dias. Padrão anatômico Caracteres Gerais — Folha dorsiventral, hipostomá- tica, apógena, características reconhecidas por MELLO- FILHO (1963). Em relação aos pêlos, na folha adulta, anota-se sua presença apenas na face dorsal (Fig. 17). Epiderme Ventra! — Múltipla, constituída por dois estratos celulares. Localmente a multiplicidade pode es- tar interrompida, e então a fileira epidérmica única apre- senta altura equivalente à das porções bisseriadas. Estra- to externo constituído por células pequenas, de secção transversal retangular, recobertas por cutícula de espes- sura equivalente a 1/2 ou 1/4 da secção celular, ligeira- mente ondulada, estriada, não impregnando as paredes anticlinais. Estrato interno com células de formato e ta- manho muito variáveis, que, de acordo com ME LLO-FI- LHO (1963), podem exibir divisões periclinais, anticli- nais ou diversamente oblíquas. o 78,5 pm L. J. NEVES Mesofilo — Paliçada bisseriada exibindo diferencia- ção dos estratos. O externo é formado por células mais altas, mais estreitas e mais compactamente dispostas, em relação ao estrato interno. Células cristalíferas, contendo drusas, presentes en- tre as células da paliçada. Células coletoras comunicam os parênquimas pali- cádicos e lacunoso. Lacunoso — Segundo MELLO-FILHO (1963), o parênquima lacunoso apresenta-se estruturado em câma- ras, delimitadas por nervuras transcurrentes. As células parenquimatosas dispostas em tais câmaras têm secção retangular ou lobada, associando-se em filamentos mice- liformes. Nas regiões das nervuras, principalmente das não transcurrentes, observa-se uma disposição celular paliçá- dica em contato com a epiderme dorsal. Disposição dos Esclerócitos Localizam-se predominantemente entre a epiderme ventral e o parênquima paliçádico, com orientação para- EF Fig. 17: Ficus gomelleira Kunth & Bouché — Secção transversal da lâmina foliar exibindo seu padrão anatômico. Epiderme Dorsa! — Simples, com células de secção transversal retangular e dimensões muito variáveis. Cuti- cula de espessura igual ou equivalente a 1/2 ou 1/3 da al- tura celular, ondulada e estriada. Estômatos ao nível da epiderme, apresentando cã- mara antiestomática formada por projeções cuticulares. Pêlos simples, uni e pluricelulares, inseridos ao ní- vel epidérmico por dilatação basal cuneiforme ou arre- dondada, rematada por um leve estrangulamento. lela à superfície foliar e em diferentes direções, emitindo ramificações para o interior do mesofilo, sem que, con- tudo, atinjam o lacunoso. Os ramos mais profundos rela- cionam-se com os elementos que envolvem os feixes con- dutores, podendo, neste caso, atravessar o mesofilo. Tal arranio determina a quase total ausência de esclerócitos nas câmaras de parênquima lacunoso. Raramente são ob- servados em contato com a epiderme dorsal (Figs. 18 e 19). ORIGEM E CLASSIFICAÇÃO DOS ESCLERÓCITOS FOLIARES... Fig. 18: Ficus gomelleira Kunth & Bouché — Secção transversal da lâmina foliar em luz polarizada, evidenciando a distribuição dos esclerócitos no mesofilo. Tipologia Os esclerócitos encontrados em Ficus gomelleira foram descritos por MELLO-FILHO (1963) como apre- sentando forma colunar ou ramificada com aspecto de L, T,Y e outros. Pela análise dos esclerócitos isolados da lâmina fo- liar, é possível verificar que eles pertencem às duas catego- rias estabelecidas por RÃO & BHUPAL (1973), mono- mórficos e polimórficos. Tal como ocorre em Ficus catappaefolia, Ficus go- melleira exibe poucos elementos da categoria monomór- fica, os quais se enquadram a um só tipo, o filiforme (Fig. 20). As formas polimórticas, além de mais numerosas, são, também, mais diversificadas, encontrando-se escleró- citos dos tipos tricoescierócitos, rizoescierócitos, ofiuro- esclerócitos e esclerócitos com aspecto de Te Y (Figs. 20 e 21). Estrutura da Folha Jovem A folha apresenta-se revestida por intensa pilosida- de, em ambas as faces, com pêlos de formas variáveis, simples unicelulares, simples pluricelulares e pluricelula- res capitados, do tipo claviforme, em cuja cabeça encon- tra-se de uma a oito células. Os pêlos estão inseridos ao nível das paredes periclinais internas da epiderme, por meio de célula basal cônica. Em Ficus gomelleira, observa-se fenômeno idênti- co ao observado em Ficus catappaefolia com relação à ca- 197 Bouché — Distribuição dos es- clerócitos observada por transparência foliar em luz polarizada. 198 ' " LJ. NEVES Fig. 20: Ficus gomelleira Kunth & Bouché — 1,2,3 — Esclerócitos monomórticos filiformes; 4 a 11 — esclerócitos polimórficos; 4,5,6 e 7 — com aspecto de T; 8,9,10 e 11 — com aspecto de Y. ORIGEM E CLASSIFICAÇÃO DOS ESCLERÓCITOS FOLIARES... 199 Fig. 21: Ficus gomelleira Kunth & Bouché — Esclerócitos polimórficos; 1,2,3,4 — rizoesclerócitos; 5,6, 7,8 — ofiuroesclerócitos; 9 — tricoesclerácitos. 200 t L. J. NEVES 36 mo. 22 Fig. 22: Ficus gomelleira Kunth & Bouché — Padrão anatômico da folha jovem, correspondente ao estádio 1 de seu desenvolvimento (Fig. 16). ducidade dos pelos, persistindo apenas parte desse indu- mento nas folhas adultas. As epidermes são uniestratificadas, formadas por células altas e mais estreitas, quando comparadas com as do mesofilo. Nos primeiros estádios de desenvolvimento, o me- sofilo é constituído por quatro a cinco estratos celulares, compactamente dispostos. Já aí é possível observar-se O início da diferenciação do sistema vascular (Fig. 22). Origem e Desenvolvimento dos Esclerócitos Têm origem nos primeiros estádios de diferencia- ção da lâmina foliar, quando esta se encontra em estado meristemático. Diferenciam-se a partir das células que envolvem os cordões pró-cambiais, distinguindo-se das demais por sua maior dimensão, ligeiro espessamento da parede e homogeneidade de conteúdo, características es- tas reconhecidas por FOSTER (1947) para os primórdios de esclerócitos. À medida que a lâmina foliar se diferencia, os es- clerócitos crescem, acompanhando a expansão da folha e introduzindo-se através das células do mesofilo. Deste modo, combinam os tipos de crescimento simplástico e intrusivo. Na orientação do crescimento desses elemen- tos, predomina o avanço em direção à epiderme ventral. Contudo, podem dispor-se, também, em sentido oblr- quo, e muito raramente mostram orientação horizontal. Ao atingirem o limite externo do parênquima pali- Li Fig. 23: Ficus gomelleira Kunth & Bouché — Lâminas foliares correspondendo aos estádios 2,3,4 e 5 observando-se o apareci- mento de célula mãe de esclerócito na fase 5. ORIGEM E CLASSIFICAÇÃO DOS ESCLERÓCITOS FOLIARES... Fig. 24: Ficus gomelileira Kunth & Bouché — Lâminas foliares correspondendo aos estádios 6,7 e 8 mostrando o desenvolvi- mento dos esclerócitos. çádico, os esclerócitos adquirem um sentido de cresci- mento paralelo à superfície foliar, alojando-se entre o pa- licádico e a epiderme e ramificando-se em várias direções. Alguns. desses ramos podem alcançar o estrato externo da epiderme, enquanto outros se introduzem por entre as células do paliçádico. Os esclerócitos, orientados obli- qua e horizontalmente, dispõdem-se entre as células da pa- ligada. Estes elementos podem situar-se em plano parale- lo e adjacente à epiderme dorsal, sem que, contudo, ve- nham a ocupar as câmaras do lacunoso (Figs. 23 e 24). Ficus nymphaeifolia Mill. , (Figs. 25-36) Arvore de grande porte atingindo, em média, a al- tura de doze a quinze metros (Fig. 25). Possui folhas pa- piráceas, longamente pecioladas, de forma cordata, dor- salmente verde-acinzentadas, de margem lisa. Preceden- do a queda, as folhas adquirem colorido amarelo intenso e brilhante, que dá à árvore um aspecto extremamente vistoso, Padrão de venação do tipo broquidódromo (Fig. 26). Gemas foliares compostas geralmente por oito fo- lhas, com variação de uma, para mais ou para menos. As dimensões destes elementos situam-se entre 2 mm e 95 mm. Como acontece com Ficus catappaefolia e Ficus go- melleira, a folha externa das gemas de Ficus nymphaeifo- fia tem menor comprimento, sendo relativamente mais larga e sua lâmina mais espessa que a de sua precedente (Figs. 27 e 28). 201 23 Fig. 25: Ficus nymphaeifolia Mill. — Aspecto geral da copa de um dos grandes exemplares encontrados no Jardim Botânico do Rio de Janeiro, RJ. Fig. 26: Ficus nymphaeifolia Mil. — Folha evidenciando suas características morfológicas e o padrão de venação. 202 Fig. 27: Ficus nymphaeifolia Mill. — Aspecto da gema utilizada para o estudo ontogenético dos esclerócitos. 6 L. 3. NEVES Padrão Anatômico Caracteres Gerais — Folha dorsiventral, hipostomá- tica, anfígena, glabra, segundo descrição anatômica ante- rior (MELLO-FILHO & NOLLA — LEITÃO, 1975), con- firmada no material em estudo (Fig. 29). Epiderme Ventra! — Múltipla, constituída por dois estratos celulares. As células do estrato externo mostram secção transversal de forma predominantemente retangu- lar e tamanho variável, estando recobertas por cutícula lisa, estriada, isotrópica, com espessura equivalente a 1/3 da altura celular. A cutícula pode insinuar-se levemente através das paredes anticlinais. Litocistos situados sob ligeiras depressões da epi- derme, chegando a atingir o nível do estrato coletor. Cis- tólitos, de superfície verrucosa e massa do estroma com estriações concêntricas e irradiantes. Pedúnculo com di- latação distal. Epiderme Dorsa! — Predominantemente simples, exibindo localmente características de múltipla, em vir- tude de divisões periclinais de seus elementos. Células de secção transversal retangular ou quadrangular, observan- do-se redução de suas dimensões nas regiões que reco- brem as nervuras. Cutícula espessa, podendo ultrapassar, igualar ou equivaler a 1/3 ou 1/4 da altura celular, com a variação condicionada à diferença da altura celular. Mos- tra-se ainda ondulada, estriada e com esfoliação incipien- te. ; 35 em Fig. 28: Ficus nymphaeifolia Mill. — Variação do tamanho das folhas que compõem a gema. A total caducidade foliar é observada anualmente entre os meses de agosto e setembro, sendo igualmente verificado um período de 15 a 20 dias entre o apareci- mento das gemas e a expansão foliar. Estômatos localizados ao nível epidérmico, com intensa cutinização das paredes limitantes do ostíolo. Mesofilo — Paliçada bisseriada, com estrato exter- no formado por células altas, estreitas, compactamente ORIGEM E CLASSIFICAÇÃO DOS'ESCLERÓCITOS FOLIARES... 203 103 um € 29 Fig. 29: Ficus nymphaeifolia Mill. — Secção transversal da lâmina foliar exibindo seu padrão anatômico. dispostas. O estrato interno difere do precedente por apresentar células mais curtas, menos densas, deixando entre si pequenos espaços intercelulares. A paliçada acha-se interrompida pela presença de células cristalíferas contendo drusas. Ocorrem isoladas ou reunidas duas a duas, seguindo a disposição da paliça- da. No estrato externo, as células exibem secção longitu- dinal elítica, enquanto que nos estratos mais intemos seu contorno é circular ou arredondado. Ocorrem mais Tfre- quentemente no contato entre os estratos paliçádicos, es- tando em menor número entre a paliçada interna e as cé- lutas coletoras. Lacunoso — Organizado em câmaras pela ocorrên- cia de nervuras transcurrentes. Do tipo miceliforme com modificações, mostra elementos diversificados, de secção transversal ora alon- gada e estreita, ora globosa, À forma globosa, precursora da alongada, acha-se dispersa por toda a região do parên- quima lacunoso, predominando, no entanto, no contato com a epiderme dorsal. Nesta região, em posição adja- cente às nervuras transcurrentes, também ocorre um es- trato paliçádico. Células drusíferas, semelhantes às descritas para a paliçada, encontram-se dispersas pelo lacunoso e, mais Nos “ui Fig. 30: Ficus nymphaeifolia Mill. — Secção transversal da lâmina foliar em luz polarizada evidenciando a distribuição dos esclerócitos no mesofilo. 204 frequentemente, no contato com a epiderme dorsal, Laticíferos dispostos ao longo das nervuras e sob as epidermes, num plano paralelo a estas, podendo mos- trar-se reunidos aos esclerócitos em posição subepidér- mica. A Disposição dos Esclerócitos Ocorrem como idioblastos em posição subepidér- mica, dispostos paralelamente à superfície foliar ou per- pendicularmente a esta, invadindo o parênquima paliçã- dico. Estão presentes ainda associados às nervuras, acompanhando a disposição de seus elementos ou esten- dendo-se e ramificando-se, em várias direções, através dos parênquimas paliçádico e lacunoso (Figs. 30 e 31). Raramente acham-se relacionados à epiderme dor- sal. Tipologia Os esclerócitos de Ficus nymphaeifolia, reconheci- dos e descritos pela primeira vez por MELLO-FILHO, NOLLA-LEITÃO (1975) como “idioblastos esclerócíti- cos volumosos, ramificados”, mostram variação de for- mas, quando observados isoladamente, dissociados dos tecidos da lâmina foliar. Como em Ficus catappaefolia e Ficus gomelleira, Ficus nymphaeifolia também possui esclerócitos das ca- tegorias monomórfica e polimórfica, estabelecidas por 700 um MR - e | Fig. 31: Ficus nymphaeifolia Mill. — Distribuição dos escleró- citos-observada por transparência foliar em luz polarizada. L. J. NEVES RAO & BHUPAL (1973). O maior número de elementos encontrados pertencem à categoria monomórfica, embo- ra todos se enquadrem no tipo filiforme (Fig. 32). As formas polimórfica, mais raras, exibem maior diversidade tipológica, sendo possível reconhecerem-se tricoescieró- citos, ofiuroescierócitos e esclerócitos com aspecto de T e Y (fig. 33). Estrutura da Folha Jovem A lâmina foliar jovem, em estado meristemático, é constituída por protodermes ventral e dorsal uniestrati- ficadas, com células altas e estreitas, revestidas por pé- los do tipo claviforme, formados por uma célula basal, de altura variável, implantada ao nível da camada exter- na. No ponto de inserção, as paredes anticlinais mos- tram-se levemente mais espessas. A cabeça é pluricelular, com número de células variável entre dois a oito. Os pêlos são 'mais abundantes na face ventral da lá- mina, reduzindo-se, gradativamente, à medida que a es- trutura se expande, até estabelecer-se a cafacterística gla- bra das folhas adultas (Fig. 34). Origem e Desenvolvimento dos Esclerócitos Originam-se a partir de células que formam a bai- nha dos feixes condutores. Crescem introduzindo-se atra- vés das células do mesofilo, à proporção que este se dife- rencia. Deste modo, os elementos esclerenquimatosos combinam as características de crescimento simplástico e intrusivo. A diferenciação dos esclerócitos ocorre quando a lâmina foliar se encontra em estádio de desenvolvimento primitivo, correspondendo o seu aparecimento à fase três da expansão foliar (Figs. 35 e 36). DISCUSSÃO Através do levantamento bibliográfico realizado para o estudo dos esclerócitos, verifica-se que, para tais estruturas encontradas no gênero Ficus, nada foi acres- centado às citações iniciais de RENNER (1907) e SO- LEREDER (1908) e posteriormente às de METCALF & CHALK (1950), MELLO-FILHO (1963) e MELLO-FI- LHO & NOLLA-LEITÃO (1975). Na bibliografia pertinente ao estudo anatômico das espécies do gênero Ficus, encontra-se referência apenas aos tipos de esclerócitos observados entre os tecidos do mesofilo, não tendo sido classificados em separado, isto é, isolados dos demais tecidos da lâmina foliar. Tal pro- cedimento leva ao reconhecimento de um número de formas limitado, tendo em vista a impossibilidade de ob- servação dos esclerócitos em sua plenitude de forma. Assim sendo, não havia informações da verdadeira tipologia, ontogenia e processos de crescimento dos es- clerócitos encontrados nas espécies de Ficus. Na tentativa de classificar os esclerócitos encontra- dos em Ficus catappaefolia, Ficus gomelleira e Ficus nymphaeifolia, pela análise das estruturas isoladas, veri- ficou-se que eles se ajustam às categorias dos Monomórfi- cos e dos Pofimóriicos, estabelecidas por RÃO & BHU- ORIGEM E CLASSIFICAÇÃO DOS ESCLERÓCITOS FOLIARES... PAL (1973). Tal divisão, segundo os autores citados, ba- - seia-se na constância da forma que os esclerócitos exi- bem. São monomáórficos os esclerócitos que têm uma forma simples, em geral sem ramificações, mas ainda que existam não alteram a forma básica do corpo. Nas três espécies estudadas, os esclerócitos mono- mórficos encontrados são do tipo filiforme, correspon- dendo a formas alongadas, finas e de extremos aguça- 205 dos, semelhantes a fibras. Alguns mostram ramificações em uma ou em ambas as extremidades, sendo encontra- dos penetrando o mesofilo em direções variáveis, chegan- do a ocupar posição subepidérmica. A denominação filiforme foi estabelecida por FOS- TER (1946) para esclerócitos encontrados em algumas espécies de Mouriria (Melastomataceae). Posteriormente, o tipo foi reconhecido por RAÃO (1948) e BHUPAL Fig. 32: Ficus nymplaeifolia Mill. — Esclerócitos moncmárficos filiformes. ui L. J, NEVES Fig. 33.: Ficus nymphaeifolia Mill. — Esclerócitos polimórficos; 1.2.3 — com aspecto de Y; 4 — com aspecto de T; 5— tricoesclerácito; 6 e 7 — ofluroesclerócito. ORIGEM E CLASSIFICAÇÃO DOS ESCLERÓCITOS FOLIARES.... 207 Fig. 34: Ficus nymphaeifolia Mill. — Secção transversal da lâmina foliar correspondente ao estádio de seu desenvolvimento (Fig. 28). IT 7 B ate A T | Tum 5 om SERIO dá aah: RACE 36 Fig. 35: Ficus nymphaeifolia Mill. - Lâminas foliares correspon- Fig. 36: Ficus nymphaeifolia Mill. — Lâminas foliares correspon- dendo aos estádios 2,3,4 e 6 observando-se o aparecimento de dendo aos estádios 6,7 e 8 mostrando o desenvolvimento dos célula mãe de esclerócito na fase 3. esclerócitos. 208 (1971) em 17 espécies de Olea; por RÃO (1953) em 2 espécies de Ligustrum; por RÃO (19504, 1957b) e BHU- PAL (1971) em 13 espécies de Linociera (Oleacese) e por RÃO (1957b) e BHUPAL (1971) em 95 espécies de Memecylon (Melastomatacese). Segundo RÃO &WEE (1966), estão também presentes nas espécies Cyathoca- lyvx ramuliflorus Sincl., Desmos dasymaschalus Saff. e Phaenthus ophthalmicus Sincl. (Annonaceae) e na espé- cie Gymnacrathera forbesii (King) Warb. (Myristicaceae). Recentemente, PAVIAN! &CAVALCANTI (1977) mencionam esclerócitos filiformes em Annona pygmaea Warm. (Annonaceae). Na categoria polimórfica, estão incluídos os escle- rócitos que apresentam formas básicas variáveis e proces- sos de ramificação heterogêneos, RÃO & BHUPAL (1973). Esta categoria acha-se subdividida em quatro ou- tras, que abrangem um total de nove tipos de escleróci- tos. Nas espécies de Ficus estudadas, foi possível iden- tificarem-se os seguintes tipos de esclerócitos polimórfi- cos: rizoesclerócitos, esclerócitos com aspecto de Te com aspecto de Y, tricoesclerócitos, ofiuroesclerócitos, libroesclerócitos e esclerócitos polirramificados. Rizoesclerócitos e esclerócitos com aspecto de Te Y encontrados em Ficus catappaefolia, Ficus gomelleira e Ficus nymphaeifolia são tipos de esclerócitos ramifor- mes, caracterizados por apresentarem forma básica colu- nar, com extremos ramificados. A distinção entre os dois tipos é feita pelas seguintes características: Os rizoescierócitos, terminologia criada por RICH- TER (1920), correspondem a formas curtas ou longas, possuindo ramos semelhantes a raízes junto às células do parênquima lacunoso, ou ramos intraepidérmicos dispos- tos paralelamente a seus estratos. Estes esclerócitos foram reconhecidos por SOLEREDER (1908) e METCALF & CHALK (1950) em Cleyera grandiflora Hook. f. & Thomas e por BEAUVISAGE (1920) em Adinandra jfackiana Korth e Adinandra dumosa Jack. (Theaceae); por RÃO (1951b, 1958) em Diospyros discolor Willd. (Fbenaceae) e em algumas espécies de Niebuhria (Cap- paraceae); por DE ROON (1967) em espécies de ARuys- chia, Souroubea e Norantea (Marcgraviaceae) e por RÃO & BHUPAL (1973) em Eustigma oblongifolium Gard & Champ. (Hamamelidaceae). Os esclerócitos com aspecto de T e Y são conside- rados variantes do tipo com aspecto de |. Mostram forma colunar, com ou sem intumescência na porção mediana, desenvolvendo ramos intraepidérmicos em um dos pólos. Tais esclerócitos foram identificados por MELLO-FI- LHO (1963) em Ficus catappaefolia e Ficus gomelleira; por MELLO-FILHO e NOLLA-LEITÃO (1975) em Fi- cus nymphaeifolia; por SINGH (1967) em algumas espé- cies de Fagraea (Loganiaceae) e por GRIFFITH (1968) e RÃO & BHUPAL (1973) em Osmanthus fragrans Lour. (Oleacese). Convém ainda assinalar-se a ocorrência de es- clerócitos colunares ramificados, com ramos muito de- senvolvidos, observados por FOSTER (1946) em Mouri- ria cauliflora DC. e Mouriria abnormis Naud; por RAO & KULKARNI (1952) e ARZEE (1953a, 1953b), respec- L. J. NEVES tivamente, em Olea dioica Roxb. e Olea europaea L. Tricoesclerócitos, ofiuroesclerócitos e libroescleró- citos são considerados variantes do tipo astroescierócito. A denominação astroesclerócito criada por TSCHIRCH (1889) era aplicada a um conjunto de for- mas celulares bastante heterogêneo, exibindo braços ra- diados. Com a introdução de novos termos descritivos para algumas formas de astroescierócitos, a denominação primitiva é aplicável apenas às formas típicas, isto é, a es- clerócitos que possuem uma parte central espessada, pe- queno ou grande lume, e número de braços variáveis, re- lativamente curtos, dispostos radialmente, em todas as direções. Segundo RÃO & BHUPAL (1973) as formas de astroesclerócitos que se apresentam modificadas, em vir- tude do aumento do comprimento dos braços, perten- cem a uma das três categorias anteriormente menciona- das, e cujas principais características são a seguir analisa- das. Tricoesclerócitos — esclerócitos que exibem forma de H devido à presença de quatro braços, estendidos em direções opostas, dispostos paralelamente à superfície fo- liar. O termo tricoesclerócitos foi proposto por BLOCH (1946) e adotado em trabalhos posteriores, muito embo- ra o tipo morfológico já houvesse sido reconhecido por vários pesquisadores. VAN TIEGHEM (1866, 1891) fez referência a pêlos internos em forma de H, SACHS (1882) denominou tais esclerócitos de tricoblastos, DE BARY (1884) mencionou pêlos internos, FRANCKEN (1890) reconheceu-os apenas como esclereídeos. NICOLSON (1960), RÃO (1964) adotaram o ter- mo tricoesclerócito no estudo de alguns “taxa” de Ara- ceae, sendo a presença de tais estruturas confirmadas por RAO & BHUPAL (1973) em muitas espécies de Scindap- sus e Rhaphidophora (Araceae). Ofiuroescierócitos — correspondem às formas que têm ramos longos, de comprimnto variável, dispostos al- gumas vezes paralelamente à superfície da folha, poden- do estenderem-se em direções opostas. O termo foi cria- do por JOHNSSON (1880) quando do estudo da anato- mia foliar de Proteaceae. Mais tarde, RICHTER (1920) aplicou a terminologia à família Marcgraviaceae, sendo a sua utilidade ressaltada por DE ROON (1967), quando estudou detalhadamente os esclerócitos foliares encon- trados na referida família. Libroesclerócitos — O termo criado por RICHTER (1920) aplica-se a esclerócitos que têm uma parte central pequena, com dois ramos curtos e dois muito longos, es- tendidos em direções opostas. Este tipo de esclerócitos, semelhantes a fibras, são mencionados por DE ROON (1967), no caule e folhas de muitas espécies de Maregra- viaceae, por SOLEREDER (1908) e BEAUVISAGE (1920) em Pelliciera rhizophora Tr. &PI. (Theaceae) e por VAN TIEGHEM (1866), RICHTER (1899), BLOCH (1946), NICOLSON (1960), RAÃO (1964), SIGH (1968) e BHUPAL (1971) em muitas espécies dos gêneros Scin- dapsus e Rhaphidophora. Esclerócitos polirramificados são encontrados em apenas uma das espécies de Ficus estudadas, Fícus catap- paefolia. Estes se caracterizam por exibir formas bizar- ORIGEM E CLASSIFICAÇÃO DOS ESCLERÓCITOS FOLIARES... ras, diferindo uns dos outros, no aspecto e ramificação, na mesma expansão foliar (RÃO & BHUPAL, 1973). Primitivamente, TSCHIRCH (1889) incluiu tais es- clerócitos na categoria de astroescierócitos. RICHTER (1920) criou o termo idicescierócitos, sendo o mesmo adotado por DE ROON (1967), separando assim formas bizarras das formas estreladas puras, reconhecidas como astroesclerócitos. Foster (apud RÃO & BHUPAL, 1973) não aceitou à separação dos idioescierócitos como uma categoria dis- tinta, preferindo a denominação “esclerócitos polimórfi- cos” de RAO (1950b), pois, segundo ele, o prefixo ídio (diferente do peculiar) representa uma característica co- mum de todos os tipos de esclerócitos ramificados, e por esta razão não é um termo morfologicamente explicati- Vo. Da análise dos tipos morfológicos dos esclerócitos das três espécies de Ficus, estudados segundo a tipologia de RAO & BHUPAL (1973), verifica-se a existência de uma variação morfológica muito ampla, que por vezes se ajusta com dificuldade às características dos diversos pa- drões. O critério de caracterização, na quase totalidade dos casos, em nenhum momento considera a origem dos elementos, baseando-se unicamente no aspecto estrutural exibido pelos elementos desenvolvidos. Segundo PEREIRA DOS SANTOS (1974), tal crité- rio é arbitrário, uma vez que não envolve todas as formas conhecidas. Para ESAU (1965), o polimorfismo dentro de uma mesma categoria e a existência de formas de tran- sição entre elas fazem com que as classificações apresen- tem utilidade limitada. Assim sendo, uma classificação puramente morto- lógica leva ao reconhecimento de “tipos” que, podem corresponder a fases do desenvolvimento dos escleráci- tos, condicionadas pelo processo de crescimento e pelo tempo de diferenciação decorrido. Uma classificação baseada na ontogenia dos ele- mentos esclerocíticos parece ser menos artificial, tendo em vista basear-se em um caráter estritamente genético, não envolvendo uma característica apenas fenotípica, Os próprios RAO & BHUPAL (1971) estabelece- ram um tipo de esclerócito, a que denominaram de ídio- fibroesclerócito, baseada na origem do elemento. São fi- bras esclerenquimatosas extraxilemáticas, intimamente associadas às nervuras e vênulas, introduzindo-se no me- sofilo adjacente, onde se ramificam irregularmente. SOLEREDER (1908) e METCALF & CHALK (1950) referiram-se a estes elementos em folhas de vários “taxa” de Angiospermae, enquanto BEIGUELMAN (1962) considerou como fibras pericíclicas, ramificadas no interior do mesofilo, a todos os esclerócitos associados à bainha dos feixes vasculares. Recentemente os idiofibroesclerócitos são men- cionados por RÃO & BHUPAL (1972) em Cynometra cauliflora L. e Cynometra polyandra Roxb. fLegumino- sae); Loropetalum chinense Oliv., Trichociadus ellipticus E. & K., Disnostoma decandrum (Roxb.) Wall. ex. Endl., Linostoma pauciflorum Griff., Linostoma persimite Craib. e Enkleia malaceensis Griff., Enkleia siamensis (Kurz.) 209 Nevl. (Thymelaeaceae), Este tipo de esclerócito foi colo- cado por RÃO & BHUPAL (1973) na categoria dos es- clerócitos po/imórficos. Pela caracterização dos idiofibroescierócitos, verifi- case a importância do conhecimento ontogenético. A omissão de sua natureza permitiria o reconhecimento de tais elementos como esclerócitos polirramificados, trico- esclerócitos, ofiuroescierócitos, esclerócitos filiformes, ou outro tipo, devido à similaridade de forma. Tal fato pode ser comprovado pela ilustração dos tipos de escle- rócitos apresentada por RAO & BHUPAL (1973), na qual os autores têm o cuídado de representar os idiofi- broesclerócitos associados aos elementos dos feixes con- dutores, sem o que, o tipo se confundiria com outros morfologicamente semelhantes. Outro aspecto que envolve a necessidade do conhe- cimento ontogenético dos esclerócitos é o de sua possível dupla origem em uma espécie. Como as classificações são feitas utilizando-se material dissociado, esclerócitos origi- nalmente diferentes são reunidos numa classificação pu- ramente morfológica. CONCLUSÕES Os esclerócitos encontrados em Ficus catappaefo- tia, Ficus gomelleira e Fícus nymphaeifolia originam-se a partir de células que envolvem os feixes condutores, ocor- rendo em Ficus catappaefolia, também, esclerócitos de origem epidérmica. Independente da origem os esclerócitos combinam os processos de crescimento simplástico e intrusivo, exi- bindo, tais células uma ampla variação de dimensões, en- tre 1,5 a 10,bmm, correspondendo as maiores aos escle- rócitos encontrados em Ficus nymphaeifolia. A lignificação dos esclerócitos ocorre em fase avan- cada da diferenciação foliar, estando relacionada à abdu- ção foliar e à mudanca de textura da lâmina. O estudo de exemplares de uma mesma espécie, ocupando diferentes habitats, não revelou qualquer mo- dificação com relação à origem, desenvolvimento e forma dos esclerócitos. Em virtude do grande número de formas exibidas, a classificação deve prescindir da diversificação de tipos, adotando-se, somente, as categorias de monomórficos e polimórticos, baseadas na constância da forma básica do corpo, quando da necessidade de reconhecimento tipo- lógico. Ao padrão morfológico deve-se acrescentar a ori- gem dos elementos, classificando-se os esclerócitos de Ficus catappaefolia como idiofibroesclerócitos e escleró- citos epidérmicos, enquanto Ficus gomelteira e Ficus nymphaeifolia possuem apenas idiofibroesclerócitos. As espécies ora estudadas, assim como a quase to- talidade das anteriormente citadas como portadoras de esclerócitos foliares, são espécies americanas, pertencen- tes ao subgênero Urostigma. Apenas Ficus pisifera Wall. e Ficus obscura Bl., pertencentes ao subgênero Ficus, secção Sycidium e respectivamente às subsecções Pa/eo- morphe e Sycidium, constituem, pela posse de escleróci- tos, um conjunto merecedor de uma revisão crítica que reavalie suas potenciais afinidades. 210 CORNER (1961), ao rever a taxinomia do gênero Ficus, manifestou-se nesse sentido, ao levantar questão relativa ao caráter complicado desta secção, e dá ênfase a que ela necessita de um estudo mais aprofundado para uma correta classificação, inclusive chamando atenção para o fato de que as duas únicas espécies banianiformes, não pertencentes ao subgênero Urbstigma, ou seja, Ficus tinctoria Forst. f. e Ficus virgata Reinw. estão aqui loca- lizadas. RESUMO É feito o estudo da origem e da classificação dos esclerócitos foliares encontrados em Ficus catappaefolia Kunth & Bouché; Ficus gomelleira Kunth & Bouchée Fi- cus nymphaeifolia Mill., pertencentes ao subgênero Uros- tigma e com ocorrência registrada para a região fluminense. O padrão anatômico foliar das três espécies é revis- to, analisando-se a distribuição dos esclerócitos no meso- filo de folhas adultas, plenamente desenvolvidas. A origem dos esclerócitos é esclarecida com base no estudo anatômico da lâmina foliar, desde os primeiros estádios de desenvolvimento, quando totalmente meris- temática, até a fase correspondente à forma adulta, con- cluindo-se que em Ficus gomelleira e Ficus nymphaeifo- fia os esclerócitos originam-se a partir de células da bai- nha dos feixes vasculares, enquanto em Ficus catappae- folia os elementos esclerócitos originam-se tanto da bai- nha dos feixes como de células dos estratos da epiderme ventral, Acompanham-se os processos de crescimento dos esclerócitos, estando associados os tipos simplástico e intrusivo. A morfologia dos esclerócitos é analisada em estru- turas isoladas, aplicando-se a tipologia de RAO & BHU- PAL (1973) à variedade de formas encontradas. Nas três espécies, independente da origem, identificam-se os se- guintes tipos de esclerócitos: filiformes, tricoesclerócitos, ofiuroesclerócitos, rizoesclerócitos, libroesclerócitos, es- clerócitos polirramificados e esclerócitos com aspecto de Te Y, enquadrados nas categorias monomórfica e poli- mórfica. Os elementos encontrados são descritos, medidos e figurados. . Pela ampla variedade de formas exibidas e pela di- ficuldade de reconhecimento de todos os padrões morfo- lógicos existentes, conclui-se que, para as espécies de F;- cus deve ser aplicada apenas a classificação decorrente da forma básica da estrutura, reconhecendo-se, assim, escle- rócitos monomórficos e polimórficos, acrescentando-se a esta classificação a origem dos referidos elementos. SUMMARY The present paper states the origin and classifica- tion of the foliar sclereids found in Ficus catappaefolia Kunth & Bouché, Ficus gomelteira Kunth & Bouché and Ficus nymphaeifolia Mill., belonging to the subgenus Urostigma whose occurence is noted throughout the re- gion of Rio de Janeiro. The foliar anatomical pattern of the three species is examined, analyzing the distribution of the sclereids in the mesophyl! of the adult leaves, fully developed. L. J. NEVES The origin of the sclereids is revealed through the study of the anatomy of leaf blade, beginning with first stages of development, when totally meristematic, until the stage corresponding to the adult form, wherein one concludes that in Ficus gomelleira and Ficus nymphaei- folia, the sclereids originate in the cells of the sheath of the vascular bundle, while in Ficus catappaefolia the scle- reid elements originate both in the sheaths of the bun- dles and in the ventral epidermal stratum cells. The pro- cesses of development of the sclereids are studied, being observed the symplasti6 and intrusive types associated. The morphology of the sclereids is examined in isolated structures, applying the typology of RAO & BHUPAL (1973) to the variety of forms discovered. In the three species, independent of origin, the following types of sclereids are identified :filiforms, trichosclereids, ophiurosclereids, rhizosclereids, librosclereids, polyra- mous sclereids, and T-shaped and Y-shaped sclereids, which fit into the monomorphic and polymorphic cate- gories. The elements found are described, measured, and sketched. Beacause of the great variety of exibited forms and the difficulties encountered in recognizing all of the existing morphological patterns, it is concluded that for the species Ficus the classification scheme that arises from the basic structural form is the only one that should be applied, recognizing, therefore, monomorphic and po- lymorphic sclereids, adding to this classification scheme the origin of the above mentioned elements. + REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ARZEE, TOVA, 19534 — Morphology and ontogeny of foliar sclereids in Ofea europese |. Distribution and Structure. Am. J. Bot., 40 :680-687. ARZEE, TOVA, 1953b — Morphology and ontogeny of foliar sclereids in O/ea europaea Il, Ontogeny. Am. !. Bot., 40 :145-752. BAILEY, IW. & NAST, €.G., 1944 — The comparative morphology of the Winteraceae: V. Foliar epidermis and sclerenchyma. 4. Arnold Arbor., 25:342-348. BAILEY, LW. & NAST, €.G., 1945 — Morphology and relationships of Trochodendron and Tetracentron, 1. Stem, root and leaf. ! 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